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Alonso e a concorrência

“Yo soy malandro…”

Seria Fernado Alonso, o famoso bracito, o melhor piloto de F1 da atualidade?

Há controvérsias, claro. Mas a maioria da galera concorda que o cara é bom de volante. Sendo na temporada passada, onde a Ferrada deu-lhe um carro horroroso e mesmo assim o cara tirou leite de pedra (terminou em 4 lugar, atrás do Button e do Webber, e na frente do Cirilo que tinha um carro tecnicamente melhor) ou nessa temporada, aonde o fdp vem guiando o fino, fica até estranho dizer que o Alonso não é o melhor piloto do grid no momento.

Eu sei, muitos vão dizer que o carro da Ferrada não é assim tão ruim, que os caras resolveram os problemas no projeto inicial, etc… Mas se formos olhar para a diferença de desempenho entre os pilotos da mesma equipe, podemos dizer que aí tem coisa…

Mesmo o mais ignorante dos torcedores de F1 consegue entender que o Alonso é bom e que o Massa é ruim. Mas não é bem assim. Massa não é tão ruim como se pensa; apenas tem dificuldade de botar seu talento em números. E esses números correm lado à lado com os números do seu companheiro de equipe.

Aí é que mora o perigo.

Malonso, com o mesmo equipamento, ganha corridas, faz belas ultrapassagens e marca pontos para ele e para o time.

Massa é ruim? Hm…Vamos perguntar de uma maneira diferente: O quanto pior é o Massa em relação ao Alonso?

Ah, bem pior. Mesmo não sendo um piloto de merda, ser comparado com o Alonso é foda…

A diferença do Vettel para o Webber é tão grande quanto a diferença entre o Alonso e o Massa?

E o Perez x Koba-san? Queixudo x Queima-rosca? Cirilo x Button?

Viu? A diferença de desempenho entre o Bracito e o Massaroca é muito maior do que a diferença entre outros pilotos da mesma equipe. Isso pq o espanhol é foda…mas tb pq o brazuca é caidínho…

A diferença de desempenho entre eles está condenando a carreira do Ravioli ao ostracismo. Ninguem espera que o Rigatoni saia ganhando corridas ou mesmo termine na frente do Bracito, mas o abismo que os separa (em termos de PONTOS), faz de Massa um patinho feio da F1. No mínimo, espera-se que o Tortelinni termine mais ou menos perto do Bracito. Mas o que vemos é um piloto que nos dá pouca esperança.

Mas ele não é assim tão ruim. Apenas Alonso é muito acima da media do grid (musica safada…):

Pro Massa, a conta fica complicada pq superar um cara como o Alonso é muito dificil. Até ficar perto já se mostra uma façanha bestial.

Agora, imagine as McLaren. Button vem peidando a temporada inteira, sabe-se lá o motivo. E o Cirilo…bem, esse vem “cirilando” o ano inteiro, ou seja, se envolvendo em acidentes desnecessários e que lhe custam pontos importantes.

Com a palavra, o mestre Niki Lauda:

Ele é o cara mais duro de se enfrentar e o mais inteligente. Ele sabe o que fazer e, após anos na Ferrari, amadureceu e sabe como ser consistente, além de manter a equipe sempre na frente, passo a passo”, afirmou o ex-piloto à publicação inglesa “Daily Mirror”.

O que separa a dupla da McLaren da briga pelo título é a instabilidade do MP4-27, na opinião de Lauda. O austríaco também acredita que a Red Bull seja capaz de lutar pelo título com Sebastian Vettel e Mark Webber, embora Alonso, ainda com um carro inferior, tenha a vantagem sobre os concorrentes.

A Red Bull, tecnicamente, também está chegando, mas considerando todas as coisas, vejo Alonso como o piloto mais completo. Eles [Hamilton e Button] são campeões mundiais e podem fazer melhor do que em Silverstone, mas estão sofrendo com o desempenho do carro”, argumentou.

Já está difícil para eles se colocarem na briga pelo título. Não falo da diferença de pontos; ainda não acabou para eles neste sentido, mas mesmo se ganharem muitos pontos, Alonso não ficará muito para trás, então [reduzir a desvantagem] será difícil”, completou Lauda.

