A HISTÓRIA DO FAZ DE CONTA – PARTE 1


Bom, meus caros, a dura realidade é que nós estamos ficando velhos rápido demais e este texto, creio eu, deixará isso bem evidente.

É hora de tirar as velharias do armário, sentir o cheiro de mofo, saborear a nostalgia e rever os jogos de automobilismo que marcaram nossas vidas.

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ENDURO – ATARI

  O primeiro jogo eletrônico de automobilismo que a maioria de nós tivemos a oportunidade de experimentar.

O “tchan” desse game era a variação de cores do cenário, que simulava diferentes situações de corrida: tarde, final da tarde, noite, neve, campos verdes, enfim!

A jogabilidade era bem simples, se resumia a acelerar sem parar e a desviar dos carros dos adversários (bem mais lerdos que o do jogador). Frear para fazer curvas era um “toque de realidade” que ainda estava longe da tecnologia dos video-games da época.

O som grave e tosco do motor do carro (“tóóóóóóóó”), das batidas nos adversários e dos pneus deslisando é um clássico à parte que ficou cravado no inconsciente de muitos velhacos.

Sem dúvida, um jogo que marcou a infância/adolescência/juventude do povo.

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POLE POSITION – ATARI

Nome bem sugestivo para o primeiro jogo eletrônico dedicado à formula 1 da história. Foi produzido na mesma época do enduro e seguia a mesma sistemática: acelerar sem parar e desviar dos adversários (absurdamente mais lerdos que o jogador), sem deixar o carro escapar da pista.

O engraçado desse jogo era que o carro simplesmente explodia quando batia em outro ou em alguma placa.

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SUPER MONACO GP – MASTER SYSTEM

O jogo trazia um atrativo interessante, que era o desenho de pistas reais, inclusive Jacarepaguá, o que encantou a garotada brasileira da época. Óbvio que, na prática, a jogabilidade não correspondia à realidade das pistas, pois não havia diferença entre curvas abertas e fechadas e o circuito, no final das contas, nada mais era do que uma reta com uma ou outra inclinação para direita ou para esquerda, algo bem próximo do antigo enduro e do pole position.

Uma coisa bacana era a possibilidade de jogarem duas pessoas ao mesmo tempo, com a tela divida ao meio, permitindo bons pegas entre amigos ou com o irmão pentelho.

Se a minha memória não estiver me dando uma rasteira, esse jogo ainda contava com um editor de pistas, por meio do qual o jogador desenhava os circuitos em que pretendia correr. Fazem mais de 20 (vinte) anos que eu não jogo o master system e não achei nenhuma informação no google nesse sentido, mas tenho uma vaga lembrança desse editor.

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SUPER MONACO GP – MEGA DRIVE

Versão “megadriveana” do Super Monaco GP que mencionei logo acima.

O jogo veio com uma série de melhorias bem interessantes para a época.

Acredito (não tenho certeza) que este foi o primeiro jogo de automobilismo, cuja visão do jogador foi colocada “dentro do cockpit”, conferindo uma perspectiva e uma “sensação de emersão” até então desconhecidas para os videogames da época.

Outro destaque era a marcha manual, que dava o “gostinho” de pilotar um carro com sete marchas. Aliás, o ronco que o motor fazia quando se baixava a marcha do carro (ROOOOOUUUM!) era um show.

Mas o grande “lance” desse jogo, o grande destaque, era a possibilidade de se “desafiar” ou ser “desafiado” pelos adversários. Funcionava assim: em uma tela, o jogador escolhia um dos 16 pilotos que compunham o grid. Caso vencesse um número razoável de confrontos diretos (ou seja, caso terminasse as corridas em uma colocação superior à do adversário), era convidado a assumir o lugar do desafiado, ascendendo à equipe deste. A recíproca, no entanto,  era verdadeira: o jogador poderia ser desafiado por um adversário de uma equipe pior e, caso perdesse um número considerável de confrontos diretos, era despromovido ao posto do desafiador.

A jogabilidade, contudo, estava longe de ser um encanto. À exceção do desafiado e do desafiador, no momento da corrida, todos os carros apareciam com a mesma cor e o jogador só ficava sabendo “quem era quem” depois de ver o resultado final. Além disso, a realidade das pistas ainda seguia a lógica dos seus antecessores e o objetivo do jogador continuava sendo acelerar e desviar dos adversários, sem se deixar escapulir do circuito.

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SUPER MONACO GP 2 – MEGA DRIVE

O Super Monaco GP 2, até onde me lembro, não trouxe nenhuma novidade relevante em relação ao seu antecessor. Melhoram-se os gráficos e nada mais.

