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Barman da Velocidade – Ep. 25 – GP do Bahrein

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Olá pessoal! Mais um episódio sai do forno com muitos detalhes sobre o GP do Bahrein! Confira já!

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Tópicos do vídeo

  • A raiva com a arbitragem, com o Audax e com a Sportv (e com todo mundo nas redes sociais!)
  • Cascas de banana
    • Motor Ferrari (ameaça desde sexta, entregou Vettel na volta de apresentação)
    • Engenheiros da Williams precisam de aulas com o Capitão Nascimento
      • Menção “honrosa” para o mergulho suicida do Bottas
    • Sauber à beira do precipício
    • Force India, o flop da pré-temporada
  • Estrelas
    • Nico Rosberg começa com tudo
    • Kimi Raikkonen, o melhor ferrarista
    • Haas e Grosjean: resultados reais!
    • Vandoorne salvando as honras da McLaren
    • Wehrlein e Manor em evolução

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Imagens:

F1 (site e Facebook); Grande Prêmio

Músicas

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A metamorfose “brasileira” de Fernando Alonso

A quinta-feira começou com uma bomba no mundo da F1. O espanhol Fernando Alonso foi vetado pela equipe médica da FIA e terá de assistir o GP do Bahrein do lado de fora.

Austrália 16 7

É pau, é pedra, é o fim do caminho…

A notícia simboliza aquele que talvez seja o fundo do poço da carreira do asturiano, ou mais uma fase da sua metamorfose em que passou por estágios semelhantes da carreira dos principais nomes do automobilismo brasileiro.

A carreira do espanhol começou de forma meteórica e com grandes feitos. Alonso foi o primeiro dos seus patrícios a fazer uma pole-position, a vencer um grande prêmio e a tornar-se campeão mundial.

Começo avassalador

A sua primeira conquista veio justamente quebrando a marca de Emerson Fittipaldi e tornando-se, até então, o mais jovem campeão da F1. Neste aspecto, o espanhol podia estar na sua “fase Fittipaldi”.

Para os dois próximos “estágios evolutivos” de Alonso, resgato um artigo que escrevi em 2012 para este blog, sobre a relação dos esportistas com a mídia e o torcedor:

Um caso bem peculiar que ocorreu neste dilema é o de Fernando Alonso. O espanhol dedicou o primeiro de seus títulos a umas três ou quatro pessoas, pois considerava o automobilismo apenas como individual e mandou quem não gostou das suas declarações assistir tourada. Com o tempo, passou a crer mais no apoio da torcida, principalmente depois de sua ida à Ferrari, a prova foi a demonstração de patriotismo após a vitória em Valência este ano, lembrando as comemorações de Senna nas duas vezes que vencera em Interlagos.

Alonso tinha uma intuição de relações públicas meio “piquetzista”, mas sofreu uma “sennificação”. Muitos atletas em diversos esportes estão nestes dois lados. E as olimpíadas apenas acentuam estes limites.

A comparação com os pilotos tupiniquins não ficam só entre os campeões do mundo. Podemos dizer que nas escolhas das equipes ao longo da carreira, o espanhol se assemelha a Rubens Barrichello.

Muito se falou nos dois últimos anos nas escolhas erradas na carreira. Alonso tornou-se um refém das decisões que atrapalharam a sua carreira. Algo que prejudicou bastante o brasileiro em sua empreitada na F1.

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Fim melancólico?

Por fim, a fase de Alonso na McLaren lembra a de Felipe Massa nos momentos pós-molada. O espanhol parece meio abalado desde o estranho acidente nos testes de Barcelona em 2015.

Desde então, uma sucessão de problemas bizarros o afetam, como ocorrera com seu ex-companheiro de equipe, especialmente na fase “faster than you”.

O estranho acidente na abertura do campeonato, em Melbourne, coroa a decadência do bicampeão mundial, algo que todos passam na vida (inclusive os brasileiros citados), mas o fato é que o espanhol teve um pouco de todos ao longo de sua jornada na categoria. E este parece ser o fim do caminho.

