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Momentos Históricos: GP da Bélgica de 1998 – a corrida do caos

O GP da Bélgica de Fórmula 1 sempre é um dos mais esperados do ano pelos fãs da velocidade. Com a prova na mítica pista de Spa-Francorchamps, a expectativa é que a primeira corrida após a pausa do verão europeu seja sempre épica. A expectativa não foi só atingida, como foi obliterada no ano de 1998.

Imagem: Site Damon Hill (não-oficial)

Pelo pódio, já dá para ver que não foi um dia normal

A história mostrava um campeonato polarizado entre a engenharia de um super-carro e um talento acima da média. Mika Hakkinen tinha em mãos o MP4/13, carro da McLaren projetado por Adrian Newey e com o potente motor Mercedes V10 e dominou o campeonato desde o início, mas tinha a concorrência da Ferrari, que, apesar de um instável F300, tinha Michael Schumacher para carregar a equipe nas costas e disputar o certame ponto a ponto.

Em Spa, Hakkinen chegava com a vantagem de 7 pontos para o alemão e fez a pole, tendo o companheiro David Coulthard a completar a primeira fila. Schumacher largava em quarto, ao lado da Jordan de Damon Hill.

Mas as chances do ferrarista surgiam com a chuva que caía na região das Ardenas naquele 30 de agosto, já que em pista molhada, o talento que sobrava a Schumi, faltava ao finlandês.

Os carros alinharam para a largada em pista molhada. Após o apagar do sinal, Foi Hakkinen quem largou bem e fez a La Source na frente. O spray de água que saíam dos carros não permitiam que se visse muita coisa do pelotão, mesmo com as câmeras mais modernas de televisão. Com essa dificuldade, o mundo chocou-se mais ainda com a imagem que vem a seguir.

(a partir dos 4 minutos)

É chover no molhado falar que este é um dos acidentes mais impressionantes dos 65 anos da história do campeonato mundial de F1. Um acidente múltiplo como pouco se viu. Um big one para fã da Nascar nenhum botar defeito.

Ao todo, os envolvidos foram David Coulthard (McLaren), Eddie Irvine (Ferrari), Alexander Wurz (Benetton), Rubens Barrichello (Stewart), Jos Verstappen (Stewart), Johnny Herbert (Sauber), Olivier Panis (Prost), Jarno Trulli (Prost), Mika Salo (Arrows), Pedro Paulo Diniz (Arrows), Toranosuke Takagi (Tyrrell), Ricardo Rosset (Tyrrell) e Shinji Nakano (Minardi).

Apesar da cena plástica, todos os pilotos envolvidos saíram ilesos. O único que reclamou de um hematoma na mão foi Rubens Barrichello, mas nada que preocupasse para uma nova largada, já que com a bandeira vermelha, a prova reiniciava do zero.

Imagem: Velocidad Pura

Prejuízo grande, mas só material

E, sim, naquele tempo, mesmo as equipes pobres de marré dispunham de um carro reserva para uma eventualidade deste tipo. O problema é que algumas escuderias tiveram danos demais com os dois carros e precisavam escolher um dos seus dois empregados para disputar a corrida.

As equipes que tiveram apenas um piloto envolvido não tiveram problemas com a reposição, já com Stewart, Prost, Arrows e Tyrrell, o negócio era limar um dos dois da disputa naquele momento.

Na equipe de Sir Jackie, Barrichello podia ser considerado o primeiro piloto, mas devido ao machucado e ao fato do carro reserva estar preparado ao holandês, o bólido substituto ficou para o pai do Max (que naquela época tinha exatos 11 meses de vida)

No time do francês tetracampeão mundial de F1, a preferência foi para o errático Trulli em detrimento de Panis. Na Arrows, o falastrão Salo teve que ver o herdeiro do grupo Pão de Açúcar e hoje pacato fazendeiro Pedro Paulo Diniz pilotar o belo bólido preto.

Por fim, a já moribunda Tyrrell escolheu obviamente o japonês favorito da equipe, Tora Takagi ao invés do patinho feio da equipe, o brasileiro Ricardo Rosset, que era tratado na escuderia como a mosca do cocô do cavalo do bandido. Pobre Rosset…

Enfim, após uma hora de espera,  corrida começava para valer. E o rumo dela mudara totalmente.

O segundo início foi bem diferente do primeiro. Hakkinen patinou mal e viu Damon Hill mergulhar na frente. O finlandês dividiu a curva com Schumacher e levou a pior. Para piorar, Johnny Herbert não conseguiu evitar o choque com a McLaren eliminando os dois pilotos.

