Sobre SOPA’S, Megaupload’s e o fim da internet livre


É isso que é mostrado quando você tenta acessar o Megaupload

Provavelmente todos deste blog já sabem que o queridíssimo Megaupload foi fechado pelo FBI, para infelicidade de todos (pelo menos de mim, hehe), muitos ainda não se tocaram que estamos perto de termos o fim da internet livre

As leis americanas vão muito além de coibir a pirataria, proíbem o compartilhamento de arquivos na internet.

Mais você se pergunta o que é SOPA, não, não é aquilo que você come quando esta doente e sim o projeto de lei que amplia as empresas detentoras direitos autorais os meios legais para combater a pirataria.

Mais isso vai muito além da proibição do compartilhamento de musicas e vídeos também proíbe paginas como a Wikipédia de postar artigos de produtos com Copyright.

Mas isso também afeta nossa comunidade automobilística, se você já acha abusivo o super bloqueio que é feito pela FIA sobre os vídeos de corrida, imagina com essa lei, daqui a pouco agente nem deve poder ver vídeo de corridas de Stock car.

Não nos restam duvidas, a internet foi muito mais benéfica que Justin’s e Luan’s Santana’s’ da vida.

O Megaupload acabou, se a SOPA for aprovada mais coisa vai ser fechada, não duvido que este blog por conter imagens de Formula 1 também não seja fechado, só deus sabe

Enfim o que nos resta é torcer afinal como o Rubens diz, somos apenas brasileirinhos contra esse mundão e não temos como impedir os USA de aprovar essa lei, mas acho que se espalharmos essa campanha iremos enfraquecer esse projeto que já esta mais do que enfraquecido

Os que negam liberdade aos outros não merecem liberdade” (Abraham Lincoln)

Por Rubem Rodriguez Gonzalez Filho

Publicado em janeiro 24, 2012, em Atualidade, Diretoria, Reflexão e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 40 Comentários.

  1. Exatamente. O problema é muito maior do que todos imaginam.

    Isso é CENSURA e vai mudar drasticamente a forma como usamos a internet.

    Honestamente eu acho que isso não vai ser aprovado e se for, os Anonimous não vão deixar isso passar batido.

    Fora que isso não impede que conteúdo pirata seja baixado. Quero ver eles pararem o p2p. Mas nem se sumirem com todos computadores do mundo.

  2. Podem esquecer, é muito dificil pra não dizer impossivel aprovar uma lei dessas, mas se aprovarem… Imagina o quanto empresas que se utilizam e até atrelam seu nome na internet vão chiar, isso tudo é dinheiro galera, os americanos logo eles não vão mexer nesse ninho de vespas, eu sou daqueles que acho que tem muita coisa na internet que devia ser controlada, mas acho impossivel se fazer isso pois hoje, tudo é internet então… esqueçam!!!

  3. Valeu mesmo por postar o texto,tens umas coisas incompletas mais acho que ficou bem legal sendo o meu primeiro texto,enfim,como falei so resta torcer,mais pelo que vi esse projeto ja ta desandando,ate por que a união europeia ta contra:
    http://blogs.estadao.com.br/link/sopa-criticada-na-uniao-europeia/
    Valeu galera

  4. Eduardo Casola Filho

    Felizmente as coisas estão andando bem contra a SOPA e a PIPA (que é uma lei semelhante), uma lei foi retirada pelo autor pois este percebeu o rebu que deu e diz que vai fazer os ajustes, enquanto a outra teve sua votação adiada para uma data indeterminada.

    E o governo americano percebeu que as atitudes tomadas foram perigosas, pois além de tentar controlar a internet, poderia deixar espaço para cracker invadirem os sistemas e fazerem a feira livre. O grupo Anonymous provou que é muito fácil fazer o fuzuê em sites governamentais e de grandes companhias, portanto é comprar uma briga que pode ser perdida numa tecla de botão.

    E digo (pelo menos por mim) que este blog permanecerá incólume às ameaças, pois o trabalho jornalístico aqui continua e vamos trabalhar firmemente na nossa missão, em defesa da liberdade de expressão e do livre arbítrio. Acredito que as coisas vão melhorar, e este tema deve ser solucionado em breve, sem problemas à população. Pelo menos assim espero…

  5. Algumas coisas..

    1 – O megaupload nao foi fechado por conta da SOPA ou PIPA, foi usado como motivo para os ataques do anonymous sim, mas foi fechado por outros motivos, que incluem lavagem de dinheiro, tanto que foi apreendido na casa do dono, mais de 15 carros de luxo e esportivos

    2 – os projetos do SOPA e PIPA estao atualmente derrotados, mas procurem informacoes sobre o ACTA, projeto europeu que é mais drastico que os outros 2 em termos de censura

    3 – do mesmo modo que envolve muitas empresas de internet que ganham uma puta grana normalmente, do outro lado tem empresas que perdem muito dinheiro no modelo atual, e que estao dando total apoio a isso, entao a briga e de cachorro grande

    4 – nao vao conseguir acabar com compartilhamento de arquivos, a nao ser que a suecia entre nessa historia tb, o que eu acho altamente improvavel, e o pirate bay é de la..

