É a vez do segundo piloto?


Ele está nos holofotes, mesmo sem demonstrar aparecer

Salve galera! A terça-feira teve como notícia mais importante a confirmação que a Red Bull renovou por mais um ano o contrato com Mark Webber, indo até o final de 2013 o acordo com o piloto australiano. Levando em conta todas as variáveis em cima deste acordo, acredito que ambas as partes fizeram o certo nesta negociação.

Para a turma dos energéticos, a manutenção do australiano faz-se por necessário, porque não há opções disponíveis no mercado para substituí-lo. Vale lembrar que há algum tempo, a política dentro da empresa austríaca é que o sucessor tem que vir do seu próprio programa de escola de pilotos e é necessário achar alguém apto para o grid. Como já fora dito neste blog, os únicos postulantes a este cargo seriam os corredores da Toro Rosso, mas os desempenhos de Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne não foram convincentes à cúpula da escuderia de Milton Keynes.

Sem nenhuma potencial ameaça, Webber tem mostrado serviço ao longo do campeonato. Teve uma sequência de quartos lugares no começo do campeonato e na maior parte do certame tem somado seus pontos sem fazer muito alarde nas corridas. Coincidentemente, foi o vencedor das etapas tidas como mais “monótonas” até então (Mônaco e Inglaterra). Correndo por fora, é o vice-líder do mundial, 13 pontos atrás de Fernando Alonso e 16 à frente de Sebastian Vettel.

Não temeis mais a briga que vira?

E nessa toada, o australiano recupera a auto-estima, tornando-se um postulante real ao título. A situação deste campeonato lembra a disputa de 2010, quando fez a sua melhor temporada. Por ter mostrado uma regularidade maior que Vettel, a Red Bull tem condições de apostar nele. Ele contrariou as perspectivas de que não teria chance real de ganhar um certame, depois da chance perdida naquele ano. Como é a possível última chance que terá de entrar para o rol dos campeões mundiais, Webber pode verificar os erros que cometera quando perdeu a primeira oportunidade.

E para isso, até algumas efemérides ele andou colecionando. A vitória em Silverstone foi o seu 32º pódio na carreira, superando em uma corrida a marca do lendário Jack Brabham, tornando-se o piloto da Oceania que mais vezes estourou a champanhe diante do público e da torcida. Se a temporada anda bastante equilibrada, a regularidade pode fazer toda a diferença em seu favor. Mesmo com Vettel na mesma equipe, acho que será mais difícil para a turma dos energéticos tentar favorecer o bicampeão. E num ano de muitas zebras no esporte, esta pode ser a oportunidade que tanto desejava para mostrar que não é nada mal para um segundo piloto!

É isso. Qualquer coisa é só falar! abraço!

Publicado em julho 10, 2012, em Automobilismo, F1 e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 21 Comentários.

  1. Bom é ver o cvanguru ultrapassando o don fernando de las astúrias. Isso não tem preço. E esses 13 pontinhos cairão logo na próxima corrida, afinal El Fodon tem uma carroça, que mesmo com a asa trazeira aberta, não tem boa velocidade de reta e na Alemanha isso faz uma baita diferença. Vamos canguru, pq ver o New Dick Vigarista para traz é uma motivação e tanto para mim. E vamos ver o caneloni no pódio na próxima corrida. Pronto, profetizei. hahaha. Abração.

  2. Se o vetel nao fizer a pole como em 2010, eh possivel que o canguru saia na frente, a ferrada precisa fazer o carro andar para o el fodon de las asturias conseguir ganhar essa.

  3. Olha, essa história de que a Ferrari é uma carroça é a mesma que se repete há décadas. Se os vermelhos não tem um F2002, F2004 ou similar, a imprensa ‘especializada’ logo tasca que eles não tem chance de vencer o certame. Bobagem! A escuderia vinha na merda com pilotos meia boca por toda a década de 1980 e bastou dar o cockpit para um gênio, em 1989, que o título não saiu apenas porque havia outro gênio na concorrência disposto até a dar ‘totó’ para garantir o seu. Nos anos 90 veio a balela de que Schumacher fazia milagre, perdeu títulos que podia perfeitamente ganhar e ainda por cima seu companheiro de equipe quase levou em 99 quando ele se acidentou. Esta Ferrari pode perfeitamente ganhar o título, basta que o piloto seja diferenciado como tem de ser. Neste caso Alonso é o melhor dos últimos 20 anos, então eles estão com a faca e o gorgonzola. Só falta um bom vinho da Toscana para sacramentar.