Para aumentar a desgraça da turma de Woking, Coulthard envolveu-se em outro entrevero, batendo com a Benetton de Wurz. O escocês conseguiu voltar, ainda que uma semana depois do resto do pelotão.

Após a intervenção do Safety-Car, a prova recomeçou com Hill pressionado por Schumacher. O alemão não demorou muito e disparou na frente. Irvine tentou fazer a mesma coisa e danificou o bico, perdendo muito tempo.

Schumi abriu boa frente e partia tranquilo para uma vitória importante, que o colocaria na liderança do campeonato.

Enquanto isso, a chuva apertava e os pilotos tinham dificuldade em ficar na pista. Para piorar, o motor Ford do carro de Verstappen explodiu lançando óleo sobre a pista, já encharcada. Takagi e Jacques Villeneuve, o então atual campeão mundial, foram vítimas do estado traiçoeiro da pista.

Enquanto segurar o carro no asfalto parecia uma missão impossível, Schumacher passeava sobre às águas que caíam na região das Ardenas e nada parecia detê-lo.

Então, apareceu a McLaren de David Coulthard. O escocês estava a ponto de levar uma volta da Ferrari e havia uma preocupação enorme com a atitude do escocês.

Coulthard tirou o pé para deixar Schumacher passar, mas com a condição crítica de chuva e de visão da pista, o alemão não pôde perceber e abalroou a McLaren. Schumi seguiu para os boxes sem uma roda e Coulthard sem a asa dianteira.

Nos pits, outra cena digna de Nascar: Schumacher encosta o carro destruído na garagem, deixa o bólido e caminha furiosamente em direção da garagem da McLaren, tira o capacete e, com  uma expressão furiosa, tenta cobrir de porrada aquele bastardo escocês. A sorte de Coulthard foi que a turma do “deixa disto” estava dos dois lados.

Nota da redação: Coulthard admitiu anos depois que teve a intenção de ferrar aquele queixudo em prol da sua equipe, mas, depois do incidente, os dois tiveram uma longa conversa ficou tudo na paz ao longo dos anos.

Assim, a liderança novamente caía no colo de Hill. Enquanto isso, o caos continuava. Irvine rodava e acabava com as chances da Ferrari, logo depois, Giancarlo Fisichella acertou em cheio a Minardi de Shinji Nakano e causou o último Safety-Car da prova.

Naquele momento do campeonato, apenas seis carros estavam na pista: as Jordan de Hill e Ralf Schumacher, a Sauber de Jean Alesi, a Williams de Heinz-Harald Frentzen, a Arrows de Diniz e a Prost de Trulli (que estava duas voltas atrasado). Coulthard e Nakano, incrivelmente, voltaram depois, cinco voltas atrás dos ponteiros.

Galeria: Gran Premio de Belgica en Imagenes (Taringa.net)

Quase todos os carros que concluiíam a prova em uma imagem

Tudo tranquilo a partir de agora, certo? Não exatamente. O Schumacher mais novo veio com volúpia para buscar a vitória. Coube a Eddie Jordan botar a ordem na casa e mandar via rádio o novato a manter as posições para não colocar em risco a histórica vitória.

Mesmo assim, nada estragou a alegria amarela em Spa. Damon Hill fazia às pazes com a vitória após o título mundial de 1996 e dava para a simpática equipe Jordan a sua primeira vitória na categoria.

Lembrando que a Jordan tem muita história na pista belga. Foi lá em que a equipe permitiu a estreia de Michael Schumacher, em 1991, foi lá que Rubens Barrichello obteve a primeira pole dele e da escuderia. Foi lá que Tiago Vagaroso Monteiro somou o último ponto do time irlandês em 2005.

Imagem: Total Race

Festeja, Hill

A primeira vitória da Jordan Grand Prix só poderia ser lá mesmo. Em meio ao caos, um momento histórico!

Momentos Históricos – Grande Prêmio da Alemanha de 2000

Fala, pessoal! Estou aqui a relembrar mais uma corrida histórica. No dia 30 de julho de 2000, um piloto que era motivo apenas de piadas na sua terra natal calou a boca de muita gente e adquiriu o respeito do circo da Fórmula 1.

rubinho

O choro da vitória

A história começa a se desenhar no dia anterior. Na classificação, os rumos mudaram completamente. Rubens Barrichello foi um piloto que se deu muito mal. No início da sessão, a sua Ferrari #4 acabou parando com problemas de câmbio e Michael Schumacher havia batido seu carro na sexta-feira, o alemão já estava com o carro reserva.

