Quando uma categoria morre com o piloto


Por Eduardo Casola Filho

 

RIP Wheldon

É difícil falar em momentos assim, mas é o fato que tem que ser falado. Dan Wheldon, 33 anos, inglês, faleceu no GP de Las Vegas, no encerramento da Indy. Ironicamente, o piloto vencedor das 500 milhas de Indianapolis em 2011 corria para ganhar 2,5 milhões de dólares e dar a mesma quantia a alguém na plateia. O processo seletivo que poderia colocar outros pilotos foi polêmico, e no fim a grande ironia do destino  ocorre.

A categoria, que um dia sonhou em tirar o posto da F1 como a top do automobilismo mundial vive em lambanças de seus dirigentes. Havia a preocupação de enfiar 34 carros à 340 Km/h num oval de 1,5 milha, a organização preferiu o show em detrimento da segurança, ironicamente Dan era o mais olhado dos pilotos, além de Will Power e Dario Franchitti, que disputavam o título, um evento que me lembra Ímola 94. O primo de Paul di Resta ganho o caneco com o cancelamento da prova, mas sem nenhum motivo para festa.

A temporada 2012 vai usar um carro novo, com motores novos, com melhor controle na segurança, para evitar que os carros voem e que provoquem acidentes como este (agora também me lembrou um pouco o acidente do Gilles). Realmente o automobilismo é um esporte de alto risco, mas um risco que poderia ser atenuado. Um desfecho triste para uma temporada de uma categoria desorganizada.

RIP Dan Wheldon, RIP Fórmula Indy

Publicado em outubro 16, 2011, em Automobilismo e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 31 Comentários.

  1. Para mim fica incompreensível pq tantos carros começaram a se incendiar. Veja no vídeo que vários pegam fogo. O tanque fica na lateral direita, que esfrega no paredão no caso de tais acidentes? Terrível. Triste de ver. Meus pêsames para todos nós que amamos a velocidade mas não curtimos holocaustos.

  2. PQP…acabei de ler a notícia…

    Como pode?

    Ainda estou chocado, não consigo me expressar em palavras no momento.

    Mas fico pensando…Como pode acontecer? Não dá pra entender…Como disse o sydnei, tvz o tanque no lado de fora do carro…ou sei lá…

    “deixou mulher e 2 filhos pequenos”…pqp, dói demais….Que Deus olhe por essas crianças que vão crescer sem o pai por perto.

  3. Casola Jr.,Fufeiros,a coisa está feia nessa semana em todos os aspectos,na terça feira(11) tivemos o caso da agressão do meio campista João Vítor do Palmeiras,por parte de bandidos disfarçados de torcedores,por causa de uma crise política e técnica que o Palmeiras passa em campo,no sábado tivemos a Jaqueline da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino,que se envolveu em um acidente de trabalho com a sua colega de equipe Fabi,na 1ª rodada do Vôlei Feminino no Pan de Guadalajara,hoje tivemos o Jorge Lorenzo da Moto GP quase perdendo o dedo no warm-up,na versão duas rodas do GP da Austrália,e agora temos o Dan Wheldon,deixando dois filhos,sendo um deles com apenas 7 meses de idade e esposa num acidente que na minha opinião,foi o mais brutal da história dos monopostos e quiçá do automobilismo de competição no século XXI.Fora a tragédia do restuarante no Rio com 3 mortes,o atropleamento de crianças no interior da Bahia,que resultou em 4 óbitos,entre outros.Mas voltando ao assunto principal.Eu vi o acidente ao vivo pela TV Bandeirantes,ao lado da minha família e na hora veio a lembrança dos acidentes de Ronnie Peterson e Greg Moore,pelo ambiente e circuntâncias iguais ao dia de hoje.Dia de festa,decisão de título,acidentes brutais nas primeiras voltas envolvendo pilotos que eram queridos e aclamados pelo público,imprensa e colegas de profissão.Mas a diferença é que Dan,era vitorioso,tinha o nome gravado na história da categoria,e mesmo que estivesse ali só para cumprir um objetivo extra na carreira e em sua conta bancária,ningúem esperava que um acidente da tanta magnitude pudesse ter como principal vítima,talvez a estrela maior da constelação.O acidente de Dan Wheldon pode ter um significado para a Indy igual ao acidente de Gilles Villeneuve para a F1,pela circunstância político-finaceira em que a categoria se encontra no momento,e pode se acresentar também o significado da morte de Ayrton Senna,pelo fato de serem grandes campeões e um dos maiores nomes de suas respectivas categorias.A Indy no próximo ano tem um ano de afirmação ou de Apocalipse,com os novos chassis e motores que serão utilizados na próxima temporada,a Indy busca voltar a ser a 2ª maior liga de monopostos do Mundo,a 3 anos foi reunificada,perdeu mercado para a NASCAR,em sua terra natal,e quer mostrar que ainda é categoria competitiva e admirada pelos yankees e outros povos do Mundo.Wheldon e os atuais chassis que descancem em paz,e que a Indy ache o caminho da esperença e volte a ser a grande categoria dos anos 1980 e 1990.

