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Pintando o sete: Corridas legais que não são tão lembradas

Olá pessoal! Inicio hoje uma nova coluna aqui neste humilde blog. O nome, como puderam perceber, chama-se Pintando o sete. Nesta coluna irei relembrar sete situações que possuem efemérides semelhantes no mundo do automobilismo. Este era um velho projeto que tinha em mente. Quase adotei em outro espaço, mas vejo que é interessante coloca-lo por aqui.

O artigo de hoje tratará sobre corridas muito boas da história da F1, mas que acabaram bem esquecidas pelo tempo. Mesmo blogs e sites que tratam do lado mais “underground” da F1 pouco espaço deram para estas provas. A ordem das corridas está pelo ano e não pela minha classificação pessoal. Caso ache que haja mais alguma interessante que poderia ter sido mencionada, deixe nos comentários no final deste texto bíblico.

Portanto peguem carona no Delorean e relembrem essas etapas interessantes. Vamos lá!

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Deixa na conta da borracha

Ele sorriu sim, mas desta vez foi porque era champanhe mesmo!

Fala pessoal! Acabou a instantes a primeira etapa do mundial de Fórmula 1 e o campeonato de 2013 começou com algumas surpresas, muitas delas na conta do pneu Pirelli. Não que a corrida tenha sido inesquecível, muito pelo contrário, foi monótona em muitos momentos e não teve um acidente e nenhum safety-car, coisas rotineiras em Melbourne, mas o GP da Austrália valeu a pena.

A vitória ficou em ótimas mãos. Kimi Raikkonen esteve com a melhor condição de pneus, fruto de uma vantagem do seu carro e do seu estilo de pilotagem e conseguiu uma vitória surpreendente. Festejou ao seu estilo: Comemoração tímida e um gole na champanhe (essa com álcool) e volta a liderar um campeonato pela primeira vez desde 2008. Um começo bem animador.

Bem da verdade, a Lotus não parece ter o carro mais rápido, mas encontrou o melhor ritmo de controle nos pneus e isso foi essencial para a estratégia funcionar, aliado ao estilo de guiar do finlandês. Neste quesito, algumas equipes não conseguiram manter a qualidade, outras melhoraram.

A Ferrari está num nível interessante e conseguiu um resultado excelente para o campeonato. O segundo lugar de Fernando Alonso é excepcional para o projeto do título. Chegar a frente de Sebastian Vettel foi a grande conquista da Estaberria de Maranello, que acertou na hora do segundo pit-stop, até por iniciativa própria do espanhol. Como a Red Bull não conseguiu um bom ritmo com a borracha, o alemão não ameaçou ao ferrarista e ficou apenas em terceiro. Um alívio para quem temia uma lavada da turma dos energéticos na temporada e sinal que há trabalho pela frente.

Em quarto, ficou Felipe Massa. O brasileiro foi ousado em alguns momentos, mas demorou duas voltas a mais que Alonso na segunda parada. A tática ferrarista custou o lugar do brasileiro no pódio. Muitos torcedores reclamaram de favorecimento ferrarista a Alonso, mas talvez tenha sido mais um erro do que uma manobra. Reclamações um pouco exageradas. No entanto, o resultado é um dos melhores em relação ao retrospecto dele, que historicamente é ruim na Austrália, apesar de tudo, não dá para sair chateado de Melbourne.

Lewis Hamilton estreou pela Mercedes e tentou a mesma estratégia de Kimi, no entanto, o carro prateado continua com seus problemas crônicos de consumo de pneus e o inglês não pôde fazer mais que o quinto posto, com direito a uma super fritada numa disputa com Alonso. Diante do abandono de Nico Rosberg, o saldo não é dos melhores da escuderia germânica, mas já tem um trabalho sendo desenvolvido.

Logo a seguir veio Mark Webber, que mais uma vez decepcionou os fãs na sua terra natal. Com mais uma largada bizarra e com uma atuação discretíssima, o sexto lugar foi mais uma decepção gigantesca na carreira. Mais um sinal de outro ano apagado para o australiano?

