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Chefe da RBR rebate Alonso e insinua que Ferrari não sabe perder – Tazio

Chefe da RBR rebate Alonso e insinua que Ferrari não sabe perder - Tazio

Questionado pela rádio Catalunya se a RBR era uma má perdedora, Horner resolveu contra-atacar. “Não, no esporte, você tem que ganhar e perder. E quando você perde, você tem que trabalhar mais e não reclamar sobre bandeiras amarelas”, disparou.

Chefe da RBR rebate Alonso e insinua que Ferrari não sabe perder – Tazio.

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FUFA Awards 2012 – Premiação

Aqui, Alonso levou a melhor

Olá, pessoal! Estamos hoje para dar os prêmios do FUFA Awards 2012. Primeiramente, agradeço a todos que contribuíram com a eleição e permitiram a festa que presenciam. Sem mais delongas vamos aos resultados: (Vou também dar meus pitacos conforme os resultados)

Melhor piloto: (Total de votos: 102)

Fernando Alonso 37%
Sebastian Vettel 33%
Kimi Raikkonen 24%
Lewis Hamilton 3%

Outros 3% (3 votos)

Kamui Kobayashi 2
Felipe Massa 1

Votação bem equilibrada, como foi este campeonato. E o prêmio vai com todos os méritos para Fernando Alonso. A temporada dele foi espetacular, a título só escapou mais por questões além da sua capacidade. Ainda assim, o troféu de melhor piloto vai para as Astúrias, em boas mãos.

Pior piloto: (92)

Narain Karthikeyan 37%
Michael Schumacher 33%
Bruno Senna 13%
Pedro de la Rosa 4%
Heikki Kovalainen 2%

Outros 12% (12)

Romain Grosjean 10
Fernando Alonso 1
Felipe Massa 1

Essa votação também foi equilibrada, mas a escolha foi meio obvia em detrimento a Narain Karthikeyan, embora os votos para Michael Schumacher foram a representação da dificuldade da sua segunda passagem, que terminou este ano. Para os “vencedores” da categoria, um troféu nada singelo para eles. Destaco a presença maciça de Romain Grosjean nos “Outros” mostrando que as marcas deste ano foram as piores possíveis.

Melhor equipe: (99)

Red Bull 87%
McLaren 7%
Lotus 6%
Ferrari 0%

Aqui, houve uma lavada. Levando em conta o conjunto, equipamento-piloto-mecânicos-engenharia, a turma dos energéticos fez o melhor trabalho, e, não à toa, levou essa. Só a vantagem não representa bem a diferença para as demais, mesmo assim. Festa lá em Milton Keynes.

Pior equipe: (92)

HRT 81%
Marussia 8%
Caterham 3%

Outros 7% (7)

Ferrari 3
Mercedes 3
Toro Rosso 1

Outra barbada, esse foi o desfecho da saga da HRT na Fórmula 1. A equipe espanhola ainda conseguiu sobreviver até o fim do ano e não morreu na praia como nanicas do passado, mas a sua despedida, foi com confusão dentro da equipe e com muitos problemas estruturais. O alívio é que não vai defender o título ano que vem.

Melhor carro: (101)

Red Bull RB8 60%
McLaren MP4/27 34%
Lotus E20 3%
Sauber C31 3%
Os outros carros não foram votados

Nesta votação, aconteceu algo parecido com o item acima. A Red Bull foi eleita, mas não mostrou potencial para ter a vantagem que teve. Muito por problemas mecânicos que teve durante a temporada. Mas a genialidade de Adrian Newey e o bom conjunto (e até alguns segredinhos, já que todo carro tem) foram a receita de sucesso em 2012.

Pior carro (98)

HRT F112 88%
Marussia MR01 6%
Toro Rosso STR7 3%
Caterham CT-01 2%

Outros 1% (1)

Mercedes W03 1

O que se aplica à HRT no item pior equipe, se reflete no item “Pior carro”.

Melhor corrida (98)

GP do Brasil 69%
GP de Abu Dhabi 15%
GP dos Estados Unidos 7%
GP da Europa 6%
GP do Canadá 2%
GP da Malásia, GP da Espanha e GP da Bélgica não foram votadas
Houve uma abstenção

Como diria o ditado: a última impressão é a que fica. Foi uma temporada com corridas muito boas, mas o final em Interlagos foi realmente digno de cinema. Com certeza é um prêmio merecido.

