Uma nova safra de comunistas…ou de sonhadores?


O sonho do velho Marx mudou o mundo...mas não como ele esperava

Em vista do protagonismo político exercido pela jovem deputada federal gaúcha, Manuela Dávila, e porque não, no embalo dos 90 anos do velho ‘partidão’, muitos talvez possam se perguntar o que significaria ser, nestes dias de extremo liberalismo, um comunista. Na verdade, essa pergunta a sociedade já se faz há algum tempo quando, intuitivamente, começara a observar certa movimentação entre grupos específicos de jovens do mundo inteiro, sobretudo nas classes sociais mais altas, rumo a ideologias alternativas que os caracterizem e diferenciem do pensamento da maioria. Seria uma marca de rebeldia? Seriam sinais de retrocesso no seio de uma juventude sem visão de futuro, metralhada pela excessiva informação que mais confunde do que esclarece? E porque estes jovens resolveram tomar para si ideais poeirentos que, de certa forma, vão de encontro aos rumos escolhidos pela ordem mundial? Seria porque o capitalismo financeiro transforma presidentes em mendigos obrigados a viver de pires na mão perante o Banco Mundial? E qual é a diferença entre os modernos socialistas que circulam aos montes pelos corredores dos palácios de governo mundo afora, e os arcaicos forjadores de cortinas de ferro?

Organizações humanitárias afirmam que o verdadeiro protagonista do episódio foi morto pelo exército...

Difícil determinar tantos conceitos num único ensaio. Enfim, quando Marx e Engels lançaram seu Manifesto Comunista, a humanidade vivia uma realidade completamente diferente da que temos hoje: auge da Revolução Industrial, jornada mínima de 12 horas sem descanso semanal, zero direitos para operários, total liberdade de ação para os donos de fábricas. Mesmo não havendo arquitetado a revolução comunista, Karl e Friedrich lançaram as bases ideológicas e sócio-econômicas que embasaram dita revolução. A luta de classes, nascida das claras e potentes incongruências entre operários e patrões (numa definição rasa), atingiu o status quo de mola propulsora das transformações sociais de toda uma época. Homens e mulheres, que migravam dos campos, analfabetos e mal nutridos, passavam a praticamente viver dentro das fábricas por doze, quatorze ou até dezesseis horas ao dia, sete dias na semana, realizando trabalhos repetitivos e maçantes que em nada contribuíam com o desenvolvimento das suas plenas potencialidades.

Caiu bem o vermelho em você, Manu...

Ao redor de muitas dessas ‘empresas-instituições’ erigiram-se metrópoles com uma estrutura que condizia com o modo de vida daquelas comunidades e que, mesmo no atual período pós-industrial, ainda mantém o croqui daqueles tempos: bairro industrial, bairro residencial e centro comercial e de entretenimentos, estrutura que prevalece nos dias atuais com a mesma logística dos deslocamentos de outrora; com populações movimentando-se diariamente rumo ao lugar da cidade em que residem, trabalham ou buscam o lazer. Não obstante, as classes evidenciadas por Marx eram perfeitamente diferenciadas, e o contraste entre elas era praticamente um estigma, uma exemplificação do que significa ser livre ou não segundo uma definição nietzschiana: “Todos os homens, de todos os tempos, e ainda os de hoje, dividem-se entre escravos e livres, porque quem não dispõe de dois terços do seu próprio dia é um escravo, não importa o que seja de resto (…)”.

O mundo não estava preparado para tanto...nem eles!

Hoje, apesar do conservadorismo de muitas sociedades que ainda sustentam que a total industrialização é a única saída econômica viável, muita coisa mudou. A velha luta de classes que dava força ao comunismo original decaiu, perdendo a razão de ser. Sem um embate de fato, os regimes também foram se abrindo e as pessoas, através da evolução natural da sociedade, descobriram que existe vida além dos portões da fábrica. Mais do que isso: o que antes fora o próprio sentido da vida mesma passou a ser uma agregação normal, apenas parte de um todo e os trabalhadores, antes totalmente institucionalizados, deixaram de ter a obrigação de aliar-se ao movimento sindical do seu setor e sim a procurar as associações que mais lhes convinham. Domenico de Masi definiu assim: “A cada ocasião decidimos nos aliar a quem nos convém mais. Há tempos, pelo contrário, nos amarrávamos da cabeça aos pés permanecendo a vida toda ligados a uma das partes em luta que, aliás, era a própria luta de classes. As agregações atuais são fluídas, móveis e centradas em objetivos e interesses específicos transitórios. Têm maior ou menor força e quórum, dependendo de o interesse em jogo representar o de muitos ou de poucos.”

Nem só de ideologia pode viver o homem...

