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E acabou-se o que era doce

A Fórmula 1 chegou ao fim em 2013. O campeonato, que certamente não deixará saudades, terminou neste domingo em Interlagos. o Grande Prêmio do Brasil não foi o melhor da história, mas foi animado. Mesmo sem a chuva, a corrida foi bem movimentada e trouxe histórias e fatos marcantes no desfecho de uma era.

A turma que terminou o ano

Esta época terminou com mais uma vitória de Sebastian Vettel. A corrida foi mais uma vez fácil. Na largada, perdeu a liderança para Nico Rosberg, mas no final da primeira volta, estava na frente. O único susto foi por causa de uma lambança nos pits da Red Bull, mas no fim, a vitória estava assegurada e o alemão iguala a marca de nove vitórias seguidas pertence a Alberto Ascari.

Nota: Ascari conseguiu nove vitórias seguidas em corridas que ele participou, já que na contagem, não entra as 500 milhas de Indianapolis de 1953, já que os europeus da F1 não competiam na Brickyard.

Quem apareceu bem mais foi o segundo colocado. Mark Webber teve uma ótima atuação na sua corrida derradeira na categoria. Fez um bom duelo com Fernando Alonso e chegou em segundo. No final foi ele que roubou a cena, primeiro tirando o capacete no meio da volta de retorno para os boxes e depois levou um tombo, em meio às homenagens que recebia. Um desfecho bem interessante.

Capacete é para os fracos!

Fernando Alonso foi o terceiro colocado. Fez a corrida que se esperava e chegou onde dava mesmo: atrás das Red Bull. O problema mesmo é aguentar a Glenda Koloswski no pódio…

A dupla da McLaren apareceu bem, mas não evitou o vexame de fechar a temporada sem nenhum pódio. Mesmo assim, Jenson Button e Sergio Perez foram aguerridos e conseguiram fechar a corrida em quarto e sexto respectivamente. Que no ano seguinte a turma de Woking acerte a mão para equilibrar as coisas. Já para o mexicano, que procura um emprego, fica uma boa impressão para quem deseja alguns tacos.

Entre eles ficou Nico Rosberg. O alemão assumiu a liderança na primeira volta, mas despencou por causa do acerto ruim da sua Mercedes, que estava voando na chuva, mas que não andava na pista seca. Mais uma temporada que acaba aquém do esperado.

Em sétimo veio Felipe Massa, no seu adeus a Ferrari. O brasileiro recebeu aplausos do mecânico assim que saiu dos boxes e fez uma grande largada. Até sonhava com o pódio, mas uma punição controversa (apesar de estar na regra) acabou com suas chances. fez ainda uns donuts, assim como Vettel e deixou a Estaberria de Maranello de bem com a vida. (não em termos de resultado, mas na autoestima)

Palmas para o Felipe (merecidas?)

Em oitavo, Nico Hulkenberg fechando um ano em que se afirmou em termos de desempenho, mesmo com um carro bem aquém da sua qualidade. Que nos próximos anos, a sorte sorria mais para ele.

Logo a seguir veio Lewis Hamilton, que mais uma vez sofreu no autódromo José Carlos Pace. O britânico vinha sem muitas expectativas, mas quase botou o vice-campeonato da Mercedes a perder, quando deu uma fechada desnecessária em Valteri Bottas, tirando o finlandês da corrida e estourando o seu próprio pneu. Tomou um drive-trought pela patacoada, mas salvou dois pontos.

O último pontuável foi Daniel Ricciardo, substituto de Webber, que teve que segurar investidas de adversários e tomou alguns sustos, mas terminou em melhor forma que o companheiro Jean-Eric Vergne, justificando sua escolha pelos rubrotaurinos.

Na turma que sobrou temos muitas decepções. A começar com a Lotus, que viu suas chances de pontuar irem para o espaço por causa do motor Renault. Além disso, Heikki Kovalainen foi uma figura nula no fim de semana e terminou apenas em 14º. Um fim de temporada que mostra um futuro nebuloso pelos lados de Einstone.

E o futuro piloto da equipe preta e dourada não parece ser o mais indicado para mudar o panorama. Pastor Maldonado fechou o ano com uma rodada no S do Senna, em disputa com Vergne. Uma despedida triste do venezuelano da Williams.