Surpresas no meio das dunas, exceto por um detalhe…

Como não é champanhe, dá para jogar nele

Fala pessoal! A corrida no Bahrein ocorreu tranquilamente dentro da pista e foi (por mais incrível que possa parecer) a melhor do campeonato até agora. Tivemos disputas por posição durante a corrida toda e os pegas ocorreram mesmo fora da zona do DRS. Mas apenas uma posição não teve tantas emoções neste duelo. Logo a primeira.

Isso por “culpa” de Sebastian Vettel e da Red Bull. O alemão ainda perdeu a segunda posição para Fernando Alonso, mas nem esperou a ativação da asa móvel para engolir o asturiano e o pole Nico Rosberg para disparar na frente e não tomar conhecimento de ninguém. Com isso, o alemão mantém a liderança no campeonato e mostra que os problemas na China foram mais um problema específico daquela pista.

O rubrotaurino só não fugiu muito no campeonato porque Kimi Raikkonen chegou em segundo. O finlandês partiu para uma estratégia de duas paradas e subiu na classificação com um bom rendimento. O piloto da Lotus vai somando os pontinhos necessários para permanecer vivo na briga pelo caneco.

O outro piloto da Lotus também fez bonito. Romain Grosjean foi arrojado e passou todo adversário que via pela frente. Beneficiando-se com a capacidade de economizar pneus do seu carro, lá foi o francês galgando posições e garantindo o lugar no pódio. Foi a melhor corrida dele em 2013, e, além de repetir o pódio do ano passado (aliás foi exatamente esta posição de pódio de 2012), o Groselha consegue subr na classificação do campeonato.

Paul di Resta foi outro que andou bem. Sempre esteve entre os ponteiros e esteve muito perto de subir ao pódio, mas não teve pneus suficientes para chegar em terceiro. Ainda assim, o escocês vai colocando a banca para cima de Adrian Sutil, que teve um toque na largada e ficou para trás. Agora é aguardar os próximos capítulos do duelo interno da Force India, mas o momento é favorável a Di Resta.

Lewis Hamilton esteve discreto, diante de um carro que não permitia muitas coisas, mas o campeão de 2008 cresceu de rendimento na parte final da corrida e salvou um quinto lugar necessário para manter a regularidade no campeonato.

Em sexto, vem outro nome desta corrida: Sergio Perez finalmente fez uma boa exibição. Está certo que teve aquele toque com o companheiro de equipe numa disputa de posição, mas o mexicano fez uma ótima exibição, arrojado e com ultrapassagens na marra, até jogando para fora da pista (como fez com Alonso). Pode ter comprado uma briga em Woking, mas quem sabe este resultado pode dar o ânimo necessário para mostrar a que veio.

Mark Webber vinha num ritmo tranquilo, mas perdeu muito rendimento na parte final e perdeu duas posições, perdendo pontos preciosos para ele e para a Red Bull nos construtores. Cada vez mais fica justificado o desrespeito ao “Multi 21” na corrida da Malásia. Não a melhor forma de festejar o GP de número 200.

Fernando Alonso conseguiu quatro pontinhos no campeonato, o que foi muito diante do problema no DRS no começo da corrida, obrigando a duas paradas forçadas e deixando o espanhol sem usar o artifício nas disputas por posição. Pelo ritmo de prova, dava para ter brigado com Vettel, o que deixa a sensação que a corrida foi desastrosa para a Estaberria de Maranello.

Lembram do pole Nico Rosberg?  Então, tomou passão de todo mundo e se segurou como pôde com os pneus no bagaço. Fechou a corrida num insosso nono lugar, sendo mais uma corrida aquém daquilo que a Mercedes É Rosbife, é hora de procurar uma benzedeira, que fase está braba.

Fechou os pontuáveis Jenson Button, que se deu mal nas estratégias desta corrida. O inglês ainda ficou na bronca com a briga com Sergio Perez, que o obrigou a um consumo maior dos pneus e prejudicou seus planos. Será que o Mr. Nice Guy vai ficar de boa com o Chesperito pelos lados de Woking? A conferir.