  4. ………………………..

  5. 😦 😦 😦

  6. Todo o problema começou a partir de um “acidente normal” de corrida (um toque entre dois pilotos), coisa que poderia acontecer a qualquer momento. Depois disso, os carros simplesmente começaram a voar e pegar fogo. Será que eles fizeram os testes de segurança necessários? Me parece que não. Não houve uma fatalidade, houve uma tremenda falha na segurança, isso sim.

  7. Por mto menos, pilotos ja perderam a vida, Michael ano passado quase perdeu a cabeça por bem menos.

    A maneira q o carro do Dan bateu, impossibilitou qualquer chance de sobrevivência, o capacete dele partiu ao meio, tamanho o impacto na grade.

    Grande problema era a velocidade e o grip da pista nesse fds.

    Foi como perder um Jenson Button, ainda estou chocado.

  8. Os carros da indy parece máquinas de lavar roupa, que andam a 300km/h.

  9. Olá, como estão vocês hoje?

    Infelizmente quando alguém se dispõe a andar a 300km/h durante duas horas, cercado por muros, não tem como ser diferente. Muitos vão falar que houve falha, pode até ter havido, mas o risco existe e sempre existirá. Vão citar a Nascar como exemplo de segurança – a F1 não, pois até uma mola, acertando o lugar errado, pode matar! Mais bizarro que isso? – mas acho que a Nascar, pela própria característica do carro, tipo, ser um carro mesmo, não um monoposto, acaba sendo um pouco mais seguro.

    Assistindo a American Le Mans esse fds, ouvi o comentarista falar que, com 3k doláres, você tira sua carteira de piloto e pode correr nessa categoria. Vi durante algum tempo – acho que duas, das 10 horas previstas – alguns acidentes causados por barbeiragens mesmo, e o comentarista sempre frisava que tal piloto se encaixava na categoria citada acima (3k/carteira). Pra mim, isso sim é uma falha de segurança gigante!

  10. Sem palavras, estou chocado!!! Que a Familia de Dan Wheldon, possa superar esse momento. Força!!!!

  11. Amigo acredito que o que ajuda os carros da indy a incediarem facil é o combustivel o nosso etanol brasileiro! Mas concerteza os carros da indy são muito inseguro. vi o video mas não sei quais dos carro eram de dan wheldon

    • é o que decola!!! Tem outros videos, vi um onboard…. Acho que deve ser um azul ou grafite, depende de olho de quem ve…

      • AMigo não critiquei o etanol brasileiro só comentei que é etanol brasileiro para ver se alguém iria colocar a culpa no etanol rsrs pq é ideia de brasileiro! A indy é insegura e os carros sempre voam aqui abaixo segue um exemplo de como os carros da indy voam facil o lendario mario andretti testando o carro da equipe do filho vejam o video

    • O tanque de combustível é do lado direito do carro, justamente o que fica virado pro muro, isso é absurdo, e se nao me engano todos os ovais se corre em sentido anti-horario, o que piora a situação.

  12. Eu acho que uma coisa impressionante nesta história foi o fato dos carros, simplesmente, decolarem (talvez mais pela natureza da pista oval, onde a inclinação das curvas permite que os carros subam um no outro durante disputa lado a lado – algo a ser repensado, além dos chassis, que serão aposentados). Esse tipo de “strike” tava há muito tempo sendo anunciado.

