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Barman da Velocidade – Episódio 7 – GP da Inglaterra

Simbora, moçada. Temos mais um episódio pronto. contando a história do GP da Inglaterra

Imagem: Grande Prêmio

Estamos aqui para entregar informação e opinião de bandeja, assim como os engenheiros da Williams! :mrgreen:

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• GP da Inglaterra: melhor corrida do ano

o Williams: o sonho acaba pelos próprios erros
__ Largada genial
__ Sempre parando depois
__ Vacilo fatal
__ Bottas podia ter passado o Massa mais cedo?

o Dobradinha mercêdica

o Pódio inesperado de Vettel
__ Fim de semana complicado
__ Kimi enrolado

o Fogo amigo Lotus e McLaren na largada
o Alonso sai da seca

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Imagens: Fórmula 1 (site oficial), Grande Prêmio, Motorsport.com

Músicas:

Music “DollHeads” by Ivan Chew
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Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Drive” by Alex Berosa featuring cdk & Darryl J
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Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Hidden Blues” by Pitx featuring rocavaco
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Music “Kokokur” by Pitx
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Music “Zest” by Basematic featuring Urmymuse
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Music “Seeker” by Gurdonark
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Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

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A dança da borracha estourada

Salve galera! O GP da Inglaterra entra para a história da Fórmula 1 para o bem e, principalmente, para o mal. A parte ruim fica na conta da família Moratti, dona da Pirelli. A borracha disponível para a etapa de hoje chegou a um nível crítico. Foram pelo menos cinco pneus estourados. Todos foram na mesma posição (traseiro esquerdo) e com cinco carros diferentes. O asfalto de Silverstone pode ser bem abrasivo, mas a quantidade de estouros levou a um nível perigoso demais, trazendo lembranças daquele fatídico fim de semana em Indianápolis.

Valeu Pirelli! (só que não)

Mas no fim, a corrida acabou sendo bem emocionante, seguramente foi a melhor do ano até aqui, mas o que embaralhou as cartas foi a quebra do câmbio de Sebastian Vettel há onze voltas para o fim. O Safety car, ao meu ver foi  desnecessário, pois dava para remover o carro sem  precisar parar a corrida, mas foi isso e as escolhas de parada nos boxes que fez a diferença.

Quem conseguiu se segurar bem na confusão foi Nico Rosberg. O alemão perdeu a posição para o rubrotaurino e andou próximo a corrida toda até o câmbio do líder do campeonato abrir o bico. Na bandeira amarela, a Mercedes errou ao colocar o composto mais duro na parte final, pois perdeu terreno na briga com Mark Webber, mesmo assim, a corrida da Britney foi perfeita e a equipe prateada conseguiu passar no teste das “vantagens do teste secreto”.

E o xeque-mate do campeonato foi para o vinagre

O australiano por muito pouco não conseguiu uma vitória épica. Para variar começou com uma das suas tradicionais largadas inacreditáveis, caindo de quarto para 15º. Mudando a estratégia e aproveitando a turma a sofrer com a borracha. O novo piloto da Porsche foi subindo e nas voltas finais veio voando e chegou muito perto de vencer. Uma bela atuação na primeira corrida após o anúncio da despedida da categoria.

O terceiro posto foi de Fernando Alonso, o homem de sorte. O asturiano foi subindo e descendo no grid, mas acertou nos pneus e subiu ao pódio. E como a sua catiça contra a turma dos energéticos deu certo pela primeira vez após cinco corridas, as esperanças no campeonato ainda sobrevivem.

Lewis Hamilton vai lamentar um bocado a chance perdida no GP caseiro. Fez uma boa largada mas foi a primeira vítima da maldição pirellista. Caindo para último, foi galgando posições e chegou bem perto do pódio. Não foi o domingo dos sonhos, mas a recuperação foi bonita.

Kimi Raikkonen adotou um  moicano misterioso e talvez o mostrasse no pódio, mas a equipe ferrou com ele ao não parar no último SC e viu o segundo lugar ruir para um decepcionante quinto posto. Apesar do resultado aquém das expectativas, o finlandês conseguiu se isolar na maior sequência de pontos da história da Fórmula 1, chegando a 25 corridas seguidas.

