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Momentos Históricos: GP da Bélgica de 1998 – a corrida do caos

O GP da Bélgica de Fórmula 1 sempre é um dos mais esperados do ano pelos fãs da velocidade. Com a prova na mítica pista de Spa-Francorchamps, a expectativa é que a primeira corrida após a pausa do verão europeu seja sempre épica. A expectativa não foi só atingida, como foi obliterada no ano de 1998.

Imagem: Site Damon Hill (não-oficial)

Pelo pódio, já dá para ver que não foi um dia normal

A história mostrava um campeonato polarizado entre a engenharia de um super-carro e um talento acima da média. Mika Hakkinen tinha em mãos o MP4/13, carro da McLaren projetado por Adrian Newey e com o potente motor Mercedes V10 e dominou o campeonato desde o início, mas tinha a concorrência da Ferrari, que, apesar de um instável F300, tinha Michael Schumacher para carregar a equipe nas costas e disputar o certame ponto a ponto.

Em Spa, Hakkinen chegava com a vantagem de 7 pontos para o alemão e fez a pole, tendo o companheiro David Coulthard a completar a primeira fila. Schumacher largava em quarto, ao lado da Jordan de Damon Hill.

Mas as chances do ferrarista surgiam com a chuva que caía na região das Ardenas naquele 30 de agosto, já que em pista molhada, o talento que sobrava a Schumi, faltava ao finlandês.

Os carros alinharam para a largada em pista molhada. Após o apagar do sinal, Foi Hakkinen quem largou bem e fez a La Source na frente. O spray de água que saíam dos carros não permitiam que se visse muita coisa do pelotão, mesmo com as câmeras mais modernas de televisão. Com essa dificuldade, o mundo chocou-se mais ainda com a imagem que vem a seguir.

(a partir dos 4 minutos)

É chover no molhado falar que este é um dos acidentes mais impressionantes dos 65 anos da história do campeonato mundial de F1. Um acidente múltiplo como pouco se viu. Um big one para fã da Nascar nenhum botar defeito.

Ao todo, os envolvidos foram David Coulthard (McLaren), Eddie Irvine (Ferrari), Alexander Wurz (Benetton), Rubens Barrichello (Stewart), Jos Verstappen (Stewart), Johnny Herbert (Sauber), Olivier Panis (Prost), Jarno Trulli (Prost), Mika Salo (Arrows), Pedro Paulo Diniz (Arrows), Toranosuke Takagi (Tyrrell), Ricardo Rosset (Tyrrell) e Shinji Nakano (Minardi).

Apesar da cena plástica, todos os pilotos envolvidos saíram ilesos. O único que reclamou de um hematoma na mão foi Rubens Barrichello, mas nada que preocupasse para uma nova largada, já que com a bandeira vermelha, a prova reiniciava do zero.

Imagem: Velocidad Pura

Prejuízo grande, mas só material

E, sim, naquele tempo, mesmo as equipes pobres de marré dispunham de um carro reserva para uma eventualidade deste tipo. O problema é que algumas escuderias tiveram danos demais com os dois carros e precisavam escolher um dos seus dois empregados para disputar a corrida.

As equipes que tiveram apenas um piloto envolvido não tiveram problemas com a reposição, já com Stewart, Prost, Arrows e Tyrrell, o negócio era limar um dos dois da disputa naquele momento.

Na equipe de Sir Jackie, Barrichello podia ser considerado o primeiro piloto, mas devido ao machucado e ao fato do carro reserva estar preparado ao holandês, o bólido substituto ficou para o pai do Max (que naquela época tinha exatos 11 meses de vida)

No time do francês tetracampeão mundial de F1, a preferência foi para o errático Trulli em detrimento de Panis. Na Arrows, o falastrão Salo teve que ver o herdeiro do grupo Pão de Açúcar e hoje pacato fazendeiro Pedro Paulo Diniz pilotar o belo bólido preto.

Por fim, a já moribunda Tyrrell escolheu obviamente o japonês favorito da equipe, Tora Takagi ao invés do patinho feio da equipe, o brasileiro Ricardo Rosset, que era tratado na escuderia como a mosca do cocô do cavalo do bandido. Pobre Rosset…

Enfim, após uma hora de espera,  corrida começava para valer. E o rumo dela mudara totalmente.

O segundo início foi bem diferente do primeiro. Hakkinen patinou mal e viu Damon Hill mergulhar na frente. O finlandês dividiu a curva com Schumacher e levou a pior. Para piorar, Johnny Herbert não conseguiu evitar o choque com a McLaren eliminando os dois pilotos.