Mas não tem coisa ruim só do fundão. No duelo das nanicas, festa para a Marussia, que conseguiu manter a vantagem para a Caterham (que teve problemas com Charles Pic) e terminou o ano como a décima colocada nos construtores. De quebra, o endinheirado Max Chilton conseguiu terminar todas as 19 provas de 2013. A melhor marca do ano.

Bom, e assim chegou ao fim a temporada 2013, terminando a era dos motores aspirados V8. Foi uma temporada bem inferior ao ano passado, não tem como negar. Que 2014 seja bem melhor, tanto no campeonato, como nas corridas. Abraço!

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 71 voltas em 1h32min36s300
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 10s4
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 18s9
4º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 37s3
5º. Nico Rosberg (ING/Mercedes) a 39s0
6º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 49s1
7º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 64s2
8º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 72s9
9º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 1 volta
10º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 1 volta
11º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1 volta
12º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 1 volta
13º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
14º. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) a 1 volta
15º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 1 volta
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 1 volta
17º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
18º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 2 voltas
19º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
Abandonaram:
Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) na 59ª volta
Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) na 46ª volta
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) na 3ª volta

Volta mais rápida: Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1min15s436

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Campeonato de pilotos


1 – Sebastian Vettel 397
2 – Fernando Alonso 242
3 – Mark Webber 199 (+2)
4 – Lewis Hamilton 189 (-1)
5 – Kimi Raikkonen 183 (-1)
6 – Nico Rosberg 171
7 – Romain Grosjean 132
8 – Felipe Massa 112
9 – Jenson Button 73
10 – Nico Hulkenberg 51 (+1)
11 – Sergio Perez 49 (+1)
12 – Paul di Resta 48 (-2)
13 – Adrian Sutil 29
14 – Daniel Ricciardo 20
15 – Jean-Eric Vergne 13
16 – Esteban Gutierrez 6
17 – Valteri Bottas 4
18 – Pastor Maldonado 1
19 – Jules Bianchi 0
20 – Charles Pic 0
21 – Heikki Kovalainen 0
22 – Giedo van der Garde 0
23 – Max Chilton 0

Campeonato de construtores

1 – Red Bull-Renault 596
2 – Mercedes 360
3 – Ferrari 354
4 – Lotus-Renault 315
5 – McLaren-Mercedes 122
6 – Force India-Mercedes 77
7 – Sauber-Ferrari 57
8 – Toro Rosso Ferrari 33
9 – Williams-Renault 5
10 – Marussia-Cosworth 0
11 – Caterham-Renault 0

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Disputa em corridas:

Vettel 18 X 1 Webber
Alonso 17 X 2 Massa
Button 13 X 6 Perez
Raikkonen 11 X 6 Grosjean
Kovalainen 1 x 1 Grosjean
Rosberg 9 X 10 Hamilton
Hulkenberg 14 X 5 Gutierrez
Di Resta 11 X 8 Sutil
Maldonado 12 X 7 Bottas
Vergne 8 X 11 Ricciardo
Pic 14 X 5 Van der Garde
Bianchi 15 X 4 Chilton

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A Luiza não curtiu

Fala pessoal! Hoje consegui acompanhar a corrida, mesmo com o jogo do escrete canarinho na Vênus Platinada, mas como business is business, a Fórmula 1 ficou para poucos. Por isso fica a dica para quem não estiver interessado em assistir o VT.

O passeio em Montreal

A prova em si não teve a mesma emoções de outros anos e realmente ficou aquém do esperado. Muito disso foi por culpa de Sebastian Vettel que fez o seu padrão de vitórias: Disparou na ponta e não foi ameaçado em nenhum momento. O passeio na ilha de Notre Dame deu uma vantagem bem confortável na disputa do título de pilotos e de construtores. O domínio foi tão grande que somente os cinco primeiros terminaram na volta do líder. O alemão tem uma proteção completa contra a catiça asturiana.

A F1 da frescura, até na hora da champanhe

Isso porque Fernando Alonso está fazendo a sua parte, com ultrapassagens cirúrgicas e chegou no segundo lugar. Um resultado dentro daquilo que podia depois de uma classificação razoável. Somou bons pontos e ficou tranquilo no segundo lugar dos pilotos, mas está a 36 pontos do rival rubrotaurino e sabe que a água já bate no pescoço.