Logo atrás, veio Felipe Massa. O brasileiro fez uma grande largada e chegou ao quarto lugar, mas a zica da borracha lhe atingiu e lá foi a chance de um brilho tupiniquim. Quer dizer, até que não, pois a sua recuperação foi muito boa e chegou num sexto lugar satisfatório. Merece um crédito.

Na sequência dois que mereciam mais do que conseguiram. Adrian Sutil e Daniel Ricciardo andaram sempre na zona dos cinco primeiros e estavam em terceiro e quarto na relargada. No entanto, a alegria deles acabou com o mesmo erro de suas equipes, no qual a Lotus cometeu com o Kimi. No fim um sétimo e um oitavo normais.

Fecharam o pontos o aguerrido Paul di Resta, que lutou com muita gente boa durante a corrida inteira e somou dois pontos depois de largar de último. E o outro pontuável foi Nico Hulkenberg, tirando a Sauber da seca de seis corridas.

A Williams vei na sequência com os dois carros. Ficou no quase pela briga de pontos e segue na seca. Não foi a melhor forma de comemorar a corrida 600 da equipe. Mas ainda foi melhor que a McLaren, que viu Jenson Button sofrer no final da prova e Sergio Perez parar como vítima dos pneus malditos. Quem também foi vítima dos estouros foram Esteban Gutierrez, o último antes das nanicas, e Jean-Eric Vergne, o primeiro a sair da corrida.

Rosbife passou no teste da borracha. Santo teste!

Semana que vem tem corrida em Nurburgring, onde talvez algumas atitudes possam ser tomadas. O fato é que a FIA, a FOM e a Pirelli terão que tomar medidas de emergência, pois o desastre de hoje não pode se repetir de novo. Abraço!

Pos. Piloto (Nac./Equipe) Tempo
1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 52 voltas
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 0s7
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 7s1
4º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 7s7
5º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 11s2
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 14s5
7º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 16s3
8º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 16s5
9º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes)  a17s9
10º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 19s7
11º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 21s1
12º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 25s0
13º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 25s9
14º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 26s2
15º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) a 31s6
16º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 36s0
17º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 1min07s6
18º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 1min07s0
Abandonaram:
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) na volta 52
Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) na volta 47
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) na volta 42
Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) na volta 35
Melhor volta: Mark Webber (Red Bull-Renault) 1min33s401 (volta 51)

A única alegria inglesa

Hoje a Mercedes confirmou a lógica. E amanhã?

Fala povo. Vamos em frente com mais uma classificação, da corrida que completa a primeira metade do campeonato (embora a metade exata seja na metade da corrida da Alemanha), mas o GP da Inglaterra (ou Grã-Bretanha para alguns) não vem dando muitas alegrias para quem é da casa, exceto para um piloto.

Lewis Hamilton aproveitou o momento bom da Mercedes em classificação (além da pizza servida no julgamento da FIA) e mostrou para a sua torcida a sua qualidade, voando no Q3 e garantindo mais uma pole position para a montadora alemã. Com os dois carros na primeira fila, cabe a equipe prateada mostrar que os testes secretos tiveram os seus benefícios (embora neguem ate não poder mais) e que o pneu não devore a borracha como sempre, o que seria o normal nessa situação.

Em caso de se confirmar a queda de rendimento da Mercedes, a vitória deve ir para o colo de Sebastian Vettel. Sem ser o carro mais rápido, fez o terceiro tempo e está só na espreita da carnificina da Pirelli para vencer. Ainda tem o escudeiro Mark Webber ao seu lado, este vivendo os últimos momentos na Fórmula 1 e com o tabu de um ano sem ganhar. Se tiver um pouco de sorte, pode quebrar o tabu.

Logo atrás, as boas surpresas do treino. A Force India esteve sempre bem, e colocou a sua dupla em quinto e sétimo respectivamente. Melhor para o caseiro Paul di Resta, que está bem colocado para sonhar com um pódio inédito. Entre ele e Adrian Sutil, esta Daniel Ricciardo, sonhando com a vaga no carro que larga na quarta posição.