Para aumentar a desgraça da turma de Woking, Coulthard envolveu-se em outro entrevero, batendo com a Benetton de Wurz. O escocês conseguiu voltar, ainda que uma semana depois do resto do pelotão.

Após a intervenção do Safety-Car, a prova recomeçou com Hill pressionado por Schumacher. O alemão não demorou muito e disparou na frente. Irvine tentou fazer a mesma coisa e danificou o bico, perdendo muito tempo.

Schumi abriu boa frente e partia tranquilo para uma vitória importante, que o colocaria na liderança do campeonato.

Enquanto isso, a chuva apertava e os pilotos tinham dificuldade em ficar na pista. Para piorar, o motor Ford do carro de Verstappen explodiu lançando óleo sobre a pista, já encharcada. Takagi e Jacques Villeneuve, o então atual campeão mundial, foram vítimas do estado traiçoeiro da pista.

Enquanto segurar o carro no asfalto parecia uma missão impossível, Schumacher passeava sobre às águas que caíam na região das Ardenas e nada parecia detê-lo.

Então, apareceu a McLaren de David Coulthard. O escocês estava a ponto de levar uma volta da Ferrari e havia uma preocupação enorme com a atitude do escocês.

Coulthard tirou o pé para deixar Schumacher passar, mas com a condição crítica de chuva e de visão da pista, o alemão não pôde perceber e abalroou a McLaren. Schumi seguiu para os boxes sem uma roda e Coulthard sem a asa dianteira.

Nos pits, outra cena digna de Nascar: Schumacher encosta o carro destruído na garagem, deixa o bólido e caminha furiosamente em direção da garagem da McLaren, tira o capacete e, com  uma expressão furiosa, tenta cobrir de porrada aquele bastardo escocês. A sorte de Coulthard foi que a turma do “deixa disto” estava dos dois lados.

Nota da redação: Coulthard admitiu anos depois que teve a intenção de ferrar aquele queixudo em prol da sua equipe, mas, depois do incidente, os dois tiveram uma longa conversa ficou tudo na paz ao longo dos anos.

Assim, a liderança novamente caía no colo de Hill. Enquanto isso, o caos continuava. Irvine rodava e acabava com as chances da Ferrari, logo depois, Giancarlo Fisichella acertou em cheio a Minardi de Shinji Nakano e causou o último Safety-Car da prova.

Naquele momento do campeonato, apenas seis carros estavam na pista: as Jordan de Hill e Ralf Schumacher, a Sauber de Jean Alesi, a Williams de Heinz-Harald Frentzen, a Arrows de Diniz e a Prost de Trulli (que estava duas voltas atrasado). Coulthard e Nakano, incrivelmente, voltaram depois, cinco voltas atrás dos ponteiros.

Galeria: Gran Premio de Belgica en Imagenes (Taringa.net)

Quase todos os carros que concluiíam a prova em uma imagem

Tudo tranquilo a partir de agora, certo? Não exatamente. O Schumacher mais novo veio com volúpia para buscar a vitória. Coube a Eddie Jordan botar a ordem na casa e mandar via rádio o novato a manter as posições para não colocar em risco a histórica vitória.

Mesmo assim, nada estragou a alegria amarela em Spa. Damon Hill fazia às pazes com a vitória após o título mundial de 1996 e dava para a simpática equipe Jordan a sua primeira vitória na categoria.

Lembrando que a Jordan tem muita história na pista belga. Foi lá em que a equipe permitiu a estreia de Michael Schumacher, em 1991, foi lá que Rubens Barrichello obteve a primeira pole dele e da escuderia. Foi lá que Tiago Vagaroso Monteiro somou o último ponto do time irlandês em 2005.

Imagem: Total Race

Festeja, Hill

A primeira vitória da Jordan Grand Prix só poderia ser lá mesmo. Em meio ao caos, um momento histórico!

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Insanidade nas pistas: inimiga da segurança; amiga do espetáculo

A Fórmula 1 tem pela primeira vez em 2015 um debate sobre a atitude de um piloto após um acidente. Não deixou de ser surpresa que o nome envolvido foi justamente do corredor mais jovem do grid, o holandês Max Verstappen.

Como já foi dito e provado por vários lugares, inclusive aqui no nosso blog, foi um erro sim do novato da Toro Rosso, que acertou a Lotus de Romain Grosjean e se espatifou no soft wall. No entanto, acredito piamente que as críticas ao moleque passaram do ponto, tornando até maldosas.

Foto: Motorsport.com

O lance da discórida

O que aconteceu depois disso foi de um Verstappen bem solto, ainda renegando a culpa pelo ato e até respondendo aos críticos com veemência, incluindo Felipe Massa, após o brasileiro ter dado o seu pitaco em relação ao tema.

