Turbo: Sim, um dejà vu, mas vale (e muito) a pena


Cartaz oficial dos Estados Unidos

Salve galera! Estou aqui aproveitando esse fim de semana bem devagar para o automobilismo para falar de algo que envolve o esporte a motor e o cinema. Este ano está bem interessante para fãs de automobilismo em relação ao lançamento de filmes que envolvem o tema. Teremos o “Rush” a partir de setembro, mas nas telinhas do Brasil, mas agora, tem uma animação para a garotada: a animação “Turbo”, da Dreamworks, que se aventura no universo da Indy, com a história de um caracol que sonha em correr as 500 milhas de Indianapolis. Vou tentar fazer uma resenha, mas sem dar uma de spoiler aqui.

(Obs: Esse trailer estava na página do Facebook, mas a dublagem está diferente no filme exibido nos cinemas)

Bom, para começar, digo que o filme tem uma sensação de dejà vu, pois o seu enredo lembra bastante o de “Carros”, o filme feito pela Disney/Pixar em 2006, com a sua história voltando-se para o lado da Nascar. Também há uma breve lembrança do último filme do Herbie (aquele com a Lindsay Lohan). No entanto, algumas coisas tornam esta animação muito interessante, talvez porque trate de outra categoria.

O filme retrata bem a parte da imponência da tradicional corrida na Brickyard e mostra este lado humilde e mais humano, mais raçudo do automobilismo. Algo que não costumamos ver na F1, por exemplo, e que ainda tem esta raiz nas categorias estadunidenses. A própria chegada do caracol e o espanto que causa são marcas de outros tempos da prova nos mais de cem anos de história.

Outro ponto que achei curioso foi a parte de organização da categoria: (aqui vai cornetada) a história mostra uma falácia sobre a presença do protagonista na corrida, apesar do regulamento não restringir que caracóis disputem provas com o DW12, de acordo com a história, tanto que o presidente da Indycar queria impedir a participação do molusco, mas teve que engolir a aclamação popular. Mas isso também não faz tanta diferença depois de todos aquelas regras esquisitas e de situações bizarras que a Indy viveu nestes últimos anos.

Para quem relargou uma corrida em oval com pista molhada, colocar um caracol para correr não é nada. Não é, Will Power?

Brincadeiras à parte, a animação tem condições de trazer benefícios enormes para a Indy. O motivo que digo vem diante dos outros filmes que citei acima, especialmente o “Carros”. Frequento vários grupos de automobilismo do Facebook e um dos que sou mais assíduo é o “NASCAR só para Fãs”, onde já alguns membros falando que começaram a assistir a categoria depois desta animação.

Acredito que isso pode e deve ajudar a criançada a acompanhar a Indy com mais atenção. Depois de assistir o filme, logo eles reconhecerão as provas da categoria com a deste filme, o que pode atrair novos fãs. E a produção do filme também colabora com isso.

A Penske deu uma força com os dois carros da equipe aparecendo, embora nem Helio Castroneves, nem Will Power foram citados, mas os bólidos 3 e 12 aparecem com as pinturas que costumam ser usadas. Noutra cena do filme, aparece uma piloto mulher que foi a vencedora da etapa de São Paulo, acertando a ordem cronológica do calendário da categoria (o bom é que a dublagem não chamou a corrida de Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé), na sequência é citado um brasileiro, que me fugiu o nome, mas falam que o apelido dele é açougueiro, porque ele foi açougueiro antes de ser piloto (pelo menos carne é melhor que massa), mas esses dois nem fala tem.

Guy Gagné (ou Champignon), pentacampeão da Indy 500. Parece alguém?

O único piloto que realmente “aparece” é o vilão do filme, que era o ídolo do caracol Turbo antes da lesma começar a sua carreira. É um sujeito chamado Guy Gagné (na dublagem tupiniquim ficou Guy Champignon), que provou o leite dos vencedores por cinco vezes e era o piloto mais badalado até a chegada do molusco. A intenção da produtora foi deixar o sujeito a “imagem e semelhança” de Dario Franchitti, piloto da Ganassi, mas apesar de alguns traços lembrarem o escocês, achei ele uma mistura de David Villa, atacante da Espanha, e Alain Prost, como apontou o Tazio. Muita gente discordou da aparência dos dois serem parecidas, mas admito que vejo um leve traço do professor no antagonista. (ainda mais nas atitudes dentro da pista) [/sennista mode]

Bom, acho que a história, por mais surreal que pareça, é bem trabalhada e consegue atrair animar o público. Acho que pode ser uma ótima opção para você levar os seus filhos para o cinema e assistir a sessão. E como envolve automobilismo e a Indy foi bem mostrada na sua atmosfera, agrada também aos cabeças de gasolina. Eu recomendo!

Bom, é isso. outra resenha mandarei quando for lançado o “Rush”, quer dizer, isso se não detonarem demais esta tentativa, mas vamos arriscar, pois pode dar certo, como aconteceu com o “Turbo”. Abraço!

Publicado em julho 20, 2013, em Atualidade, Automobilismo e marcado como , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Correção: Herbie é com a Lindsay Lohan

  2. Quero ver quem adivinha a tirada premiada do post!😉

  3. Deve ser bem melhor que aquele race movie do Silvestre Sucesso-está-longe, saí do cinema antes do filme acabar, aff.

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