A Lotus mais uma vez ficou bem aquém do esperado. Romain Grosjean ainda se qualificou à frente de Kimi Raikkonen pela primeira vez no ano. Mesmo assim, a posição de largada não dá grandes inspirações para o time de Einstone.

Ferrari: nem sombra de outras corridas

Mesmo assim, estão melhores que a Ferrari. A eliminação de Felipe Massa no Q2 era natural depois da batida de ontem, já que o acerto do carro não era mais o mesmo. Mas nem Fernando Alonso foi capaz de milagres. No fim a Estaberria ficou só em décimo e 12º com seus pilotos. Muito pouco para as pretensões no campeonato. E chega a ser um atenuante para as saraivadas de críticas ao brasileiro, que, apesar de tudo, está bem posicionado para pontuar.

No entanto, as equipes que estão lamentando mais nesse fim de semana são as tradicionais inglesas McLaren e Williams. A turma de Woking não conseguiu chegar ao final do treino e tem os dois carros longe de fazer um trabalho digno. Já a equipe de Grove, na celebração da corrida de número 600, viu seus carros em decepcionantes 16º e 17º lugares. Muito longe dos dias de glórias destas.

Bom, é isso. Amanhã a Mercedes terá que se virar com os compostos mais duros da Pirelli para ver se sobrevive na disputa pela vitória. Mas a corrida pode simbolizar o cheque-mate de Vettel em relação ao campeonato. Abraço!

Atualização: Paul di Resta foi desclassificado porque seu carro estava 1,5 kg mais leve que o peso mínimo exigido pela FIA. Com isso, o escocês cai para último no grid. A alegria dele durou muito pouco

Pos. Piloto (Nac./Equipe) Tempo Voltas
1º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1min29s607 12
2º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min30s059 12
3º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min30s211 14
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1min30s220 15
5º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 1min30s757 20
6º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min30s908 17
7º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1min30s955 23
8º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1min30s962 17
9º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min30s979 16
10º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 1min31s649 12
11º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1min31s779 15
12º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 1min31s785 16
13º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min32s082 15
14º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min32s211 15
15º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 1min32s359 18
16º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1min32s664 10
17º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1min32s666 11
18º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 1min33s866 6
19º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) 1min34s108 8
20º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min35s481 3
21º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min35s858 10
22º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) Desclassificado 19

A asa negra do cavalo vermelho

O canguru está no páreo

Sem a chuva prometida (para variar), o GP da Inglaterra teve oscilações. Teve um começo alucinante, mas decaiu ao longo da prova, só voltando a ficar animado no finalzinho. A Ferrari acertou a mão nos ajustes do carro e mostra que não é só o talento de Fernando Alonso que faz a diferença. No entanto, a Red Bull voltou à velha forma e na estratégia, superou a Estaberria de Maranello e já demonstra que essa pode ser a briga pelo campeonato.

E o cara a conduzir esta briga, acreditem ou não, é Mark Webber. O canguru aproveitou os bons ares ingleses, onde conseguiu grandes resultados em anos anteriores e esperou  o momento certo para dar o bote. A diferença do tipo de pneus foi fundamental, até porque ninguém sabia como os compostos iriam se comportar já que a chuva não permitiu o uso deles. Alonso arriscou ir por um caminho diferente e parecia que ia dar certo.

O espanhol disparou na frente, mas com o último set, viu Webber chegar e passar à cinco voltas do fim. O espanhol deixou os macios para o fim, sendo que em nenhum momento a borracha resolveu a parada.Para 0 canguru, a vitória vem em grande momento, pois fica 13 pontos atrás do asturiano e coloca mais dez em cima de Sebastian Vettel. O desenho desta temporada começa a ficar muito parecido com o de 2010.

Mr. Bean sintetizou bem a metade da corrida

Vettel vai ter que remar. Até tinha ritmo melhor que Alonso no fim, mas a posição dele não na largada não ajudou, além de ainda ficar preso no pelotão no começo da prova e só conseguiu ganhar as posições por antecipar a parada.

Um dos membros desse grupo era Felipe Massa. O brasileiro fez a sua melhor corrida no ano. Pulou em quarto e brigou com Michael Schumacher para passar o heptacampeão, mas foi superado pela estratégia de Vettel. Mesmo assim, o quarto lugar é o melhor resultado dele desde o GP da Coreia de 2010, quando foi o terceiro colocado. Quem sabe este resultado não seja o começo da reação do Felipe e a retomada de sua carreira?