Pior corrida (77)

GP da Coreia do Sul 31%
GP da Índia 31%
GP da Hungria 19%
GP de Mônaco 18%

O alívio desta temporada foi o fato de termos mais corridas no índice de “melhor corrida” do que o de “pior corrida”. Na eleição, a mais equilibrada, empate em dois Tilketródromos onde o mais notado foi o pós corrida (O tal de Psy dando a bandeirada na Coreia e a dancinha dos indianos no pódio). Em termos de corrida, foram sem graça mesmo.

Estreante do ano (78)

Jean-Eric Vergne 48%
Charles Pic 39%

Outros 13% (12)

Aqui entra uma observação: Romain Grosjean não entra na lista por ter corrido em 2009. Os outros dois franceses foram os estreantes. Nesse caso, a escolha foi por Vergne, mesmo cometendo uma série de erros, conseguiu boas exibições e somou pontinhos importantes para ganhar o confronto direto com Daniel Ricciardo. Mas sabe que terá que fazer muito mais do que fez.

Surpresa do campeonato (93)

Sergio Perez 52%
Pastor Maldonado 24%
Nico Hulkenberg 20%
Charles Pic 1%
Timo Glock 0%

Outros 4% (4)

Kimi Raikkonen 2
Fernando Alonso 1
Lewis Hamilton 1

Foi um ano que surgiu algumas caras novas. Sergio Perez é uma das delas. O mexicano quase ganhou na Malásia e conseguiu mais dois pódios. Justificou a sua ida para McLaren. A parte final do campeonato não foi boa, mas agora a motivação é outra e 2013 pode ser que ele apareça de novo no tópico.

Decepção do campeonato (90)

Michael Schumacher 28%
Romain Grosjean 18%
Bruno Senna 16%
Mark Webber 12%
Jenson Button 8%
Paul di Resta 3%
Daniel Ricciardo 2%
Heikki Kovalainen 2%
Nico Rosberg 1%

Outros 9% (9)

Felipe Massa 5
Fernando Alonso 1
Lewis Hamilton 1
Ferrari 1
McLaren 1

Outra enquete equilibrada. No fim, mais uma vez a lembrança nada positiva da segunda passagem do Heptacampeão foi a mais lembrada entre vocês. Até o próprio Schumi sabe que essa passagem foi aquém das suas expectativas.

Ultrapassagem do ano: (92)

Raikkonen em Schumacher, GP da Bélgica 32%
Hulkenberg em Hamilton e Grosjean, GP de Coreia do Sul 15%
Alonso em Webber e Massa, GP do Brasil 13%
Kobayashi em Vettel, GP do Brasil 13%
Massa em Senna, GP de Cingapura 9%
Vettel em Button, GP de Abu Dhabi 5%
Alonso em Grosjean, GP da Europa 3%
Alonso em Vettel, GP da Itália 3%
Webber em Alonso, GP da Inglaterra 2%
Vettel em Schumacher, GP da Bélgica 2%
Button em Schumacher, GP dos Estados Unidos 0%

Outros 3% (3)

Vettel em Rosberg Austrália 1
Senna em Maldonado e outro 1
Todas em Schumacher 1

Esse talvez tenha sido o item mais difícil de escolher. Foi um ano com muitas ultrapassagens. No fim, ganhou a manobra na Eau Rouge, que só poderia envolver dois grandes nomes da F1. A manobra de Raikkonen em Schumacher foi sensacional. Fica aí o onboard dos dois e todo o desenho do lance:

Patacoada do ano: (94)

Grosjean provocando grande acidente na largada, na Bélgica 61%
Raikkonen errando o caminho, no Brasil 16%
Schumacher abalroando Senna, na Espanha 5%
Schumacher abalroando Vergne, em Cingapura 5%
Maldonado e Hamilton se estranhando na última volta, em Valência 4%
Vergne voando na chincane, na Itália 2%
Perez provocando panca com Grosjean e Webber, em Abu Dhabi 2%
Massa e Senna se enroscando na Austrália 1%
Grosjean acertando Webber, no Japão 1%
Maldonado acertando Perez, na Inglaterra 0%
Kobayashi acertando Button, na Coreia 0%

Outros 2% (2)

Senna em Vettel no Brasil 1
a maioria das corridas do Maldonado 1

Tivemos um pessoal saindo da linha, mas nada supera o feito de Romain Grosjean. A quase hecatombe na La Source serviu-lhe de gancho por uma corrida por conta da bobagem. Não tinha como outro ganhar.