Na mosca! De Masi ainda diz que estamos mais habituados a assistir uma passeata dos trabalhadores do que a uma passeata de senhores bem de vida ou empresários. Na verdade, a teoria do conflito de classes era a base e a sustentação de toda uma era, um achado que deu eterna notoriedade a Marx e Engels, embasado e/ou complementado pelos conhecimentos intuitivos em economia de Karl, diretamente evidenciados nos três tomos do seu excelente ‘O Capital’. Em alguns países o conflito entre essas classes foi às vias de fato. Em outros virou disputa eleitoral e deu origem ao bipartidarismo em que hoje os Estados Unidos alicerçam sua liderança mundial e construíram, paradoxalmente, a mais antiga e eficiente democracia do planeta.

No século dezenove, então, tínhamos a alta burguesia e o proletariado. No século vinte, porém, surgiu um grupo intermediário, uma classe média sem compromisso específico com um lado ou com o outro, essencialmente formada por pessoas cujo maior patrimônio é justamente o conhecimento técnico, não seus bens ou um trabalho específico não especializado. Essa classe se posiciona, digamos, no centro e é em definitiva aquela que provoca a ‘queda da Bastilha’que implodiu muros e cortinas de ferro ao Deus dará, colocando em xeque o antigo jogo entre exploradores e explorados do ponto de vista marxista.

Na terra das 'bolhas de liberalismo' há os descontentes....

Esta nova burguesia, da qual fazem parte os jovens comunistas universitários do século vinte e um – ou pelo menos os seus pais que são, em definitiva, aqueles que pagam as mensalidades das faculdades e a conta das boutiques em que os filhos compram suas camisetas CCCP e as estampadas com a figura do Che –, não é um grupo coeso, comprometido, e sim com interesses fragmentados e voláteis. Todavia, trata-se um grupo social maciço, com tentáculos de grande abrangência política, social, cultural e ideológica, detentor de poder e votos em países como EUA, Canadá, boa parte da União Européia e, mais recentemente, em vários países da América do Sul e Caribe, entre eles, o Brasil. A corrente de pensamento que, de alguma forma, permanece atrelada a conceitos marcadamente comprometidos com uma visão social-humanista de estado, é o cerne ideológico dos governos de países com suma transcendência no cenário global.

Entretanto, independentemente do molde de governança predominante, as diretrizes que regem a pragmática economia mundial não logram atingir objetivos sociais relevantes, sendo justamente dentro de um útero divergente – quanto à forma como a geração imediatamente anterior administra a distribuição de renda – que nascem os novos comunistas, jovens que ensaiam uma ruptura com a parte da filosofia capitalista que mais pifiamente fracassou: o lado selvagem.

Por outro lado, jovens russos almejam retomar a pujança dos velhos tempos...mas eles não conheceram Stalin...

Contudo, na esfera emergente e indefinida do Segundo Mundo, essa atitude entre os jovens não é definitiva. A ‘militância’social costuma virar fumaça no momento em que pomos os pés no mercado de trabalho, o que não garante novos passos rumo a uma justiça social factual. Com certa preguiça, jovens latino-americanos hesitam em manter afiado seu filtro informativo, por vezes permitindo que atrofie. Com escassa argúcia e pouco senso crítico, com frequência se confundem no momento tomar posicionamento. O conhecimento que buscam nas universidades somente prepara para o jogo da sobrevivência econômica, tendo escassa contundência em termos de politização, algo que se faz cada vez mais importante na formação dos jovens. Sem debates, sem gurus e sem saber onde encontrar embasamento e apoio para uma inata predisposição ao romantismo sócio-político e porque não a um radicalismo light, os jovens com maior veia sonhadora acabam encontrando na corda bamba que pende entre as duas classes sociais originais o bálsamo benigno que lhes garante o direito de cometer seus próprios pecados humanitários.

O socialismo europeu, com tempero francês, redesenha os conceitos marxistas sob uma ótica neoliberal...

Como condená-los ou mesmo julgá-los? Como não admirar sua luta? Eu mesmo já fui um deles antes de pensar em entrar para uma universidade, porém nunca militei. Vejo da seguinte forma: o mundo do qual eles gostariam de fazer parte morreu, mas era um mundo com mais esperança, apesar de tudo. Hoje a esperança é uma pseudo-religião, uma raposa atropelada na estrada da globalização. A diferença que há entre as coisas que já ultrapassamos e aquelas que sonhamos em atingir é que as primeiras, infelizmente, feneceram. Preferiria pensar que ainda não cheguei até elas, embora essa idéia seja, por demais, melancólica. Ainda assim, não consigo antipatizar com a desolada ideologia que almeja um mundo mais justo, que valorize o ser humano acima de qualquer bem material, onde todos tenham o mesmo valor, os mesmos direitos e as mesmas oportunidades. Tomara que este mundo de massas silenciosas, de maiorias inertes, consiga reagir e contagiar-se com a força moral de minorias insistentes e corajosas, independentemente da bandeira ideológica que portem, embora seja necessário que pelo menos o escudo que defendam tenha estampado, no metal frio e impessoal, um coração humano.

