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A dança da borracha estourada

Salve galera! O GP da Inglaterra entra para a história da Fórmula 1 para o bem e, principalmente, para o mal. A parte ruim fica na conta da família Moratti, dona da Pirelli. A borracha disponível para a etapa de hoje chegou a um nível crítico. Foram pelo menos cinco pneus estourados. Todos foram na mesma posição (traseiro esquerdo) e com cinco carros diferentes. O asfalto de Silverstone pode ser bem abrasivo, mas a quantidade de estouros levou a um nível perigoso demais, trazendo lembranças daquele fatídico fim de semana em Indianápolis.

Valeu Pirelli! (só que não)

Mas no fim, a corrida acabou sendo bem emocionante, seguramente foi a melhor do ano até aqui, mas o que embaralhou as cartas foi a quebra do câmbio de Sebastian Vettel há onze voltas para o fim. O Safety car, ao meu ver foi  desnecessário, pois dava para remover o carro sem  precisar parar a corrida, mas foi isso e as escolhas de parada nos boxes que fez a diferença.

Quem conseguiu se segurar bem na confusão foi Nico Rosberg. O alemão perdeu a posição para o rubrotaurino e andou próximo a corrida toda até o câmbio do líder do campeonato abrir o bico. Na bandeira amarela, a Mercedes errou ao colocar o composto mais duro na parte final, pois perdeu terreno na briga com Mark Webber, mesmo assim, a corrida da Britney foi perfeita e a equipe prateada conseguiu passar no teste das “vantagens do teste secreto”.

E o xeque-mate do campeonato foi para o vinagre

O australiano por muito pouco não conseguiu uma vitória épica. Para variar começou com uma das suas tradicionais largadas inacreditáveis, caindo de quarto para 15º. Mudando a estratégia e aproveitando a turma a sofrer com a borracha. O novo piloto da Porsche foi subindo e nas voltas finais veio voando e chegou muito perto de vencer. Uma bela atuação na primeira corrida após o anúncio da despedida da categoria.

O terceiro posto foi de Fernando Alonso, o homem de sorte. O asturiano foi subindo e descendo no grid, mas acertou nos pneus e subiu ao pódio. E como a sua catiça contra a turma dos energéticos deu certo pela primeira vez após cinco corridas, as esperanças no campeonato ainda sobrevivem.

Lewis Hamilton vai lamentar um bocado a chance perdida no GP caseiro. Fez uma boa largada mas foi a primeira vítima da maldição pirellista. Caindo para último, foi galgando posições e chegou bem perto do pódio. Não foi o domingo dos sonhos, mas a recuperação foi bonita.

Kimi Raikkonen adotou um  moicano misterioso e talvez o mostrasse no pódio, mas a equipe ferrou com ele ao não parar no último SC e viu o segundo lugar ruir para um decepcionante quinto posto. Apesar do resultado aquém das expectativas, o finlandês conseguiu se isolar na maior sequência de pontos da história da Fórmula 1, chegando a 25 corridas seguidas.

Logo atrás, veio Felipe Massa. O brasileiro fez uma grande largada e chegou ao quarto lugar, mas a zica da borracha lhe atingiu e lá foi a chance de um brilho tupiniquim. Quer dizer, até que não, pois a sua recuperação foi muito boa e chegou num sexto lugar satisfatório. Merece um crédito.

Na sequência dois que mereciam mais do que conseguiram. Adrian Sutil e Daniel Ricciardo andaram sempre na zona dos cinco primeiros e estavam em terceiro e quarto na relargada. No entanto, a alegria deles acabou com o mesmo erro de suas equipes, no qual a Lotus cometeu com o Kimi. No fim um sétimo e um oitavo normais.

Fecharam o pontos o aguerrido Paul di Resta, que lutou com muita gente boa durante a corrida inteira e somou dois pontos depois de largar de último. E o outro pontuável foi Nico Hulkenberg, tirando a Sauber da seca de seis corridas.