Polêmica de 2012: (83)

Rompimento do lacre do câmbio de Felipe Massa, nos Estados Unidos 52%
Decisões da FIA pós-corrida 21%
Bico de “borracha” da Red Bull 13%
Ultrapassagens de Vettel supostamente sob bandeira amarela, no Brasil 7%
Corrida no Bahrein 5%

Outros 2% (2)

Ferrari e seu jogo de equipe (para variar) 1
quase todas as decisões da FIA 1

Por mais que tenha acontecido algumas coisas com qualquer um, principalmente com a Red Bull, foi justamente a Estaberria de Maranello que justificou sua fama de fazer as coisas que não se deve. Mais uma da Ferrari.

Momento mais marcante (99)

Raikkonen reclamando no rádio, em Abu Dhabi 24%
Kobayashi no pódio, no Japão 17%
Raikkonen errando o caminho, no Brasil 13%
Recuperação de Vettel, em Abu Dhabi 12%
Festa da vitória de Alonso, em Valência 8%
Massa chorando no pódio declarando sua emoção na entrevista de Piquet, no Brasil 8%
Vitória de Maldonado, na Espanha 6%
Batida na largada na Bélgica 6%
Vettel e Schumacher se cumprimentando após o GP Brasil 3%
Segundo lugar de Perez, na Malásia 2%
Vitória de Rosberg, na China 0%

Outros 1% (1)
Sauber dizendo para Perez NÃO ganhar na Malásia 1

O seu retorno na Fórmula 1 foi no melhor estilo Kimi Raikkonen. O seu jeitão foi decisivo nesse item. A bronca no engenheiro da equipe foi simplesmente o ponto alto da corrida em Abu Dhabi, e na visão da galera, também do certame. Pode abrir a champanhe, Matias!

Bom, é isso. Alguém discorda do veredito? Se sim, vai ter que esperar até o ano que vem, quando teremos a eleição do próximo prêmio. Obrigado a todos pela participação e até a próxima! Abraço!

R.I.P. Jacarepaguá

Vejam esse vídeo e chorem. Chorem como eu estou chorando agora. O único circuito que tive a oportunidade de guiar, de acelerar tudo, de quase perder a respiração na freiada retardada.

Chorem por perdermos um traçado único, lindo e feito para pilotos de verdade. Cada curva era um desafio.

Chorem tb por não termos o circuito de Deodoro, que nunca sairá do papel pois fomos enganados.

Nunca mais veremos os boxes com seus arcos tão peculiares.

Não haverá mais corridas por lá…Nunca mais.

Acabou.

Pintou o campeão!!!

Nada o atrapalha. nem a chuva de papel picado!

Tá certo que Juan Manuel Fangio disse “carreras son carreras”, que a o campeonato só acaba na última curva da última corrida, mas parece que nada vai tirar o título daquele que é o melhor piloto do grid na atualidade. Mesmo que o asturiano tenha os defeitos dele, não há como negar que o espanhol é mais rápido que qualquer um no grid. E um corredor que sabe perfeitamente o que precisa fazer para chegar bem. Enfim, só um grande azar lhe tira o tricampeonato.

A corrida de hoje ele conduziu tranquilamente. Até por isso a etapa alemã não foi lá muito emocionante. Parece que aas equipes já descobriram o mapa da mina em relação aos pneus e daqui para frente as corridas devem ser mais enfadonhas. Espero que não, mas não dá para esperar as mesmas empolgações de antes

O espanhol teve as ameaças de Sebastian Vettel e de Jenson Button (que fez a melhor corrida dele desde a vitória na Austrália) , mas soube administrar a vantagem mesmo quando estava na zona do DRS. O asturiano soube se desvencilhar dos retardatários enquanto o alemão mostrou o velho problema de combatividade, enquanto o britânico detonou a borracha em uma freada e ficou sem pneus para brigar.