A grande sacada foi a inclusão da imagem de Ayrton Senna no jogo. Uma tremenda jogada de marketing. Havia fotos do divino por toda a parte: quando se começava o campeonato, quando se terminava uma corrida, quando se encerrava o campeonato, enfim! Até as corridas eram “narradas” pelo Senna – cuja voz, de quando em vez, surgia para dar um aviso, do tipo: “final lap!”.

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OUTRUN

O personagem do jogo era um playboy, que corria à bordo de uma Ferrari ao lado de uma loira bonitona em cenários californianos.

O game apresentou a mesma jogabilidade dos games da época e, portanto, não trouxe muitas novidades, mas fez sucesso nos fliperamas.

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ROCK N ROLL RACING – MEGA DRIVE E SUPER NINTENDO

Ao som de “Born To Be Wild” e outros clássicos do rock, esse bem-humorado jogo proporcionou uma diversão ímpar para a molecada da época. Politicamente incorreto, o objetivo do jogo era explodir os adversários com mísseis e minas, e, ao final ganhar as corridas.

Com uma variação grande de pistas, adversários mal-encarados e gritos de um narrador fanfarrão, o game reuniu todos os ingredientes para uma diversão memorável.

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TOP GEAR – SUPER NINTENDO

Nunca tive o super nintendo e, portanto, não tenho muito o que falar a respeito deste jogo. Por isso, aspas para esta descrição:

“A jogabilidade consiste em simples comandos, um botão de aceleração, de breque, turbo ou nitro e dois direcionais para esquerda e direita. O jogo simula as pistas em perspectiva cônica e simula as curvas desviando a pista para a esquerda ou para direita. Independente da jogabilidade simples o jogo aumenta o nível de dificuldade no decorrer das partidas, com pistas com curvas acentuadas e com obstáculos. O carro fica sempre ao centro da tela e o cenário se move conforme os movimentos do carro” (thanx, Wikipedia).

PS: a trilha deste jogo foi uma das mais marcantes da história do video-game.

To be continued…

Pensamento do dia: Se Maomé não vai à montanha, é porque ele se mandou para a praia.

Leonardo

Publicado em novembro 2, 2011, em Video-Game e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 47 Comentários.

  1. É, meu bom, o tempo passa, o saudosismo nos faz ver o passado como melhor que o presente e o futuro como uma decepção que vem chegando.

  2. Joguei mto enduro, rock’n roll racing e top gear!!!!

  3. Top Gear deixa NFS no chinelo!!

  4. Vivia horas e horas jogando Super Monaco GP,no Master System

  5. Eduardo Casola Filho

    Sou da Geração Super Monaco GP, Rock n’ Roll Racing e Top Gear. Simplesmente fantásticos!

  6. Eduardo Casola Filho

    O que aconteceria se o Rosbife desse uma repaginada?😈

    http://wtf1.co.uk/post/12287199397

  7. Eduardo Casola Filho

    E as mudanças de nomes das equipes para as próximas temporadas estão definidas. Renault Lotus é Lotus, Lotus é Catherham e Marussia Virgin perdeu a virgindade!:mrgreen:

    http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2011/11/apos-reuniao-na-suica-chefes-da-f-1-aprovam-troca-de-nome-de-3-equipes.html

  8. putz num joguei nenhum desses….tava na estrada nessa epoca eu acho.

    Meu 1ro jogo foi o Al Unser Jr pra Mac, isso em 1998, eu acho😀

  9. Pelo que vi, a Versão “megadriveana” do Super Monaco GP foi um salto e tanto. Me parece bem mais jogavel que o resto…

  10. Top Gear era fantástico.
    Mas os jogos da série GP (até o GP4) para PC foi e ainda é insuperável em jogabilidade.
    Assim como Age of Empires 2 – Conquerors – jamais foi superado, mesmo passados mais de 10 anos.
    Obras de arte são eternas, mesmo em se tratando de jogos eletrônicos.
    O terceiro jogo, que fecha a lista pra mim como insuperável, é Baldur’s Gate II. Depois vem os outros.
    Nem CS entra nesta lista.