Lewis Hamilton conseguiu o pódio e foi melhor ao longo da semana em relação a Nico Rosberg. Algo que finalmente precisava para botar a ordem na casa. O alemão sofreu com o erro estratégico da Mercedes, que forçou mais uma parada e arruinou as chances de pódio, deixando a briga pelo pódio e terminando atrás do sempre discreto Mark Webber.

Vergne obteve o melhor resultado da história dele, já Bottas teve o sonho de Cinderela destruído

Em sexto e em sétimo as duas boas surpresas da prova. Jean-Eric Vergne andou muito bem na pista de Montreal alcançou o melhor resultado da carreira, e saltou na classificação do campeonato, passando na frente no duelo interno com Daniel Ricciardo. Paul di Resta foi outro que aproveitou os infortúnios de Adrian Sutil (a rodada na disputa com Bottas e uma punição) e somou bons pontos da Force India na centésima corrida da equipe. O alemão ainda salvou um pontinho, para completar a festa da turma do Vijay.

Felipe Massa se recuperou da batida no treino e fez uma corrida boa. Fez boas ultrapassagens e mostrou qualidade. Tem os cornetas que reclamam de não ter passado o escocês, mas esteve bem na maior parte da corrida. Dá para ser aprovado, por pouco, mas dá.

Kimi Raikkonen teve um fim de semana complicado. A Lotus parece não ser a mesma do começo do ano e tem sofrido com a queda de rendimento em momentos decisivos, o que vai afastando o campeão de 2007 da disputa pelo bicampeonato. Mesmo assim o finlandês chegou em nono e igualou o recorde de Michael Schumacher de 24 corridas seguidas na zona de pontuação. Parabéns ao Kimi, mesmo que não seja motivo de alegria.

Não foi brilhante, mas Kimi igualou Schumi

Quem não tem nenhum motivo para sorrir é a McLaren. Os dois pilotos tentaram, mas passaram em branco na prova canadense. Mais um sinal de que 2013 é um ano perdido e que comece a contagem regressiva para o novo ano.

Assim também está a Williams. De nada adiantou o terceiro lugar no grid de Valteri Bottas. O finlandês viu sua carruagem virar abóbora e logo foi despencando no grid até terminar em 14º. Ainda assim, foi bem melhor que Pastor Maldonado, autor de mais uma patacoada, acertando a traseira de Sutil, danificando a sua frente e a traseira da Force India, além de ser punido. Mais uma jornada desastrada do bolivariano.

Tinha um Van der Garde no meio do caminho…

Outra jornada desastrada também da Sauber. Nico Hulkenberg e Esteban Gutierrez abandonaram e a equipe suíça sente a cada dia mais falta de James Key. O alemão ainda tem a desculpa de ser tocado pelo retardatário Giedo van der Garde, que havia dado uma fechada tosca em Webber e cumpriu drive trought. O holandês da Caterham perdeu cinco posições, o que significa que larga de último na próxima etapa. Não é uma surpresa dada pela ambiguidade da FIA.

Bom, é isso. agora temos mais um descanso de três semanas até o GP da Inglaterra. Até lá veremos se os bastidores se acalmam e saberemos se as equipes entram em consenso sobre as dúvidas do futuro, como testes no decorrer da temporada (que terá quatro sessões pós corrida nas próximas semanas) e, principalmente os treinos secretos da Mercedes. Abraço!

Pos. Piloto (Nac./Equipe) Tempo
1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 70 voltas em 1h32min09s143
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 14s4
3º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 15s9
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 26s7
5º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) a 1min09s7
6º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 1 volta
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1 volta
8º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 1 volta
9º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 1 volta
10º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
11º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 1 volta
12º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 1 volta
13º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) a 1 volta
14º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 1 volta
15º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 2 voltas
17º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
18º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) a 3 voltas
19º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 3 voltas
Abandonaram:
Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) na volta 63
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) na volta 45
Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) na volta 43
 Volta mais rápida: Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1:16.182 na volta 69

I will survive (on the race)

Salve galera! O GP de Mônaco teve uma primeira parte chata demais, mas a partir da metade, a coisa melhorou e o final foi até que empolgante. Quem foi o responsável por isso? Acredito que foram os pilotos, que na primeira parte se portaram como mariquinhas e que não se atacaram até a janela de pit-stops, mas a partir disso e do primeiro safety-car a coisa mudou, o que significa que Monte Carlo não é só procissão. Basta querer atacar.

