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Barman da Velocidade – Ep. 26 – GP da China

Olá pessoal! Hora de mais uma jornada no nosso programa. Destaque para o excelente GP da China, mais uma boa prova da temporada 2016.

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Acompanhe no episódio 26: Pelo domínio do Nico, pela zica do Hamilton, pelo Kvyat sendo russo, pelo fogo amigo da Ferrari, pelos sofrimentos do Nasr e da Renault, pela redenção energética e pela defesa do Massa; dizemos Sim para o GP da China!

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Tópicos do vídeo
• Cascas de banana
__o Lewis Hamilton no inferno astral
__o Felipe Nasr sem poder de reação
__o Renault, montadora nanica?

• Estrelas
__o Nico Rosberg, sem motivos para reclamar
__o Danil Kvyat, o russo enfim sendo russo
__o Vettel sem asa, mas no pódio
__o Daniel Ricciardo merecia mais sorte
__o Felipe Massa fez o que pôde e causou pesadelos a Hamilton

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Imagens: Autosport; F1 (site e Facebook); Grande Prêmio

Músicas:

Music “DollHeads” by Ivan Chew
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/ramblinglibrarian/25202
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Drive” by Alex Berosa featuring cdk & Darryl J
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/AlexBeroza/43098
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Kokokur” by Pitx
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/Pitx/15328
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Zest” by Basematic featuring Urmymuse
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/basematic/34457
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

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Sobre moratórias e pole positions

por Leonardo

Para nós, que vivemos na república das bananas, praticar o automobilismo é uma oportunidade para poucos. Uma temporada na formula 3 inglesa, por exemplo, exige o desembolso de cifra próxima a um milhão de reais. Para se ter o privilégio de disputar uma categoria do porte da GP2, são necessários sacar algo em torno de dois milhões de reais. Talvez os meus dados estejam um pouco equivocados, talvez seja um pouco mais, talvez seja um pouco menos, mas, enfim, é muito, muitodinheiro.
Sim, muito dinheiro… para nossos padrões.
“Nós, que vivemos na república das bananas” (thanx, primeiro parágrafo), de forma geral, não temos um “milhãozinho” para investir no luxo de nos entregarmos ou entregar nossos filhos uma carreira automobilística. Ser piloto profissional é algo que não está no cardápio dos brasileiros.

Com EUA e UE sem grana, talvez os próximos candidatos brazucas à F1 tenham chance de evitar de sentar nas 'Andrea Moda' da vida...

E por que isso? Porque vivemos em um país de poucas oportunidades. Nenhum empregado da iniciativa privada conquista uma remuneração capaz de bancar esse sonho. Abrir o próprio negócio, muitas vezes, é o primeiro passo de um pesadelo. Quando a empresa resiste à turbulência inicial, fica-se feliz por ter conquistado alguma estabilidade.
Eu tinha um amigo, cujo pai era dono de uma empresa de porte, digamos, “bacana”. Foi-me confidenciado, por esse amigo, que “sonegar impostos é questão de sobrevivência”. Segundo ele, o que a se gasta para se manter uma empresa é mais do que você fatura, por conta, em especial, da imensa carga tributária do país e do poder “mediano” de compra do brasileiro.
Mas, e no caso dos ianques? E no caso dos habitantes do velho mundo? Praticar automobilismo é um luxo?
Bom, até os dias de hoje, não. Tanto na terra do Tio Sam, como na dos nossos colonizadores, a oportunidade sempre foi abundante. Não é necessário muito esforço para se ter acesso às chances que são sonegadas à milhares de brasileiros e outros habitantes espalhados pelo globo.
Não por acaso o grid sempre foi dominado por pilotos de “sangue azul”. Fitipaldi, Piquet e Senna foram grandes exceções – tanto que, depois do falecimento deste último, o eventualíssimo domínio tupiniquim no esporte das elites, fruto de uma sorte e não de uma estrutura social bem feita, foi-se embora de uma vez por todas – mesmo porque, a sorte é fugaz, em pouco tempo, ela acaba.
Então, cabe a pergunta: quem seria Raikkonen, Alonso ou Vettel se não estivessem tão próximo das oportunidades, se tivessem nascidos em países menos afortunados?

A Velha Europa e o Tio Sam andam depressivos...

