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As mudanças na Fórmula 1 em busca do retorno ao topo

Olá, pessoal. Darei hoje alguns pitacos sobre as mudanças anunciadas nos próximos anos na Fórmula 1, após uma série de artigos lidos a respeito. Lembrando que nenhuma delas ainda está ratificada, já que outras reuniões acontecerão este ano.

Imagem: Site Quatro Rodas

Que o vale-tudo comece!

Para 2016, a principal mudança está na livre escolha dos compostos para o fim de semana. Essa é uma medida que considero louvável, algo que desejava há algum tempo. Acredito que opções de estratégia dos pneus podem dar uma nova dinâmica às corridas.

Há também os contras, como o risco a segurança e que a estratégias mais malucas que apenas equipes menores desejariam fazer, mas acho que o automobilismo preza pelo desafio de tentar algo diferente e sair do lugar-comum. Por isso, considero que é algo que pode funcionar.

Para o ano seguinte, proposta mais marcante é a volta do reabastecimento. Particularmente, odiei essa ideia. Não só por uma possível questão de custos, mas pelo desserviço que ela pode praticar ao espetáculo.

Primeiramente, acho que a F1 não precisa de corridas em que o piloto apenas fique acelerando sem fim com a certeza de que precisa parar. Acho que a regularidade precisa ser premiada, com aqueles que sabem conservar o carro. Entre 1950 e 1993, a categoria era assim e todos os gênios formaram-se desta forma.

Imagem: Podcast F1 Brasil

AAAAAAAAAIII AI AI AI AI (de novo isso???)

Entre 1994 e 2009, a era do reabastecimento, com algumas exceções, ficou marcada pelo período de corridas decididas na estratégia e com raríssimas ultrapassagens. Basta lembrar o quão enfadonha foi a era Schumacher. Tirando algumas temporadas interessantes, como 1997, 1999, 2003 e 2008, a categoria não teve anos muito marcantes.

Além disso, a operação de um pit stop fica muito mais complicada e insegura. Não são poucos os casos de incêndios ou problemas com a mangueira de combustível. E vai ficar pior ainda se algum espertalhão tentar fazer algo diferente para ganhar alguns décimos nos boxes. Não é, senhor Flavio Briatore?

Entre outras coisas, as demais propostas visam uma categoria com aerodinâmica mais agressiva, com o motor mais barulhento e com um carro mais veloz.

Algumas destas novidades parecem eufemismo apenas para agradar os fãs. Algo similar a estas faíscas que saem dos carros atuais. No entanto, acho que estamos diante do ponto chave em relação ao futuro da Fórmula 1.

A Fórmula 1 precisa ser o pináculo do automobilismo mundial, a melhor em tudo que há sobre o esporte a motor. A simples comparação com quaisquer outras categorias deveria ser tratada como uma blasfêmia!

O problema é que os sucessivos erros de gestão nos últimos anos levaram a F1 a um período de contestações sobre a supremacia da categoria. Um prato cheio para donos de Lada com a sua horda de lacaios que se fartam da desgraça alheia.

Imagem: Bllomberg

“Acha que os problemas são por minha causa? Sabe de nada inocente!”

O pior é que os engravatados da CVC, empresa controladora da F1, que tem Bernie Ecclestone apenas como um “testa de ferro”, estão interessados apenas na fatia maior do lucro da organização.

A divisão da fortuna arrecada pela categoria poderia e deveria ser melhor feita, para ajudar no equilíbrio das competições. No entanto, contratos leoninos assinados ainda nos tempos de Max Mosley no comando da FIA garantem que não teremos avanços nesse ponto.

Sem a chance de uma divisão de riquezas mais justa, resta apenas esperar que as propostas para que a F1 mais atraente surja com estas novas mudanças.

De qualquer forma, é bom ver pensamentos em favor da mudança do status quo dentro da categoria, prtindo de quem está envolvido no espetáculo. Não adianta se fechar em um mundinho só de puxa-sacos, seja por TV, rádio, blog, podcast, seja lá o que for. achando que as coisas devem ficar como estão e ficar parado no tempo.

Podem me rotular de rabugento ou de coisa pior, o que eu quero é ver a Fórmula 1 melhor do que nunca, sendo o máximo em automobilismo, o topo da montanha da velocidade, tanto em emoção, como em inovação.

A Fórmula 1 tem a obrigação de ser sui generis!

Abraço!

Há como salvar a Fórmula 1?