“Hoje eu arrasei!”

Quem não deu nenhuma margem para ataque foi Nico Rosberg. O alemão segurou a ponta em todos os momentos e venceu com maestria. Iguala o feito do pai, há trinta anos (é o primeiro filho de piloto a fazer isso), e finalmente consegue convencer que pode ser mais do que um mero “1B” na Mercedes. Afinal nas últimas corridas tem botado a banca em cima de Lewis Hamilton e mostra que com um carro vencedor, vai dar trabalho aos rivais.

Quem não tinha um carro vencedor hoje, mas sai do principado feliz é a turma dos energéticos. Sebastian Vettel e Mark Webber fecharam o pódio e somaram pontos importantíssimos para a equipe e os pilotos no campeonato. Vettel se aproveitou do infortúnio dos rivais mais próximos e abre uma vantagem bem confortável para o segundo colocado. razão para reclamação não há para os rubrotaurinos. (exceto esse teste de pneus da Mercedes que foi descoberto hoje, mas falarei disso mais tarde)

O quinto colocado foi uma grata surpresa. Adrian Sutil conseguiu o resultado que lhe escapou cinco anos atrás. O alemão sempre esteve na zona dos pontos e mostrou a agressividade na medida certa. Com direito a duas ultrapassagens na Loews, foi o destaque positivo da corrida.

Jenson Button fez uma corrida burocrática, perdeu posições e deve estar enfezado com seu companheiro de equipe por causa da atitude dele. mesmo assim salvou um sexto lugar bem razoável, ainda à frente de Fernando Alonso. O espanhol teve uma corrida bem fraca  e em algumas vez foi o responsável pelo trenzinho. terminou em sétimo, mas podia ser pior.

Vergne: Bela homenagem e boa corrida

Jean-Eric Vergne fez uma corrida honesta e contou com a sorte para somar mais quatro pontinhos. A sua homenagem a Francois Cevert foi digna. Paul di Resta foi outro com corrida digna. Antecipou a parada e fez ultrapassagens na zona de DRS, foi subindo e fez mais dois pontos. A Force India sai bem do circuito monegasco.

O décimo lugar pode não valer muita coisa, mas para Kimi Raikkonen, foi algo épico. O finlandês andou a corrida inteira em quinto, até que teve Sergio Perez ao seu encalço. O mexicano fazia uma excelente corrida com uma bela passada em Button e uma posição ganha em cima de Alonso por cortar a chincane do porto. No mesmo ponto das manobras anteriores, o piloto da McLaren tentou e os dois vazaram a curva, gerando reclamação do Matias, mas faltando seis voltas para o fim, Perez tentou de novo onde não tinha espaço e arrebentou o pneu da Lotus e detonou sua asa.

Perez: de bestial a besta

Kimi teve que ir para os boxes e voltar lá atrás, enquanto o Chesperito parava de vez com problemas decorrentes do choque. Raikkonen foi com tudo e fez cinco ultrapassagens nas últimas quatro voltas, sendo três na última volta e manteve a sequência de 23 corridas nos pontos, estando a uma de igualar o recorde de Michael Schumacher. Se ele conseguir, ele merce, ainda mais depois de hoje.

Começamos agora com a turma do bonde. Primeiro foi Felipe Massa, que repetiu na prova a mesma batida na classificação e causando o primeiro safety-car. De quebra teve que ir para o centro médico com colar cervical e tudo, mas aparentemente nada de grave para ele. Se fisicamente está tudo ok, moralmente foi uma bela ducha de água fria para o brasileiro.

Outro em fim de semana daqueles foi Pastor Maldonado. Na largada, o venezuelano se estranhou com Giedo van der Garde e ficou para trás, conseguiu chegar no pelotão, mas terminou a sua participação na corrida em “grande estilo” sendo catapultado por Max Chilton, destruindo a barreira de pneus  e quase interditando a curva da tabacaria, sobrando destroços para o pobre Jules Bianchi (a princípio erroneamente recriminado por muitos pela bobagem de seu companheiro de equipe). A corrida foi paralisada por alguns momentos para o reparo.