É, mesmo tendo um carro “inferior” (muito ruim no começo, mas os engenheiros melhoraram a carroça consideravelmente de uns meses pra cá), Alonso já mostrou que é o cara a ser batido.

Carro ruim ou não.

por Trapizomba, o cara a ser batido…

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Sobre moratórias e pole positions

por Leonardo

Para nós, que vivemos na república das bananas, praticar o automobilismo é uma oportunidade para poucos. Uma temporada na formula 3 inglesa, por exemplo, exige o desembolso de cifra próxima a um milhão de reais. Para se ter o privilégio de disputar uma categoria do porte da GP2, são necessários sacar algo em torno de dois milhões de reais. Talvez os meus dados estejam um pouco equivocados, talvez seja um pouco mais, talvez seja um pouco menos, mas, enfim, é muito, muitodinheiro.
Sim, muito dinheiro… para nossos padrões.
“Nós, que vivemos na república das bananas” (thanx, primeiro parágrafo), de forma geral, não temos um “milhãozinho” para investir no luxo de nos entregarmos ou entregar nossos filhos uma carreira automobilística. Ser piloto profissional é algo que não está no cardápio dos brasileiros.

Com EUA e UE sem grana, talvez os próximos candidatos brazucas à F1 tenham chance de evitar de sentar nas 'Andrea Moda' da vida...

E por que isso? Porque vivemos em um país de poucas oportunidades. Nenhum empregado da iniciativa privada conquista uma remuneração capaz de bancar esse sonho. Abrir o próprio negócio, muitas vezes, é o primeiro passo de um pesadelo. Quando a empresa resiste à turbulência inicial, fica-se feliz por ter conquistado alguma estabilidade.
Eu tinha um amigo, cujo pai era dono de uma empresa de porte, digamos, “bacana”. Foi-me confidenciado, por esse amigo, que “sonegar impostos é questão de sobrevivência”. Segundo ele, o que a se gasta para se manter uma empresa é mais do que você fatura, por conta, em especial, da imensa carga tributária do país e do poder “mediano” de compra do brasileiro.
Mas, e no caso dos ianques? E no caso dos habitantes do velho mundo? Praticar automobilismo é um luxo?
Bom, até os dias de hoje, não. Tanto na terra do Tio Sam, como na dos nossos colonizadores, a oportunidade sempre foi abundante. Não é necessário muito esforço para se ter acesso às chances que são sonegadas à milhares de brasileiros e outros habitantes espalhados pelo globo.
Não por acaso o grid sempre foi dominado por pilotos de “sangue azul”. Fitipaldi, Piquet e Senna foram grandes exceções – tanto que, depois do falecimento deste último, o eventualíssimo domínio tupiniquim no esporte das elites, fruto de uma sorte e não de uma estrutura social bem feita, foi-se embora de uma vez por todas – mesmo porque, a sorte é fugaz, em pouco tempo, ela acaba.
Então, cabe a pergunta: quem seria Raikkonen, Alonso ou Vettel se não estivessem tão próximo das oportunidades, se tivessem nascidos em países menos afortunados?

A Velha Europa e o Tio Sam andam depressivos...