E Felipe Massa? Lembram-se daquela estratégia dos pneus citada ontem? Pois é, parece que não foi nada disso que imaginamos. Para começar massa parou em um stint junto com quem estava de pneu médio. Depois, O pneu traseiro direito estourou duas vezes. Para completar, perdeu muito rendimento na última volta e terminou num desastroso 15º lugar. Definitivamente corrida para esquecer.

Pior que o brasileiro, só Esteban Gutierrez, que conseguiu a proeza de terminar a corrida atrás da Caterham de Charles Pic. Tá certo que o carro da Sauber é bem pior que o do ano passado, mas o mexicano vai caprichando. Ouro que vacilou foi Jean-Eric Vergne, que se enroscou na largada com Giedo van der Garde e foi o único a abandonar.

Bom,. é isso. mais uma pausa de três semanas e a Fórmula 1 volta ao seu habitat natural: a temporada europeia vem aí, com a Pirelli prometendo resolver o problema da borracha perecível. Com isso vamos aguardar o que irá acontecer com os pilotos nas próximas etapas e quais novidades as equipes trarão para seus carros. Abraço!

Classificação Bahrein 2013

Surpresas a caminho? Algumas já concretas

Rosbife começa a volta por cima?

Salve galera! Enquanto o mundo viveu uma semana cheia de tensão (e até o pequeno país do Golfo Pérsico, como nos últimos anos), o GP do Bahrein promete algumas variáveis interessantes permitindo que tenhamos algumas surpresas no meio do caminho que podem ser agradáveis para uns.

A pole surgiu de um nome que não estava entre os favoritos. Nico Rosberg acertou uma ótima volta e faz a segunda pole da sua carreira. O filho do Keke busca espantar o inferno astral que se meteu no começo do campeonato e vai tentar a vitória como aconteceu na única vez que largou na posição de honra. No entanto. a Mercedes precisa lidar com o gasto dos pneus para manter o bom resultado. Mas fica a alegria da segunda pole seguida.

E justamente na questão dos pneus é que está a charada. Os pneus duros estão apenas cerca de seis décimos mais lento que os médios, sendo que muitos pilotos foram mais lentos no Q2 com os compostos mais macios em relação ao Q1. Esta mudança mexe bastante com as estratégias na corrida.

No duelo direto dos favoritos, Sebastian Vettel ficou na frente de Fernando Alonso. Apesar do asturiano parecer superior em muitos treinos, o ferrarista errou na volta decisiva e parte atrás de seu rival . Apesar de Vettel não ter dado sinais de domínio, a Red Bull também pode ser considerada uma adversária de peso.

O quarto lugar caiu no colo de Felipe Massa. Lewis Hamilton e Mark Webber tinham punição a cumprir (o primeiro por trocar o câmbio e o segundo pela bobagem na China) e o brasileiro optou por usar os pneus duros no Q3. Como acertou a volta e salvou um jogo de pneus médios para a corrida, as chances de pintar no pódio são muito boas.

A terceira fila é formada pela Force India, mostrando a boa evolução da escuderia. Paul di Resta vem mostrando uma boa forma e está na frente do duelo direto com Adrian Sutil neste momento. Além disso, o escocês mostra que anda bem no circuito de Sakhir, onde fez boa corrida ano passado. A equipe do Vijay pode ser o fiel da balança na corrida.

Kimi Raikkonen esteve abaixo do esperado no treino e partindo de oitavo, a Lotus não acertou a mão e parece que vai sofrer na corrida. Nem o finlandês e muito menos Romain Grosjean parecem capazes de brigar com a turma de cima.

Fechou o top ten Jenson Button, incrivelmente satisfeito com o fato de chegar ao Q3. Definitivamente os tempos da McLaren são de vacas magras, diante das grandes dificuldades que possuem para avançar no grid. O jeito é o pessoal de Woking pensar em melhorias a partir da temporada europeia.