Em sétimo, o nome da corrida: Adrian Sutil voltou à Fórmula 1 causando. O alemão partiu com os compostos médios e liderou a corrida por um tempo. Uma pena que no final os super-macios viraram farofa e seu desempenho caiu vertiginosamente, mas foi muito bem na defesa de posições (especialmente com Vettel e Massa) e terminou exatamente à frente de Paul di Resta, seu companheiro de equipe, que nunca esteve nas cabeças. Olho no bad-boy da Force India.

Fechando a zona de pontuação, a turma da decepção: A McLaren definitivamente errou a mão no MP4-28, tanto que o máximo que Jenson Button conseguiu foi um suado nono lugar, Sergio Perez quase pontuou, mas não conseguiu superar Romain Grosjean (que foi bem discreto e diante do fato de seu companheiro ser o vencedor, é sinal que não foi uma grande corrida) . Claro que há muita coisa pela frente, mas o pessoal de Woking tem que trabalhar muito para ter um carro decente ao longo do ano.

No mais, decepção na Sauber, já que Nico Hulkenberg não largou, com problemas na bomba, e com uma atuação apagada de Esteban Gutierrez, e super decepção na Williams, que viu Pastor Maldonado atolado na grama e Valteri Bottas se debatendo com um carro ruim, sinal de outra temporada negra em Grove. Na turma das nanicas, Jules Bianchi sobrou e mostra que é o melhor da patota, enquanto os demais mais apareceram atrapalhando os líderes.

Bom, é isso, semana que vem outro plantão da madrugada, em Kuala Lumpur, na Malásia. Veremos uma corrida mais emocionante? Será que a imprevisibilidade continua. Será que o tempo ajuda ou atrapalha? Tudo isso a gente escreve aqui. Abraço!

1 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1h30m03s225
2 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 12s451
3 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – a 22s346
4 – Felipe Massa (BRA/ Ferrari) – a 33s577
5 – Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – a 45s561
6 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – a 46s800
7 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – a 1m05s068
8 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 1m08s449
9 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m21s630
10 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 1m22s759
11- Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) – a 1m23s367
12 – Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – a 1m23s857
13 – Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 1 volta
14 – Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) – a 1 volta
15 – Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
16 – Chalres Pic (FRA/Caterham-Renault) – a 2 voltas
17 – Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas
18 – Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) – a 2 voltas

Não completaram:
Daniel Ricciardo (ASU/Toro Rosso-Ferrari) – volta 40
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)  – volta 26
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – volta 25
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari)  – não largou

Melhor volta: Kimi Raikkonen (Lotus-Renault) 1:29.274 (56)

Voltando com tudo, e com nada

Butão dando as cartas

Enfim a Fórmula 1 voltou. E do jeito que um fã de Fórmula 1 gosta. No dia em que completam 35 anos da morte do grande José Carlos Pace, a corrida na Austrália proporcionou um espetáculo pra lá de interessante. Infelizmente não podemos dizer que o Brasil tenha representantes que honram nosso Moco nas pistas.

A McLaren dominou a parada desde o começo, mas a Red Bull ainda conseguiu acompanhar de perto na parte final. Quanto ao vencedor, fica claro que Jenson Button mantém a mesma performance do ano passado e o fato que é neste momento o líder mais adequado à equipe de Working, uma vez que Lewis Hamilton foi apático nesta corrida e não foi além do terceiro lugar.

Já Sebastian Vettel fez uma corrida mais ousada e foi pra cima de quem estava na frente. Fez uma bela passagem em Nico Rosberg e ameaçou a soberania dos carros prateados. Para o bicampeão, um bom resultado, mesmo diante de uma situação adversa. Mark Webber foi o quarto apesar de alguns sustos mas fez o que dava.

Logo após, Fernando Alonso fazendo bonito, salvando o fim de semana desastroso da Ferrari e mostrando que o asturiano ainda sabe do riscado. Parabéns ao espanhol pelo desempenho.