Diante disso, há uma grande discussão sobre a postura tomada pelo jovem holandês. Certamente os fãs são ávidos por um piloto arrojado dentro e fora das pistas e querem vê-lo em ação. Contudo, há uma corrente que clama pela segurança para evitar transtornos na pista e fora dela, para o circo da F1 não virar a Casa da Mãe Joana.

Grupos: arrojo X cérebro

Esse é um cenário bem comum na F1 ao longo da história. Entre os mais de 800 homens e mulheres (se alguém souber o número atualizado, diga nos comentários) que estiveram em uma atividade da categoria, é possível encaixá-los em três grupos seletivos, pelo menos os mais notórios destes.

Nota do autor: Fiz esta divisão recordando um antigo e interessante texto do F1 Corradi.

-O grupo 1 são os pilotos extremamente arrojados e muitas vezes inconsequentes. Conseguem um ou outro feito incrível, mas são tratados como sujeitos desastrados e paranoicos, que muitas vezes terminam no muro. Desta turma, o expoente máximo é Gilles Villeneuve. Nomes como Ronnie Peterson, James Hunt, Vittorio Brambilla, Nigel Mansell, Andrea de Cesaris e Juan Pablo Montoya são adequados à lista.

-O grupo 2 é formado pelos pilotos conservadores. Aqueles que fazem corridas mais cerebrais, catedráticas, esperam o momento certo para agir. As corridas são como um jogo de xadrez, em que cada movimento é importante. Não precisa se expor desnecessariamente.

Dá para incluir quase todos os principais campeões do mundo entre as décadas de 1950 e 1980 (Juan Manuel Fangio, Graham Hill, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, Alain Prost e Nelson Piquet), nem todos chegam a gloria máxima, mas a maior parcela dos campeões do mundo sai daí.

A relação funciona assim até hoje e pode ser vista em muitas categorias de acesso. Os transloucados fazem o show, mas muitas vezes acabam pagando o pato pela volúpia e perdem, justamente para turma conservadora. Basta ver que dos citados na primeira lista, apenas dois foram campeões, e ainda assim uma vez cada e em circunstâncias bem excepcionais.

Imagem: F1 Corradi

Grupo 3, Grupo 2, Grupo 1, respectivamente

Mas existe um terceiro grupo:

-O grupo 3, que seria de um piloto que junta as duas características. Ele pode não ser tão arrojado como um do grupo 1 e nem tão cauteloso como do grupo 2, mas ele possui características dos dois e consegue derrotá-los se tiver a soma perfeita, e se um talento descomunal.

O primeiro a surgir assim foi Jim Clark. O cara arrepiava geral nos anos 1960. Quem vivenciou essa época garante que não houve ninguém melhor do que o escocês voador na história do automobilismo mundial. A sua história acabou em um acidente fatal numa corrida de F2 em Hockenheim, no ano de 1968.

O próximo que surgiu com essa fusão de características vinha das terras brasileiras. Sua obstinação incomodou todos os adversários. Os do grupo 1 precisariam de uma máquina quase perfeita para ter chance de derrotá-lo. Os do grupo 2 precisaram mostrar talento e fibra para sair da zona de conforto e derrotar aquele magrelo insolente.

Mas, em condições normais, não dava para derrotá-lo. Ayrton Senna surgia para refazer os parâmetros do piloto com a melhor combinação de arrojo e inteligência. Ainda que não fosse o número 1 nesses quesitos em relação aos principais rivais, a combinação de fatores o colocava em um patamar até superior aos dos demais.

Assim como Clark, Senna se foi num acidente. A diferença é que havia alguém para seguir com o legado do grupo 3 após a perda do brasileiro. Michael Schumacher montou o maior império de um piloto na história da Fórmula 1 moderna unindo o melhor dos dois grupos, nos momentos essenciais.

Nos 20 anos entre a estreia de Senna e o último título de Schumacher, a formação de pilotos mudou bastante, também influenciada com as transformações que a sociedade passou nesse período. Os corredores que vieram depois aprenderam que precisaria ter um pouco de tudo para ser um piloto bem reconhecido.

A safra atual nos seus grupos

Entre os 20 pilotos que estão atualmente na categoria. Dá para claramente classificar alguns deles, levando em conta os que já estão há alguns anos no certame.

Para o grupo 1, o nome mais notório é o de Pastor Maldonado. O próprio Romain Grosjean e também Sergio Perez são cotados para essa turma. Já o grupo 2 leva a maior porcentagem: Jenson Button, Nico Rosberg e Kimi Raikkonen são os mais evidentes.