Bom dia, boa tarde ou boa noite, amigos. Uma coisa que venho pensando nestas primeiras semanas de Fórmula 1 em 2015 e que vem desde a pré-temporada: a Fórmula 1, da forma como está atualmente, está com sérios problemas. Ainda há coisas boas que podem ser potencializadas para garantir mais atrativos, no entanto, os erros e as polêmicas desnecessárias acabam mascarando os pontos positivos diante de tantos problemas.

Praticamente todos os carros do grid em Melbourne

Todos os carros do grid em Melbourne

Alguns pontos são bem notórios pelo que se nota nos noticiários: Custos extorsivos, tecnologias ainda difíceis de lidar, dificuldade para trazer novos fãs à categoria, assuntos extra-pista tomando mais espaço do que o que acontece dentro dela e outras coisas que a tornam mais questionada do que em períodos críticos no passado. Leia o resto deste post

Gotinhas

Fala galera, os ultimos dias foram agitados e com muitas notícias novas no mundo da F1. Vamos a elas…

A volta do Mito

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O Showman voltou.

Sim, ele voltou!!!! Kamui Kobaiashi foi anunciado pela Catherham, juntamente com o sueco Marcus Ericsson, para compor o time que ira disputar o campeonato de 2014. Sedenta por um mísero ponto há 5 anos, a equipe do tio Fernandes vem gastando bastante e desanimando o empresário, já que ficou em último ano passado, perdendo o décimo lugar no campeonato de construtores, e com isso o direito de levar o material junto com as outras equipes. Tony Fernandes chegou a dizer que “há um limite à paciência e dinheiro de todos. Penso que se vamos a todas as corridas sem competir, a dois segundos dos outros, não progredimos nada”. Colocando em xeque o futuro da escuderia.

A chegada do piloto japonês é uma grande injeção de ânimo, além da experiencia do nipônico para o desenvolvimento do bólido.

O público e fãs só tem a agradecer pela volta do Koba. E nós vamos torcer para ele e aproveitar o show.

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Mais uma corrida noturna

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Depois da Cingapura e de Abu Dhabi, o Bahrein se tornou o terceiro país a ter uma corrida noturna da F1, o circuito que já tem iluminação noturna irá sediar o GP com horário diferente, com largada as 18h locais. Bom pra nós aqui do Brasil que teremos a corrida num horário diferente das madrugadas e das tradicionais 9h da manha.

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Bernie disse que continua mandando

Depois de ser afastado do conselho diretor da CVC Capital Parners, gestora da FOM e dona de maior parte das ações da categoria, sob a acusação de suborno, o chefão master Bernie Ecclestone disse que “nada mudara”, já que ele ainda continuará gerindo os negócios da F1, e fechando os contratos com parceiros e circuitos ao redor do mundo. O velhote afirmou que as acusações são infundadas e irá se defender com veemência no tribunal.

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Kovalainen joga a toalha

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O Kova foi trocado pelo Koba, e jogou a toalha.

O piloto finlandês Heikki Kovalainen afirmou que não tem planos na categoria depois do anuncio de Kobaiashi pela Caterham, sua ultima equipe. Apesar de ter cobrido o buraco deixado pela saida de Kimi Raikkonen na lotus, o piloto não agradou e tomou uma sova do companheiro Grosjeam, além de não ter marcado pontos. Parece ser o fim da carreira do piloto na F1, que também nao tem planos para correr em outras categorias este ano.

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Por hora é só, volto com mais infos, descrição dos integrantes do grid de 2014 e novidades técnicas em breve.

Bjundas…

Olha só quem chegou!

Salve galera! Hoje veio ao mundo mais um cartão de Natal do todo-poderoso Bernie Ecclestone. Este ano o velhote preferiu falar da ida de Lewis Hamilton para a Mercedes, pegando carona com Niki Lauda e um saco de dinheiro esperando. Veremos no ano que vem se essa troca dará certo.

Será que vai valer a pena?

Bom, ficamos por aqui, vamos ver o que rolará para a celebração do fim de ano, se o Calendário Maia permitir! Abraço!

Captain America’s been torn apart, now he’s a court jester with a broken heart

Tudo muito bonito, mas… Alguém nos States prestará atenção?

Salve galera! Vamos chegando ao GP dos Estados Unidos em Austin, no Texas e a Fórmula 1 vai tentar mais uma vez realizar o sonho de agradar o povo de lá com seus carros e a nova pista que será um desafio interessante. Mas a própria agenda e o perfil do público pode fazer os planos de Bernie Ecclestone verter água.

