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Barman da Velocidade – Ep. 29 e 30 – O fim de semana da velocidade

Olá galera! Completamos um ano do nosso canal e para celebrar, tudo sobre o fim de semana sagrado do automobilismo!

fds

Na F1, as polêmicas e as emoções de Mônaco, com a volta de Hamilton, o erro energético, a treta na Sauber e muito mais:

Também tem pinceladas sobre as 500 milhas de Indianápolis e sobre Coca-Cola 600, em Charlotte.

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Tópicos do vídeo:

GP de Mônaco

• Cascas de banana
__o Verstappinho de bestial a besta
__o Nico Rosberg permitiu a reação?
__o Kimi Raikkonen em fim de semana desastroso
__o Dupla da Renault causando prejuízo
__o Treta melancólica na Sauber
____ Deja vu para Ericcson

• Estrelas
__o Sergio Perez mais uma vez no pódio
__o Fernando Alonso: quinto com autoridade
__o Lewis Hamilton voltando a ser aquele

Indy e Nascar:

• Indy 500
__o Alexander Rossi, vencedor improvável
__o Brasileiros bem, mas sem sorte no fim
__o Decepção dos grandes

• Coca-Cola 600
__o Truex Jr. Soberano em Charlotte
__o Buschinho in the wall

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Imagens: Autosport; F1 (Facebook); Grande Prêmio; Motorsport.com

Músicas:
Music “DollHeads” by Ivan Chew
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/ramblin…
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Music “Drive” by Alex Berosa featuring cdk & Darryl J
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/AlexBer…
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Music “Hidden Blues” by Pitx featuring rocavaco
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Music “Kokokur” by Pitx
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Music “Zest” by Basematic featuring Urmymuse
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Music “Seeker” by Gurdonark
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Turbo: Sim, um dejà vu, mas vale (e muito) a pena

Cartaz oficial dos Estados Unidos

Salve galera! Estou aqui aproveitando esse fim de semana bem devagar para o automobilismo para falar de algo que envolve o esporte a motor e o cinema. Este ano está bem interessante para fãs de automobilismo em relação ao lançamento de filmes que envolvem o tema. Teremos o “Rush” a partir de setembro, mas nas telinhas do Brasil, mas agora, tem uma animação para a garotada: a animação “Turbo”, da Dreamworks, que se aventura no universo da Indy, com a história de um caracol que sonha em correr as 500 milhas de Indianapolis. Vou tentar fazer uma resenha, mas sem dar uma de spoiler aqui.

(Obs: Esse trailer estava na página do Facebook, mas a dublagem está diferente no filme exibido nos cinemas)

Bom, para começar, digo que o filme tem uma sensação de dejà vu, pois o seu enredo lembra bastante o de “Carros”, o filme feito pela Disney/Pixar em 2006, com a sua história voltando-se para o lado da Nascar. Também há uma breve lembrança do último filme do Herbie (aquele com a Lindsay Lohan). No entanto, algumas coisas tornam esta animação muito interessante, talvez porque trate de outra categoria.

O filme retrata bem a parte da imponência da tradicional corrida na Brickyard e mostra este lado humilde e mais humano, mais raçudo do automobilismo. Algo que não costumamos ver na F1, por exemplo, e que ainda tem esta raiz nas categorias estadunidenses. A própria chegada do caracol e o espanto que causa são marcas de outros tempos da prova nos mais de cem anos de história.

Outro ponto que achei curioso foi a parte de organização da categoria: (aqui vai cornetada) a história mostra uma falácia sobre a presença do protagonista na corrida, apesar do regulamento não restringir que caracóis disputem provas com o DW12, de acordo com a história, tanto que o presidente da Indycar queria impedir a participação do molusco, mas teve que engolir a aclamação popular. Mas isso também não faz tanta diferença depois de todos aquelas regras esquisitas e de situações bizarras que a Indy viveu nestes últimos anos.