Pastor Maldonado tinha tudo para ganhar um belo cumprimento pelo desempenho no fim de semana, mostrando o renascimento da Williams, teve agressividade o tempo todo. Na briga com Romain Grosjean, deu um chega pra lá no francês que quebrou a suspensão e ficou no começo da corrida. Depois andou sempre nas primeiras posições e estava em sexto, mas na última volta uma saída em falso de uma curva e uma baita pancada de frente. Saiu ileso fisicamente, mas mostrou o velho estilo Maldonado de correr.

A última volta também reservou confusão para Sergio Perez e Nico Rosberg, que se tocaram e ficaram longe do sexto posto que acabou com o mito Kamui Kobayashi, seguido do boêmio Kimi Raikkonen, que protagonizaram uma disputa belíssima durante toda a corrida e marcaram merecidos pontos. O mexicano ainda segurou os pontos do bando que vinha com Jean=Eric Vergne, Daniel Ricciardo e Paul di Resta. no fim o francês ficou fora dos pontos e viu o sonho de pontuar na estreia ser tirado como doce da boca de criança, assim como o Rosbife.

Para a Mercedes, o prejuízo é pior ainda. Michael Schumacher poderia até ir ao pódio, mas o câmbio arriou no começo da prova, deixando o heptacampeão na mão. Pela promessa do carro, o início acaba sendo decepcionante. Outra decepção foi a Caterham, que não andou o ritmo do pelotão e acabou com o os carros parando com problemas mecânicos. Dia ruim para Tony Fernandes.

E os brasileiros? A imagem fala por si só!

Retrato dos pilotos brazucas hoje

Daqui há uma semana, vem a Malásia com o primeiro Tilketródromo. Talvez aí saberemos a real situação do campeonato.  Mas a McLaren já mostrou que tem material para combater a hegemonia da Red Bull e formar a sua própria. Veremos o que ocorrerá. Abraço!

1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1h34min09s565
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 2s139
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 4s075
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 4s547
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 21s565
6º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 36s766
7º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 38s014
8º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 39s458
9º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 39s556
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 39s737
11º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 39s848
12º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 57s642
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 1 volta
14º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 1 volta
15º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 5 voltas
16º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 6 voltas

Não completaram:

Felipe Massa (BRA/Ferrari), volta 47  (suspensão)
Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), volta 39 (mecânico)
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), volta 35 (mecânico)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), volta 11 (câmbio)
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), volta 2 (suspensão)
Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), volta 1 (acidente)

As cartas estão na mesa. E embaralhadas!

Luisinho Cirilo volta a ser o mesmo

E a Fórmula 1 promete em 2012. A classificação mostrou que as coisas serão bem diferentes do que foi em 2011 e a ordem do baralho é outra. Agora é a McLaren que está dando as cartas e a hierarquia da categoria está totalmente doida. Resquícios de uma corrida historicamente doida ou será mesmo a nova ordem?

Quanto a previsão da corrida, a disputa deve ser um embate entre a dupla de Working. Lewis Hamilton fez a pole e parece de volta à forma que o fez uma estrela da F1 no seu início. Mas ao seu lado vem Jenson Button, que foi o cara nas estratégias de corrida ano passado e vai brigar para sair na frente este ano. O mais importante é ver que a equipe inglesa volta a ser a dona do jogo, após muito tempo.

A segunda fila é digna de aplausos. Em terceiro, vem Romain Grosjean, mostrando que a aposta da Lotus foi bem sucedida e, enfim ele pode estrear na F1, mostrando o que pode fazer, ainda vendo que Kimi Raikkonen não foi além do Q1, mostrando que o iceman ainda tem que tomar muita Coca com Magnun para ser o velho Kimi.

Ao lado do franco-suíço, está Michael Schumacher. O heptacampeão está com um carro melhor e finalmente mostrou serviço. Começa o ano na frente de Nico Rosberg, o sétimo, e mostra que é o velho campeão de sempre. Se a Mercedes deixou algumas tretas espalhadas  pelo W03, é um mistério, mas o fato é que o carro é bem nascido.