Bom, eles dificilmente seriam pessoas notáveis. Não teriam oportunidade para desenvolverem seus talentos tão especiais. Seriam, nas palavras de Antoine de Saint-Exupéry, “Mozarts Assassinados”, conforme descrito no livro Terra dos Homens, cujo trecho eu colaciono a seguir:
Há alguns anos, durante uma longa viagem de estrada de ferro, resolvi visitar aquela pátria em marcha em que ficaria por três dias, prisioneiro, durante os três dias, daquele ruído de seixos rolados pelo mar. Levantei-me. Pela uma hora da madrugada corri os carros, de ponta a ponta. Os dormitórios estavam vazios. Os carros de primeira classe estavam vazios.
Mas os carros de terceira estavam cheios de centenas de operários poloneses despedidos na França, que voltavam para a sua Polônia. Caminhei pelo centro do carro levantando as pernas para não tocar nos corpos adormecidos. Parei para olhar. De pé, sob a lâmpada do carro, contemplei naquele vagão sem divisões que parecia um quarto, que cheirava a caserna e a delegacia, toda uma população confusa, sacudida pelos movimentos do trem. Toda uma população mergulhada em sonhos tristes, que regressava para a sua miséria. Grandes cabeças raspadas rolavam no encosto dos bancos. Homens, mulheres, crianças, todos se viravam da direita para a esquerda, como atacados por todos aqueles ruídos, por todas aquelas sacudidelas que ameaçavam seu sono, seu esquecimento. Não achavam ali a hospitalidade de um bom sono.
E assim eles me pareciam ter perdido um pouco a qualidade humana, sacudidos de um extremo a outro da Europa pelas necessidades econômicas, arrancados à casinha do Norte, ao minúsculo jardim, aos três vasos de gerânio que notei outrora nas janelas dos mineiros poloneses. Nos grandes fardos mal arrumados, mal amarrados, eles haviam juntado apenas seus utensílios de cozinha, suas roupas de cama e cortinas. Mas tudo o que haviam acariciado e amado, tudo a que se haviam afeiçoado em quatro ou cinco anos de vida na França, o gato, o cachorro, os gerânios, tudo tiveram de sacrificar, levando apenas aquelas baterias de cozinha.
Uma criança chupava o seio de sua mãe que de tão cansada parecia dormir. A vida transmitia-se assim no absurdo e na desordem daquela viagem. Olhei o pai. Um crânio pesado e nu como uma pedra. Um corpo dobrado no desconforto do sono, preso nas suas vestimentas de trabalho, um rosto escavado com buracos de sombra e saliências de ossos. Aquele homem parecia um monte de barro. Era como um desses embrulhos sem forma que se deixam ficar à noite nos buracos das feiras. E eu pensei: o problema não reside nessa miséria, nem nessa sujeira, nem nessa fealdade. Mas esse homem e essa mulher sem dúvida se conheceram um dia, e o homem sorriu para a mulher; levou-lhe, sem dúvida, algumas flores depois do trabalho. Tímido e sem jeito, ele temia ser desprezado. Mas a mulher, por fagueirice natural, a mulher, certa de sua graça, talvez se divertisse em inquietá-lo. E ela, que hoje é apenas uma máquina de cavar ou de martelar, sentia assim no coração uma deliciosa angústia. O mistério está nisso: eles se terem tornado esses montes de barro. Por que terrível molde terão passado, por que estranha máquina de entortar homens? Um animal ao envelhecer conserva a sua graça. Porque essa bela argila humana se estraga assim?
E continuo minha viagem entre uma população de sono turvo e inquieto. Flutua no ar um barulho vago feito de roncos roucos, de queixas obscuras, do raspar das botinas dos que se viram de um lado para outro. E sempre, em surdina, o infatigável acompanhamento dos seixos rolados pelo mar.
Sento-me diante de um casal. Entre o homem e a mulher a criança, bem ou mal, havia se alojado, e dormia. Volta-se, porém, no sono, e seu rosto me aparece sob a luz da lâmpada. Ah, que lindo rosto! Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. Inclinei-me sobre a testa lisa, a pequena boca ingênua. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, eis Mozart criança, eis uma bela promessa de vida. Não são diferentes dele os belos príncipes das lendas. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos cafés-concertos. Mozart está condenado.

Barack viu o tamanho da conta...