Para quem relargou uma corrida em oval com pista molhada, colocar um caracol para correr não é nada. Não é, Will Power?

Brincadeiras à parte, a animação tem condições de trazer benefícios enormes para a Indy. O motivo que digo vem diante dos outros filmes que citei acima, especialmente o “Carros”. Frequento vários grupos de automobilismo do Facebook e um dos que sou mais assíduo é o “NASCAR só para Fãs”, onde já alguns membros falando que começaram a assistir a categoria depois desta animação.

Acredito que isso pode e deve ajudar a criançada a acompanhar a Indy com mais atenção. Depois de assistir o filme, logo eles reconhecerão as provas da categoria com a deste filme, o que pode atrair novos fãs. E a produção do filme também colabora com isso.

A Penske deu uma força com os dois carros da equipe aparecendo, embora nem Helio Castroneves, nem Will Power foram citados, mas os bólidos 3 e 12 aparecem com as pinturas que costumam ser usadas. Noutra cena do filme, aparece uma piloto mulher que foi a vencedora da etapa de São Paulo, acertando a ordem cronológica do calendário da categoria (o bom é que a dublagem não chamou a corrida de Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé), na sequência é citado um brasileiro, que me fugiu o nome, mas falam que o apelido dele é açougueiro, porque ele foi açougueiro antes de ser piloto (pelo menos carne é melhor que massa), mas esses dois nem fala tem.

Guy Gagné (ou Champignon), pentacampeão da Indy 500. Parece alguém?

O único piloto que realmente “aparece” é o vilão do filme, que era o ídolo do caracol Turbo antes da lesma começar a sua carreira. É um sujeito chamado Guy Gagné (na dublagem tupiniquim ficou Guy Champignon), que provou o leite dos vencedores por cinco vezes e era o piloto mais badalado até a chegada do molusco. A intenção da produtora foi deixar o sujeito a “imagem e semelhança” de Dario Franchitti, piloto da Ganassi, mas apesar de alguns traços lembrarem o escocês, achei ele uma mistura de David Villa, atacante da Espanha, e Alain Prost, como apontou o Tazio. Muita gente discordou da aparência dos dois serem parecidas, mas admito que vejo um leve traço do professor no antagonista. (ainda mais nas atitudes dentro da pista) [/sennista mode]

Bom, acho que a história, por mais surreal que pareça, é bem trabalhada e consegue atrair animar o público. Acho que pode ser uma ótima opção para você levar os seus filhos para o cinema e assistir a sessão. E como envolve automobilismo e a Indy foi bem mostrada na sua atmosfera, agrada também aos cabeças de gasolina. Eu recomendo!

Bom, é isso. outra resenha mandarei quando for lançado o “Rush”, quer dizer, isso se não detonarem demais esta tentativa, mas vamos arriscar, pois pode dar certo, como aconteceu com o “Turbo”. Abraço!

Tony Kanaan Vence as 500 Milhas de Indianapolis

Tony Kanaan, o bom baiano, venceu a Indy 500 nesse domingo lindo em Indianapolis. O bom baiano vinha em quarto por boa parte da corrida. Faltando umas 16 voltas para o final, Tony deu uma apertada e pulou para terceiro. 10 volta para o final e ele ja’ era o Segundo. Dai’ ele e Hunter-Ray trocavam de posicoes a cada volta. 6 voltas para o final e veio uma bandeira amarela. Tony estava em Segundo. PQP, sera’ que ainda daria? O Pace-Car saiu faltando 3 voltas para o final. Tony disse no radio: “E’ tudo ou nada”. Na relargada, Tony foi pra cima de Hunter-Ray e ultrapassou-o. Ainda teria que segurar por 3 longas voltas. Nesse momento, eu achei que Ray ia passa-lo mas depois Tony o passaria tb. Era uma questao de ver quem faria a ultima ultrapassagem. Mas nada disso foi preciso. Assim que Tony assumiu a lideranca, Dario Franchiti entrou no muro. Bandeira amarela com Tony na frente e 2 voltas para o fim. Nao daria tempo do pace-car sair. Acabou!