  6. Marx dizia que o capitalismo continha dentro de si a semente de sua própria destruição. Falava também que os seus criadores seriam marginalizados pelo próprio sistema.
    Não, eu não vou falar sobre comunismo ou capitalismo aqui, tampouco sobre do modelo econômico norte-americano que foi difunido pelo mundo ocidental e que dita nossas vidas.
    A questão é: por que o capitalismo possui a semente de sua própria destruição?
    Porque – na minha opinião – todo e qualquer sistema complexo criado pelo homem ganha ‘vida própria” e passa a caminhar por suas próprias pernas, tomando rumos inimagináveis pelo seu criador.
    O berço do capitalismo foram as fábricas de tecido e de carro, que, munidas por máquinas a vapor e proletariados, produziam mercadorias “aos montes”, para o deleite “lucroso” de seus proprietários. E hj, onde está o sistema? Está em todos os lugares. Não há donos. Está nas bolsas de valores, está concentrado no capital especulativo, está envenenando o tio sam, está criando um novo gigante (a China), enfim, está tomando um rumo inesperado para muitos.
    Posso citar o exemplo de dois filmes que ilustram esse assunto: Clube da Luta e O Cubo. Ambos filmes contam a história de determinados sistemas que se ergueram a partir de sua própria complexidade e declararam independência perante seus criadores.
    A internet não é diferente. Lembro-me que em 1995 tratava-se de algo pitoresco. A grande novidade era a possibilidade de se enviar e-mail´s, ou seja, a possibilidade de se comunicar imediatamente com alguém à distância, através da linguagem escrita com grande facilidade (algo inexistente na epoca). As “home-page´s” quase não existiam, eram poucas e inúteis. Tratavam-se de textos do Word, com uma foto aqui e outra lá e sem grandes atualizações, quase como uma enciclopedia Barsa ou Mirador. Ainda havia os bate-papos, que faziam a alegria da molecada da epoca.
    E hj, como a internet está? Está em todos os lugares. Não há donos. O acesso à informação se tornou banal. O acervo oferecido por um site do calibre do Google é impressionante, nunca o ser-humano teve um acervo tão grandioso à sua disposição (seja ele útil ou inútil). Não precisamos falar do “mestre” Google. Vejam o blog. Há pessoas de todos os cantos do mundo aqui. Aprendemos muitas coisas entre nós, seja através de uma informação repassada por alguem, seja através da evolução de ideias em consequencia de um dialogo, seja nos identificando com pessoas com gostos semelhantes aos nossos, entendo-as melhor e entendo melhor a nós mesmos. Se o blog não existisse, nossos dialogos não teriam acontecido e jamais saberiamos da existência um do outro – Mike Vlceck, por exemplo, seria só um nome exotico para muitos aqui…
    Em meio à massividade de informação e à falta de regras, alguns talentos despontaram. A capacidade criativa de organizar sistema para a distribuiçao de dados incrementou o nosso acervo, possibilitando a inclusao de som e imagem à comunicação virtual. É bem verdade que há muita coisa inútil nesse meio, mas não há como negar a sua parcela de utilidade e a sua importância na nossa vida.
    Também houve a capacidade de criar redes sociais, a capacidade de organizar movimentos sociais (vide o caso da revoluçaõ democratica no egito, que começou a ser organizada pela internet), a capacidade de facilitar a transmissão de dados (com software ou tecnologia para o incremento da velocidade de conexão), para não falar da capacidade de algumas pessoas de simplesmente serem criativas e, com uma imagem ou uma palavra, abordarem um fato curioso do cotidiano e dar a todos o gostinho de ver a capacidade humoristica do ser-humano em ação (quem tem facebook sabe do que eu estou falando).
    É claro que a internet não é uma maravilha perfeita, há a falta de educação, o mau uso, o lixo criminoso (pedofilia e trafico, principalmente), enfim, tem o seu lado negativo. No entanto, não há como negar a sua importância, seja pela forma como influi em nossa personalidade (aproximando-nos das ideias das pessoas), seja pelo seu produto bruto, consubstanciado no universo de conhecimentos que ela oferece.
    A meu ver, a internet ganhou “vida própria”, incrustou-se no dia a dia da coletividade e criou um irreversível processo de mudança na situação humana.
    O único problema é que esse “progresso” (se é que dá para chamar assim) tem incomodado algumas poucas pessoas já faz algum tempo. As gravadoras estão falidas, isso é FATO. As produtoras de filme também não devem estar bem das pernas (muito embora ainda tenha importante mercado com o cinema). O governo norte-americano tem o costume de se posicionar no lado do mais forte. O resultado não poderia ser outro: governo e empresas se uniram para implantar uma ditadura na internet.
    O único problema é que o “inimigo” foi subestimado. A internet é acessada por milhares (ou bilhares) de pessoas. Nesse meio, há muita gente inteligente com conhecimento de informática e que não vai aceitar essa censura tão facilmente. Pessoas que vão lutar pela liberdade com a qual estão acostumadas. Pessoas que têm tanta inteligência quanto os “figurões” que as atacam. Não é uma luta desleal. É uma luta de iguais.
    O governo percebeu que agir bruscamente, implantando leis, tirando sites do ar, censurando acessos, enfim, iria causar constrangimentos demais. Deram um golpe e levaram outro. Quem levou a pior foi o lado de cá, que ficou sem o Megaupload. Mas o lado de lá também está vulnerável, o ataque ao site do FBI foi a cabeça do cavalo na cama do diretor de cinema (quem viu poderoso chefão sabe do que eu to falando; quem nao viu, tem que tomar vergonha na cara e ver esse classico).
    Quando viram que a coisa ficaria feia, recuaram. Mas não é um recuo definitivo. Bater de frente agora é má idéia. Estão pensando em algo. Estão pensando em como tirar a liberdade da internet de forma mais gradativa, sem se sujeitarem tanto ao contra-ataque. Não vai ser tão facil quanto eles imaginavam, mas deve haver um meio. O objetivo deles é esse. Mas, enquanto houver ataques contra a liberdade, haverá quem a defenda. Acredito que essa “guerra” só começou.
    Meu Deus, que texto grande!