A Williams vei na sequência com os dois carros. Ficou no quase pela briga de pontos e segue na seca. Não foi a melhor forma de comemorar a corrida 600 da equipe. Mas ainda foi melhor que a McLaren, que viu Jenson Button sofrer no final da prova e Sergio Perez parar como vítima dos pneus malditos. Quem também foi vítima dos estouros foram Esteban Gutierrez, o último antes das nanicas, e Jean-Eric Vergne, o primeiro a sair da corrida.

Rosbife passou no teste da borracha. Santo teste!

Semana que vem tem corrida em Nurburgring, onde talvez algumas atitudes possam ser tomadas. O fato é que a FIA, a FOM e a Pirelli terão que tomar medidas de emergência, pois o desastre de hoje não pode se repetir de novo. Abraço!

Pos. Piloto (Nac./Equipe) Tempo
1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 52 voltas
2º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 0s7
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 7s1
4º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 7s7
5º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 11s2
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 14s5
7º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 16s3
8º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 16s5
9º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes)  a17s9
10º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 19s7
11º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 21s1
12º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 25s0
13º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 25s9
14º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 26s2
15º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) a 31s6
16º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 36s0
17º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 1min07s6
18º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 1min07s0
Abandonaram:
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) na volta 52
Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) na volta 47
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) na volta 42
Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) na volta 35
Melhor volta: Mark Webber (Red Bull-Renault) 1min33s401 (volta 51)
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A Luiza não curtiu

Fala pessoal! Hoje consegui acompanhar a corrida, mesmo com o jogo do escrete canarinho na Vênus Platinada, mas como business is business, a Fórmula 1 ficou para poucos. Por isso fica a dica para quem não estiver interessado em assistir o VT.

O passeio em Montreal

A prova em si não teve a mesma emoções de outros anos e realmente ficou aquém do esperado. Muito disso foi por culpa de Sebastian Vettel que fez o seu padrão de vitórias: Disparou na ponta e não foi ameaçado em nenhum momento. O passeio na ilha de Notre Dame deu uma vantagem bem confortável na disputa do título de pilotos e de construtores. O domínio foi tão grande que somente os cinco primeiros terminaram na volta do líder. O alemão tem uma proteção completa contra a catiça asturiana.

A F1 da frescura, até na hora da champanhe

Isso porque Fernando Alonso está fazendo a sua parte, com ultrapassagens cirúrgicas e chegou no segundo lugar. Um resultado dentro daquilo que podia depois de uma classificação razoável. Somou bons pontos e ficou tranquilo no segundo lugar dos pilotos, mas está a 36 pontos do rival rubrotaurino e sabe que a água já bate no pescoço.

Lewis Hamilton conseguiu o pódio e foi melhor ao longo da semana em relação a Nico Rosberg. Algo que finalmente precisava para botar a ordem na casa. O alemão sofreu com o erro estratégico da Mercedes, que forçou mais uma parada e arruinou as chances de pódio, deixando a briga pelo pódio e terminando atrás do sempre discreto Mark Webber.

Vergne obteve o melhor resultado da história dele, já Bottas teve o sonho de Cinderela destruído

Em sexto e em sétimo as duas boas surpresas da prova. Jean-Eric Vergne andou muito bem na pista de Montreal alcançou o melhor resultado da carreira, e saltou na classificação do campeonato, passando na frente no duelo interno com Daniel Ricciardo. Paul di Resta foi outro que aproveitou os infortúnios de Adrian Sutil (a rodada na disputa com Bottas e uma punição) e somou bons pontos da Force India na centésima corrida da equipe. O alemão ainda salvou um pontinho, para completar a festa da turma do Vijay.

Felipe Massa se recuperou da batida no treino e fez uma corrida boa. Fez boas ultrapassagens e mostrou qualidade. Tem os cornetas que reclamam de não ter passado o escocês, mas esteve bem na maior parte da corrida. Dá para ser aprovado, por pouco, mas dá.

Kimi Raikkonen teve um fim de semana complicado. A Lotus parece não ser a mesma do começo do ano e tem sofrido com a queda de rendimento em momentos decisivos, o que vai afastando o campeão de 2007 da disputa pelo bicampeonato. Mesmo assim o finlandês chegou em nono e igualou o recorde de Michael Schumacher de 24 corridas seguidas na zona de pontuação. Parabéns ao Kimi, mesmo que não seja motivo de alegria.