Três nomes do grid atual podem possivelmente ser inclusos no grupo 3. Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Embora o inglês esteja mais para o primeiro grupo e os demais para o segundo, vejo neles características mais próximas daquelas mostradas por Clark, Senna e Schumacher. E até podem figurar nesta lista. Depende de mais reflexão no tema.

Imagem: Motorsport.com

Para qual grupo ele vai?

Voltando ao assunto inicial do nosso post, Max Verstappen acha que se enquadraria no grupo 3, diante da expectativa posta pela Red Bull e da forma prodigiosa como debutou. No entanto, o caminho está cheio de armadilhas. Ainda precisa provar muita coisa e ter a mente preparada para tudo.

O arrojo é um item importante para a formação de um piloto, até porque o automobilismo é um esporte perigoso e o risco faz parte da modalidade. No entanto, quem compete sabe que precisa ter um mínimo de raciocínio para não sair fazendo besteiras a rodo.

A prova mais nítida disso aconteceu em 31 de maio de 2015, em Monza, quando a Fórmula 3 Europeia teve que encerrar a corrida antes da hora pela total afobação dos pilotos no grid. O fim de semana foi marcado por uma quantidade absurda de penalizações, batidas e confusões em todos os pelotões.

Confira nos vídeos abaixo a carnificina: (Destaque para 12:20 do segundo vídeo)

Convém lembrar que foi exatamente desta categoria, que o filho de Jos (um conhecido membro do grupo 1) veio para correr na F1 para este ano. A juventude do esporte a motor dá sinais de certa ansiedade e de volúpia exagerada.

Neste momento, fica difícil achar pilotos mais cerebrais, especialmente na base. Mas a F1 sempre foi de podar alguns pilotos para tornar-se mais conservadores. Na maioria das vezes, o piloto acaba perdendo parte da sua identidade e vira mais um no grid.

Caso clássico de Riccardo Patrese, um piloto que surgiu como audacioso, mas depois de carregar (injustamente) a culpa pelo acidente que matou Peterson, acabou por tornar-se um “burocrata” ao volante ao longo da carreira.

A F1 aceita pilotos de todos os estilos. O mundo ideal seria ter 20 corredores no estilo de Clark, Senna ou Schumacher, mas isso é praticamente impossível.

Os fãs não querem uma categoria com duas dezenas de conformistas, esperando apenas uma falha do oponente para subir no grid. Mas não adianta deixar os carros “mais sofisticados” do mundo nas mãos de um bando de lunáticos, pois isso pode até ser fatal.

O equilíbrio entre os dois grupos em um grid cheio é uma combinação ideal. E fica melhor ainda se tiver algum piloto que una as duas características para bagunçar as coisas, no bom sentido.

Quanto ao Verstappinho, fica uma questão: Será ele do grupo 1, 2 ou 3?

A única certeza que digo é que só o tempo dirá…

Barman da Velocidade – Episódio 1 – Grande Prêmio de Mônaco

Olá galera! Estreio neste momento uma novidade: o Barman da Velocidade! Videocast estrelado por este escriba que vem para falar diretamente sobre os principais assuntos do esporte a motor. O tema de abertura fala sobre o GP de Mônaco realizado no domingo.

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Peço perdão de antemão por eventuais erros, já que esta é a primeira tentativa. Obrigado a todos!

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Assuntos tratados no vídeo:
o Corrida tática
o Azar de Hamilton, sorte de Rosberg
o Renovação de Lewis
o Red Bull: ordens de equipe, ousadia do Ricciardo e “estreia” do Kvyat
o Punição para Alonso e não para Ricciardo
o Williams em dia para se esquecer!
o Ímpeto de Max Verstappen e os riscos da F1
o Verstappen punido corretamente… mas o Grosjean não freou cedo demais?
o Nasr nos pontos
o McLaren nos pontos, com Button
o Galvão Bueno X Rádios: a tal da falta de sensibilidade
o Mônaco é especial e ponto!

Músicas:
Music “DollHeads” by Ivan Chew
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/ramblin…
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Music “Drive” by Alex Berosa featuring cdk & Darryl J
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/AlexBer…
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Music “Hidden Blues” by Pitx featuring rocavaco
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/Pitx/27007
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Music “Kokokur” by Pitx
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Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Music “Zest” by Basematic featuring Urmymuse
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/basemat…
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/b…

Pintando o sete: Corridas legais que não são tão lembradas

Olá pessoal! Inicio hoje uma nova coluna aqui neste humilde blog. O nome, como puderam perceber, chama-se Pintando o sete. Nesta coluna irei relembrar sete situações que possuem efemérides semelhantes no mundo do automobilismo. Este era um velho projeto que tinha em mente. Quase adotei em outro espaço, mas vejo que é interessante coloca-lo por aqui.