Alonso ficou seguro até a vitória e abre 34 pontos de vantagem para Mark Webber, o segundo colocado. Só perde o caneco se algo de extraordinário acontecer. Mesmo o carro já mostra que é bem melhor do que no começo do ano e que solucionou o problema de velocidade em reta. Por todos os detalhes, é nítido que o equilíbrio entre os carros deve de manter e o asturiano é regular. Esta foi a 22ª corrida seguida dele nos pontos, está a duas de igualar o recorde de Michael Schumacher entre 2001 e 2003.

Na briga pelo resto, há polêmica. Vettel passou Button à duas voltas do fim, passando por fora no hairpin, usando a área de escape. Button chiou e a manobra foi considerada ilegal pelo s comissários. Vettel foi punido em 20 segundos e caiu para quinto. Honestamente acho a manobra válida, afinal quantas vezes que vi pilotos passando em áreas de escape, por exemplo, aquela batalha Villeneuve-Arnoux, em 1979 , punição pra lá de exagerada!

Depois veio Kimi Raikkonen, no ritmo de sempre, recuperando o terreno perdido, vai somando seus pontinhos burocraticamente, mas vai se mantendo na classificação.

Em quarto lugar ficou Kamui Kobayashi. Grande corrida do mito japonês, brigou duramente com os carros da Force India, com Schumacher e com Sergio Perez. Um resultado que vem em ótima hora, após surgirem as especulações que sua vaga na Sauber estava em risco. Um desempenho digno da sua fama.

Perez também merece cumprimentos. Largou em décimo sétimo e veio atropelando quem estava na frente. Bom sexto lugar para o “Checo”. Atrás dele, veio Michael Schumacher, segurando o carro como podia e somando mais uns pontinhos, mas pouco para quem largava em terceiro.

Webber foi apenas o oitavo. Atuação discreta e o choque de realidade na atuação dele no campeonato, já que está 35 pontos atras e sem perspectivas de falhas do espanhol.

Fecharam os pontuáveis os dois Nicos. O Hulkenberg tentou segurar a quarta posição do grid, mas não conseguiu ir além do nono, já Nico Rosberg veio de 22º e aproveitou da estratégia para subir e ficar como o último pontuável.

Os brasileiros tiveram outra jornada sofrível. Felipe Massa tocou em Daniel Ricciardo na primeira e ficou sem a asa dianteira. Tentou a recuperação, porém não foi além do 12º. Bruno Senna se enroscou com Romain Grosjean na primeira volta e ambos acabaram atrás da Caterham de Vitaly Petrov. Para a Williams, a corrida foi um martírio. Pastor Maldonado caiu muito e foi só o 15º. E sem batida!

Groselha, por sua vez, tem mais motivos para esquecer, pois andou fora da pista mais do que dentro. Corrida desastrosa.

Outro a deletar este GP foi Lewis Hamilton. O inglês teve o pneu furado com os detritos que sobraram do toque do Felipe e acabou ficando para trás. Hamilton levou volta dos líderes e tentou recuperá-la. Fez uma ultrapassagem em Sebastian Vettel e tentou passar Alonso. Depois viu que não ia dar mais nada e foi o único a abandonar, ainda teve que aturar a reclamação do alemão.

Na turma do fundão, destaque positivo para Petrov, que foi o melhor das novatas e ainda ficou na frente de uma Williams e de uma Lotus, e destaque negativo para Timo Glock, que ficou à frente apenas de Narain Karthikeyan.

Bom, é isso. na próxima semana é o carrossel de Hungaroring, onde nos últimos anos andou acontecendo boas disputas. Como estará o humor no paddock? A turma dos energéticos vai lamentar até lá essa punição e o asturiano virá cada vez mais tranquilo rumo ao tricampeonato e ao Olimpo.

Algum questionamento? É só falar! Abraço!

1 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1h31m5s862
2 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 6s949
3 -Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 16s409
4 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 21s925
5 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – a 23s732 *
6 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 27s896
7 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 28s960
8 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – a 46s900
9 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 48s100
10 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 48s800
11 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 59s200
12 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 1m11s400
13 – Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – a 1m16s800
14 – Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – a 1m16s900
15 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – a 1 volta
16 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – a 1 volta
17 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 1 volta
18 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 1 volta
19 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 2 voltas
20 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas
21 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – a 3 voltas
22 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 3 voltas
23 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – a 3 voltas

Não completou
24 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – abandono na volta 58

Volta mais rápida: Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1:18.725 (57)

* – punido em 20 segundos.