Depois vieram as duas Lotus. Kimi Raikkonen foi burocrático, não fez muito carnaval para chegar onde chegou. Já Romain Grosjean mostrou mais agressividade e foi bem oportuno na troca de pneus para subir no grid. Mais alguns pontos para a equipe preta e dourada, mas aquela sensação que nunca chega na hora H para disputar a vitória, apesar de todo mundo acreditar que esta vitória não tardaria.

Quem já venceu mas perdeu a mão foi a Mercedes. não teve um bom rendimento na corrida e seus dois pilotos ficaram a mercê de um carro que só andava bem na reta mas que não tinha estabilidade, apesar disso, Michael Schumacher demonstra que está em melhor fase que Nico Rosberg. O heptacampeão somou os pontos da equipe nesta etapa e tem sido mais consistente. Parece que a idade não tem pesado tanto mais.

Quem tem usado motor Mercedes não vem em boa fase, mas a McLaren abusa da situação A equipe de Working caiu de vez. Lewis Hamilton não conseguiu sair do oitavo posto. Até tentou adiar ao máximo a troca de pneus e chegou a liderar e protagonizar uma boa disputa com Alonso, mas não conseguiu segurar. Jenson Button ainda somou um pontinho, mas ambos os pilotos sabem que estão cada vez mais longe da ponta e definitivamente não era o resultado esperado pelos mais de cem mil  ingleses que foram a Silverstone.

Koba-san fez strike nos boxes

Entre os dois carros prateados ficou Bruno Senna. Fez uma boa corrida, largou bem, sempre se manteve na faixa dos pontuáveis e desenhou a manobra da ultrapassagem em cima de Nico Hulkenberg e conseguiu nas voltas finais, o alemão tentou dar o troco, mas acabou saindo da pista e da briga pelos pontos.

Alguns desastres desta prova: Primeiro a Caterham, que teve Vitaly Petrov fora da prova depois que o motor entregou o ponto antes da largada.deixando o russo fora de ação. Kamui Kobayashi teve um momento de kamikaze quando derrubou quatro mecânicos da sua equipe nos boxes. Outra para a conta do japa.

Mas o pior foi Pastor Maldonado. O venezuelano aprontou outra! Andou em sexto e ficou assim até parar nos boxes. Voltou pressionado por Sergio Perez. Na freada da reta Wellington, o piloto da Williams simplesmente atingiu a Sauber do venezuelano e botou o mexicano para fora. Maldonado acabou em 16º, mas pode levar alguma punição. A FIA tá de olho no súdito do Hugo Chavez.

Próxima corrida será na Alemanha, no remendo de Hockenheim. Será a primeira vez lá depois do escândalo das ordens de equipe da Ferrari. A temporada começa a afunilar e a chance de uma boa prova lá com os pneus de geleia da Pirelli é plausível. Vocês confirmam que entenderam a mensagem? Abraço!

1- Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 52 voltas em 1h25m11s288
2- Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 3s060
3 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – a 4s836
4 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 9s519
5 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 10s314
6 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 17s101
7 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – a 29s153
8 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 36s400
9 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 43s300
10 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 44s400
11 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 45s300
12 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 47s800
13 – Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – a 51s200
14 – Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – a 53s300
15 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 57s300
16 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – a uma volta
17 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a uma volta
18 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a uma volta
19 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – a uma volta
20 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – a duas voltas
21 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth)- a duas voltas

Não completaram:
22 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – na volta 14
23 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – na volta 3
24 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – não largou

Melhor volta: Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1:34.661

Bota a água para ferver!

Alonso na frente. Uma constatação!

A classificação do Grande Prêmio da Inglaterra foi bem longa e bem molhada, podemos dizer. O treino foi parado na metade pela falta de drenagem no circuito e pela água que caía na pista. Foram 92 minutos de lenga-lenga, vendo as poças de água e a turma do paddock tentando animar a torcida puxando olas. Quando o treino voltou, Fernando Alonso mostrou sorte e competência, quebrando o jejum de 31 corridas sem poles da Ferrari. A última foi dele mesmo no GP de Singapura de 2010.