O narigao entrou pra historia

PodCast – O dia de gala do automobilsimo

Voo do Koba-san

Olá a todos! Desculpa a demora, mas saiu do forno o segundo podcast deste blog. Aproveitem e deixem sua opinião:

-Vitória de Mark Webber segurando o trenzinho no final da prova;

-Evolução da Ferrari, com Alonso na ponta do campeonato e Massa andando bem;

-A carambola na largada em Monte Carlo;

-A atuação chapolinesca de Sergio Perez.

-Button sendo derrubado pelo Angry Bird Kovaleinen;

-Tricampeonato do Dario Franchitti nas 500 milhas;

-Atuação dos brasileiros, com destaque ao final do Tony Kanaan;

-E o vexame das Lotus.

Enjoy it! Abraço!

Classificação do GP de Mônaco de Fórmula 1

1 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1h46m06s557
2 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 0s0643
3- Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 0s947
4 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – a 1s343
5 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 4s101
6 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 6s195
7 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 41s500
8 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 42s500
9 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 44s000
10 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 44s500
11 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 1 volta
12 – Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – a 1 volta
13 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 1 volta
14 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
15 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – a 2 voltas

Abandonaram:
Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – na volta 71
Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – na volta 66
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – na volta 65
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – na volta 64
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – na volta 16
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – na volta 6
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – na volta 1
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – na volta 1
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – na volta 1

Campeonato está de ponta-cabeça, Webber?

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Campeonato de pilotos

1. Fernando Alonso 76 (+1)
2. Sebastian Vettel 73 (-1)
3. Mark Webber 73 (+2)
4. Lewis Hamilton 63 (-1)
5. Nico Rosberg 59 (+2)
6. Kimi Raikkonen 51 (-2)
7. Jenson Button 45 (-1)
8. Romain Grosjean 35
9. Pastor Maldonado 29
10. Sergio Pérez 22
11. Paul di Resta 21 (+1)
12. Kamui Kobayashi 19 (-1)
13. Bruno Senna 15
14. Felipe Massa 10 (+3)
15. Nico Hulkenberg 7 (+1)
16. Jean-Eric Vergne 4 (-2)
17. Daniel Ricciardo 2 (-1)
18. Michael Schumacher 2

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Campeonato de Construtores

1. Red Bull Renault 146
2. McLaren Mercedes 108
3. Ferrari 86 (+1)
4. Lotus Renault 86 (-1)
5. Mercedes 61
6. Williams Renault 44
7. Sauber Ferrari 41
8. Force India Mercedes 28
9. Toro Rosso Ferrari 6

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Classificação 500 milhas de Indianápolis

1º. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), 200 voltas
2º. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 0s0295
3º. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 0s0677
4º. Oriol Servià (ESP/Panther DDR-Chevrolet), a 2s9166
5º. Ryan Briscoe (AUS/Penske-Chevrolet), a 3s6721
6º. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), a 4s0962
7º. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 4s2430
8º. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 4s6056
9º. Townsend Bell (EUA/Schmidt Hamilton-Honda), a 5s6168
10º. Hélio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 7s6352
11º. Rubens Barrichello (BRA/KV-Chevrolet), a 7s9240
12º. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), a 8s2543
13º. Graham Rahal (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 8s7539
14º. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 11s3423
15º. James Jakes (ING/Dale Coyne-Honda), a 13s4494
16º. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Hamilton-Honda), a 14s1382
17º. Takuma Sato (JAP/Rahal Letterman-Honda), a 1 volta
18º. Ernesto Viso (VEN/KV-Chevrolet), a 1 volta
19º. Michel Jourdain Jr. (MEX/Rahal Letterman-Honda), a 1 volta
20º. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet), a 1 volta
21º. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 1 volta
22º. Katherine Legge (ING/Dragon-Chevrolet), a 1 volta
23º. Bia Figueiredo (BRA/AFS Andretti-Chevrolet), a 1 volta