Não foi brilhante, mas Kimi igualou Schumi

Quem não tem nenhum motivo para sorrir é a McLaren. Os dois pilotos tentaram, mas passaram em branco na prova canadense. Mais um sinal de que 2013 é um ano perdido e que comece a contagem regressiva para o novo ano.

Assim também está a Williams. De nada adiantou o terceiro lugar no grid de Valteri Bottas. O finlandês viu sua carruagem virar abóbora e logo foi despencando no grid até terminar em 14º. Ainda assim, foi bem melhor que Pastor Maldonado, autor de mais uma patacoada, acertando a traseira de Sutil, danificando a sua frente e a traseira da Force India, além de ser punido. Mais uma jornada desastrada do bolivariano.

Tinha um Van der Garde no meio do caminho…

Outra jornada desastrada também da Sauber. Nico Hulkenberg e Esteban Gutierrez abandonaram e a equipe suíça sente a cada dia mais falta de James Key. O alemão ainda tem a desculpa de ser tocado pelo retardatário Giedo van der Garde, que havia dado uma fechada tosca em Webber e cumpriu drive trought. O holandês da Caterham perdeu cinco posições, o que significa que larga de último na próxima etapa. Não é uma surpresa dada pela ambiguidade da FIA.

Bom, é isso. agora temos mais um descanso de três semanas até o GP da Inglaterra. Até lá veremos se os bastidores se acalmam e saberemos se as equipes entram em consenso sobre as dúvidas do futuro, como testes no decorrer da temporada (que terá quatro sessões pós corrida nas próximas semanas) e, principalmente os treinos secretos da Mercedes. Abraço!

Pos. Piloto (Nac./Equipe) Tempo
1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 70 voltas em 1h32min09s143
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 14s4
3º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 15s9
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 26s7
5º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) a 1min09s7
6º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 1 volta
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1 volta
8º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 1 volta
9º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 1 volta
10º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
11º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 1 volta
12º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 1 volta
13º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) a 1 volta
14º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 1 volta
15º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 2 voltas
17º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
18º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) a 3 voltas
19º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 3 voltas
Abandonaram:
Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) na volta 63
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) na volta 45
Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) na volta 43
 Volta mais rápida: Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1:16.182 na volta 69

I will survive (on the race)

Salve galera! O GP de Mônaco teve uma primeira parte chata demais, mas a partir da metade, a coisa melhorou e o final foi até que empolgante. Quem foi o responsável por isso? Acredito que foram os pilotos, que na primeira parte se portaram como mariquinhas e que não se atacaram até a janela de pit-stops, mas a partir disso e do primeiro safety-car a coisa mudou, o que significa que Monte Carlo não é só procissão. Basta querer atacar.

“Hoje eu arrasei!”

Quem não deu nenhuma margem para ataque foi Nico Rosberg. O alemão segurou a ponta em todos os momentos e venceu com maestria. Iguala o feito do pai, há trinta anos (é o primeiro filho de piloto a fazer isso), e finalmente consegue convencer que pode ser mais do que um mero “1B” na Mercedes. Afinal nas últimas corridas tem botado a banca em cima de Lewis Hamilton e mostra que com um carro vencedor, vai dar trabalho aos rivais.

Quem não tinha um carro vencedor hoje, mas sai do principado feliz é a turma dos energéticos. Sebastian Vettel e Mark Webber fecharam o pódio e somaram pontos importantíssimos para a equipe e os pilotos no campeonato. Vettel se aproveitou do infortúnio dos rivais mais próximos e abre uma vantagem bem confortável para o segundo colocado. razão para reclamação não há para os rubrotaurinos. (exceto esse teste de pneus da Mercedes que foi descoberto hoje, mas falarei disso mais tarde)

O quinto colocado foi uma grata surpresa. Adrian Sutil conseguiu o resultado que lhe escapou cinco anos atrás. O alemão sempre esteve na zona dos pontos e mostrou a agressividade na medida certa. Com direito a duas ultrapassagens na Loews, foi o destaque positivo da corrida.