Já a Red Bull  não tem o carro campeão, como no ano passado. Sebastian Vettel não conseguiu ir além do sexto posto, atrás de Mark Webber, algo que houve apenas uma vez em 2011. Desta vez, Adrian Newey não acertou a mão, mas veremos a evolução.

Fechando o top-ten, Pastor Maldonado botando a Williams em oitavo. Enquanto Bruno Senna não foi além do 14º, o venezuelano mostrou que está em boa forma e a Williams tem um carro melhor que o esperado. O piloto que foi substituído pelo bolivariano, Nico Hulkenberg, também mostrou serviço com o nono tempo e deixou Paul di Resta comendo poeira, na 15ª colocação. Para finalizar a garotada da Toro Rosso com Daniel Ricciardo uma posição à frente de Jean-Eric Vergne, sendo o australiano não indo ao Q3 para poupar pneus. (pensei que não poderia mais, punição à vista?), mesmo assim, bom trabalho da dupla.

Agora os que decepcionaram. A Sauber ficou longe de colocar os carros no Q3, mesmo depois de andar bem durante os treinos. Kamui Kobayashi e Sergio Perez terão que remar na corrida (Atualização: o mexicano mais ainda pois perdeu cinco posições no grid por trocar o câmbio que arriou no Q2 e o impediu de treinar). A Caterham, mesmo com suas promessas não ficou além do que vinha fazendo, a Marussia segue na mesma toada e a HRT levou bomba nos 107% depois de atrapalhar a volta de quase todo mundo no Q1. Nem pensem em permitir a presença da carroça, comissários do GP (Atualização: Os comissários já decidiram que a equipe não alinha na corrida).

Falar o que, Felipe?

Mas o grande vexame é da Estaberria de Maranello. O carro é uma bomba mesmo Fernando Alonso tentou forçar e acabou na brita. Felipe Massa tentou, mas conseguiu ficar atrás do asturiano. No fim o P12 do Bracito é a pior posição de largada da história da Ferrari em aberturas de campeonato.  Um ano difícil aguarda os tifosi.

Bem é isso. A caravana da madrugada promete uma corrida pra lá de interessante e o campeonato mundial está com uma cara nova. esperamos que os bons tempos voltem! Até amanhã!

1 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m24s922
2 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m25s074
3 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – 1m25s302
4 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m25s336
5 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1m25s651
6 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – 1m25s668
7 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m25s686
8 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1m25s908
9 – Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – 1m26s451
10 – Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – sem tempo
11 – Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – 1m26s429
12 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m26s494
13 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m26s590
14 – Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – 1m26s663
15 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m27s086
16 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m27s497
17 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m27s758
18 – Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – 1m28s679
19 – Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – 1m29s018
20 – Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – 1m30s923
21 – Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m31s670
22 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – sem tempo**
23 – Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – 1m33s495*
24 – Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – 1m33s643*

*Acima dos 107%

** perdeu 5 posições no grid por trocar o câmbio

Pensamentos difusos em uma manhã de segunda-feira

Red Bullshit: passeio em 2011?

Bom dia, meus bons. Enquanto todos dormem por aí na Terra de Santa Cruz, resolvi fazer o que combinei com o Trapizomba e postar umas temeridades por aqui após a corrida inaugural do campeonato.

Não assisti ao GP da Austrália com a atenção devida. Longe de casa, não tive live timing, não tive driver tracker. Contei mesmo apenas com a pobre (e nem foi em HD) transmissão oficial da FIA pela televisão e não, não gostei de Martin Brundle no papel de narrador princial. Ele se sai melhor como comentarista, sem ter de ficar falando abobrinhas a todo instante para encher lingüiça.

Mas vamos ao que importa. Como eu já vinha dizendo há meses, Kers e DRS são sopas de letrinhas que não fariam nenhuma diferença em comparação aos pneus. Foi o que vimos na Austrália. As Havaianas da Pirelli nem estiveram tão imprevisíveis assim, mas teve gente parando três vezes, teve gente parando duas, e teve, pasme, um mexicano maluco que parou uma vez apenas.