Bom, eles dificilmente seriam pessoas notáveis. Não teriam oportunidade para desenvolverem seus talentos tão especiais. Seriam, nas palavras de Antoine de Saint-Exupéry, “Mozarts Assassinados”, conforme descrito no livro Terra dos Homens, cujo trecho eu colaciono a seguir:
Há alguns anos, durante uma longa viagem de estrada de ferro, resolvi visitar aquela pátria em marcha em que ficaria por três dias, prisioneiro, durante os três dias, daquele ruído de seixos rolados pelo mar. Levantei-me. Pela uma hora da madrugada corri os carros, de ponta a ponta. Os dormitórios estavam vazios. Os carros de primeira classe estavam vazios.
Mas os carros de terceira estavam cheios de centenas de operários poloneses despedidos na França, que voltavam para a sua Polônia. Caminhei pelo centro do carro levantando as pernas para não tocar nos corpos adormecidos. Parei para olhar. De pé, sob a lâmpada do carro, contemplei naquele vagão sem divisões que parecia um quarto, que cheirava a caserna e a delegacia, toda uma população confusa, sacudida pelos movimentos do trem. Toda uma população mergulhada em sonhos tristes, que regressava para a sua miséria. Grandes cabeças raspadas rolavam no encosto dos bancos. Homens, mulheres, crianças, todos se viravam da direita para a esquerda, como atacados por todos aqueles ruídos, por todas aquelas sacudidelas que ameaçavam seu sono, seu esquecimento. Não achavam ali a hospitalidade de um bom sono.
E assim eles me pareciam ter perdido um pouco a qualidade humana, sacudidos de um extremo a outro da Europa pelas necessidades econômicas, arrancados à casinha do Norte, ao minúsculo jardim, aos três vasos de gerânio que notei outrora nas janelas dos mineiros poloneses. Nos grandes fardos mal arrumados, mal amarrados, eles haviam juntado apenas seus utensílios de cozinha, suas roupas de cama e cortinas. Mas tudo o que haviam acariciado e amado, tudo a que se haviam afeiçoado em quatro ou cinco anos de vida na França, o gato, o cachorro, os gerânios, tudo tiveram de sacrificar, levando apenas aquelas baterias de cozinha.
Uma criança chupava o seio de sua mãe que de tão cansada parecia dormir. A vida transmitia-se assim no absurdo e na desordem daquela viagem. Olhei o pai. Um crânio pesado e nu como uma pedra. Um corpo dobrado no desconforto do sono, preso nas suas vestimentas de trabalho, um rosto escavado com buracos de sombra e saliências de ossos. Aquele homem parecia um monte de barro. Era como um desses embrulhos sem forma que se deixam ficar à noite nos buracos das feiras. E eu pensei: o problema não reside nessa miséria, nem nessa sujeira, nem nessa fealdade. Mas esse homem e essa mulher sem dúvida se conheceram um dia, e o homem sorriu para a mulher; levou-lhe, sem dúvida, algumas flores depois do trabalho. Tímido e sem jeito, ele temia ser desprezado. Mas a mulher, por fagueirice natural, a mulher, certa de sua graça, talvez se divertisse em inquietá-lo. E ela, que hoje é apenas uma máquina de cavar ou de martelar, sentia assim no coração uma deliciosa angústia. O mistério está nisso: eles se terem tornado esses montes de barro. Por que terrível molde terão passado, por que estranha máquina de entortar homens? Um animal ao envelhecer conserva a sua graça. Porque essa bela argila humana se estraga assim?
E continuo minha viagem entre uma população de sono turvo e inquieto. Flutua no ar um barulho vago feito de roncos roucos, de queixas obscuras, do raspar das botinas dos que se viram de um lado para outro. E sempre, em surdina, o infatigável acompanhamento dos seixos rolados pelo mar.
Sento-me diante de um casal. Entre o homem e a mulher a criança, bem ou mal, havia se alojado, e dormia. Volta-se, porém, no sono, e seu rosto me aparece sob a luz da lâmpada. Ah, que lindo rosto! Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. Inclinei-me sobre a testa lisa, a pequena boca ingênua. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, eis Mozart criança, eis uma bela promessa de vida. Não são diferentes dele os belos príncipes das lendas. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos cafés-concertos. Mozart está condenado.

Barack viu o tamanho da conta...