Jenson Button fez uma corrida burocrática, perdeu posições e deve estar enfezado com seu companheiro de equipe por causa da atitude dele. mesmo assim salvou um sexto lugar bem razoável, ainda à frente de Fernando Alonso. O espanhol teve uma corrida bem fraca  e em algumas vez foi o responsável pelo trenzinho. terminou em sétimo, mas podia ser pior.

Vergne: Bela homenagem e boa corrida

Jean-Eric Vergne fez uma corrida honesta e contou com a sorte para somar mais quatro pontinhos. A sua homenagem a Francois Cevert foi digna. Paul di Resta foi outro com corrida digna. Antecipou a parada e fez ultrapassagens na zona de DRS, foi subindo e fez mais dois pontos. A Force India sai bem do circuito monegasco.

O décimo lugar pode não valer muita coisa, mas para Kimi Raikkonen, foi algo épico. O finlandês andou a corrida inteira em quinto, até que teve Sergio Perez ao seu encalço. O mexicano fazia uma excelente corrida com uma bela passada em Button e uma posição ganha em cima de Alonso por cortar a chincane do porto. No mesmo ponto das manobras anteriores, o piloto da McLaren tentou e os dois vazaram a curva, gerando reclamação do Matias, mas faltando seis voltas para o fim, Perez tentou de novo onde não tinha espaço e arrebentou o pneu da Lotus e detonou sua asa.

Perez: de bestial a besta

Kimi teve que ir para os boxes e voltar lá atrás, enquanto o Chesperito parava de vez com problemas decorrentes do choque. Raikkonen foi com tudo e fez cinco ultrapassagens nas últimas quatro voltas, sendo três na última volta e manteve a sequência de 23 corridas nos pontos, estando a uma de igualar o recorde de Michael Schumacher. Se ele conseguir, ele merce, ainda mais depois de hoje.

Começamos agora com a turma do bonde. Primeiro foi Felipe Massa, que repetiu na prova a mesma batida na classificação e causando o primeiro safety-car. De quebra teve que ir para o centro médico com colar cervical e tudo, mas aparentemente nada de grave para ele. Se fisicamente está tudo ok, moralmente foi uma bela ducha de água fria para o brasileiro.

Outro em fim de semana daqueles foi Pastor Maldonado. Na largada, o venezuelano se estranhou com Giedo van der Garde e ficou para trás, conseguiu chegar no pelotão, mas terminou a sua participação na corrida em “grande estilo” sendo catapultado por Max Chilton, destruindo a barreira de pneus  e quase interditando a curva da tabacaria, sobrando destroços para o pobre Jules Bianchi (a princípio erroneamente recriminado por muitos pela bobagem de seu companheiro de equipe). A corrida foi paralisada por alguns momentos para o reparo.

Maldonado em um dia normal

Para completar a zica do francês queridinho de muitos, que teve motor quebrado na classificação, ficou parado na larga e pegou a rebarba do bolivariano, ainda bateu na Saint Devote um pouco parecido com os acidentes de Massa. Coincidentemente, o trio é empresariado por Nicolas Todt, o filho do presidente da FIA. Esse teve um dia daqueles.

Um outro francês (não tão querido assim) resolveu entrar na festa. Romain Grosjean, que havia batido três vezes durante os treinos, estava quietinho no seu canto até encher a traseira de Daniel Ricciardo na saída do túnel e arruinar ambas as corridas. Uma atuação a lá Grosjean.

Bom, tudo aqui sobre a corrida está dito. Daqui há duas semanas a Fórmula 1 vai ao Canadá, para uma corrida que promete ser movimentada, na medida que Montreal costuma proporcionar. Até lá a Pirelli deve finalmente colocar pneus novos, que possam durar mais e melhorar a qualidade das corridas. O problema é se alguém tiver mais privilégios, como o teste secreto da Mercedes após a corrida de Barcelona, que só foi descoberta hoje por todo mundo. A Ross Racing pode ter dado o golpe de mestre na turma toda e a história da Fórmula 1 pode ser outra daqui para frente. Aguardemos os próximos capítulos.

Para quem gosta de automobilismo, boa 500 milhas para todos (e quem tiver fôlego, boa Coca-Cola 600 também) Abraço!

