A HISTÓRIA DO FAZ DE CONTA – PARTE 2


INDY 500 – PC

O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS!

O jogo dava uma noção de curvas de maior ou menor angulação, coisa absurdamente revolucionária para a época.

Foi o primeiro game a permitir que o jogador ajustasse o setup do carro – que podia sair de frente ou de traseira, conforme um melhor ou pior acerto. Além disso, a inteligência artificial teve um certo “upgrade”, já que os carros movidos pela máquina seguiam um traçado inteligível, parecido com o do jogador.

O jogo, porém, só permitia a disputa em um único circuito: Indianópolis.

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VIRTUA RACING – MEGA DRIVE E UMA CACETADA DE OUTROS CONSOLES…

Foi o primeiro a utilizar “polígonos”, permitindo uma visualização tridimensional dos circuitos, quebrando aquela enfadonha sequencia de “retas com inclinações para a direita ou esquerda” nos video-games, tendo sido considerado a maior proeza da “geração mega-drive”.

Ainda assim, a jogabilidade era completamente fantasiosa, a inteligência artificial era precária e os circuitos, fora da realidade. Ou seja, apesar dos gráficos, o game foi um retrocesso, se comparado com o Indy 500.

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MARIO KART – SUPER NINTENDO

A andança de kart dos personagens do jogo Super Mário Bross em pistas completamente fantasiosas  certamente não encantou aqueles que buscavam experimentar um jogo de corrida de verdade. No entanto, a diversão na disputa com os amigos era garantida. O jogo, na verdade, era uma cachaça: agradava, mas não tinha substância.

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STUNTS – PC

Munido de uma grande variação de carros (que iam desde o fusca até os monopostos), adversários pitorescos e um mega editor de pistas (que incluía loopings, rampas e pontes), esse jogo rendeu boas gargalhadas.

A liberdade para se fazer e editar os circuitos e a natureza tosca do software fizeram, deste, um jogo sui generis, marcante e divertido. Aliás, já viu um monoposto atravessar um looping? No stunts, você vê!

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GRAND PRIX 1 (MICROPOSE) – PC

Este, talvez, foi o primeiro jogo inteligente de automobilismo. Pela primeira vez, as pistas foram inteiramente concebidas dentro do universo 3D. Criou-se uma diferenciação entre curvas de alta e curvas de baixa velocidade, com angulação aberta ou fechada. Desenvolveu-se uma noção de profundidade em relação aos diferentes trechos e “corners” do circuito, de tal forma que cada ponto passou a ostentar a sua característica peculiar.

Além disso, os carros deixaram de ser meros “objetos a serem ultrapassados” e ganharam uma inteligência artificial “minimamente razoável”, agindo como se humanos fossem e transformando-se em verdadeiros competidores, com os quais se podia disputar freadas, curvas e posições.

Apesar disso tudo, o jogo acabou herdando um tosco “ranço arcadeano”. O balanço dos carros antes de entrar na curva, como se fosse perder a traseira, era digno de piada. O barulho agudo e baixo que era emitido quando se travava as rodas era, vamos dizer, desanimador. Fora isso, o sistema de danos era absurdamente falho e, apesar de as cores dos carros corresponderem às cores das equipes da época, a fabricante do software não conseguiu licença para utilizar os nomes verdadeiros dos pilotos e dos times (salvo engano, o nome de Ayrton Senna nesse jogo era Carlos Sanchez. Seria o Silva do México? ehehe).

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GRAND PRIX 2 – PC

Uma revolução.

Com um grande avanço gráfico e tecnológico, este jogo foi o maior divisor de águas nesta pequena história que estamos contando.

O visual dos carros e das pistas passou a corresponder com a realidade. Já era possível identificar, claramente, à qual equipe pertencia os carros adversários, ou seja, era possível visualizar se o carro com o qual se estava disputando uma curva pertencia a uma ferrari ou à falecida benneton, por exemplo. Os diferentes pontos dos circuitos também se tornaram identificáveis: o túnel de mônaco, a roda gigante aos arredores de suzuka, a descida do “S” do Senna em interlagos e todo o resto.

Além disso, a jogabilidade melhorou consideravelmente. Cada curva tinha uma forma diferente de ser “encarada”, exigindo uma maior ou menor frenagem e um diferente padrão de reaceleração. O carro podia ser inteiramente mexido e remexido, já que o software tinha uma boa noção de mecânica. O sistema de danos evoluiu e qualquer toque no adversário ou no guard-rail podia representar a quebra da asa traseira ou dianteira, forçando o piloto a fazer uma parada extra nos box e partir para uma corrida de recuperação.

Sem dúvida, foi um game que deixou muita saudade em quem o jogou.

