Sobre mídias sociais, orkutização, Mark Zuckerberg, crimes hediondos, celeumas e Sedentarismo


Uma vítima da violência e da sociedade

Após muito tempo, resolvemos voltar a falar da vida comum, deixando um pouco o automobilismo de lado. O foco agora é sobre o uso das mídias sociais. As ferramentas criadas para a interação na web proporcionou o conhecimento de ideias diversificadas através de grupos sociais distintos. O problema que certas opiniões assustam na forma como são propagadas…

Um exemplo tem sido a forte comoção causada por um vídeo em que uma enfermeira espanca seu cachorro Yorkshire até a morte. Não vou colocar o vídeo aqui para não ser sensacionalista. De fato o que ocorreu é um crime hediondo, ainda mais que tinha uma criança de 2 ou três anos, provavelmente filha dela presencia a cena.

Logo a foto e informações pessoais da mulher caíram na rede provocando forte consternação. Xingamentos e ameaças foram vistas aos montes. O Facebook, por exemplo, virou uma ferramenta forte para a divulgação deste delito.

Eu concordo com uma punição exemplar a quem cometeu esta barbárie, desde que seja no rigor da lei. Além disto, também há a justiça divina, onde a provável punição virá, cedo ou tarde, para aqueles que pecam. Independentemente da sua opção religiosa, para deixar bem claro, Todos acreditam em que a justiça seja feita.

O problema é tentar fazê-la com as próprias mãos. O que se vê é um desejo enorme de sangue. Quase uma inquisição querem instaurar. E pior, querem colocar no mesmo balaio quem tinha relação com ela, como se fosse farinha do mesmo saco, ou mesmo falar de quem come carne, que seria tao assassino quanto. Peraí! Devagar com o andor.

Combater a violência com violência é a mesma coisa que apagar um incêndio com um lança-chamas. Cobrar uma punição tudo bem, mas não podemos nos perder na celeuma criada. Usar o preconceito como ferramenta de protesto também está errado. Se é mais ou menos grave, a justiça que decide, mas não deixa de ser uma atitude atroz, uma vez que as palavras machucam tão ou mais que um chute, às vezes.

Outra coisa que vem acontecendo é a rotulação das ferramentas de rede social. Ficou notório que o Orkut tornou-se o mais simplório. Formou-se um consenso que as coisas postadas por lá seriam um antro da banalidade e do caos. Prova é a pesquisa que o Brasil é o país com mais páginas bloqueadas do Google, administrador do canal, como o caso do Barrichello.

Chupa, Zuckerberg! Ou não?

O Facebook é a bola da vez. O site criado por Mark Zuckerberg é a ferramenta mais popular no momento e com mais gente usando ela desde de então. Como aumenta a popularidade, aumenta o que seria o “lixo virtual”, usando de base para expressão “orkutização”, determinando que há uma influência negativa.

Ora, mas todas são redes sociais. o fator fundamental para isso é que são pessoas que estão lá. É por isso que a “qualidade” pode não ser perfeita. Cada pessoa tem seu estilo de vida e sua opinião formada, portanto tentar frear isto é impossível pois uma rede social é formado por pessoas e a sociedade em que nos instauramos tem que acolher a diversidade.

A Rede Social pode sera base da sociedade alternativa proposta por Raul Seixas, afinal permite a opinião e a ideia de todos, e também permite a oportunidade de conhecer coisas novas, encontrar novas pessoas e, claro, denuncias as mazelas deste mundo.

Contudo, a vida que vivemos virtualmente tem tomado um tempo desproporcional da nossas vidas. O tempo que passamos no computador poderíamos conviver em sociedade, conhecendo o mundo melhor e tentar torná-lo mais amável. Conviver diariamente com pessoas vai bem.

Assim, acredito que o modo mais eficaz de melhorar o mundo é sendo um ser sociável, na vida real e na virtual. Repudiar a violência e a corrupção, mas procurar uma postura ética, sem se sobressair da regra social, pois a justiça com as próprias mãos, ou com a boca pode ser mais danosa.

Estava na hora de desabafar mesmo sobre isto,  afinal tem coisa nesta internet que assusta mesmo. Até se alguém achou que só escrevi bobagem até aqui, tem o direito de se manifestar, desde que o faça com respeito suas ponderações. Qualquer comentário ofensivo será deletado, pois o respeito é a base de um bom diálogo. Mas acredito que todos compreenderam. Ou não?

Publicado em dezembro 17, 2011, em Atualidade, Reflexão. Adicione o link aos favoritos. 18 Comentários.

  1. Essa história de postar dados pessoais de uma pessoa é uma tremenda babaquice! Nesse caso, eu vi posts com dados da mãe e do pai da “meliante”, e isso não concordo, os dois não tem nada a ver com a boçalidade da “meliante”.
    Se bem que eu me sinto um pouco hipócrita após ler seu texto, chefe. Eu tenho um cachorro (justamente um “Chewbacca”), e confesso que não sei o que faria se alguém o agredisse, mas com certeza eu estaria me arrependendo do que teria feito…
    Quanto às redes sociais, podemos dizer que muitas pessoas se tornaram “2 faces”, uma virtual (e bem idealizada) e a real (humana mesmo), sendo que uns e outros não conseguem separar mais qual é qual.