Publicado em abril 27, 2012, em F1 e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 28 Comentários.

  1. O oportunismo político está sempre pronto para manobrar as massas não pensantes com promessas mirabolantes. Quem fala em comunismo deveria “estudar” Cuba e Venezuela e voltar depois ao assunto. O que o Brasil precisa é de moralismo e não comunismo, socialismo ou democracia. Falta culhões ao nosso povo para frear os desmandos da turminha que mama nas tetas da viúva. É um absurdo o que se faz nesta pátria amada, neste gigante adormecido.

    • Viva a Ditadura!

      • …do proletariado? (rsrsrsrs)

      • Quem gosta da dita dura é o rosbife. Sou um sonhador e sempre voto em primeiro turno em alguém fora do esquema. Assim foi com o Lula até que ele virou o cara. Depois Heloisa Helena e por último Marina Silva. Ah, não consegui escolher entre Zé Serra e Dilma…abstive.

    • Na verdade, Sydnei, o mundo continua, como sempre, injusto. Sei um pouco do caminho espiritual que você trilha, caminho que é para quem avança nele, dia-a-dia, uma constante resposta aos males que assolam a humanidade. Acredito nesse caminho, pois é o caminho do amor. Contudo, cada um de nós foi concebido com uma poderosa individualidade, individualidade que muitas vezes impede que sejamos contaminados da mesma maneira por esta ou aquela filosofia de vida. Não é segredo para ninguém que busco a Deus desde que me conheço por gente e, embora encontre por momentos conforto nas escrituras, minha natureza também me instiga a chafurdar em chiqueiros totalmente diferentes do lugar comum da crença compartilhada. Quisera que a resposta a todos os males do mundo fosse a simples espera de um ‘tilt’ universal que desconecte o homem de sua pobreza de espirito, do seu apego a cacarecos etiquetados, ao papel sujo que idolatra e com o qual não teria sequer coragem de limpar a própria bunda. Mas minha inquietude espiritual, meu racionalismo intrínseco ma arrasta frequentemente para os campos inférteis e para os desertos da miséria, da catástrofe infra-humana da ignorância, da total impossibilidade de entender qualquer mensagem diferente daquela que os cinco sentidos emitem. Penso que muitos jovens, antes de contaminar-se definitivamente pelo vírus do desânimo, buscam nesta ou naquela ideologia política uma razão para lutar. Conheço os bastidores da sujeira que permeia o proselitismo político e posso te afirmar que o Brasil não é muito diferente de qualquer nação ou conjunto de nações que citei em meu ensaio. Não pretendi convidar ninguém ao flerte com o comunismo, o socialismo ou qualquer movimento, no entanto, pretendi expor minha preocupação pela falta de esperança que a nossa geração, a dos homens e mulheres nascidos nos anos 60 e 70, está deixando de herança para os seus filhos. Mesmo sendo a espiritualidade um pseudo solução, ainda assim, é preciso trabalhar ferramentas complementares para que a humanidade não se transforme numa nave sem rumo ocupada por meros heraldos do desânimo.

  2. Eu não discordo de vc. Vejo fundamento na sua propositura. O que digo (e creio) é que se nos firmarmos somente em soluções humanas, qdo a solução divina chegar (a derradeira e verdadeira), quem se fiou somente nos cinco sentidos vai ficar no prejuízo eterno. A solução humana não conseguirá consertar a humanidade, pois que nossa carência é espiritual.
    Os sonhos de riqueza, poder, glória, autoridade, domínio, etc não tem limites nos já poderosos e/ou milionários, pq na vdd isso não completa o vazio espiritual que há dentro de cada um de nós. Só Deus preenche o vazio da alma. Há que se ter humildade para admitir.
    E dizia (Jesus) a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Lucas 9:23.

  3. Assunto de grande importância para mim,pois esse ano vai ser a 1ª vez que vou escolher os meus “representantes” nas urnas eletrônicas desse país.Vou ter que ouvir,ver e ler muito antes dessa decisão.

    • Pois é, Douglas. O voto é a arma que temos para tentar alguma coisa contra essa onda de corrupção que assola o país. É o que podemos fazer, por enquanto, tentar escolher certo, porém, a escolha deve ser de cada pessoa, de acordo com suas impressões. As grandes mídias não são boas conselheiras nessas horas. O melhor é fuçar na net e, no âmbito local, sempre tentar saber quem é quem com os conhecidos.