    • Esse merecia ser o próximo post,realmente tudo o que o ser humano cria tem um botão de autodestruição,para ser mais exato ate a humanidade tem um botão de autodestruição.
      Hoje em dia temos como destruir o mundo,de acordo com informações do meu professor de historia a quantidade de armamentos possuídos pelos EUA e pela URSS, em 1990,seriam suficientes para explodir a terra 3 vezes,falta confirmação mais vindo dele não duvido,em resumo tudo que se foi criado assume vida propiá e pode acabar derrotando ate seus próprio criadores.
      Isso acaba que o que criamos vira uma arma contra nos mesmos,ou alguém duvida que se os chineses com toda a sua grana caso queiram não iniciam uma guerra contra os EUA,eu não duvido
      Enfim a humanidade esta perdida no que ela mesmo criou e acabara caindo no próprio buraco que escavou,enfim a nossa sociedade é algo bem complicado…
      Um abraco,
      Rubem Rodriguez Gonzalez Filho

      • Rubem, a China tb tem o seu botão de autodestruição e ele se chama ETNIA. Vai chegar o tempo e não demorará (ops, eu de profeta) em que a China pobre, atrasada, sem benefícios, etc…vai se rebelar com a outra China, aquela capitalista e bem sucedida. E as etnias vão fazer a diferença. Lá a coisa não é como na terra brasilis, em que nordestinos, gaúchos e outros estereótipos não se firmam a ponto de causar divisão. Na China a coisa é feia e vai implodir assim como a antiga URRS veio ao chão Faz parte da história das civilizações: nascer, crescer, apogeu, declínio e morte (ou agonia). Sucesso para uns e ostracismo para outros. Faz parte e sou passageiro desta a gonia. Abração.

        • pois é,a situação é tensa mesmo,são poucos paises no mundo em que não existem divisão de povo,fico feliz pelo brasil estar entre eles

        • Senna Simply The Best

          Eu acho que o grande problema da China é não ter um mercado interno forte ,embora tenha a maior população do planeta. A maioria absoluta desta população é exploarada ao máximo sem o mínimo de benefícios. E sem falar que eles são copiadores de tecnologia!!

    • E esta decretada a 3ªguerra mundial!!!