Um balanço (quase) final – A temporada

Bom, meus caros, eu não tenho o dom da palavra como muitos aqui (embora o meu labor consista justamente em redigir textos), mas, observando a dificuldade do casola em movimentar o blog (100% compreensível, diga-se de passagem!), resolvi dar uns pitacos para ajudar a fazer a coisa andar.

Apesar de não ter comentado e de não ter aparecido muitas vezes, acompanhei o Blog do Mike desde os seus primórdios, na época do Lance, e achei interessante prestar um auxílio. Não que eu esteja com tempo sobrando para isso, mas, por ora, acho que dá para fazer “uma graça”.

Diante da falta de assuntos automobilísticos relevantes, resta-me fazer um balanço geral da temporada. Talvez vocês concordem, talvez vocês discordem, talvez vocês nem leiam, mas, enfim, vamos lá.

Uma temporada que não será muito lembrada

Se tivesse que definir a temporada de 2011 com uma palavra, eu diria “fraca”. Sem emoção. Vettel é bom, a Red Bull é competente, mas… cadê o tempero? Verdade seja dita: as asas móveis e os kers evitaram que boa parte das corridas se transformassem naquela enfadonha “peregrinação de baratas” que tanto nos assombra desde o início da década passada. Mas é tudo muito artificial. Não há disputas de verdade. O piloto que está “brigando” para fazer a ultrapassagem tem larga vantagem em relação ao que está “brigando” para não ser ultrapassado (que pouco ou nada pode fazer para se defender, como disse o Villeneuve). Não era bem isso que gostariamos de ver, não é mesmo?

Uma grande temporada sem nenhuma ajuda!

Vou dar um exemplo e espero não incorrer no pecado capital dos telespectadores da Rede Globo neste ponto (o ufanismo). Em 2008,não havia asa móvel (havia kers? Não lembro…) (Não, o Kers só entrou em ação no ano seguinte) e as ultrapassagens eram bem mais escassas. Mesmo assim, havia uma certa emoção que hoje não existe. Qual das “ultrapassagens” que tivemos este ano chegou aos pés daquela em que Felipe Massa travou as quatro rodas para ultrapassar as duas McLarens de uma vez, pulando de terceiro para primeiro, na primeira curva da primeira volta do Grande Prêmio da Hungria de 2008 (aliás, que pecado: só existe um vídeo de tal ultrapassagem no youtube e, ainda assim, está em péssima qualidade). E aquela outra, também do Felipe Massa (de novo ele, fazer o que?) no Grande Prêmio do Canadá de 2008, ultrapassando dois carros de uma vez na L´Epingle? Pode ser comparada com alguma de 2011? Acho que não.

A distribuição de forças entre pilotos e equipes também não ajudou. Historicamente falando, sempre que um piloto desponta na frente, a temporada fica fadada à falta de emoção – e há muito tempo já havíamos percebido que o bicampeonato de Fffffettel era questão de (pouco) tempo. É como ver um filme sabendo como vai terminar.

Também acredito que esse sistema atual de pontos está meio exagerado. Os 10 primeiros colocados pontuando? 25 pontos para o primeiro colocado? Não sei se estou virando um velho rabugento (não estou nem perto dos 40), mas gostava dos sistemas de números menores.

Quanta diferença...

Além disso, confesso que o visual dos carros não me agrada muito. Tudo bem, eu já me acostumei, vocês já se acostumaram, mas… que barata feia. Essa história de asas da frente muito largas, traseira muito curta, eixo de rodas curtíssimo, enfim, todas essas regras e limitações não combinam muito com a formula 1. Na verdade, os carros estão um “tesão”, ou seja, um “T” grande, literalmente (a asa dianteira é a linha horizontal de cima e o restante do corpo, incluindo a traseira, é a linha vertical fininha). Particularmente, não gostei. Aliás, em se tratando de visual dos carros, basta dar uma olha na prima pobre, a Formula Indy, para nos darmos conta do quanto a Formula 1 está por baixo no quesito beleza.

Bom, esse é o meu balanço GERAL da temporada até aqui. Depois eu mando um balanço sobre os pilotos.
Leonardo, o saudosista

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