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GRAND PRIX 3 E GRAND PRIX 4

Melhoraram os gráficos e a jogabilidade, mas não trouxeram grandes novidades. Uma coisa interessante foi o sistema meteorológico trazido pelo Grand Prix 3. Graças a ele, era possível que, durante uma corrida, começasse a despencar um verdadeiro dilúvio, molhando e criando poças no asfalto até então seco, obrigando os pilotos a trocarem de pneus e a mudarem de estratégia – coisa que dava mais realidade e emoção para o jogo.

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NEED FOR SPEED

Famosa série de corrida de carros que ganhou popularidade no PC.

Lembro-me que, primeiramente, foram lançadas quatro ou cinco versões, nas quais o jogador podia escolher entre uma das diversas máquinas poderosas disponibilizadas pelo game (Ferrari, Jaguar, etc etc etc). Havia a opção de correr em circuitos “livres” (“povoados” apenas pelos competidores) ou em ruas entupidas pelo tráfego – nas quais o piloto era forçado a desviar dos carros de passeio que trafegavam calmamente pelo caminho e fugir da polícia.

Em 2000, a série lançou a versão que, para mim, foi a melhor de todas: Need For Speed Porshe. Nesta, estavam disponibilizados para o jogador praticamente todos os carros que a porshe produzira no decorrer do tempo, desde a versão “banheira” (aquele carro grande e largo, porém lerdo) até o atual  Boxster. Ainda havia o “Spider”, que era um clássico de per si. O jogo era disputado em trechos europeus clássicos, com visuais bem interessantes.

Na sequencia, contudo, a série, a meu ver, deu uma caída. Os carros clássicos da porshe foram substituídos por carros comuns (gol, golf, focus) rebaixados, tunados, turbinados, aviadados, enfim, entupidos daqueles apetrechos chavões. Corte d´Azur e as outras pistas do velho mundo foram substituídas pelas ruas de uma cidade qualquer, que passaram a servir de cenário para “pegas” e “rachas” insanos. Tudo isso com o óbvio objetivo de cativar o público adolescente, dando um péssimo exemplo para a garotada.

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F1 CHALLENGER

A jogabilidade e demais elementos do jogo lembraram muito a série Grand Prix, da Micropose.

Este jogo, no entanto, tinha um “tempero a mais”: o modo carreira. Com as temporadas de 1999 a 2002 gravadas na memória, o game permitia que o jogador iniciasse a sua carreira como piloto de teste em uma equipe menor e, à medida que fosse mostrando resultados, ascendesse a equipes superiores e à condição de piloto titular, pulando de uma temporada para outra, conforme o tempo fosse passando.

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NASCAR 2003 – PLAYSTATION

Fico me perguntando se as surpreendentes qualidades deste jogo foram consequencias de um trabalho bem elaborado ou de mera obra do acaso. De forma completamente despretensiosa, esse game trouxe uma noção de física e de funcionamento do motor tão apurada, que somente o iRacing (a respeito do qual falarei futuramente), sete anos depois, conseguiu atingir.

O carro precisava ser cuidadosamente acertado, com destaque para os pneus, giros do motor e radiador, para proporcionar uma boa pilotagem. Caso contrário, já era: ou o jogador dava de cara com o muro após uma derrapagem, ou amargava uma explosão do motor, ou ficava para trás, sem ter o que fazer com um equipamento mal regulado na mão.

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FORMULA 1 – CODEMASTER

Em termos de gráfico, o jogo é espetacular. No entanto, em se tratando de jogabilidade, o game peca bastante. Se comparado com os seus antecessores (GP4 ou F1 CHALLENGER), apresenta uma evolução natural; contudo, se comparado com os jogos atuais, está bem ultrapassado.

E quanto aos jogos atuais? Rá, esse é um assunto para o próximo post!

Pensamento do dia: Ontem, saci. Hoje, afrodescendente portador de necessidades especiais.

Leonardo

Publicado em novembro 9, 2011, em Video-Game e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 22 Comentários.

  1. Al Unser Jr. (sou mais bebado que o Kimi kkkkkkkk)

    Muito legal, embora tenho sentido falta da série Indycar, Indycar2 e os Nascar, N2, N3 e N4, além do GPL, que eram todos da Papyrus, atual iRacing.

  2. Excelente, desconhecia alguns dos jogos da lista! Só discordo um pouco a respeito do Virtua Racing. Como ele era originalmente um jogo de arcade, acho que a ideia nem era muito de representar a realidade, e sim fazer as coisas de uma forma um pouco mais, er… Extravagantes, por assim dizer.