  2. Eu achei uma solucao legal:

    Eu nao tenho facebook.

  3. Alias, nao vi o video (thank God)

    Ver qualquer criatura viva morrer e’ um experiencia devastadora. Me lembro, ainda moleque, quando vi uma cena que foi considerada chocante para a epoca (e ate’ hoje pelos meus padroes). Era no Vietnan, acho que durante a guerra. Um soldado atirou a queima-roupa no cara, na cabeca. Nunca mais me esqueci daquela cena, coisa horrivel.

    A morte e’ algo assustador. Minha avo’ morreu nos meus braços…e deu pra entender um pouco como essa “passagem” acontece. E posso dizer uma coisa: Não tem nada a ver com VIDA, que é o que devemos nos preocupar enqto estivermos por aqui.

    • Cavaleiro que diz ní

      Poxa, nem eu quis ver o video. Vi a minha tia-avó ter um ataque cardíaco e me senti nulo, não pude salvá-la. Entendo você.

  4. Eduardo Casola Filho

    E que chocolate o Santos tá levando do Barça!!! Parece classificação do Felipe com o Alonso (apesar deste ser madridista)

  5. Eduardo Casola Filho

    Alguém viu o Rally de São Paulo, no Parque São Jorge? A chuva deu a emoção necessária. Pela primeira experiência, foi legal!

    http://globoesporte.globo.com/motor/noticia/2011/12/chuva-atrapalha-prova-e-joao-paulo-de-oliveira-vence-o-rally-de-sao-paulo.html

  6. OFF TOPIC!

    Galvão Bueno narrando uma corrida “diferente”

  7. Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

    Quem já esteve alguns dias andando pela av. Paulista e adjacentes alí na região da Consolação já viu um aquele guitarrista que não tenho agora o nome pra dizer, vira e mexe vc o via alí, ou ainda vê, faz tempo que nao ando por lá, quase sempre na augusta lado centro – quase à esquina a Paulista, mais até durante o dia, talvez, não tenho certeza, ligava a guita num apzinho e adeixava lá seu chapéu no chão como os vários errantes de toda cidade, blabla, enfim: além da face artista de rua, ou seja, o lado do serviço que o cara está prestando e seu direito a colocar um chapéu, com sem acento agudo, no chão no local em que bem achar que ele fica, (o Alkmassab ainda não proibiu) estando o chapeu sujeito ao pisão ou chute de alguém, por qualquer razão possível… tem o negócio que o cara é dalí, bem mais do que qualquer meganha, como aquele maluco do pijama que marca presença na noite desse estranho bairro paulistano.

    Esse da guitarra foi ‘panfletado’ tb em facebook e etcs, sendo espancado e tendo a guitarra tacada no chão, uma foto só, um pouco diferente desse negócio do cãozinho que era um video (esse eu não quis ver, acho doentio ser audiencia pra isso, proliferamos tb aquele terror nos comentários depois, prefiri nem assistir já tendo entendido a descrição), em foto vc vê e poronto, viu, não tem opção de se poupar. OK, a foto do cara, amigo da Augusta e cidadão livre sendo agredido pela PM, um singular casal de PMs, aliás, homem e mulher. Não é bem que na rede social se muda de personalidade, é que as coisas estão fáceis de se repetir, e o uso tem sido meio político aí, sei lá, e pessoalmente nem sempre vc é pleno na sua ‘política’, as vezes ficar quieto é mais fácil. Repetir a foto do sujeito sendo pego que nem cachorro, de bando, viralatas malpagos e putos espancando um artista e quebrando ou danificando sua guitarra não pode ter justificativa, não tem como argumentar, enquadrar, consentir com isso. Não dá, então vc compartilha, e eu não tenho a foto aqui, que pena, se não, vcs não seriam poupados e teriam de ver como tem agido os milicos canalhas da rede Al-Kmassab.

    • Cavaleiro que diz ní

      Poxa, eu fico com vontade de chorar. Acham que artista de rua é vagal. Se fosse um chefão da máfia não teriam coragem de fazer isso.

  8. Somos filhos do dia e da noite. Somos dia no sorriso e noite no choro. Somos o passo sem pernas da turba sem coragem, somos a coragem de ser covarde com orgulho. Se pudessemos observar, do alto, nosso andar a esmo pelos anos, pelo tempo, optaríamos pelo silêncio dos acordes que nosso não-Deus particular nos canta ao ouvido durante os sonhos. Não lembro dos meus sonhos. Não lembro de canção alguma porque na maioria dos instantes em que durmo, sei que sou eu, mas não lembro, assim como não lembro do rosto do meu avô quando me deu a velha garrafinha de plástico marrom cheia de suco de laranja. Não era eu. Era alguém que hoje reconheço no sorriso da minha filha, alguém que ela também não lembrará quem foi daqui a alguns anos. Mas eu lembrarei, da mesma forma como lembrarei do dia e da noite em que desisti de querer mudar o mundo por constatar, mais aliviado que triste, que o plano sempre foi continuar com a destruição das coisas – quanto mais velhas melhor -, porque a essência do que é belo, nobre, altruísta e simples reside, cabe, brota e morre no limite finito em que, ainda crianças, finalmente entendemos que somos.

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