Enfim, seriam pessoas como nós. Sim, como nós. Pessoas comuns e que perderam a oportunidade de desenvolver algum talento especial. Não tenham dúvida de que podem haver vários “mozarts assassinados” em nosso meio, pessoas que seriam capazes de desenvolver trabalhos conhecidos, seja no automobilismo, seja em qualquer outra área; isso, claro, se tivessem tido as oportunidades corretas.
E porque diabos eu estou falando sobre isso tudo? Porque podemos ser testemunhas de uma grande mudança no planeta. Desde 2009, os Estados Unidos e a Europa estão afundando em uma crise que parece não ter fim. Primeiro, a bolha inflacionária estourou o bolso do Tio Sam; rapidamente, todo o ocidente europeu passou a apresentar índices econômicos típicos de uma grande recessão. E isso foi só o início.
Primeiro, a Grécia declarou moratória. Depois, Portugal. Depois, a Itália passou a dar sinais que enveredaria pelo mesmo caminho. E agora Obama corre contra o tempo, para tentar costurar um difícil acordo político nos próximos quatro dias e evitar que os Estados Unidos entrem em débito com seus credores.
Pode ser que ele consiga fechar o acordo, pode ser que não, mas o fato é que a economia dos Estados Unidos está próxima do colapso. Vejam que o acordo não diz respeito a pagamento algum. O que se busca é, apenas, maximizar o teto de endividamento do país. Significa, na prática, pegar mais empréstimo para pagar dívidas antigas, alimentar a “bola de neve” em uma dimensão que, até pouco tempo atrás, era inaceitável, mas que, agora, revela-se como única saída plausível para evitar o calote.
Não tenham dúvida: essa é a maior crise da história, muito maior que aquela de 29. Na de 29, a economia tropeçou e quebrou o joelho. Fratura externa, foi necessário repouso e tempo para ela se recuperar. Agora não. A economia mundial está com um câncer. É um problema endêmico, estrutural. Será necessário um tratamento muito bem feito e muita luta para se ter alguma chance de cura.
Até lá, é provável que testemunhemos e emprobrecimento das nações ricas. A “brasilficação” da Europa. A “bananização” das Repúblicas das BMW´s. Grécia, Portugal e Itália. E depois? Talvez Espanha, talvez Inglaterra, talvez França. Talvez todo o resto.

A China vem chegando...

O fato é que o capital está evaporando. A especulação está deixando de se tornar fonte de riqueza e se tornando o ponto inicial de um problema econômico catastrófico. Se as coisas continuarem assim, as oportunidades, ainda abundantes, vão se tornar cada vez mais escassas, até atingirem um nível ainda desconhecido. As economias vão retrair e as sociedades retroagirão. E assim os próximos Raikkonen, os próximos Alonsos, os próximos Prosts podem se tornar Mozarts Assassinados, assim como nossos próximos Piquet e nossos próximos Senna o foram.

Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 – Classificação

Um Sanduíche que pode ser indigesto para Red Bull

Por Eduardo Casola Filho

Salve galera! Depois de um período tenso aqui, vamos voltando ao normal. A Fórmula 1 está no belo circuito do Canadá, e a corrida de amanhã promete muito, ainda mais com a chuva que está prevista para cair. Entretanto na classificação, pelo  menos na frente, as coisas ficaram do jeito que estavam. Ou não?

A pole de Vettel é até esperada. Mesmo com a batida na sexta, o prodigioso alemão demonstrou superioridade e continua dominando a parada. Entretanto, a Ferrari é a grande ameaça nesta corrida. E com os dois carros.

Esta foi a impressão. Faltou um pentelhésimo (thanx Tamsma) para o Felipe sair do zero na disputa interna, mas o tempo perdido não foi o suficiente para tirar o asturiano da primeira fila. Não foi desta vez que o Massa ficou na frente, mesmo assim a dupla rossa pode vingar em Montreal.

Mark Webber ficou em quarto, teve problemas com o Kers no FP3. Foi o melhor que deu para fazer. Na corrida veremos como o australiano se sai com o carro se é que ele aguenta.

No segundo pelotão, McLaren e Mercedes fazem a briga. Pela situação das equipes, é bem melhor para a Ross Racing, que parece ter uma estratégia armada. Já a equipe de Working terá que ralar muito para tentar pelo menos um pódio.

Os carros da Renault-Lotus fecharam o top ten, com Heidfeld na frente de Petrov, sendo eles o marco do pelotão intermediário, sgeuido pelas Force India, pelas Sauber, pelas Williams e pelas Toro Rosso, com Barrichello levando tempo de novo de Maldonado. O venezuelano tem tirado mais do carro, talvez seja o mesmo sinal da idade que afete o Queixudo. Fechando a raia estão os espanhóis. De la Rosa ainda foi para o Q2, mesmo sentindo a falta de ritmo de corrida, fez o deu mesmo. Já Alguersuari errou muito e dançou no Q1. A corda está apertando o catalão, que começa a ver a sombra de Daniel Ricciardo no seu cockpit.