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 78 voltas
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) a 3s8
3º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 6s3
4º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 13s8
5º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 21s4
6º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 23s1
7º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 26s7
8º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 27s2
9º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 27s6
10º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 36s5
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 42s5
12º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 42s6
13º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 43s2
14º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 49s8
15º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 1min02s5
16º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 6 voltas
Abandonaram
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) na 64ª volta
Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) na 62ª volta
Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) na 59ª volta
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) na 45ª volta
Felipe Massa (BRA/Ferrari) na 29ª volta
Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) na 8ª volta

Melhor volta: Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) 1:16.577 (volta 77)

Nunca quebrar a banca ficou tão fácil

Fala, meu povo! O domingo promete com um super fim de semana de automobilismo. A Fórmula 1 chega ao principado de Mônaco para mais uma corrida, que pode não ser uma romaria como nos outros anos. Mas se for, pode acontecer um pega interessante por causa de quem está na frente e a corrida fica com muitas possibilidades abertas. Ainda mais se chover, como na classificação.

Rosbife tem a pole que, enfim, parece importante

Quem vislumbra uma grande oportunidade de vencer é a Mercedes. Nico Rosberg abocanhou a sua terceira pole seguida e novamente terá Lewis Hamilton ao seu lado. Como a pista é a menos abrasiva da temporada, o W03 pode aguentar mais no consumo de pneus e com isso pode sair de Monte Carlo com a vitória.

Para isso, tem que segurar os seus rivais. A Red Bull fez a segunda fila, ficando acima de Ferrari e Lotus. Pela mesma situação da Mercedes, Sebastian Vettel tem a chance de aproveitar isso e  manter a liderança do campeonato. E Mark Webber se mantém no páreo para vencer pela terceira vez no principado.

Kimi Raikkonen sai de quinto lugar, com uma classificação apenas razoável, como tem sido todo ano. Se conseguir economizar os pneus o suficiente para fazer uma parada, pode dar o pulo do gato e vencer a corrida. Vale lembrar que mesmo com o DRS, ultrapassar nas ruas de Mônaco não será fácil.

Por causa disso, a Ferrari termina o dia lamentando muito. Fernando Alonso tinha potencial para sair no mínimo em terceiro, mas acabou em sexto, atrás dos principais rivais no campeonato. Para piorar as coisas, tem seu principal aliado partindo dos boxes. Felipe Massa bateu de modo estranho no último treino livre e a equipe não conseguiu consertar o carro a tempo, e mesmo que conseguisse, ainda perderia cinco posições pela troca de câmbio. A situação é mesma que o espanhol enfrentou três anos atrás. Alonso conseguiu pontuar. Será Massa capaz de chegar lá?

Na quarta fila, dois pilotos subestimados e que conseguiram se dar bem. Sergio Perez está bem colocado e mais uma vez parte na frente de Jenson Button, o nono colocado. Adrian Sutil está entre os carros da McLaren, na busca por uma recuperação na disputa interna da Force India. Aproveita a chance de ser o nome da equipe na prova, por causa do problema de Paul di Resta, que caiu no Q1, junto com o sempre decepcionante Esteban Gutierrez, e com três das nanicas.

O sobrevivente do Q2 foi o holandês Giedo van der Garde. O piloto da Caterham aproveitou bem a situação de pista úmida e conseguiu passar de fase. E quase aprontou no Q2, onde fez voltas boas e chegou a frequentar o top ten, mas terminou em 15º, ainda na frente de Pastor Maldonado. Um resultado para ser celebrado por Tony Fernandes.

Estamos conversados. Amanhã a corrida pode ser boa, já que não será tão fácil de ultrapassar e as “artificialidades” não serão tão efetivas no resultado final. A chuva que caiu hoje, não deve acontecer na etapa, o que significa que os pneus serão a chave da vitória mais uma vez. Ou não.

“E agora???”

Abraço!