Barrichello teve que esperar a equipe arrumar o bólido que seria do alemão para tentar uma volta. E para piorar, a chuva começou a cair na região do circuito de Hockenheim, justo quando quase todos já tinham marcado seu tempo em pista seca (Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, teve sua volta impugnada por ter vazado uma das chincanes do antigo traçado da floresta).

Correndo o risco de sequer se classificar, por não ter o tempo mínimo dentro dos 107%, o brasileiro foi para a pista quase no fim da sessão e conseguiu o 18º tempo, exatamente atrás de Frentzen. Não era muito, mas dava para pensar numa boa estratégia para chegar nos pontos (vale lembrar que naquele ano, apenas os seis primeiros pontuavam). Parecia ser mais um fim de semana de “Pé-de-Chinelo” para o finalista.

Porém o domingo reservou grandes surpresas. Quando acordei para assistir a corrida, já estávamos na segunda volta e as posições do grid já tinham mudado totalmente. Os dois primeiros do grid, David Coulthard, da McLaren, e Schumacher largaram mal. Mika Hakkinen, também da equipe de Woking, era o líder.

O alemão, aliás, já nem estava na corrida. Logo na primeira curva, trancou o caminho da Benetton de Giancarlo Fisichella e ambos saíram da pista em direção aos pneus. Tudo por conta de uma sina que incomodava Schumi. Já contei esta história por aqui.

As duas McLaren já disparavam na frente, enquanto algumas equipes apareciam para surpreender, como a Jordan de Jarno Trulli e a Arrows, com Pedro de la Rosa, que vinham na sequência.

Barrichello, o único com um carro capaz de bater as flechas de prata, já tinha ganho dez posições nas duas primeiras voltas. E o brasileiro partia para o tudo ou nada, mesmo tendo de parar uma vez a mais nos boxes que os demais.

Logo, foi engolindo os adversários a sua frente um a um: as Arrows de Jos Verstappen e de De La Rosa, as Jaguar de Eddie Irvine e Johnny Herbert e a Jordan de Trulli, já atingindo terceiro posto antes da primeira torca de pneus e reabastecimento.

O máximo que dava para chegar era um pódio, pois não dava para alcançar os carros prata com potentes motores Mercedes, que estavam muito longe, cerca de 20 segundos e não daria tempo para tirar esta desvantagem, com uma parada a mais.

Mas o Sobrenatural de Almeida estava presente em Hockenheim naquele dia. Além dele, um sujeito chamado Robert Sehli estava em Hockenheimring esperando uma chance de aparecer ao mundo. A explicação: Sehli fora demitido pela Mercedes poucos dias antes e ele queria protestar contra a montadora da Estugarda.

maluco

TIRA ESSE MALUCO DAÍ!!!! (ou não?)

Na volta 25, o sujeito invade a primeira grande reta do circuito alemão mesmo com carros passando a mais de 300 quilômetros por hora. Enquanto todo mundo está atônito vendo àquela cena, a direção de prova chama o Safety Car. Sehli não teve muito tempo mais para aparecer, pois fora detido pelos fiscais de pista.

Nesta altura, muitos pilotos aproveitam para entrar nos boxes e completar o tanque a fim de terminar a corrida. Como as diferenças entre os pilotos desapareceram, a roda da fortuna começou a girar.

O Safety Car saiu, mas logo voltou. A Prost-Peugeot de Jean Alesi encontrou a Sauber do herdeiro do Grupo Pão de Açúcar e do atual pacato fazendeiro Pedro Paulo Diniz para bater forte e rodopiar lançando as rodas pelo caminho. Só o susto ficou para ambos.

Com essas confusões, um novo drama começou a atingir os pilotos. A chuva que esteve no fim de semana inteiro finalmente deu o ar da graça. Ela só caía na parte do Estádio do longo circuito alemão, enquanto a parte da Floresta Negra ainda tinha pista seca.

Alguns rodaram, (Alexander Wurz, da Benetton, e Jacques Villeneuve, da BAR) outros foram para os boxes colocar pneu de chuva, liderados por Hakkinen. Barrichello, Coulthard, Frentzen e Ricardo Zonta (da BAR) ficaram na pista e foram para o arrisca-tudo.

O escocês desistiu ao sentir que não dava mais, o alemão abandonou com problemas de câmbio e o brasileiro da BAR acabou batendo. Apenas Barrichello manteve-se naquela loucura.