Da turma das novatas, destaque amplamente negativo da Marussia Virgin. Timo Glock vai largar atrás de Vitantonio Liuzzi, mesmo com o sósia do Rei RC rodando no fim do Q1, a Hispania largara na frente da Virgin. E para piorar Jerome D’Ambrosio ficou acima dos 107%.  Até Narain Karthikeyan conseguiu se salvar. Mesmo que apelem, acho que não vão liberar o belga para a corrida. Um vexame para Richard Brenson!

Eis as perspectivas para corrida. Agora a chuva, que ameaçou mas não rolou deve aparecer na corrida. Daí essas previsões podem ir tudo pro ralo!Que rufem os tambores!

1º Sebastian Vettel Red Bull 1min13s014

2º Fernando Alonso Ferrari 1min13s199

3º Felipe Massa Ferrari 1min13s217

4º Mark Webber Red Bull 1min13s429

5º Lewis Hamilton McLaren 1min13s565

6º Nico Rosberg Mercedes 1min13s814

7º Jenson Button McLaren 1min13s838

8º Michael Schumacher Mercedes 1min13s864

9º Nick Heidfeld Renault 1min14s062

10º Vitaly Petrov Renault 1min14s085

11º Paul di Resta Force India 1min14s752

12º Pastor Maldonado Williams 1min15s043

13º Kamui Kobayashi Sauber 1min15s285

14º Adrian Sutil Force India 1min15s287

15º Sébastien Buemi Toro Rosso 1min15s334

16º Rubens Barrichello Williams 1min15s361

17º Pedro de la Rosa Sauber 1min15s587

18º Jaime Alguersuari Toro Rosso 1min16s294

19º Jarno Trulli Lotus 1min16s745

20º Heikki Kovalainen Lotus 1min16s786

21º Vitantonio Liuzzi Hispania 1min18s424

22º Timo Glock Virgin 1min18s537

23º Narain Karthikeyan Hispania 1min18s574

NQ Jerome D Ambrosio Virgin 1min19s414


Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1 – Corrida

Por Eduardo Casola Filho

monaco

Corrida movimentada, mas o final foi estragado

Para aqueles que achavam as ruas de Mônaco um lugar onde as regras não iam mudar o panorama do grid, se enganaram. Ocorreu de tudo durante a corrida e muita polêmica no ar!

Na largada, já houve algumas mudanças: Alonso passando Webber, Rosberg pulando para quinto e Michael Schumacher ficou na largada, mas foi pra cima e passou Lewis Hamilton na Lowes, a curva mais lenta da Fórmula 1. Enquanto isso, Vettel abria boa dianteira.

Daí as Mercedes foram ficando e segurando o ritmo de todo mundo. Queixudo até tentou mas não conseguiu segurar o ímpeto do piloto da McLaren, que foi atrás do pelotão segurado pelo Rosbife. Felipe Massa teve  dificuldade para passá-lo, mas mesmo com um toque e a quebra de parte da asa dianteira, conseguiu a quinta colocação.

Quando começou a janela de pits, foi um Deus-nos-acuda! A Red Bull, sempre excelente nos boxes, se embananou todo  com um cobertor grudado no pneu de Vettel. O alemão perdeu 6 segundos no pit e, para piorar, Mark Webber vinha atrás e perdeu 15 segundos, ficando fora da disputa. Hamilton, Massa e Petrov também tiveram problemas, sendo os dois últimos em menor escala.

Com isso Jenson Button, em uma estratégia diferente pulou para primeiro, mas tinha que parar uma vez a mais que Alonso, mesmo tendo os melhores pneus, tinha que remar. A Red Bull arriscou em não parar mais. Vettel na frente mas tinha o perigo da aproximação de Alonso e Button.

Lá atrás, Felipe até poderia ter uma corrida, pela estratégia tomada e por fazer um stint maior, mas passou a sofrer pressão do Luisinho. O inglês tentou pasar de todas as formas, indicando que um enrosco iria acontecer. Na mesma Lowes onde foi ultrapassado por Schumacher, houve o enrosco dos dois. no túnel, enfim a McLaren passou. Felipe, além de não conseguir segurar o ritmo, acabou se estapelando no guard -rail , segundo o mesmo, depois do novo dano pelo toque. O inglês não escapou ileso. Penalizado com um drive trought pelo toque voltou indo com a faca nos dentes. Ao meu ver punição justa, pois foi afobado na tentativa e prejudicou o brasileiro. A mesma medida foi tomada com Paul Di Resta depois que se enroscou no mesmo ponto poucas voltas antes, com Jaime Alguersuari.