Enfim, seriam pessoas como nós. Sim, como nós. Pessoas comuns e que perderam a oportunidade de desenvolver algum talento especial. Não tenham dúvida de que podem haver vários “mozarts assassinados” em nosso meio, pessoas que seriam capazes de desenvolver trabalhos conhecidos, seja no automobilismo, seja em qualquer outra área; isso, claro, se tivessem tido as oportunidades corretas.
E porque diabos eu estou falando sobre isso tudo? Porque podemos ser testemunhas de uma grande mudança no planeta. Desde 2009, os Estados Unidos e a Europa estão afundando em uma crise que parece não ter fim. Primeiro, a bolha inflacionária estourou o bolso do Tio Sam; rapidamente, todo o ocidente europeu passou a apresentar índices econômicos típicos de uma grande recessão. E isso foi só o início.
Primeiro, a Grécia declarou moratória. Depois, Portugal. Depois, a Itália passou a dar sinais que enveredaria pelo mesmo caminho. E agora Obama corre contra o tempo, para tentar costurar um difícil acordo político nos próximos quatro dias e evitar que os Estados Unidos entrem em débito com seus credores.
Pode ser que ele consiga fechar o acordo, pode ser que não, mas o fato é que a economia dos Estados Unidos está próxima do colapso. Vejam que o acordo não diz respeito a pagamento algum. O que se busca é, apenas, maximizar o teto de endividamento do país. Significa, na prática, pegar mais empréstimo para pagar dívidas antigas, alimentar a “bola de neve” em uma dimensão que, até pouco tempo atrás, era inaceitável, mas que, agora, revela-se como única saída plausível para evitar o calote.
Não tenham dúvida: essa é a maior crise da história, muito maior que aquela de 29. Na de 29, a economia tropeçou e quebrou o joelho. Fratura externa, foi necessário repouso e tempo para ela se recuperar. Agora não. A economia mundial está com um câncer. É um problema endêmico, estrutural. Será necessário um tratamento muito bem feito e muita luta para se ter alguma chance de cura.
Até lá, é provável que testemunhemos e emprobrecimento das nações ricas. A “brasilficação” da Europa. A “bananização” das Repúblicas das BMW´s. Grécia, Portugal e Itália. E depois? Talvez Espanha, talvez Inglaterra, talvez França. Talvez todo o resto.

A China vem chegando...

O fato é que o capital está evaporando. A especulação está deixando de se tornar fonte de riqueza e se tornando o ponto inicial de um problema econômico catastrófico. Se as coisas continuarem assim, as oportunidades, ainda abundantes, vão se tornar cada vez mais escassas, até atingirem um nível ainda desconhecido. As economias vão retrair e as sociedades retroagirão. E assim os próximos Raikkonen, os próximos Alonsos, os próximos Prosts podem se tornar Mozarts Assassinados, assim como nossos próximos Piquet e nossos próximos Senna o foram.

GP da China de Fórmula 1

Por Eduardo Casola Filho

McLata mostrou sua força

Salve galera! O GP da China foi fantástico! Ninguém tem o direito de reclamar de falta de ultrapassagem. Desta vez, todos os recursos foram úteis, mais a asa móvel que o Kers, mas quem realmente fez toda a diferença foi a durabilidade do pneu Pirelli, que vai aguentando mais, mas mesmo assim está no ponto certo para garantir o espetáculo. A italianada fez um bom trabalho.

E a vitória de Lewis Hamilton veio com contornos dramáticos antes da largada, devido a um vazamento de óleo que quase evitou a presença da McLaren #3 no grid, no fim, Luisinho foi para alinhar 30 segundos antes de fechar os boxes e conseguiu manter sua posição.

Na largada, a força da da equipe de Working e seu Kers foi fundamental para superar o favoritíssimo Sebastian Vettel e dominou o começo da corrida, mas com a primeira parada quem assumiu a ponta foi Nico Rosberg, que parou antes e foi brigando de igual pra igual com os outros carros prateados, a Red Bull de Vettel e a Ferrari de Massa.

A definição da corrida veio na estratégia de pits. Button Hamilton e Rosberg partiram para três paradas, enquanto Vettel e Massa partiram para duas com um stint mais longo de macio e outro longo de duros.

À princípio deu certo, com os dois nas duas primeiras posições, mas com pneus mais rápidos e mais novos,  Hamilton veio demolindo a vantagem e passou na marra seus adversários até a liderança na volta 52. Mesmo seguindo a mesma estratégia e apesar da fama de cuidar bem da borracha. O filho do seu John não foi além do quarto posto, mostrando que a ousadia era a chave para avançar. E nisso Hamilton é superior.