Abandonaram:
Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet)
Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda)
Sebastián Saavedra (COL/AFS Andretti-Chevrolet)
Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet)
Will Power (AUS/Penske-Chevrolet)
Mike Conway (ING/A. J. Foyt-Honda)
Bryan Clauson (EUA/Fisher Hartman-Honda)
Wade Cunningham (NZL/A. J. Foyt-Honda)
Jean Alesi (FRA/Fan Force-Lotus)
Simona de Silvestro (SUI/Fan Force-Lotus)

As minhas primeiras 500 milhas

O quase-fim de Piquet

Pessoal, se aproximando da data das 500 milhas de Indianapolis, a prova vem como momentos históricos. Eu vou me recordar da primeira vez que acompanhei uma corrida da Indy, que me lembre. Eu já era nascido quando o Emerson venceu em 1989, mas a corrida que me recordo bem, até porque o meu pai tinha gravado no VHS esta corrida. A edição que eu recordo é de 1992.

Essa edição foi muito marcada por uma série de graves acidente desde os treinos e na corrida também. Durante a classificação, mais precisamente no dia 15 de maio,  tivemos uma morte na classificação. Foi do filipino Jovy Marcelo, que tinha 26 anos.

Também no treino, houve um acidente do piloto Rick Mears bem forte, mas saiu ileso e pôde defender o título da prova, já que tinha coseguido a última das suas quatro vitórias no ano anterior.

Mas a batida mais marcante foi a de Nelson Piquet. Assim como fez Rubens Barrichello nesta temporada, o tricampeão resolveu fazer a tradicional prova, começando sua caminhada nos States, entretanto, o choque com o muro naquele fatídico 7 de maio acabou com seus planos e quase o fez perder as pernas.

A pancada o deixou no hospital por semanas, pois seus pés foram simplesmente esmigalhados. Mesmo nesse momento, o Nelsão não perdeu o bom-humor. Quando conversava com Alessandro Nannini, ex-companheiro de Benetton, que havia perdido uma das mãos em um acidente de helicóptero, veio a célebre frase “Você acelera e eu dirijo”, sobre o desejo de continuar correndo. Piquet conseguiu uma recuperação inacreditável e disputou a edição de 1993, mostrando ser um vencedor na vida.

Sem Piquet, o Brasil largou com dois representantes. Emerson Fittipaldi estava lá para tentar a segunda vitória, mas a Penske não tinha o carro mais rápido para o Rato tentar alçar voos altos. O outro piloto era Raul Boesel, que veio de última hora para substituir o japonês Hiro Matsushida, outro acidentado dos treinos.

Voltando a corrida, a classificação teve como pole o colombiano Roberto Guerrero. Foi daquelas poles que parece um elefante em cima de uma árvore: Você não sabe como foi acontecer, mas sabe que não durar muito tempo assim. Quem sabe do nível dele deve entender isso e o ex-piloto de F1 conseguiu confirmar a tese antes da largada.

Pois é. Guerrero conseguiu a proeza de rodar fazendo o ziguezague na volta de apresentação e bater na grade da parte interna do circuito. Barbeiragem daquelas, que nem a esposa do colombiano acreditou na bobagem que o marido fez. Talvez a maior da história da prova.

O desenrolar da corrida foi marcado por vários acidentes e pilotos indo ao hospital. Tom Sneva, Philliphe Gache, Stan Fox, Rick Mears, Jim Crawford, Jimmy Vasser (atual patrão do Barrica), Brian Bonner, Gary Bettenhausen e Arie Luyendyk (além de um mecânico dele)  tiveram que fazer um check-up no Hospital Metodista de Indianápolis, fazendo companhia ao Nelsão. Parecia fila do SUS!