  7. Eduardo Casola Filho

    Voltando um pouco à F1, a Caterham já disponibilizou o novo modelo, o CT01, que é feinho, mas com novidades mais dentro que fora do carro.

    http://www.f1fanatic.co.uk/2012/01/25/caterham-ct01-images-revealed-early/caterham_ct01_f1racing/

  8. A semente da qual Marx se referia é o consumo indiscriminado.

    O capitalismo se alimenta de consumo. Estamos vivendo uma crise de consumo.

    Muitos falam em consumo racional, redução de poluentes, sustentabilidade, mas tudo isso vai de encontro ao fundamento basilar do capitalismo: quanto mais consumo, melhor.

    Se as pessoas pararem de consumir ou consumirem de forma sustentável, os países capitalistas fatalmente entrarão em crise.

    Um dos motivos que podem ser apontados para que o Brasil não tenha sofrido tanto os efeitos da crise econômica que o mundo enfrenta há quase 10 anos é que houve um aumento de cerca de 26 milhões pessoas que saíram da pobreza, tornando-se, assim, novos consumidores.

    O capitalismo, que vez por outra vem um aqui dizer que é o melhor sistema possível, é autodestrutivo. Se você consome muito, melhora a economia mas esgota a matéria prima (meio ambiente). Se você consome racionalmente, “salva o meio ambiente”, mas quebra a economia dos países.

    Ou seja, sua dinâmica já é cantada há muito pelos paraibanos Antônio Barros e Cecéu (e popularizado na voz de Ney Matogrosso): “Se correr o bixo pega, se ficar o bixo come!”

  9. Post preciso e oportuno. Comentários excelentes, com destaque para a inspiração ilustrada do Leonardo. Me lembrou os bons tempos do Formula UK, caiu uma lágrima. Quando me recupere dou minha opinião sobre esse assunto.

    • Obrigado, meu caro. Sempre fico no aguardo pelas suas intervenções, principalmente quando o assunto do post é fertil para uma intifada bidartiana.

  10. Segundo rodrigo mattar rubinho vai testar com a KV Racing nos dias 30 e 31 de Janeiro,sera que ele vai mesmo pra indy,mesmo com a esposa dele não querendo que ele corra em ovais,isso o tempo dira

  11. Malditos, tomara que ardam no mármore do inferno!!!!!

    Viva o torrent!!!

  12. Eduardo Casola Filho

    Pirelli apresenta novos pneus, com a perspectiva de colocar equilíbrio nas estratégias

    http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1039161-pirelli-lanca-pneus-para-2012-com-aposta-arriscada.shtml

    • Aparentemente, a mudança privilegiará os pilotos mais arrojados, o que atinge diretamente a McLaren, sendo ruim para o Button e bom para o Hamilton. No contexto das outras equipes da ponta, acho que a situação se mantém, já que o nível de arrojo do Caneloni e do Malonso são relativamente próximos, enquanto Webber virou café-com-leite e selou a paz dentro da RBR da forma mais insossa possível.

  13. Vídeo com o novo carro da Toyota que será utilizado em Le Mans

  14. Por que a guerra?

    Faz tempo que a Terra deixou de girar ao redor do Sol. Em vez disso, se desintegra em energia e navega fragmentada por entre artérias e cabos de fibra óptica. Nesse cenário futurista, a Internet é a sinapse que comunica os neurônios planetários; é um dragão que cospe fogo no sistema, no establishment, diferente da televisão, que usa apenas uma pistola de água com limão. Não me espanta que procurem amordaçar esse dragão, embora saibamos que ele continuará chamuscando as instituições e os lobbies corporativos, mesmo que seja lançando chamas pelo cu.

    Enfim, trans-metáforas à parte, eu, que não sou nenhum Caetano Veloso e além de tudo perdi meus caracóis, também sei que nada do que foi será do jeito que já foi um dia no planeta dos homens. De uma forma ou de outra haveria de estourar uma guerra mundial, mas, por que a guerra? Essa pergunta é na verdade o título de um texto de Freud, fruto das suas correspondências com Einstein no começo da década de 1930. O pai da psicanálise, em resposta a uma ‘provocação’ do físico alemão que desejava saber como livrar o homem da ameaça da guerra, recorre ao que denomina ‘especulação sobre os instintos’, pois para Freud habitam no ser humano duas pulsões contrárias: de vida e de morte. Em resumo, para ele a guerra é inevitável, é consubstancial à própria existência da sociedade.