Safety-car na pista e Queixudo parou na entrada dos pits.  Na história quem se deu mal foi Rubens Barrichello, que pensava em uma parada, e parou antes da entrada do SC. Perdeu uma volta e ficava com risco de não pontuar.

No recomeço, Vettel tomou a ponta e foi dominando até o desgaste dos pneus começar a afetá-lo. Alonso e Button chegaram e pressionaram muito. Lá atrás Adrian Sutil defendia o quarto lugar, segurando uns 8 carros, acabou superado pelo mito Kamui Kobayashi e por Webber. Para piorar, os líderes foram chegando para dar volta no pelotão. A expectativa da FUFA até pelo enrosco dos líderes e uma vitória do Koba-san!

Mas aí veio o ponto chave da corrida, à seis voltas do fim. Sutil ralou no muro e se arrastou com o pneu furado no S da Piscina, Hamilton para não bater freou e foi abalroado por Alguersuari, Vitaly Petrov também bateu e machucou a perna, sendo levado ao hospital, felizmente, sem problemas.

Bandeira vermelha para atendimento ao russo e aí veio o chapéu da FIA no regulamento, foi liberado para todo mundo mexer o que quisesse no carro. Hamilton arrumou a asa e trocou o bico, mas o mais bizarro foi todo mundo trocando pneu. Rubens Barrichello fez outra troca e novamente se deu mal.

chapeu

Chapéu no regulamento, pode isso Arnaldo?

Na relargada, Vettel se aproveitou do fato de ter pneus novos e conseguiu escapar, o que seria muito difícil com os pneus velhos. Alonso e Button não podiam bater o melhor carro do grid com os pneus em condições iguais. Resumindo: A FIA simplesmente mexeu no resultado da corrida, estragou o final de uma bela corrida.

Outro prejudicado foi o Koba-san, que não pode segurar Mark Webber mas conseguiu segurar o ímpeto de Hamilton e fez um brilhante quinto lugar. O britânico, figura patética da corrida, ainda tirou da corrida Pastor Maldonado na disputa pela sexta posição, arrancando pontos preciosos da Williams e os primeiros do venezuelano, que fazia uma corrida exemplar. Provavelmente será punido. E pior. Luisinho chamou Felipe e Maldonado de “burros e ridiculos” e ainda mandou essa: “Talvez seja porque sou negro!” Aff…

Contudo, a equipe de tio Frank não saiu de mãos vazias, pois Barrica ainda salvou 2 pontos, os primeiros da turma de rove. Quem sabe o começo da reação.

No fim, Vettel dispara e fica confortável na liderança do campeonato, as mudanças do regulamento tornaram até mesmo a corrida do principado interessante, mas ficou ruim essa interferência no fim.

Próximo encontro é em Montreal, onde teremos 2 pontos com asa móvel. Sinal de corridaça!

Declaração do Luisinho:

 1.  Vettel        Red Bull-Renault           2h09:38.373
 2.  Alonso        Ferrari                    +     1.138
 3.  Button        McLaren-Mercedes           +     2.378
 4.  Webber        Red Bull-Renault           +    23.100
 5.  Kobayashi     Sauber-Ferrari             +    26.900
 6.  Hamilton      McLaren-Mercedes           +    27.200
 7.  Sutil         Force India-Mercedes       +     1 lap
 8.  Heidfeld      Renault                    +     1 lap
 9.  Barrichello   Williams-Cosworth          +     1 lap
10.  Buemi         Toro Rosso-Ferrari         +     1 lap
11.  Rosberg       Mercedes                   +     1 lap
12.  Di Resta      Force India-Mercedes       +    2 laps
13.  Trulli        Lotus-Renault              +    2 laps
14.  Kovalainen    Lotus-Renault              +    2 laps
15.  D'Ambrosio    Virgin-Cosworth            +    2 laps
16.  Liuzzi        HRT-Cosworth               +    3 laps
17.  Karthikeyan   HRT-Cosworth               +    3 laps
18.  Maldonado     Williams-Cosworth          +    5 laps

Fastest lap: Webber, 1:16.234

Petrov        Renault                      68
Alguersuari   Toro Rosso-Ferrari           68
Massa         Ferrari                      33
Schumacher    Mercedes                     33
Glock         Virgin-Cosworth              31
Perez         Sauber-Ferrari               DNS

Susto e Monotonia

Por Eduardo Casola Filho

perez

Força Perez!