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min13s876 31
2º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1min13s967 31
3º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min13s980 29
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1min14s181 30
5º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1min14s822 31
6º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min14s824 32
7º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min15s138 31
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min15s383 29
9º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 1min15s647 29
10º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 1min15s703 29
 Eliminados no Q2
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min18s331 22
12º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 1min18s344 23
13º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1min18s603 13
14º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1min19s077 22
15º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min19s408 21
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 1min21s688 22
 Eliminados no Q1
17º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) 1min26s322 14
18º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 1min26s633 13
19º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1min26s917 12
20º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min27s303 13
21º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) sem tempo 1
22º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) sem tempo 0

Um cenário bem legal

Alguém aí não está feliz, não é Fernando???

ATUALIZAÇÃO: Kimi Raikkonen perdeu três posições por ter fechado Nico Rosberg durante o treino, o que complica ainda mais a sua corrida. Veremos se o homem de gelo consegue operar outra mágica em Sepang.

Essa é a situação que podemos descrever do GP da Malásia. Já não basta a situação climática que pode mudar a qualquer momento, já que o país do sudoeste asiático tem um clima totalmente intável, o que pode formar uma grade corrida, mas que pode não durar muito devido à esta Fórmula 1 hidrofóbica.

A pole teve o dono de sempre. Sebastian Vettel não teve o domínio esperado de outrora, mas achou uma volta espetacular na pista molhada e conseguiu fazer quase um segundo de vantagem aos demais. O carro rubrotaurino ainda não parece ser aquele de outros tempos, mas o alemão vai tentando fazer a sua parte.

Logo atrás vieram os dois carros da Ferrari, que até surgem com algum favoritismo. Pela quarta vez seguida, Felipe Massa faz tempo em cima de Fernando Alonso e pela primeira vez desde o GP do Bahrein de 2010, o brasileiro sai da primeira fila. Inegavelmente, o brasileiro melhorou muito. Se a estratégia não o atrapalhar e se ele manter o foco, quem sabe a seca de vitórias não acaba. Claro, ainda tem o espanhol no meio do caminho.

As Merces permanecem na cola. Lewis Hamilton parte de quarto e Nico Rosberg de sexto, separados pela Red Bull de Mark Webber. A briga, por enquanto, permanece entre estas três equipes. Kimi Raikkonen, que andou bem em todos os treinos, não conseguiu mais que o sétimo tempo, curiosamente a mesma posição de Melbourne. Se será auspicioso, não se sabe, mas dava para esperar mais.

A McLaren melhorou um pouquinho, colocando os dois carros no Q3, mas segue longe de brigar com a turma da frente. Jenson Button em oitavo e Sergio Perez em décimo terão trabalho para conseguir os pontinhos para a equipe de Woking. Entre eles, Adrian Sutil, que garantiu a boa fase da Force India, embora o resultado pudesse ser melhor.

Em compensação, seu companheiro, Paul di Resta, pagou o mico do treino, ficando só em 15º, depois de uma escapada e uma rodada no começo da chuva no Q2. Romain Grosjean foi outro que decepcionou ficando no Q2 também.

Da turma do Q1, Jean-Eric Vergne e Valteri Bottas foram os que dançaram, já ficando numa zona de desconforto nas equipes. Na disputa das nanicas, novamente Jules Bianchi sobrou, enfiando um segundo de vantagem nos demais integrantes da turma do fundão, mais uma vez, mostrando que é o melhor da patota.

Bom estamos conversados. Amanhã a repercussão do resultado, porque a alvorada promete. Abraço!

1 – Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – 1m49s674
2 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m50s587  – a 0s913
3 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m50s727  – a 1s053
4 – Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – 1m51s699  – a 2s025
5 – Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 1m52s244  – a 2s570
6 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m52s519  – a 2s845
7 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) –  1m53s175  – a 3s501
8 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m53s439  – a 3s765
9 – Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) – 1m54s136  – a 4s462
10 – Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – 1m52s970  – a 3s296*

Eliminados no Q2:                                  
11 – Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – 1m37s636
12 – Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) – 1m38s125
13 – Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – 1m38s822
14 – Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m39s221
15 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m44s509
16 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – sem tempo

Eliminados no Q1:
17 – Jean-EricVergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – 1m38s157
18 – Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) – 1m38s207
19 – Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) – 1m38s434
20 – Chalres Pic (FRA/Caterham-Renault) – 1m39s314
21 – Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) – 1m39s672
22 – Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) – 1m39s932

*perdeu 3 posições

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