    • Corrigindo: a Ferrari de Prost disputou o título palmo a palmo com a McLaren de Senna 1990 e não em 1989…

    • Fabio Nascimento

      Bem observado Bidart, acho que o problema é que Berger e Alesi, Alboreto, Capelli entre outros eram superestimados. O Prost, o Irvine e o Schumacher lutaram por títulos. E os modelos que você falou eram como a Williams de 92, a Red Bull de 2011, muito superiores.
      Se os carros do Rubinho não fossem do tipo que desmanchassem em plena reta, acho que ele poderia ter brigado por título como fez na Brawn.
      Nunca tinha visto por esse lado mas como sempre você consegue ter uma visão mais iluminada sobre alguns temas.

      • Pô meu, o Berger, o Alesi e até mesmo o Alboreto eram bem melhores que o Irvine, a Ferrari não tinha carro mesmo nos anos 80 e 90, o caso de 1990 foi que a Ferrari acertou a mão mesmo, e tinha o Prost e o Mansell dois dos melhores da época, e o carro da McLaren de 90 não era lá essas coisas, o Senna pilotou muito naquele ano, tão quanto em 1993!!!

        • Fabio Nascimento

          Eh, mas o Berger e o Alesi não eram de chegada, campeões. Fica difícil eu comparar mas acho que o que o Bidar falou faz sentido cara. Tem carros que fica difícil o piloto não ser campeão, tipo a Williams de 92 que até o Patrese podia ter sido campeão. Tem pilotos que conseguem tirar mais do carro quando existe a pressão também, nisso o GB tá certo.

          • O Alonso tira mais do carro mesmo, vide Renault em 2006, em 86 as Williams eram infinitamente melhores e deu Prost com uma McLaren, a McLaren era mais carro em 1983 e deu Piquet com uma Brabham, esse ano esta muito parelho, os carros tem catacteristicas diferentes, um se sobressai em cima do outro em certas condições, o que ta fazendo a diferênça é o piloto, se o Schumacher não tivesse quebrado a perna em 99 ele seria campeão com um pé nas costas, pois o Irvine era ruim mesmo, tanto que conseguiu perder pro Mika que era apenas mediano!!!
            Nisso eu tenho que concordar com o Bidart mas , o Schumacher pilotou muito mesmo, nunca foi gênio como muitos pregam, muito menos piloto pra ser 7 vezes campeão mas naquela época comparando-o aos demais ele era diferenciado com certeza!!!

  4. E o RAzia e o Nars? Acho que eles correm na equipe do Christian Horner, nao? Olhas esses 2 correndo, e’ um show:

  5. Eduardo Casola Filho

    O Prost resolveu ver o documentário sobre o Senna e não gostou nem um pouco da parcialidade deste. E com razão:

    http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2012/07/12/prost-assiste-ao-filme-de-senna-e-confessa-fiquei-chateado.htm

    • Sei lá, na época do Piquet o vilão era o Mansell e depois todo mundo soube que ele era um manézão, com o Senna o vilão era o Prost porque ele batia de frente com o cara, a F1 como a vida tem seus herois e vilões, o frances ja era bicampeão da F1 e deixou ser engolido por um brasileirinho, ficou puto da vida e resolveu brigar, mas como todo mundo só ve um lado, o mundo ficou ao lado do Senna e contra o Prost, pronto!!! Criamos um perfeito vilão, ele tem que entender que a culpa não é do filme e sim da imprensa e de eu, você e muitos e muitos outros que assistem e assistiam F1 naquela época de ouro, vai ser assim, talvez se o Prost tivesse morrido daquela forma, ele seria o idolatrado como o maior de todos hoje, nunca se sabe, não dizendo que o Senna não foi o maior de todos (o que de fato na minha opinião é), mas sim aonde que uma simples frase ou atitudes podem nos levar, Senna brigava até com a mãe pra vencer, ganhava na marra, isso ninguem aceitava naquela época, até mesmo muitos brasileiros, hoje todos nós sentimos falta de um piloto assim na F1, achamos nossos pilotos muito bonzinhos… Vai entender!!!

  6. E essa aqui, em Valencia? 2 e por fora pra vitoria. PQP!!!! (a ultrapassagem em si e’ la’ pelos 1:40)

    Esse cara e’ o sucessor do Piquet😀

    • O Razia ta arrebentando este ano, vai ser campeão!!!
      Mas o Nasr ta parecendo que realmente não é fogo de palha não, o rapaz ta fazendo pódio de novo. Tem tudo pra já na proxima temporada brigar pelo titulo.