Ross Brawn aprendeu a soltar a franga para animar a galera em Silverstone

Para chegar até lá, no entanto, teve polêmica. No começo do Q2, a Estaberria errou ao colocar pneus intermediários nos dois carros e se o treino seguisse normalmente os dois largariam lá de trás. O espanhol perguntou via rádio sobre isso depois de uma rodada. Minutos depois fora atendido com a paralisação de uma hora e meia, onde só teve festa do público com a ola que as equipes puxavam. Até Ross Brawn entrou na onda.

Com a volta do Q2, Alonso passou por um triz, com uma volta no último segundo. Essa volta foi concluída após a bandeira amarela causada por Romain Grosjean. Paul di Resta e Bruno Senna chiaram, mas terão que se conformar. No Q3, foi só esperar o momento certo para fazer esta pole. A fase do asturiano é excepcional e deu outra mostra de que merece a liderança do campeonato. E como já demonstrou grande qualidade na chuva este ano, na Malásia. Partindo da pole, leva o favoritismo.

Mark Webber parte ao seu lado. O australiano parece ter o carro mais acertado em relação ao seu companheiro Sebastian Vettel. O canguru virá para mostrar que neste campeonato não é apenas um segundo piloto (se lembram de dois anos atrás quando ganhou lá?)

A segunda fila será germânica, com um choque de gerações. À frente do bicampeão, parte o animado Michael Schumacher. O alemão aproveitou bem a classificação e ficou bem na frente de Nico Rosberg, apenas o décimo-terceiro. O heptacampeão tá com vontade!

Felipe Massa fez sua melhor classificação. Chegou a sonhar com a pole, mas parte em quinto. Se seguir largando bem e se manter ser nenhum problema, pode finalmente voltar ao pódio, mas terá que exorcizar o fantasma de Silverstone, onde já teve atuações abaixo da crítica. Quem sabe não é a vez dele nessa temporada maluca?

Decepção do treino fica por conta da McLaren. Lewis Hamilton não foi além do oitavo tempo. Jenson Button foi pior ainda. Não conseguiu passar do Q1, ficando junto com as nanicas. Button ainda tem um motivo para se lamentar, pois conseguiria a vaga no Q2, mas uma rodada de Timo Glock na reta dos boxes, fez o inglês tirar o pé na última parcial e perder a volta, por conta da bandeira amarela. (Aí a justificativa da turma que reclamou do Alonso no Q2). A fase da turma de Working, especialmente do namorado da Jessica Michibata é terrivel.

No mais, Teve a Lotus aquém das expectativas, até pelo erro do francês que ficou fora do Q3; a Sauber, que estava bem antes da bandeira vermelha e acabou fazendo a mesma bobagem da Estaberria. E a Force India que teve bom ritmo, mas acabou sem ter um grande resultado, até porque Nico Hulkenberg tem uma punição pela troca de câmbio.

Amanhã, vem mais chuva por aí. A corrida tem muitas alternativas até porque os pneus para chuva estão limitados e a qualidade destes também é uma preocupação da turma. Veremos um show? Até lá! Abraço!

1 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m51s746
2 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1m51s793 + 0s047
3 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m52s020 + 0s274
4 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – 1m52s199 + 0s453
5 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m53s065 + 1s319
6 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m53s290 + 1s544
7 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1m53s539 + 1s793
8 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m53s543 + 1s797
9 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – sem tempo

Eliminados no Q2
10 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m57s009 + 2s112
11 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m57s108 + 2s211
12 – Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – 1m57s132 + 2s235
13 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – 1m54s382 + 2s636 *
14 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – 1m57s426 + 2s529
15 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m57s071 + 2s174 *
16 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m57s895 + 2s998

Eliminados no Q1
17 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m48s044 + 1s765
18 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – 1m49s027 + 2s748
19 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – 1m49s477 + 3s198
20 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – 1m51s618 + 5s339
21 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – 1m52s742 + 6s463
22 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – 1m53s040 + 6s761
23 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m54s143 + 7s864
24 – Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – 1m57s719 + 2s822 **

*perdeu 5 posições

**perdeu 10 posições

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