Maldonado em um dia normal

Para completar a zica do francês queridinho de muitos, que teve motor quebrado na classificação, ficou parado na larga e pegou a rebarba do bolivariano, ainda bateu na Saint Devote um pouco parecido com os acidentes de Massa. Coincidentemente, o trio é empresariado por Nicolas Todt, o filho do presidente da FIA. Esse teve um dia daqueles.

Um outro francês (não tão querido assim) resolveu entrar na festa. Romain Grosjean, que havia batido três vezes durante os treinos, estava quietinho no seu canto até encher a traseira de Daniel Ricciardo na saída do túnel e arruinar ambas as corridas. Uma atuação a lá Grosjean.

Bom, tudo aqui sobre a corrida está dito. Daqui há duas semanas a Fórmula 1 vai ao Canadá, para uma corrida que promete ser movimentada, na medida que Montreal costuma proporcionar. Até lá a Pirelli deve finalmente colocar pneus novos, que possam durar mais e melhorar a qualidade das corridas. O problema é se alguém tiver mais privilégios, como o teste secreto da Mercedes após a corrida de Barcelona, que só foi descoberta hoje por todo mundo. A Ross Racing pode ter dado o golpe de mestre na turma toda e a história da Fórmula 1 pode ser outra daqui para frente. Aguardemos os próximos capítulos.

Para quem gosta de automobilismo, boa 500 milhas para todos (e quem tiver fôlego, boa Coca-Cola 600 também) Abraço!

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 78 voltas
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) a 3s8
3º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 6s3
4º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 13s8
5º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 21s4
6º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 23s1
7º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 26s7
8º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 27s2
9º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 27s6
10º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 36s5
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 42s5
12º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 42s6
13º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 43s2
14º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 49s8
15º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 1min02s5
16º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 6 voltas
Abandonaram
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) na 64ª volta
Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) na 62ª volta
Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) na 59ª volta
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) na 45ª volta
Felipe Massa (BRA/Ferrari) na 29ª volta
Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) na 8ª volta

Melhor volta: Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) 1:16.577 (volta 77)

Quanto vale um trabalho elaborado?

Salve galera! Hoje damos continuidade a mais um dia de apresentações. Hoje mais dois carros deram as caras para as pessoas deste mundo. A Mercedes fez o seu “lançamento físico definitivo”, e a Toro Rosso também apareceu. Veja o que temos aqui:

Na beleza, até passa. Mas será eficiente?

Mercedes W04:

Depois de todo o drama do servidor no fim de semana, finalmente a Mercedes mostrou o W04. A apresentação virtual era para ser antecipada em dois dias, com uma engenhosidade incrível: era só tuitar #F1W04Reveal que abriria a porta de uma garagem virtual. Tudo muito bonito, mas a turma de Stittgart não esperava que o volume da rede social seria grande demais para o servidor, que “deu pau”. Após quatro horas com o site fora do ar, o site voltou e a porta foi se abrindo lentamente. No fim foi mais fácil esperar o surgimento do carro real em Jerez, para saber como ele é. Um erro bem absurdo.

Com o bólido já diante das câmeras, o que deu para notar:

-Em relação às cores, nenhuma novidade. Segue o mesmo prateado tradicional com o verde da Petronas. A novidade é o patrocínio da Blackberry, que vai injetar mais um dinheirinhos nos cofres germânicos, para seguir no desenvolvimento do bólido.

-Com relação à aerodinâmica, houve mudanças mais radicais. O grande destaque fica para o bico, que, além do degrau, trouxe um formato bem diferente das demais equipes, com um formato mais curvo, além de manter o buraco para entrada de ar, As asas estão com uma “inclinação” dando a impressão de ser um carro mais compacto. É mais uma cartada para ter um carro eficiente e buscar voos mais altos nos campeonatos de pilotos e construtores.

Com isso, a Ross Racing vai em busca de dias melhores, agora com Lewis Hamilton na sua nova empreitada e com Nico Rosberg buscando a afirmação como piloto de ponta. Se vai dar certo, não sei, mas para quem sofreu com um simples servidor de internet, será que vai dar cabo de um carro tão avançado? Fica a incógnia sobre o desempenho dos alemães daqui para frente.