Mas Barrichello levava vantagem em uma coisa que Hakkinen: o talento na chuva. O brasileiro conseguia neutralizar qualquer vantagem que o finlandês pudesse ter nessas condições.

Aos poucos, o mundo do automobilismo mobilizou-se por aquele que estava para ser um momento memorável. Um brasileiro que entrou na F1 e logo quis assumir uma função de “messias” após a morte de Ayrton Senna, que sofreu sete anos da carreira em equipes médias e que finalmente tinha um carro de ponta nas mãos.

Até aquele dia, Rubens Gonçalves Barrichello era apenas um motivo de piada no paddock. Ninguém o levava a sério, pelo menos aqui no Brasil. Eu sempre fui um dos que mais zoava aquele piloto. Nunca fui fã dele, digo conscientemente.

barrica

Ele chegou lá!

Mas digo conscientemente também que dei o braço a torcer naquele dia. Torci como nunca para ele quebrasse um tabu de sete anos sem vitórias de pilotos da Pindorama. Emocionei-me, como muitos ao ver o ferrarista perto de alcançar o olimpo na categoria máxima do automobilismo.

Pode parecer ofensivo os últimos parágrafos, mas este era um pensamento de quem não tinha o acesso de todas as informações sobre a carreira de Barrichello, que não conhecia as suas lutas e os seus sacrifícios.

Quinze anos depois, ainda rio das piadas sobre o piloto e não nego que as faço, mas não esquecerei que ele foi grandioso em sua passagem na Fórmula 1, a que durou mais entre todos os pilotos que passaram pelo grid em todos os tempos. Por onze vezes, Barrichello alcançou o Olimpo. Sendo a primeira bastante especial.

Todo o circo da Fórmula 1 sentiu a importância daquele feito e não houve ninguém que estivesse emocionado, ou ao menos sensibilizado com o ocorrido. A narração de Galvão Bueno é perfeita com o cenário desta vitória.

Esta vitória eternizou Rubens Barrichello como um grande nome da história da Fórmula 1. E assim, este dia entrou para a história do automobilismo mundial. Um momento histórico!

E viva Spa-Francorchamps

Salve galera! Depois de um bom tempo sem o escriba dar as caras, resolvi dar um descanso aproveitando a silly season, mas volto a falar sobre o que acontece no mundo da Fórmula 1. E quem ficou para acompanhar o treino de classificação, não se arrependeu.

Luisinho conseguiu de novo!

O tempo na região das Ardenas sempre foi lotérico e no treino oficial não foi diferente, com a chuva indo e voltando. Com isso a situação do grid foi mudando completamente e permitiu algumas surpresas e reviravoltas.

A pole position mudou de mão várias vezes. A situação de chove-seca mudou os rumos da classificação, favorecendo a Mercedes, no fim das contas. mesmo sem ter um grande carro no fim de semana, Lewis Hamilton encontrou uma grande volta e larga na posição de honra pela 30ª vez. Mais um feito e tanto.

A pole parecia certa para a turma dos energéticos, que conseguiu abrir a última volta antes do cronômetro estourar, mas não contaram com o dono do Roscoe, mas o P2 de Vettel e o P3 de Webber ainda podem ser considerados como ótimo, até porque seus rivais estão bem atrás na briga.

Na sequência vem Nico Rosberg, que fez duas grandes voltas em condições de pista mais molhada, mas não teve a chance de fazer a volta no mesmo timing em relação aos tr~es primeiros.

Em quinto, um dos nomes da classificação: Paul di Resta quase repetiu o feito de Giancarlo Fisichella em 2009 e liderou quase todo o Q3, para conseguir uma pole para a Force India. Uma pena que a pista secou e ele caiu para quinto. mas quem sabe o tempo pode dar ao escocês a chance de um resultado histórico.

Jenson Button também fez uma excelente classificação, mesmo com um carro inferior conseguiu um sexto lugar considerado satisfatório para a McLaren, diante do modesto 13º de Sergio Perez, o britânico fez um bom trabalho.

A Lotus está andando bem, mas não deu sorte com a chuva. Tem os dois carros na quarta fila. Para Kimi Raikkonen poder brigar por mais uma vitória na pista belga, vai precisar de remar da oitava posição. mas para a sua sorte, Romain Grosjean pode fazer o mesmo serviço do ano passado e facilitar o caminho do Ice Man (brinks).