Empate ruim para Maldonado

Outra na zona do desespero é a Williams. Os dois pilotos brigaram ferrenhamente para avançar do Q1 e até empataram no tempo, mas como Valteri Bottas fez a volta primeiro, avançou no treino, deixando Pastor Maldonado para trás.

Já entre as nanicas, pela primeira vez no ano, a Caterham andou na frente da Marussia e Charles Pic quebrou a hegemonia de Jules Bianchi e foi o “melhor dos piores”. Curiosidade foi a reclamação de Giedo van der Garde, que reclamou que “um objeto estava no meio das suas pernas e se mexendo” dentro do cockpit. O holandês superou Max Chilton e escapou da última fila graças a punição do errante Esteban Gutierrez.

Bom, é isso, a corrida promete mesmo sendo no insosso circuito bareinita. Pode qualquer coisa acontecer. (Depois de uma semana conturbada no mundo, vai lá saber, mesmo que parece que a segurança esteja indo bem), mas esperamos que as disputas permitam um bom evento esportivo e uma boa prova para todos. Abraço!

1º Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min32s330
2º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min32s584
3º Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min32s667
4º Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1min33s207
5º Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) 1min33s235
6º Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min33s246
7º Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault)* 1min33s078
8º Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1min33s327
9º Lewis Hamilton (ING/Mercedes)** 1min32s762
10º Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) sem tempo

11º Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1min33s762
12º Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min33s914
13º Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 1min33s974
14º Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min33s976
15º Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1min34s105
16º Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 1min34s284

17º Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 1min34s425
18º Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 1min35s283
19º Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) 1min36s178
20º Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min36s304
21º Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min36s476
22º Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari)** 1min34s730

* Perdeu três posições

** Perdeu cinco posições

Tudo certo, nada definido!

E a dedada voltou!

Salve galera! O Grande Prêmio do Bahrein rolou direitinho, sem nenhum entrevero interno. Apesar de alguns protestos, tudo ocorreu normalmente. Mesmo que a pouca gente esteve nas arquibancadas, os sheiks conseguiram faz aquilo que prometeram ao velho Bernie. Pelo visto a F1 deve continuar voltando pra lá.

Quanto a corrida, A Fórmula 1 prova que não tem ninguém no comando da categoria e temos o início de campeonato mais equilibrado desde de 1983, quando pilotos de quatro equipes diferentes venceram. E 18 dos 24 pilotos já chegaram aos pontos. O panorama deve ganhar contornos definitivos a partir do começo da temporada europeia em Barcelona, depois da rodada de testes em Muggello, mas tanto as corridas como o campeonato estão interessantes!

E quem vai para o velho continente na ponta é Sebastian Vettel. O bochecha parecia morto nas três primeira corridas, mas só foi conseguir a primeira pole que dominou a prova e saiu com a vitória e a liderança da corrida barenita. Teve um momento de risco com Kimi Raikkonen, mas fez direito o dever e mesmo estacionando o carro, provavelmente porque o combustível não ia dar, o caminho para o tricampeonato se abre para o alemão.

"Sim, ele sorriu!" (thanx Tino Marcos)

Quem fez bonito também foi a dupla da Lotus. Matias chegou a pressionar o Vettel, quando tinha melhores pneus, mas depois da última parada não teve mais como alcançá-lo. Raikkonen conseguiu o primeiro pódio desde a Itália 2009. O finlandês está de volta e motivado, com o entusiasmo de sempre! E Romain Grosjean fechou o pódio mostrando o bom desempenho do E20. Fez uma corrida bem legal e recoloca a França no mapa dos pilotos de F1.

Considerando esta Lotus como a herdeira da legendária equipe de Colin Chapman, foi um dia cheio de efemérides. A Lotus não subia ao pódio de o GP da Austrália de 1988, com Nelson Piquet, com dois pilotos, foi 1979, no GP da Espanha, com Carlos Reutemann (P2) e Mario Andretti (P3). Além disso o Groselha foi piloto de número 200 a subir no pódio. Uma corrida histórica, por se dizer, além de ser o primeiro de um francês desde Jean Alesi no GP da Bélgica de 1998.