    Mas eu sou meio fanboy da Sega, então talvez meu ponto de vista seja um pouco parcial😛

  3. Joguei muito o Nascar 2003. Excelente.

  4. Eduardo Casola Filho

    Analisar os games de corrida a nível de simulação é injusto. Acho que a principal vantagem dos games era a diversão. Foram vários rachas de Mario Kart que fiz na minha juventude. Dizer que foi mera fantasia é complicado, se comparar com os pegas que a gente fazia.

    Não dá para fazer laranjada com limões. Acho que foi um pouco equivocada esta comparação. Fora isso, descrição excelente dos demais jogos.

    • Também gostava do mario kart. Ele tinha que ser mencionado, o problema é que o jogo ficou meio “descontextualizado” dentro dessa linha do tempo em razão da dinamica do jogo, por isso, foi bom fazer uma ressalva.
      Detalhe: de todos esses jogos, o unico que eu jogo até hj é o mario kart: tenho ele no meu celular!😀

  5. Eduardo Casola Filho

    O futuro do Barrica com uma possível aposentadoria?

    http://wtf1.co.uk/post/12559377809

  6. Eduardo Casola Filho

    Turma da Ross Racing segue em 2012 na mesma. Agora veremos se os dois terão um carro melhor para poder brigar em cima.

    • Nada mais normal: QueimaRosca como #1 e Queixudo como piloto 1b.

      E’ isso ai’: SEGUNDO PILOTO!

      Obvio que o plano e’ o Queixume ser o #1, mas o fato e’ que nao esta’ rolando, mermao….Dai’, qndo a cobra fumar (decisao por posicoes na pista, entrada nos boxes, etc…) quem eles vao favorecer?

      Por enqto a Mercedes ainda nao se viu nessa posicao, mas vai ser interessante qndo rolar…

      Abs

      • Eduardo Casola Filho

        Não dou esta garantia, Trapi. O Queixada está a 3 pontos do Rosbife e pode terminar este ano na frente. E no fundo, a Mercedes sempre dá uma forcinha ao Heptavigarista.

    • Putz !!!
      Acho esse apelido “Ross Racing”, um dos mais fracos que usamos aqui…

  7. O Cirilo disse que a vida pessoal o esta’ atrapalhando nas pistas. Button tem mais amigos, tem o pai e nao dorme sozinho…

    http://tazio.uol.com.br/noticia/vida-particular-esta-se-refletindo-na-pista-reconhece-hamilton/

    O detalhe e’ que Trapizomba, o historico, ja’ tinha escrito sobre a ma’ fase cirilesca:

    https://f1socialclub.wordpress.com/2011/10/18/cirilo/

    ou seja, mais um post historico trapizombestico.

  8. Pra quem gosta do bom e velhor Rock N’Roll

    O Black Sabbath está de volta com sua formação original.

    http://colunas.epoca.globo.com/menteaberta/2011/11/11/o-black-sabbath-esta-de-volta/

    Venderei até as cuecas se for preciso pra ver esse show!!!!

  9. Eduardo Casola Filho

    Voltando a falar de F1. treino de sexta:

    1 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m39s586 (58 voltas)
    2 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m39s785 (30)
    3 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m39s971 (45)
    4 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m39s980 (51)
    5 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m40s104 (61)
    6 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m40s132 (53)
    7 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m40s553 (58)
    8 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m40s951 (57)
    9 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m41s021 (65)
    10 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m41s490 (52)
    11 – Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m41s565 (62)
    12 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m41s680 (33)
    13 – Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) – 1m41s947 (44)
    14 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – 1m41s983 (60)
    15 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m42s130 (67)
    16 – Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) – 1m42s369 (36)
    17 – Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – 1m42s633 (26)
    18 – Romain Grosjean (FRA/Renault-Lotus) – 1m42s685 (29)
    19 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m42s798 (38)
    20 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – 1m42s910 (63)
    21 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) – 1m43s562 (63)
    22 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) – 1m44s050 (63)
    23 – Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) – 1m45s486 (54)
    24 – Jerome D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) – 1m46s142 (32)
    25 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) – 1m46s249 (59)
    26 – Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) – 1m46s328 (48)
    27 – Robert Wickens (CAN/MVR-Cosworth) – 1m48s551 (23)

    Choronso e FFFFFFFFFFFFettel beijaram o mesmo lugar. Zica para eles e a corrida pode complicar de vez.

    McLaren e Ferrari andando na frente da Red Bull, surpresas à vista?
    Barrica sofrendo com carro quebrando, Lalli levando tempo do russo. tudo dentro do script.

    http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2011/11/vettel-e-alonso-inauguram-muro-dos-bicampeoes-hamilton-e-mais-rapido.html

    • Se Bruno Senna não tirar um “Às” da manga na próxima corrida, ele estará com um pé, no minino, na nascar.
      Se o Barrica não tirar alguns milhões da manga nas próximas semanas, ele estará com um pé, no minimo, na stock car.
      E teje dito.

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