O artigo de hoje tratará sobre corridas muito boas da história da F1, mas que acabaram bem esquecidas pelo tempo. Mesmo blogs e sites que tratam do lado mais “underground” da F1 pouco espaço deram para estas provas. A ordem das corridas está pelo ano e não pela minha classificação pessoal. Caso ache que haja mais alguma interessante que poderia ter sido mencionada, deixe nos comentários no final deste texto bíblico.

Portanto peguem carona no Delorean e relembrem essas etapas interessantes. Vamos lá!

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Nunca quebrar a banca ficou tão fácil

Fala, meu povo! O domingo promete com um super fim de semana de automobilismo. A Fórmula 1 chega ao principado de Mônaco para mais uma corrida, que pode não ser uma romaria como nos outros anos. Mas se for, pode acontecer um pega interessante por causa de quem está na frente e a corrida fica com muitas possibilidades abertas. Ainda mais se chover, como na classificação.

Rosbife tem a pole que, enfim, parece importante

Quem vislumbra uma grande oportunidade de vencer é a Mercedes. Nico Rosberg abocanhou a sua terceira pole seguida e novamente terá Lewis Hamilton ao seu lado. Como a pista é a menos abrasiva da temporada, o W03 pode aguentar mais no consumo de pneus e com isso pode sair de Monte Carlo com a vitória.

Para isso, tem que segurar os seus rivais. A Red Bull fez a segunda fila, ficando acima de Ferrari e Lotus. Pela mesma situação da Mercedes, Sebastian Vettel tem a chance de aproveitar isso e  manter a liderança do campeonato. E Mark Webber se mantém no páreo para vencer pela terceira vez no principado.

Kimi Raikkonen sai de quinto lugar, com uma classificação apenas razoável, como tem sido todo ano. Se conseguir economizar os pneus o suficiente para fazer uma parada, pode dar o pulo do gato e vencer a corrida. Vale lembrar que mesmo com o DRS, ultrapassar nas ruas de Mônaco não será fácil.

Por causa disso, a Ferrari termina o dia lamentando muito. Fernando Alonso tinha potencial para sair no mínimo em terceiro, mas acabou em sexto, atrás dos principais rivais no campeonato. Para piorar as coisas, tem seu principal aliado partindo dos boxes. Felipe Massa bateu de modo estranho no último treino livre e a equipe não conseguiu consertar o carro a tempo, e mesmo que conseguisse, ainda perderia cinco posições pela troca de câmbio. A situação é mesma que o espanhol enfrentou três anos atrás. Alonso conseguiu pontuar. Será Massa capaz de chegar lá?

Na quarta fila, dois pilotos subestimados e que conseguiram se dar bem. Sergio Perez está bem colocado e mais uma vez parte na frente de Jenson Button, o nono colocado. Adrian Sutil está entre os carros da McLaren, na busca por uma recuperação na disputa interna da Force India. Aproveita a chance de ser o nome da equipe na prova, por causa do problema de Paul di Resta, que caiu no Q1, junto com o sempre decepcionante Esteban Gutierrez, e com três das nanicas.

O sobrevivente do Q2 foi o holandês Giedo van der Garde. O piloto da Caterham aproveitou bem a situação de pista úmida e conseguiu passar de fase. E quase aprontou no Q2, onde fez voltas boas e chegou a frequentar o top ten, mas terminou em 15º, ainda na frente de Pastor Maldonado. Um resultado para ser celebrado por Tony Fernandes.

Estamos conversados. Amanhã a corrida pode ser boa, já que não será tão fácil de ultrapassar e as “artificialidades” não serão tão efetivas no resultado final. A chuva que caiu hoje, não deve acontecer na etapa, o que significa que os pneus serão a chave da vitória mais uma vez. Ou não.

“E agora???”

Abraço!

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min13s876 31
2º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1min13s967 31
3º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min13s980 29
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1min14s181 30
5º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1min14s822 31
6º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min14s824 32
7º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min15s138 31
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min15s383 29
9º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 1min15s647 29
10º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 1min15s703 29
 Eliminados no Q2
11º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min18s331 22
12º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 1min18s344 23
13º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1min18s603 13
14º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1min19s077 22
15º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min19s408 21
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 1min21s688 22
 Eliminados no Q1
17º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) 1min26s322 14
18º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 1min26s633 13
19º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1min26s917 12
20º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min27s303 13
21º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) sem tempo 1
22º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) sem tempo 0
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