O motivo e um detalhe tão irrisório que vai comprometer toda o plano de atingir os ianques e os sulistas, pois quando a corrida estiver na metade, por volta das 18 horas no horário de Brasília, na cidade de Miami, o circuito de Homestead está recebendo a largada da última etapa da Nascar em 2012. Haverá o choque entre as duas categorias no horário.

Não é preciso ser um expert para entender que isso foi uma tremenda bola fora. Se o velhote tinha a chance de acertar as arestas da categoria com o pessoal da Terra do Tio Sam, isso caiu por terra. Os dois mundos das duas categorias são completamente diferentes para eles.

Uma prova disso vi neste domingo, com a penúltima prova em Phoenix, no Arizona. Vejam este vídeo:

Para explicar um pouco antes, o número 24, o veterano Jeff Gordon levou um toque de Clint Bowyer (15) a cinco voltas do fim. O americano ficou com o pneu furado e se arrastou pela pista com o carro avariado para dar o chamado “payback” (troco), que é uma prática até comum na categoria de turismo americano. O resto está aí em cima.

Pra não ficar em cima do muro, digo que Gordon errou e feio. Merece uma punição severa e que isso foi muito desleal, Bowyer também se comportou muito mal, assim como os mecânicos das duas equipes. Muitos de vocês devem pensar disso pra pior, mas acredite as coisas não são bem assim.

Nos Estados Unidos, a história é diferente. Essa atitude geralmente é aplaudida pela torcida, e a grande maioria dos fãs desses pilotos continuam ainda mais fanáticos, como a fan page de Gordon. E isso não é a primeira vez que acontece. A Nascar ficou muito popular por causa de brigas no decorrer de corridas. Aqui no Brasil, os que admiram a categoria também gostaram do que viram, e admiram a categoria eternamente.

É disso que o povo gosta!!!

E isso é que faz a diferença. A Nascar, por mais que seja uma corrida em ovais, com um estilo bem estranho, tem todos os atrativos que um fã de automobilismo quer: Disputas, emoções e pilotos que fazem a diferença, mais que os carros. E esse fator essencial. O fato dos pilotos serem humanos. Os americanos se identificam com um determinado piloto da categoria. Até a venda de automóveis depende do desempenho das marcas envolvidas.

E essa empatia que os americanos veem na Nascar está muito longe daquilo que a F1 vê. Até o uso de “F-word” e “S-word” (thanx declaração da FIA) não pode mais ser usada indiscriminadamente no pódio, mesmo no momento de extrema emoção dos pilotos. Tudo é muito controlado.

A categoria norte-americana é tolerante com o comportamento dos pilotos. É um meio de vida dos americanos. Embora isso seja preocupante no reflexo psicológico deles, é assim que eles enxergam a vida. Tudo uma questão de cultura e os eventos em questão são apenas a imagem de quem gosta do automobilismo. Já a Fórmula 1 não tem nada a ver com isso.

A categoria mundial será uma estranha no ninho. Os pilotos não devem sofrer tanto pois isso não vai afetar as suas rotinas. mas vão passar totalmente despercebidos. O país vai estar concentrado na Flórida. O melhor piloto da temporada será coroado neste domingo e isso é o que importa. Quem são Sebastian Vettel e Fernando Alonso perto de Brad Keselowski e Jimmie Johnson?

O fato é que a F1 quer se instalar em um ambiente que não tem nada ver com o glamour e pomposidade que vêem na Europa e nos lugares cheios da grana na Ásia. Não haverá americano louco por velocidade que troque a categoria que tem a filosofia estadunidense por aquela coisa cheia de frescura. Volte à Cidade-Paraíso Fórmula 1!!!

Nada contra o Circuito das Américas, nem contra a F1 nos States, mas o alerta que fica é que a corrida não poderia ser marcada num horário que bata com a decisão da Nascar. Isso é pedir pelo fracasso da empreitada.

P.S. O verso-título do post (Em português: “Capitão America tem sido dilacerado/Agora ele é um bobo da corte com o coração quebrado”) vem da música Paradise City, do Guns N’ Roses (que fez parte do CD F1 Rock, lançado em 1996, já citado por este blog). O que representa a situação da F1 nos States. Fique com a música para quem quiser. (E QUEM FALAR MAL DA MÚSICA, SERÁ BANIDO!!! Ou não?)

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