Para Emerson, a corrida também acabou na maca, batendo junto com Mears e Crawford. Com os dois carros fora e os dois pilotos combalidos. Nada foi bom naquela corrida  para Roger Penske. O Rato teve mais sorte, apenas um arranhão no joelho, enquanto seu companheiro teve o pé quebrado.

Com alguns oponentes abatidos, seria a chance de ouro para a o clã Andretti exorcizar seus fantasmas na Brickyard, principalmente com Mario e Michael. O pai havia vencido em 1968, mas era mais lembrado por fiascos do que por este feito. O filho era o atual campeão da Indy, mas perdera a corrida de 1991 para Rick Mears e queria demais esta vitória, tanto que tinha o carro mais rápido e era o favorito à vitória. Eis um momento da corrida transmitido pela Band com o Luciano do Valle:

Mas logo a sina da família foi derrubando um a um. John Andretti, com o carro da Pennzoil, quebrou no decorrer da corrida. Jeff Andretti, teve uma roda solta na batida com Bettenhausen, numa pancada semelhante a do Nelsão e acabou com as mesmas lesões do tricampeão.

Mario já teve problemas mecânicos desde o começo da corrida, e estava com uma ou duas voltas trás, tentando reagir, perdeu o controle na curva 4 e bateu de frente com o muro. Alguns dedos dos pés quebrados e outra dolorosa lembrança desta etapa da Indy 500.

Já Michael, tão dominante no decorrer da prova,líder por mais de 160 voltas, tinha tudo sob controle até 11 voltas para o fim, quando de repente o motor Ford abria o bico e deixava o futuro piloto da McLaren à pé e tirando as chances de vencer e quebrar o tabu.

Sem os Andretti e sem as Penske pelo caminho, a corrida caía no colo de Al Unser Jr. O filho do lendário tetracampeão das 500 milhas também buscava a primeira vitória. Ele já teve outras chances, mas sempre esbarrava em algo, como em 89, quando bateu há duas voltas do fim e viu Emerson Fittipaldi entrar para história. Desta vez, a coisa estava mais calma. Ou não?

Lá de trás vinha Scott Goodyear. O piloto canadense só entrou no grid depois que comprou a vaga de Mike Groff. Classificado em 26º, o estadunidense era o companheiro de Goodyear e fez o dever com um carro obsoleto, coisa que Scott não fez. Mas como era o primeiro piloto, o jogo de equipe o favoreceu, mas com o preço de largar da última das 33 posições da competição.

Alheio a todos os problemas, Goodyear galgou posições e chegou na parte final fungando no cangote de Al Jr. O final foi de tirar o fôlego. Eis a narração do Bolacha:

Foi por meio carro, mas Al Unser Jr. conseguia repetir o feito do pai e entrava na galeria dos grandes vencedores das 500 milhas, bebeu o leite  e foi imortalizado no troféu da prova. Uma vitória que parecia difícil, mas que fez juz à qualidade do piloto americano.

Boesel fez uma corrida simples, evitando as confusões e chegou num bom sétimo lugar, ainda mais para quem entrou na última hora. Esta corrida marcou o melhor resultado de uma mulher estreante na história da Indy, até então, com o 11º lugar de Lyn St. James, sobrevivendo a caos provocado pelos marmanjos.

Foi uma corrida que me marcou, um dos meus primeiros contatos com a Indy, naquele 24 de maio de 1992. Uma corrida histórica. Um pouco triste, mas histórica!

Para finalizar, tem este vídeo da TV americana, onde entrevistaram algumas figuras da F1. Riccardo Patrese não chegou a correr lá, já Nigel Mansell viria a das 500 milhas por duas vezes nos anos seguintes, onde brigou pela vitória em 1993, mas perdendo para o Rato. E teve Ayrton Senna, que quase correu lá,  quando teve o convite do Emerson no fim daquele ano:

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