Os pneus foram a chave de uma corrida que não foi das piores, mas também esteve longe de outros GPs da Austrália em termos de emoção. E, só para constar, a FIA escolheu o ponto errado para liberar a asa móvel na prova. O lugar correto seria na reta oposta, após a chicane (curva 9). Naquele ponto, os pilotos ficam muito mais colados, dada a natureza do “S” anterior à reta-curva (thanx Piquet) – o duelo Button x Massa não me deixa mentir.

A curva 16, em contrapartida, é daquelas impossíveis de se contornar próximo demais, o que anulou qualquer possibilidade de a asa tirar a diferença na curta reta de Melbourne. Mas, no fim das contas, valeu porque a idéia é ruim – apenas mais um artificialismo inventado pelos que não querem enxergar o óbvio: os circuitos e a natureza aerodinâmica dos carros é que precisam mudar.

Sobre a corrida em si, alguns pitacos. Sebastian Fffffééttel apavorou e, embora em ritmo de corrida não tenha sido tão dominante quanto no treino, não se enganem. O alemão certamente poupou equipamento em boa parte da prova. Ninguém sabia, afinal, como os pneus iriam segurar a barra. Se preciso fosse, tenho certeza que Vettel mostraria ainda mais velocidade.

Gostei também da McLata e, em especial, de Luisinho. Desde 2008 ele não começava um Mundial com o pé direito. Espero que brigue de verdade pelo título, mas para isso o MP4/26 ainda tem de melhorar, er.. um segundo.

A Ferrada foi um fiasco e conseguiu ficar atrás até da Renault. Fernando Alonso fez bobagem ao ir por fora na largada e quase acabou fora da corrida. Depois se recuperou, mas fica o gostinho de dever não cumprido. Já Felipe Massa foi horroroso. Lento, apático, ficou sambando na pista segurando um Button muito mais veloz e depois abriu para o companheiro de equipe como qualquer bom piloto 1B faria. É capacho oficial, só falta assumir.

Desempenho terrível no fim de semana foi a tônica dos brasileiros, diga-se. Rubens Gonçalves foi outro a só fazer bobagens no sábado e no domingo. Com tanta experiência, acabou sendo alvo de justificadas ironias e risadas por parte de Brundle e Coulthard nos microfones da BBC. A abalroada no Rosbife – culpa dos pneus ou não -, foi coisa muito feia. Tsc, tsc.

Por fim, algumas gotinhas:

– Adorei a Sauber, e é dever de todos descobrir porque Sergio Perez Hilton conseguiu completar o GP com uma parada apenas. E é dever do Koba-San dar uma resposta imediata já na Malásia. Não dá para perder do mexicano, seja ele bom piloto ou não. Koba é mito.

– Alguém sentiu falta da HPV na prova? Eu acho que esse time não chega nem à quarta etapa da temporada. Sem condições técnicas e sem poder correr ou testar, a grana não vai durar muito, não.

– Petrov em terceiro… Hum… Deve ter narigudo batendo a cabeça na parede do quarto de hospital nesse instante.

– Aliás, cadê os defensores de Nick Ruimdfeld? Estou falando há séculos que esse cara é enganação. É óbvio que ele vai melhorar. É óbvio que vai somar pontos com alguma regularidade. E é óbvio que no fim não vai feder nem cheirar, como sempre. O carro da Renault merecia um piloto com mais gana.

– Acendeu a luz amarela no reino de Michael Schumacher. Na mesma situação de Felipe Massa, Mark Webber e (em menor escala) Jenson Button, o alemão precisa dar uma resposta rápida na Malásia se quiser marcar território dentro da equipe. Porém, começo a achar que, de fato, os anos pesam. Rosbife não é nenhuma maravilha, mas o Queixudo parece, infelizmente, muito distante daquilo que foi um dia. Tomara que eu esteja errado.

Então é isso, meus bons. Nos vemos por aí. Beijundas e uma ótima semana.

Mike.

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