A irmã mais nova e mais bonita

Toro Rosso STR8:

A outra equipe a apresentar a caranga em Jerez foi a Toro Rosso. E olha, ficou muito bom pelo menos esteticamente. E o interessante é que a equipe 1B dos rubrotaurinos seguiu um padrão bem diferente da prima rica.

Na parte de cor, seguiu o esquema de “time que tá ganhando não se mexe” e manteve as mesmas cores dos últimos anos, ainda mantendo o apoio da petrolífera espanhola Cepsa, ainda herança dos tempos de Jaime Alguersuari, mas que permaneceu no time mesmo depois do piloto-DJ ter sido defenestrado no começo do ano passado, garantindo a estabilidade do pessoal de Faenza.

Na parte aerodinâmica, algumas mudanças significativas. Na frente, nada de degrau no bico, que veio bem mais fino que os dos antecessores. A parte traseira também apresenta uma estrutura mais estável.

A grande razão para que a Toro Rosso apresentasse um carro bem diferente da Red Bull está no fato de não tentar mais copiar o que a sua equipe-matriz fez em outros tempos. O responsável pelo projeto é o britânico James Key, que veio da Sauber, depois de fazer o C31, que fez boas corridas em 2012. Não evitando o trocadilho, a turma de Faenza está com a esperança de que o projetista tenha a chave do sucesso para a italianada.

Até porque há uma pressão enorme por resultados melhores depois de um ano fraco, onde a equipe andou atrás da turma mais estável o tempo todo e até chegou a ser ameaçada pela nanica Caterham. Cabe agora mostrar que eles estão no caminho para brigar até pelo sexto posto nos construtores.

Os pilotos também veem o carro como a chance da redenção. Tanto Daniel Ricciardo, como Jean-Éric Vergne ficaram aquém das expectativas no ano anterior, e sabem que Helmut Marko não tem muita paciência, e tem fatores que podem mexer com os seus psicológicos, como as especulações de uma aposentdoria de Mark Webber, ou a crescente de Antonio Félix da Costa nas categorias de acesso. Sabem que este é o ano do tudo ou nada, e por isso a missão é melhorar.

Bom, conversados por hoje. Amanhã será um dia movimentado: apresentações de Caterham e Marussia, primeiro dia de testes em Jerez e o último capítulo da batalha Piquet-Mansell. Até amanhã! Abraço!

FUFA Awards 2012 – Premiação

Aqui, Alonso levou a melhor

Olá, pessoal! Estamos hoje para dar os prêmios do FUFA Awards 2012. Primeiramente, agradeço a todos que contribuíram com a eleição e permitiram a festa que presenciam. Sem mais delongas vamos aos resultados: (Vou também dar meus pitacos conforme os resultados)

Melhor piloto: (Total de votos: 102)

Fernando Alonso 37%
Sebastian Vettel 33%
Kimi Raikkonen 24%
Lewis Hamilton 3%

Outros 3% (3 votos)

Kamui Kobayashi 2
Felipe Massa 1

Votação bem equilibrada, como foi este campeonato. E o prêmio vai com todos os méritos para Fernando Alonso. A temporada dele foi espetacular, a título só escapou mais por questões além da sua capacidade. Ainda assim, o troféu de melhor piloto vai para as Astúrias, em boas mãos.

Pior piloto: (92)

Narain Karthikeyan 37%
Michael Schumacher 33%
Bruno Senna 13%
Pedro de la Rosa 4%
Heikki Kovalainen 2%

Outros 12% (12)

Romain Grosjean 10
Fernando Alonso 1
Felipe Massa 1

Essa votação também foi equilibrada, mas a escolha foi meio obvia em detrimento a Narain Karthikeyan, embora os votos para Michael Schumacher foram a representação da dificuldade da sua segunda passagem, que terminou este ano. Para os “vencedores” da categoria, um troféu nada singelo para eles. Destaco a presença maciça de Romain Grosjean nos “Outros” mostrando que as marcas deste ano foram as piores possíveis.