  4. Eduardo Casola Filho

    Vou reproduzir o que disse quando li pela primeira vez este texto este texto:

    “Sobre o assunto. Realmente não dá mais para determinar quem é quem neste jogo social. A globalização deturpou a visão desta geração sobre sobre a hierarquia social. Este mundo precisava ter mais chacoalhadas para termos a briga por um espaço melhor à sociedade, com equilíbrio entre todos os seres.”

    Vai depender da gente para fazer o melhor caminho da sociedade.

  5. Eduardo Casola Filho

    Desculpe sair do tópico, mas essa merece:

    Tio Bernie vai casar com a Fabiana Fiosi!

    http://continental-circus.blogspot.com.br/2012/04/noticias-ecclestone-vai-se-casar-pela.html

  6. Ele vai morrer na lua de mel, exatamente na hora H, afinal vai ter que tomar uns 10 azulzinhos pra aguentar o tranco!!!

    Ps: Poderia fazer isso no lugar dele, assim ele se poupava!!!:mrgreen:

  7. Por Falar em Dominico de Massi, leiam o ótimo livro “O Ócio Criativo”. Como bom baiano claro que eu teria que gostar desse livro. Quem enriqueceu correndo foi o Senna & cia… aqui no Brasil com salários ruins e bens de consumo caríssimos quem enriquece com a nossa correria é o patrão. E no mais eu cansei de pensar, quero ser mais um rostinho bonito na TV. E essa gata “CCCP”… hum… maiê! eu querooo!

  8. éo seguinte nao sei nem o que dizer apenas sei que nao tenho saco pra ficar brigando se meu emprego esta ruim é simples tenho que estudar e cair fora. no momento estou satisfeito pelo grau de estudo que tenho o quanto que ganho da pra viver mas quero estudar

  9. Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

    Peguemos armas!!!! mas cada um pega a sua, belê? A não ser que as meninas queiram me fazer um agrado.

  10. Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

    QUAUAQUAQUAQUA! Depois da palhaçada do Leite que fizeram ano passado na corrida do Tietê da Indy, dessa vez as champanhes não abriram. Que bosta de champanhe é essa com tampinha de cerveja, PÔ! Lamentável. Destaque foi a Bia que tirou uns par de zé ruela da frente, e o Sato que largou quase em último e chegou em terceiro. Que pista sem vergonha: não precisa nem de zebra pra levantar o carro da pista, tem zebras no meio da pista em qualquer lugar.

    • Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

      Na próxima põe logo garrafas de vinho Chapinha, mas não podem esquecer do abridor, pode ser um daqueles de brinde, da Itaipava, amarrado com barbante na garrafa.

    • Cara, não entendo. Com a ótima Interlagos em Sampa e Jacarepaguá no Rio, vem esses Zé ruelas e fazem a Indy no sambodromo… A pista parece solo lunar. PQP! Tão pagando uma nota verde para esse americanos sofrerem nessa joça de rua.

      • Eduardo Casola Filho

        Em Interlagos não pode por causa do contrato com a FOM, do tio Bernie, e Jacarepaguá tá abandonada.Não acho a pista de todo ruim, é melhor do que a maioria dos Tilketródromos, na minha opinião

  11. Por causa da gostosa da foto eu virei comunista!!! 😈

  12. Caras, eu cansei desse papo dos comuna. Fiz campanha para o PT por pura ideologia. Mas quando essa galera entra no poder esquece as ideologias que eles mesmos pregam. Hoje eu sei o que é esse papo de comunismo, é puro projeto de poder partidário, não é projeto de país. Com o poder nas mãos viram liberais. A verdade é que temos que esquecer o governo e fazer nossa parte, pois a viúva não pode acolher a todos, isso é ilusão.

  13. Stalin e Hitler foram dois carniceiros, todos dois mataram inocentes na base da covardia. A diferença é que o primeiro “ganhou” a Grande Guerra e parece que esqueceram os mais de 10 milhões de mortos sob o regime comunista soviético. O mundo está louco… mas deveria saber que um dia todos nós morreremos e devemos deixar um mundo melhor para nossos filhos.

  14. O comunismo está morto e enterrado. Não sobreviveu sequer ao início do século XX. E digo mais: o coveiro foi sua contraparte “reacionária”, o Socialismo de Estado (Staatssozialismus), que é o socialismo que vigora até hoje em qualquer partido ou governo auto-entitulado socialista/comunista.

  15. A Europa do Leste é a Tumba do comunismo! O comunismo serve hoje para panacas que não viveram conosco atrás da cortina de ferro, no Gulag e na Sibéria!

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