A metamorfose “brasileira” de Fernando Alonso


A quinta-feira começou com uma bomba no mundo da F1. O espanhol Fernando Alonso foi vetado pela equipe médica da FIA e terá de assistir o GP do Bahrein do lado de fora.

Austrália 16 7

É pau, é pedra, é o fim do caminho…

A notícia simboliza aquele que talvez seja o fundo do poço da carreira do asturiano, ou mais uma fase da sua metamorfose em que passou por estágios semelhantes da carreira dos principais nomes do automobilismo brasileiro.

A carreira do espanhol começou de forma meteórica e com grandes feitos. Alonso foi o primeiro dos seus patrícios a fazer uma pole-position, a vencer um grande prêmio e a tornar-se campeão mundial.

Começo avassalador

A sua primeira conquista veio justamente quebrando a marca de Emerson Fittipaldi e tornando-se, até então, o mais jovem campeão da F1. Neste aspecto, o espanhol podia estar na sua “fase Fittipaldi”.

Para os dois próximos “estágios evolutivos” de Alonso, resgato um artigo que escrevi em 2012 para este blog, sobre a relação dos esportistas com a mídia e o torcedor:

Um caso bem peculiar que ocorreu neste dilema é o de Fernando Alonso. O espanhol dedicou o primeiro de seus títulos a umas três ou quatro pessoas, pois considerava o automobilismo apenas como individual e mandou quem não gostou das suas declarações assistir tourada. Com o tempo, passou a crer mais no apoio da torcida, principalmente depois de sua ida à Ferrari, a prova foi a demonstração de patriotismo após a vitória em Valência este ano, lembrando as comemorações de Senna nas duas vezes que vencera em Interlagos.

Alonso tinha uma intuição de relações públicas meio “piquetzista”, mas sofreu uma “sennificação”. Muitos atletas em diversos esportes estão nestes dois lados. E as olimpíadas apenas acentuam estes limites.

A comparação com os pilotos tupiniquins não ficam só entre os campeões do mundo. Podemos dizer que nas escolhas das equipes ao longo da carreira, o espanhol se assemelha a Rubens Barrichello.

Muito se falou nos dois últimos anos nas escolhas erradas na carreira. Alonso tornou-se um refém das decisões que atrapalharam a sua carreira. Algo que prejudicou bastante o brasileiro em sua empreitada na F1.

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Fim melancólico?

Por fim, a fase de Alonso na McLaren lembra a de Felipe Massa nos momentos pós-molada. O espanhol parece meio abalado desde o estranho acidente nos testes de Barcelona em 2015.

Desde então, uma sucessão de problemas bizarros o afetam, como ocorrera com seu ex-companheiro de equipe, especialmente na fase “faster than you”.

O estranho acidente na abertura do campeonato, em Melbourne, coroa a decadência do bicampeão mundial, algo que todos passam na vida (inclusive os brasileiros citados), mas o fato é que o espanhol teve um pouco de todos ao longo de sua jornada na categoria. E este parece ser o fim do caminho.

Publicado em março 31, 2016, em Automobilismo, F1 e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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