  7. Pois é, esse negócio de piloto bom e mau vai muito do gosto do aficionado. Tem muito a ver com nossa percepção ufanista de pátria. Eu, particularmente, nunca considerei Prost um vilão. Pelo contrário, sempre admirei sua maestria e até já postei que caso trocasse de corpo com Schumacher hoje teríamos um decacampeão na F1. Sobre essas considerações exageradas da imprensa com respeito as condições supostamente inferiores da Ferrari neste campeonato, creio que se trata de um excesso de zelo para com os italianos, uma tendência estúpida de justificar um possível fracasso que não está acontecendo. Muito pelo talento imenso de Alonso, embora ninguém vai me convencer que o carro não é ganhador só porque é ruim de reta, em tempos em que isso deve ser apenas 1% dos problemas que pode apresentar um F1 durante a temporada. Essa conversa dos ‘especialistas’ parece ter tanta exatidão quanto uma previsão do tempo. A vantagem que Alonso tem na briga pelo título ajuda a confirmar isso.

    • escreva aí: Bracito curto vai ser campeão. Acho que a pachecada à lá tarantela está escondendo o jogo. Quanto ao Prost, eu torcia para o nariga quando o Piquet não tinha chances, então não o via como vilão. Prost só era muito… francês.

    • E o Alonso é foda mesmo. O que incomoda é que ele não é brasileiro, senão muitos brasileiros estariam curtindo do azar do Massaroca e endeusando o Horácio. Não esqueçamos que nossa gente gosta mesmo de tirar vantagem de tudo, certo? Sou testemunha e vítima disso quase todos os dias, sabe. Como? Falta de respeito e consideração, se você é honesto é tachado de otário, principalmente por gente que não quis ou não teve acesso a educação, é ou não é?

      • Também tem aqueles que tem um dinheirinho a mais que a maioria e já se acha o coronel dos livros de Jorge Amado. Também, somos formados por uma sociedade “ex” escravocrata, não podia prestar. Pode ver como todos os países que usaram e abusaram da mão-de-obra escrava estão fudidos: Espanha, Portugal, Grécia (na antiguidade) e Italia (no império romano). A próxima a se fufu vai ser a China se continuar a usar semi-escravos. A grana tem que rolar em várias mãos, não concentrar, essa deveria ser a base do capitalismo.

  8. Eduardo Casola Filho

    E a Codemasters vai lançar uma espécie de “Mario Kart” da Fórmula 1. A ideia é bem bacana. Pelo menos o Maldonado vai ser o maior apelão!:mrgreen:

  9. Só para avançar um pouco mais na questão “Ferrari: uma equipe bomba nos anos 90”, vamos aos fatos: em 1995, além das Benetton e das Williams, ambas com motor Renault, a única equipe que venceu corridas foi a Ferrari (duas), ou seja, já começava a nascer um projeto de futuro, pois era o único carro a quebrar a hegemonia e o domínio absoluto daqueles fantásticos carros. Em 1996 novamente o mesmo panorama, desta vez com três vitórias de Schumacher que seriam quatro não fossem os incidentes ocorridos no conturbado GP de Mônaco, vencido pela – zebra! – Ligier de Panis (nessa corrida a pole foi de Schumacher). No demais, só Williams-Renault, o que marca o avanço da Ferrari para ser a 2ª força da F1, um avanço e tanto numa equipe que já contava com um staff competentíssimo no comando. Em 1997 a Ferrari, que já era um dos dois melhores carros, por pouco não faturou o título, pois a situação final real de Schumacher foi de apenas 3 pontos atrás de Villeneuve, embora tenha sido punido com a perda do vice-campeonato. Nesse ano a Ferrari de Schumacher venceu 5 corridas em 17 e podia perfeitamente ter faturado o título. Em 1998 o campeão, Mika Hakkinen, venceu 8 corridas e o vice, Schumacher, venceu 7. Equilibrio total de forças. Em 1999 a equipe campeã, McLaren, venceu 7 corridas enquanto a vice-campeã, Ferrari, faturou 6. Ou seja, a Ferrari, nos anos 90, era mesmo uma bomba?

    • A torcida italiana cobra da Ferrari o mesmo desempenho que nós brasileiros cobramos da “felação” brasileira de futebol, entende? Quando a seleção não está ótima metemos o pau (ops!) na técnico e jogadores, entende?

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