Melhor equipe: (99)

Red Bull 87%
McLaren 7%
Lotus 6%
Ferrari 0%

Aqui, houve uma lavada. Levando em conta o conjunto, equipamento-piloto-mecânicos-engenharia, a turma dos energéticos fez o melhor trabalho, e, não à toa, levou essa. Só a vantagem não representa bem a diferença para as demais, mesmo assim. Festa lá em Milton Keynes.

Pior equipe: (92)

HRT 81%
Marussia 8%
Caterham 3%

Outros 7% (7)

Ferrari 3
Mercedes 3
Toro Rosso 1

Outra barbada, esse foi o desfecho da saga da HRT na Fórmula 1. A equipe espanhola ainda conseguiu sobreviver até o fim do ano e não morreu na praia como nanicas do passado, mas a sua despedida, foi com confusão dentro da equipe e com muitos problemas estruturais. O alívio é que não vai defender o título ano que vem.

Melhor carro: (101)

Red Bull RB8 60%
McLaren MP4/27 34%
Lotus E20 3%
Sauber C31 3%
Os outros carros não foram votados

Nesta votação, aconteceu algo parecido com o item acima. A Red Bull foi eleita, mas não mostrou potencial para ter a vantagem que teve. Muito por problemas mecânicos que teve durante a temporada. Mas a genialidade de Adrian Newey e o bom conjunto (e até alguns segredinhos, já que todo carro tem) foram a receita de sucesso em 2012.

Pior carro (98)

HRT F112 88%
Marussia MR01 6%
Toro Rosso STR7 3%
Caterham CT-01 2%

Outros 1% (1)

Mercedes W03 1

O que se aplica à HRT no item pior equipe, se reflete no item “Pior carro”.

Melhor corrida (98)

GP do Brasil 69%
GP de Abu Dhabi 15%
GP dos Estados Unidos 7%
GP da Europa 6%
GP do Canadá 2%
GP da Malásia, GP da Espanha e GP da Bélgica não foram votadas
Houve uma abstenção

Como diria o ditado: a última impressão é a que fica. Foi uma temporada com corridas muito boas, mas o final em Interlagos foi realmente digno de cinema. Com certeza é um prêmio merecido.

Pior corrida (77)

GP da Coreia do Sul 31%
GP da Índia 31%
GP da Hungria 19%
GP de Mônaco 18%

O alívio desta temporada foi o fato de termos mais corridas no índice de “melhor corrida” do que o de “pior corrida”. Na eleição, a mais equilibrada, empate em dois Tilketródromos onde o mais notado foi o pós corrida (O tal de Psy dando a bandeirada na Coreia e a dancinha dos indianos no pódio). Em termos de corrida, foram sem graça mesmo.

Estreante do ano (78)

Jean-Eric Vergne 48%
Charles Pic 39%

Outros 13% (12)

Aqui entra uma observação: Romain Grosjean não entra na lista por ter corrido em 2009. Os outros dois franceses foram os estreantes. Nesse caso, a escolha foi por Vergne, mesmo cometendo uma série de erros, conseguiu boas exibições e somou pontinhos importantes para ganhar o confronto direto com Daniel Ricciardo. Mas sabe que terá que fazer muito mais do que fez.

Surpresa do campeonato (93)

Sergio Perez 52%
Pastor Maldonado 24%
Nico Hulkenberg 20%
Charles Pic 1%
Timo Glock 0%

Outros 4% (4)

Kimi Raikkonen 2
Fernando Alonso 1
Lewis Hamilton 1

Foi um ano que surgiu algumas caras novas. Sergio Perez é uma das delas. O mexicano quase ganhou na Malásia e conseguiu mais dois pódios. Justificou a sua ida para McLaren. A parte final do campeonato não foi boa, mas agora a motivação é outra e 2013 pode ser que ele apareça de novo no tópico.

Decepção do campeonato (90)

Michael Schumacher 28%
Romain Grosjean 18%
Bruno Senna 16%
Mark Webber 12%
Jenson Button 8%
Paul di Resta 3%
Daniel Ricciardo 2%
Heikki Kovalainen 2%
Nico Rosberg 1%

Outros 9% (9)

Felipe Massa 5
Fernando Alonso 1
Lewis Hamilton 1
Ferrari 1
McLaren 1

Outra enquete equilibrada. No fim, mais uma vez a lembrança nada positiva da segunda passagem do Heptacampeão foi a mais lembrada entre vocês. Até o próprio Schumi sabe que essa passagem foi aquém das suas expectativas.