Pior que a Lotus no Q3, só a Ferrari. Felipe Massa foi quem tentou o timing mais próximo da Force India e esteve em segundo a maior parte do treino, mas a melhora do tempo o derrubou para décimo, imediatamente atrás de Fernando Alonso, que rodou no final e não foi além do nono tempo. Definitivamente a casa rossa vai abaixo nesta noite.

Van der Garde; Um dos heróis do dia

Da turma de trás, a grande atração foi, sem dúvida, o desempenho das nanicas. Giedo van der Garde, Jules Bianchi e Max Chilton colocaram pneus slick no momento certo do Q1 e acharam voltas fantásticas, eliminando a sempre inerte Sauber de Esteban Gutierrez, as desesperadas Williams e as surpreendentes Toro Rosso, se colocando no Q2. Uma pena que o tempo mais firme da segunda sessão evitou a hecatombe de um deles chegar ao Q3, mas o fato de largarem de 14º, 15º e 16º já foi uma vitória para a Caterham e a Marussia.

Bom é isso, Amanhã tudo indica que a chuva deve ir e voltar constantemente e embaralhar as cartas da corrida. Além disso o fantástico circuito da Bélgica deve trazer mais uma bela corrida. um belo retorno de férias, não acham? Abraço!

Pos. Piloto (Nac./Equipe) Tempo
1º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 2min01s012
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 2min01s200
3º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 2min01s325
4º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 2min02s251
5º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) 2min02s332
6º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 2min03s075
7º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 2min03s081
8º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 2min03s390
9º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 2min03s482
10º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) 2min04s059
     
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min49s088
12º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min49s103
13º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min49s304
14º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min52s036
15º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) 1min52s563
16º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min52s762
     
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 2min03s072
18º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 2min03s300
19º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 2min03s317
20º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 2min03s432
21º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 2min04s324
22º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 2min07s384

A volta da dedada.

Salve galera, hoje passei aqui pra dar uma força ao nosso amigo Casola, que não pode fazer o post sobre a classificação no Canadá.

Hoje ele mostrou outro dedo.

 

E Sebastian Vettel voltou a fazer uma pole position, depois de quatro corridas com domínio da mercedes, o alemãozinho deu mais uma dedada num treino repleto de água e algumas surpresas. A maior delas sem dúvida foi Valterri Bottas, o finlandês da equipe do tio Frank andou bem durante todo o treino, e conseguiu uma surpreendente classificação chegando ao Q3, e com uma volta rápida conseguiu um chegar a terceira posição, superado apenas por Hamilton e Vettel. Esta e a primeira vez que a Williams larga entre dos 10 primeiros esse ano.

A garoa fina que caiu durante a tarde fez com que pilotos e equipes tentassem diversas estratégias, dando trabalho pra quem tentou andar muito com os pneus intermediários, e claro causando várias escapadas de pista e derrapagens, muita gente saiu da pista tentando dar o máximo do carro, mas quem se deu mal mesmo foi Felipe Massa, que ao tentar se livrar da incômoda 15 posição e chegar ao Q3, usando pneus desgastados, perdeu o controle de sua Ferrari e forte na mesma curva em que minutos atrás havia saído da pista. A cacetada causou uma bandeira vermelha há 1:59 do fim, causou uma fila tripla na saída dos boxes, pra quem tentou melhorar o tempo. A título de curiosidade, ninguém ainda abalroou no muro dos campeões.

Enquanto Vettel fez uma volta limpa e boa, Hamilton, Alonso e Raikkonen erraram em suas tentativas, e o novato Bottas não conseguiu repetir a boa volta que o colocou na 3 posição, o restante não chegou a ameaçar o alemão, que pela terceira vez no ano larga na pole. Outro destaque positivo vai para a Toro Rosso, que pôs seus dois pilotos no top 10, e para Adrian Sutil, que no seu ano de retorno vem andando muito forte. A parte negativa ficou com Romain Grosjean, que além de não passar do Q1, levou uma punição de 10 posições no grid pelo atropelo que deu no Daniel Ricciardo em Mônaco. O dia não foi bom para a Lotus, já que o Kimi só larga em nono colocado.

Image

E o chassi novo tá ferrado.

Bom no mais é isso ai galera, amanha veremos só metade da corrida, graças ao jogo do Brasil x França, a emissora oficial irá cortar a transmissão ao meio, e irá exibir um compacto no canal a cabo a noite.

Se alguém tiver alguma sugestão ou links para streaming, compartilhe aqui para os colegas da FUFA.