    Quando os americanos invadiram o Iraque também entraram numa fria, pois achavam que o suporte sociológico do ‘Onze de Setembro Fast Food’ seria a porção ideológica suficiente para manter a opinião pública mundial em seu favor, naquele que fora uma espécie de Vietnam às avessas. Poderão pensar que eles não necessitam da opinião pública para invadir quem quer que seja. Ledo engano e é aí que entra a Internet. Alienados que são com respeito ao resto do mundo – com exceção do Big Ben e da Torre Eiffel, a turma do ‘american way’ desconhecia a real capacidade de politização marginal que circunavega entre os zilhões de PC’s espalhados pelo planeta. Foram os internautas que achincalharam a atitude ianque de perseguir borboletas radioativas pelos desertos do Oriente Médio e também os internautas chamaram a atenção entre si e para o resto das urbes sobre a existência – sim! – de uma nova maneira de guerrear contra os impérios: o compartilhamento online.

    O mundo não queria aquela invasão desnecessária – mesmo com a alegação forçada de propagar os princípios democráticos, cujo fim não justifica nem de longe os meios – e as pessoas que o habitam encontraram uma forma de protestar, mesmo que silenciosamente, contra aquela que seria mais uma derrota de um império que dificilmente irá contra-atacar.

    Desnecessário citar os meios utilizados pelos internautas para expressar suas opiniões sobre esse assunto, até porque são os mesmos meios utilizados hoje para repudiar as atitudes cerceadoras do FBI norteamericano contra o compartilhamento de arquivos. Criminalizar o Megaupload é apenas mais uma busca por ‘armas de destruição em massa’ em algum lugar, mesmo que seja lugar virtual.

    O que temos aqui é apenas o estopim para um conflito não armado que há tempos se ensaia. Se as variações temporais dos níveis de relação entre poder e espaço – geopolítica – ocasionaram duas guerras mundiais no século vinte, é natural que a acentuação do processo natural de aprofundamento das ligações entre os povos do mundo por meio das formas de troca – globalização – gere alguma espécie de conflito que não tenha a ver com fronteiras e, por conseguinte, prescinda de armas. Contudo, o impacto que essa nova espécie de guerra venha a ter pode ser devastador, especialmente na maneira como grupos ainda não totalmente definidos se relacionam. Não se sabe ao certo quantos lados há para demarcar e qual será o principal campo de batalha, ou mesmo qual será o tabuleiro desse jogo de estratégias que se intensifica.
    Por um lado, corporações que alegam estar sendo lesadas valer-se-ão da lei em suas diferentes formas para impedir o compartilhamento. Por outro lado, grupos ocultos de hackers mostrarão sua força como homens-bomba virtuais a explodir pontos cruciais nas linhas inimigas.

    No andar da carruagem, no desenrolar dessa ‘Ilíada’ contemporânea, novos queixosos vão surgir, na onda do audiovisual, reivindicando prejuízos, quebra de patentes e perda de direitos adquiridos, tudo isso num amplo campo de batalha que ninguém sabe que limites terá, sendo necessário reescrever as grades curriculares do Direito Internacional para tentar acompanhar o ritmo dos contendores. Como se não bastasse, surgirão novas tecnologias e junto com elas novas formas de bloqueio dessas mesmas tecnologias e assim por diante. Onde antes houvera liberdade de atuação, haverá uma constante luta para evitar essa liberdade.

    Mas nem tudo é negativo nesse panorama que por ora tentamos desenhar sem muita certeza da existência de um croqui-base. Vale citar que os avanços tecnológicos das últimas décadas aconteceram de forma muito acelerada, tendo sido bem mais velozes que a nossa preguiçosa capacidade de estabelecer valores morais e padrões éticos que regulem esta nova maneira de viver que gosto de chamar de ‘supercivilização’, o qual nos obrigará a recriar a filosofia, a enterrar de vez os gregos e parir finalmente a ‘tecno-filosofia’, para renovar de vez a mente humana de forma que seja possível avançar na linha do tempo, compensando a defasagem existente entre o que é verdadeiramente tecnologia e o que é puramente pensamento. Mas essa discussão pode ficar para mais tarde.

    Por ora, ainda que pareça estoicismo, o sol continuará brilhando para todos; insubstituível, embora a fibra óptica, ou seja lá o que for que a substitua no futuro, insista em não querer ter bandeiras nessa suave guerra em que, queiramos ou não, estamos metidos até o pescoço. Ainda bem que, apesar das pulsões humanas, encontramos uma forma de brigar sem nos matar.

    Ou não.

  15. Parabéns a todos aqui. Há vida inteligente extra-terrestre (o Mike é único fufeiro terráqueo). A maioria daria um post. Então, galera, o que vcs estão esperando?

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