Já o Felipe, penou com um carro muito instável com o pneu duro velho, com isso não foi páreo para segurar Button Rosberg e Webber, mesmo assim, foi muito melhor que Fernando Alonso durante a corrida. O asturiano teve muitas dificuldades para passar o carro de Michael Schumacher após o primeiro pit e em nenhum momento ameaçou o bloco da frente. A Ferrari está muito abaixo das primeiras posições e o espanhol não está fazendo valer a condição de primeiro piloto da equipe como deveria. Na minha opnião, é a decepção do campeonato, até agora.

E um que estava com estigma de segundo piloto mas fez uma corridaça foi Mark Webber. O australiano apostou nos pneus duros no começo da corrida e brigou intensamente, no fim, sendo o único na pista da pneu macio veio voando e atropelando todo mundo, mesmo sem o Kers, mas usando e abusando da asa móvel, chegando ao pódio. E se a corrida tem pelo menos mais uma volta ele poderia terminar à frente de seu companheiro, o que seria a farra completa. O grande piloto da corrida.

Vale destacar:

-Boa recuperação da Mercedes, com Rosbife liderando e o Velho Queixudo também disputando posições. Melhora da turma de Ross Brawn, além da boa estratégia usada pelo chefe de equipe.

-Decepção da Renault que não foi a mesma equipe com a mesma força das duas corridas,  afetada pelos problemas ao longo do fim de semana, ainda salvou dois pontos com Petrov.

-Kamui Kobayashi brigou fundo novamente no bloco intermediário e mesmo com o bico avariado, salvou um pontinho e mostrou sua força, enquanto Sergio Perez fez algumas lambanças, mas mostra um estilo agressivo que pode ir longe se controlar bem, assim como seu companheiro.

-Apesar de não pontuar, boa corrida de Paul di Resta. O escocês deixou novamente Adrian Sutil no chinelo o fim de semana inteiro e mostra força na briga interna.

-A Williams finalmente chegou até o fim com os dois carros. Barrichello em 13º foi o máximo que deu com o carro, que precisa ser atualizado para a Williams poder brigar.

-Aliás, a corrida teve só um abandono, e nem foi por problema estritamente mecânico. Jaime Alguersuari ao sair dos boxes, perdeu a roda que quase acertou os fiscais de pista. Um susto.

Uma grande corrida que pode fazer a gente pensar sobre estas regras, que não funcionaram na Austrália, fez boa diferença na Malásia e funcionou muito bem na China. Como ficaremos na Turquia daqui à 3 semanas? Quero ver asa móvel e esses pneus na temida curva 8!

Uma festa que ninguém esperava

Classificação:

1. Lewis Hamilton (GBR/McLaren Mercedes): 56 voltas
2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): +5s1
3. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): +7s5
4. Jenson Button (GBR/McLaren Mercedes): +10s0
5. Nico Rosberg (ALE/Mercedes GP): +13s4
6. Felipe Massa (BRA/Ferrari): +15s8
7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): +30s6
8. Michael Schumacher (ALE/Mercedes GP): +31s0
9. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault GP): +57s4
10. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): +1min03s2

11. Paul di Resta (GBR/Force India Mercedes): +1min08s7
12. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault GP): +1min12s7
13. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth): 1min30s1
14. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): 1min30s6
15. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): +1 volta
16. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus Renault): +1 volta
17. Sergio Perez (MEX/Sauber Ferrari): +1 volta
18. Pastor Maldonado (VEN/Williams Cosworth): +1 volta
19. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus Renault): +1 volta
20. Jérôme d’Ambrosio (BEL/Virgin Cosworth): +2 voltas
21. Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): +2 voltas
22. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania Cosworth): +2 voltas
23. Narain Karthikeyan (IND/Hispania Cosworth): +2 voltas

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Campeonato de pilotos:

1 Sebastian Vettel 68

2 Lewis Hamilton 47 (+1)

3 Jenson Button 38 (-1)

4 Mark Webber 37

5 Fernando Alonso 26

6 Felipe Massa 24

7 Vitaly Petrov 17 (+1)

8 Nick Heidfeld 15 (-1)

9 Nico Rosberg 10 (+5)

10 Kamui Kobayashi 7 (-1)

11 Michael Schumacher 6 (+1)

12 Sebastien Buemi 4 (-2)

13 Adrian Sutil 2 (-2)

14 Paul di Resta 2 (-1)

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Campeonato de Construtores:

1 Red Bull-Renault 105

2 McLaren-Mercedes 85

3 Ferrari 50

4 Renault 32

5 Mercedes 16 (+3)

6 Sauber-Ferrari 6 (-1)

7 Toro Rosso-Ferrari 4 (-1)

8 Force India-Mercedes 4 (-1)

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