Grid de largada – Montreal:

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min25s425
2º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1min25s512
3º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1min25s897
4º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min26s008
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1min26s208
6º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min26s504
7º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 1min26s543
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min27s248
9º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1min27s432
10º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 1min27s946
 Ripados   no Q2  
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min29s435
12º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min29s761
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 1min29s917
14º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 1min30s068
15º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1min30s315
16º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1min30s354
 Ripados   no Q1  
17º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) 1min24s908
18º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 1min25s626
19º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) 1min26s508
20º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min27s062
21º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min27s110
22º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1min25s716*

 *Punido em dez posições por causar um acidente no GP de Mônaco.

Um cenário bem legal

Alguém aí não está feliz, não é Fernando???

ATUALIZAÇÃO: Kimi Raikkonen perdeu três posições por ter fechado Nico Rosberg durante o treino, o que complica ainda mais a sua corrida. Veremos se o homem de gelo consegue operar outra mágica em Sepang.

Essa é a situação que podemos descrever do GP da Malásia. Já não basta a situação climática que pode mudar a qualquer momento, já que o país do sudoeste asiático tem um clima totalmente intável, o que pode formar uma grade corrida, mas que pode não durar muito devido à esta Fórmula 1 hidrofóbica.

A pole teve o dono de sempre. Sebastian Vettel não teve o domínio esperado de outrora, mas achou uma volta espetacular na pista molhada e conseguiu fazer quase um segundo de vantagem aos demais. O carro rubrotaurino ainda não parece ser aquele de outros tempos, mas o alemão vai tentando fazer a sua parte.

Logo atrás vieram os dois carros da Ferrari, que até surgem com algum favoritismo. Pela quarta vez seguida, Felipe Massa faz tempo em cima de Fernando Alonso e pela primeira vez desde o GP do Bahrein de 2010, o brasileiro sai da primeira fila. Inegavelmente, o brasileiro melhorou muito. Se a estratégia não o atrapalhar e se ele manter o foco, quem sabe a seca de vitórias não acaba. Claro, ainda tem o espanhol no meio do caminho.

As Merces permanecem na cola. Lewis Hamilton parte de quarto e Nico Rosberg de sexto, separados pela Red Bull de Mark Webber. A briga, por enquanto, permanece entre estas três equipes. Kimi Raikkonen, que andou bem em todos os treinos, não conseguiu mais que o sétimo tempo, curiosamente a mesma posição de Melbourne. Se será auspicioso, não se sabe, mas dava para esperar mais.

A McLaren melhorou um pouquinho, colocando os dois carros no Q3, mas segue longe de brigar com a turma da frente. Jenson Button em oitavo e Sergio Perez em décimo terão trabalho para conseguir os pontinhos para a equipe de Woking. Entre eles, Adrian Sutil, que garantiu a boa fase da Force India, embora o resultado pudesse ser melhor.

Em compensação, seu companheiro, Paul di Resta, pagou o mico do treino, ficando só em 15º, depois de uma escapada e uma rodada no começo da chuva no Q2. Romain Grosjean foi outro que decepcionou ficando no Q2 também.

Da turma do Q1, Jean-Eric Vergne e Valteri Bottas foram os que dançaram, já ficando numa zona de desconforto nas equipes. Na disputa das nanicas, novamente Jules Bianchi sobrou, enfiando um segundo de vantagem nos demais integrantes da turma do fundão, mais uma vez, mostrando que é o melhor da patota.

Bom estamos conversados. Amanhã a repercussão do resultado, porque a alvorada promete. Abraço!

1 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – 1m49s674
2 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m50s587  – a 0s913
3 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m50s727  – a 1s053
4 – Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – 1m51s699  – a 2s025
5 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1m52s244  – a 2s570
6 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m52s519  – a 2s845
7 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) –  1m53s175  – a 3s501
8 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m53s439  – a 3s765
9 – Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) – 1m54s136  – a 4s462
10 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m52s970  – a 3s296*

Eliminados no Q2:                                  
11 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – 1m37s636
12 – Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) – 1m38s125
13 – Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – 1m38s822
14 – Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m39s221
15 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m44s509
16 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – sem tempo

Eliminados no Q1:
17 – Jean-EricVergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – 1m38s157
18 – Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) – 1m38s207
19 – Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m38s434
20 – Chalres Pic (FRA/Caterham-Renault) – 1m39s314
21 – Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) – 1m39s672
22 – Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) – 1m39s932

*perdeu 3 posições

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