A classificação para o Grande Prêmio de Mônaco acabou marcada pela apreensão. Sergio Perez bateu forte na Chincane do Porto. Um acidente parecido com o que abreviou a carreira de Karl Wendlinger na Fórmula 1 há dezessete anos.

O mexicano vinha numa classificação exemplar, deixou o mito Kamui Kobayashi para trás, e foi ao Q3. Durante esta parte, a Sauber saiu da linha correta do traçado e o carro foi direto no guard-rail, para depois parar no Soft Wall que reveste a quina da chincane. O piloto ficou desacordado mas agora, segundo as informações oficiais, está consciente, com dores na perna. Uma pena para o mexicano. Força Perez!

Já a classificação, que nos treinos livres, parecia ter a cara de Fernando Alonso, e nos dois primeiros tempos, foi favorável a Lewis Hamilton, no fim terminou da mesma forma que tem sido nos últimos GP’s. Sebastian Vettel faz mais uma pole e tem a chance de colocar seu nome entre os vencedores de Mônaco. Pra variar, com um tempo avassalador em relação aos adversários, e ainda com uma dose de sorte com a bandeira vermelha no fim do treino.

O segundo posto ficou com Jenson Button, que foi para pista na hora certa e evitou a dobradinha da Red Bull na primeira fila, ao contrário de seu companheiro que apesar de salvar um set de pneus super-macios, vai largar apenas em sétimo nono, já que foi punido por cortar a chincane. Felipe também pode ser punido amanhã.

Fernando Alonso em quarto e Felipe Massa em sexto terão que aguardar uma melhor estratégia para poder brigar por um pódio, que é o limite do F150th.

E Michael Schumacher, pela primeira vez no ano largará na frente de Nico Rosberg. O Queixudo se colou entre as Ferraris, enquanto Rosbife teve que se virar para ficar em oitavo sétimo, depois do acidente de manhã, aliás, que escapou por pouco de bater onde o mexicano ficou na classificação.

E em nono oitavo, novamente Pastor Maldonado, deixando Rubens Barrichello em décimo-segundo. O venezuelano tá ajuizado e tem desde a corrida de Barcelona, andando mais rápido que o Barrica. Seria sinal da idade ou o piloto da terra de Hugo Chavez tem realmente potencial?

Amanhã, provavelmente uma corrida truncada, como é normal de Monte Carlo, onde os pneus macios e super-macios tem se comportado bem. Mas o mais importante que Sergio Perez esteja bem e que se recupere para voltar logo às pistas. Força Perez Hilton!

1 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – 1m13s556
2 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m14s997
3 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1m14s019
4 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m14s483
5 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m14s682
6 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m14s877
7 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m15s280
8 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m15s766
9 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – 1m16s528
10 – Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – sem tempo

Eliminados na segunda parte do treino classificatório:
11 – Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) – 1m15s815
12 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m15s826
13 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m15s973
14 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m16s118
15 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m16s121
16 – Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) – 1m16s214
17 – Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari) – 1m16s300

Eliminados na primeira parte do treino classificatório:
18 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) – 1m17s343
19 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) – 1m17s381
20 – Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari) – 1m17s820
21 – Timo Glock (ALE/Marussia Virgin-Cosworth) – 1m17s914
22 – Jerome D’Ambrosio (BEL/Marussia Virgin-Cosworth) – 1m18s736

Os dois carros da Hispania não treinaram. Liuzzi bateu e sei la´o que aconteceu com o Karthikeyan. Para correrem, precisam da aprovação da FIA. Sinceramente, com mais dois carros lentos na pista, acho que seria uma temeridade deixá-los correr, principalmente pelos eventos de hoje. Mas, como diria Mike Vlcek: À Conferir.

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