Ultrapassagem do ano: (92)

Raikkonen em Schumacher, GP da Bélgica 32%
Hulkenberg em Hamilton e Grosjean, GP de Coreia do Sul 15%
Alonso em Webber e Massa, GP do Brasil 13%
Kobayashi em Vettel, GP do Brasil 13%
Massa em Senna, GP de Cingapura 9%
Vettel em Button, GP de Abu Dhabi 5%
Alonso em Grosjean, GP da Europa 3%
Alonso em Vettel, GP da Itália 3%
Webber em Alonso, GP da Inglaterra 2%
Vettel em Schumacher, GP da Bélgica 2%
Button em Schumacher, GP dos Estados Unidos 0%

Outros 3% (3)

Vettel em Rosberg Austrália 1
Senna em Maldonado e outro 1
Todas em Schumacher 1

Esse talvez tenha sido o item mais difícil de escolher. Foi um ano com muitas ultrapassagens. No fim, ganhou a manobra na Eau Rouge, que só poderia envolver dois grandes nomes da F1. A manobra de Raikkonen em Schumacher foi sensacional. Fica aí o onboard dos dois e todo o desenho do lance:

Patacoada do ano: (94)

Grosjean provocando grande acidente na largada, na Bélgica 61%
Raikkonen errando o caminho, no Brasil 16%
Schumacher abalroando Senna, na Espanha 5%
Schumacher abalroando Vergne, em Cingapura 5%
Maldonado e Hamilton se estranhando na última volta, em Valência 4%
Vergne voando na chincane, na Itália 2%
Perez provocando panca com Grosjean e Webber, em Abu Dhabi 2%
Massa e Senna se enroscando na Austrália 1%
Grosjean acertando Webber, no Japão 1%
Maldonado acertando Perez, na Inglaterra 0%
Kobayashi acertando Button, na Coreia 0%

Outros 2% (2)

Senna em Vettel no Brasil 1
a maioria das corridas do Maldonado 1

Tivemos um pessoal saindo da linha, mas nada supera o feito de Romain Grosjean. A quase hecatombe na La Source serviu-lhe de gancho por uma corrida por conta da bobagem. Não tinha como outro ganhar.

Polêmica de 2012: (83)

Rompimento do lacre do câmbio de Felipe Massa, nos Estados Unidos 52%
Decisões da FIA pós-corrida 21%
Bico de “borracha” da Red Bull 13%
Ultrapassagens de Vettel supostamente sob bandeira amarela, no Brasil 7%
Corrida no Bahrein 5%

Outros 2% (2)

Ferrari e seu jogo de equipe (para variar) 1
quase todas as decisões da FIA 1

Por mais que tenha acontecido algumas coisas com qualquer um, principalmente com a Red Bull, foi justamente a Estaberria de Maranello que justificou sua fama de fazer as coisas que não se deve. Mais uma da Ferrari.

Momento mais marcante (99)

Raikkonen reclamando no rádio, em Abu Dhabi 24%
Kobayashi no pódio, no Japão 17%
Raikkonen errando o caminho, no Brasil 13%
Recuperação de Vettel, em Abu Dhabi 12%
Festa da vitória de Alonso, em Valência 8%
Massa chorando no pódio declarando sua emoção na entrevista de Piquet, no Brasil 8%
Vitória de Maldonado, na Espanha 6%
Batida na largada na Bélgica 6%
Vettel e Schumacher se cumprimentando após o GP Brasil 3%
Segundo lugar de Perez, na Malásia 2%
Vitória de Rosberg, na China 0%

Outros 1% (1)
Sauber dizendo para Perez NÃO ganhar na Malásia 1

O seu retorno na Fórmula 1 foi no melhor estilo Kimi Raikkonen. O seu jeitão foi decisivo nesse item. A bronca no engenheiro da equipe foi simplesmente o ponto alto da corrida em Abu Dhabi, e na visão da galera, também do certame. Pode abrir a champanhe, Matias!

Bom, é isso. Alguém discorda do veredito? Se sim, vai ter que esperar até o ano que vem, quando teremos a eleição do próximo prêmio. Obrigado a todos pela participação e até a próxima! Abraço!

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