Adivinhem a posição de Mark Webber? Se responderam quarto lugar, parabéns! É a quarta corrida seguida que o australiano chega nesta posição. ele vai somando seus pontos e a regularidade pode ser útil para ele lá na frente. E esses pontos são úteis para a Red Bull, que alcança a liderança dos construtores também. Tudo se ajeitando na turma dos energéticos.

Nico Rosberg não teve o mesmo brilho da China. Ainda pode ser punido pelas fechadas em Fernando Alonso e Lewis Hamilton em uma das retas, mas fez o “feijão com-arroz”, chegando em quinto. pouco para a empolgação depois da vitória chinesa, mas é um resultado interessante para o campeonato.

Depois veio Paul di Resta. E desta vez foi bem visto pelas câmeras da FOM. Chegou a liderar e teve duelos empolgantes no meio do pelotão. Fez duas paradas contra três da maioria, segurou a pressão de alguns pilotos de ponta e fez pontos importantes para o Force India, depois de um fim de semana difícil para a equipe. E também vem abrindo boa vantagem no duelo interno com Nico Hulkenberg. O escocês fez um belo trabalho.

A Ferrari, dentro de suas limitações, colocou os dois carros nos pontos. Fernando Alonso fez aquilo que se espera dele e chegou em sétimo, tirando o que dava do carro. Felipe Massa finalmente chegou aos pontos. Andou próximo do asturiano durante a corrida e desta vez conseguiu segurar dois pontos, para acalmar um pouquinho as coisas. A Ferrari promete atualizações já no teste na Itália. Quem sabe a Estaberria não se reencontre na Europa?

Já a McLaren, essa perdeu o rumo. Corrida vexatória. Os pit-stops de Lewis Hamilton foram um desastre completo, jogando o Cirilo para um insosso oitavo lugar. Jenson Button estava brigando com Di Resta, mas teve um pneu furado e depois resolveu parar de vez. Para o começo que parceia promissor, a sensação é que o pessoal de Working vai ter que trabalhar duro (sem trocadilhos) para retomar o domínio esperado no começo da temporada.

Fechando os pontuáveis, está Michael Schumacher, que largou em 22º, já que tinha trocado o câmbio, foi galgando posições e chegou ao último ponto disponível. O heptacampeão não conseguiu traduzir o desempenho em pontos, mas vai fazendo seu trabalho.

No mais, destacar a Sauber que tentou ousar  nos pneus e se deu mal, Daniel Ricciardo que fez uma largada pavorosa e ainda danificou o bico num toque com  Heikki Kovaleinen, arruinando a corrida dos dois e a Williams que não terminou a prova, mostrando dificuldades neste domingo. Melhor sorte para o Bruno e para o Maldonado nas próximas corridas.

E é isso aí. Que o Bahrein resolva sua situação até 2013, pois o tio Bernie vai querer mais corridas por lá, embora as coisas estejam muito longes da solução. Pelo menos dentro da pista tudo em ordem, mas que o lado de fora não pode ser ignorado, isso não pode. Abraço!

"Pra você, são dois dedos aqui em cima"

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1h35min10s990 em 57 voltas
2º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 3s3
3º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 10s1
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 38s7
5º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 55s4
6º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 57s5
7º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 57s8
8º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 58s9
9º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1min04s9
10º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 1min11s4
11º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1min12s7
12º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 1min16s5
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1min30s3
14º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 1min33s7
15º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
16º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 1 volta
17º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 1 volta
18º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), abandonou a 2 voltas
19º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 2 voltas
20º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), a 2 voltas
21º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), a 2 voltas

Abandonaram:
Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 3 voltas
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 32 voltas
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 33 voltas

Volta mais rápida: Sebastian Vettel (ALE/Red Bull/Renault) 1:36.379 (41)

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