  11. Putz !!!
    Sempre fui fã do Jackie Stewart, mas agora…
    Fecho com o cara… Lado-a-lado !!!:mrgreen:

    Jackie Stewart deixa Senna e Schumacher fora de lista dos cinco melhores da história da F-1

    http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2011/11/04/jackie-stewart-deixa-senna-e-schumacher-fora-de-lista-dos-cinco-melhores-da-historia-da-f-1.htm

  12. Eduardo Casola Filho

    Os melhores conjuntos barba-bigode da história da F1. A ordem eu mudaria algumas coisas.

    http://wtf1.co.uk/post/12366053511/top-ten-fast-men-with-face-furniture

  13. Tava procurando um video do Al Unser Arcade pro Macintosh e simplesmente nao achei nada…usuario de Mac nos anos 90 sofria…

    Mas achei pelo menos o tema, que me trouxe otimas lembrancas,:

  14. Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

    Barrica fica? Essa angústia, esse temor de uma temporada sem ídolo brasileiro é a única coisa que ainda agrega valor às corridas que faltam. Esperamos por uma nova proeza, uma chuva que seja, um pódium honroso, aí sim, ele fica em 2012 com certeza. Mas veja: e se vc fosse contratado amanhã pela McLaren, só pra escolher o que precisa ser escolhido, e o Hamilton abandona, vai correr na mercedes do Mkchael, que ja deu, quem vc coloca pra correr ao lado do Jenson Prostton? quem vc coloca lá? Barrica, a resposta de 88 % da audiência inteligente.

  15. Aí Pessoal. Boa tarde a todos!
    Também fiquei tocado pelo saudosismo!
    Parabéns a todos que estão levando essa bagaça aqui no peito!
    Louvável e invejável, no bom sentido é claro, o esforço para manter o site em pleno funcionamento, uma apologia à criatividade e ao bom gosto!
    Mas hoje fiquei com saudades do Fórmula UK! Até da boçalidade quase “inocente” de um cidadão que se nega ser o Bettega, do pseudo-domínio e altivez titubeante da figura GDemica, vulgo Guilherme Diniz, “o cara”. Do texto impecável e a filosofia marcante do meu amigo pseudo-Uruguaio Bidart, vulgo “BI-GIVE-YOU”, além de seus congêneres é claro. Até do “curriculum-vitae” do cidadão, ávido por reconhecimento pseudo-intelectual, que se intitula Marcos (hoje deve estar pensando se mentir muito pode provocar câncer na laringe, cômico não fosse trágico!). Tenho saudades de tudo isso, até das “briguinhas”! Era uma forma, digamos, inteligente de podermos debater vários aspectos da vida, aprendi muito! Tenho saudades dos “embates políticos”… e como não poderia me furtar da vontade, segue abaixo um breve “prognóstico” do que espera essa grande nação para o seu futuro… Gostaria de pedir para não estar aqui e ver, mas meus filhos estarão, é aguardar e rezar!

    BY JOSIAS DE SOUZA

    “Nascida de uma abordagem de policiais militares a três alunos que degustavam seus baseados no campus da USP, a revolta da maconha completou dez dias.
    No penúltimo lance, os estudantes converteram o prédio da reitoria em cidadela da revolução da fumaça.
    Acionada, a Justiça determinara, na sexta (4), a desocupação das instalações até as 17h deste sábado (5).
    Porém, convidada para uma audiência de conciliação, a universidade concordou em dilatar o prazo para as 23h de segunda-feira (7).
    Por quê? A rapaziada alegou que não seria possível convocar uma assembléia em pleno fim de semana.
    Os revoltosos exigem a revogação de um convênio que levou a PM ao campus depois que um aluno foi assassinado ao deixar a escola de economia, em maio.
    Superintendente institucional da USP, o professor Wanderley Messias da Costa diz que o convênio não será revogado.
    Mas declarou: “O que a universidade quer discutir com eles é o detalhamento desse convênio.”
    Justo, muito justo, justíssimo. Quem sabe injeta-se no documento um artigo proibindo a polícia de importunar os adeptos da cannabis sativa.
    Distraído com questões menores –os efeitos da crise européia, os soluços da inflação, os surtos de corrupção— o país faz pouco do que se passa na USP.
    O desfecho da rebelião dos estudantes vai revelar que diabo de universidade a USP vai ser. Com maconha ou sem maconha?, eis a questão.
    Desde o movimento dos ‘caras pintadas’ contra Fernando Collor não se via os estudantes envolvidos em causa tão nobre.
    Nem todos os alunos da USP foram tocados pelo espírito da neorevolução. A maioria, insensível, prefere estudar!?!”

  16. Cambada de drogado !!!!!!!! tem que apanhar mesmo!!!!!!!

  17. Vídeo do tributo ao Marco Simoncelli
    Desta vez a Dorna não vai bloquear,pois a Moto GP,tem um canal oficial no YouTube

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