  13. essa indy é uma vergonha,toda hora morre alguem,daqui a pouco eles batem a 10 km/h e morre,a f1 as pessoas podem reclamar que ficou chata apos a morte de senna,mais pelo menos não morre alguem toda hora,ninguem morre na f1 apos 17 anos enquanto a indy lembra a decada de 60,70 na f1,uma corrida é certeza de morte,essa indy devia acabar

  14. O Will Power nasceu de novo,o carro dele também decolou e foi de encontro ao muro… a roda dianteira direita quase vai de encontro ao
    cockpit!Acidente horripilante esse aí…

    E o video começa justamente com a imagem onboard do carro do Dan Wheldon (carro 77)

  15. Eduardo Casola Filho

    Saindo um pouco do luto, vamos falar de uma data histórica, fazem 30 anos do primeiro título do Nelson Piquet hoje! Antes de um momento nostálgico atingir o Trapizomba, vamos com algumas frases polêmicas do Nelsão.😈

    “Eu acho ele muito lento. Ele em classificação, ele até que arrisca uma volta e consegue, mas na corrida ele é muito lento, ele é quase o segundo mais lento do que os caras de ponta”, sobre Rubens Barrichello
    “Não muda nada, não. Você acorda no outro dia com fome, com dor de barriga, peida. Sabe… não muda absolutamente na sua vida, nada”, sobre ser campeão mundial.
    “Na primeira entrevista que fizeram. “Ah, pra quem você dedica o campeonato?. Eu dedico para mim mesmo. Fui eu que eu ganhei, pô! Vou dedicar para quem?”, sobre o primeiro título mundial.
    “Meu pai foi médico, depois foi deputado por 24 anos, foi ministro da saúde, a gente fica até… Hoje eu tenho até vergonha de falar isso”, sobre a carreira de seu pai.
    “Qual a grande diferença entre vocês? E, é muita viu? Ele joga golfe, eu jogo tênis. Segundo, ele gosta de mulher feia, eu gosto de mulher bonita. Terceiro eu ganhei três campeonatos do mundo, ele perdeu três já”, sobre Nigel Mansell.
    “Você vai na Fórmula 1, na Fórmula Indy, você não quer ver o cara ficar rodando, você quer ver acidente, quer ver o cara sair, quer ver o cara rodar, quer ver o cara bater, quer ver o carro pegar fogo. E ai todo mundo levanta e (som de vibração). Você vai no circo lá, ver o cara voar, dar pirueta. Você é louco para ver o cara cair de cara no chão. Não é normal só os flanelinhas de 70 anos, que ficam lá rezando para o cara, mas todo mundo que vai lá, quer ver o circo pegar fogo”, sobre a assistir Fórmula 1.
    “E aí eu freei, 30 ou 40 metros, além do que eu precisava. Vim com o carro escorregando nas quatro rodas, né?! Mandei um gesto bacana, mandei ele tomar no c…”, sobre ultrapassagem sobre Ayrton Senna.
    “É um cara que, aparentemente era muito feio, então ele ficava rindo do cara, para comer a mulher do cara”, sobre Alain Prost.
    “O maior problema dos comentários na televisão, do Reginaldo, do Galvão, é tentar advinhar o que ta acontecendo, outra coisa é advinhar o que o piloto ta pensando, o que que ele vai fazer, o que ele planejou fazer, isso não existe. O Galvão toda vez faz esse negócio. Eu chegava de festa, que eu tava dormindo dentro do carro, cansado, tava nos últimos 10, 15 minutos de cochilo, porque eu durmo em qualquer lugar. Ele falou “olha a concentração do Piquet”. Não é que ele quer falar mal de mim, ele quer falar bem de mim, que eu era bem concentrado, era nada, eu tava dormindo, tava morrendo de sono. Então é essas coisas, ele quer adivinhar. Se ele perguntasse pra mim eu diria: “bicho, cheguei 5h da manhã lá, eu tava dormindo ou vou dormir. Não. Ele inventa uma coisa atrás da outra”, sobre Galvão Bueno.
    “Mas aí veio o idiota desse francês de merda e pôs tudo a perder”, sobre Alain Prost no GP do México, em 1987.
    Repórter pergunta: – E aí, Piquet, vai ganhar hoje? “Sou piloto, não sou vidente”.
    “Os carros da Ferrari são caixões sobre rodas”, após a morte de Gilles Villeneuve em acidente com carro da escuderia.
    “O negócio dele é garotões, eu nunca o vi com mulher”, sobre Ayrton Senna.
    “Senna é o melhor piloto? Porra nenhuma, melhor é o Prost, que é tetracampeão”.
    “Mansell é o maior idiota que já vi”.
    “Uma corrida não se ganha na primeira volta, mas se perde”.
    “Senna se arrisca demais, Prost é cheio de frescura, Rosberg é muito confuso, e Amoux um panacão”.
    “Na Lotus, o Ayrton ganhava menos do que vivia dizendo. Eu sei disso porque li o contrato dele”.
    “O cara roda, é bandeira amarela. Passarinho caga na pista, é bandeira amarela”, sobre a Fórmula Indy.
    “Eu falo o que penso, e me arrependo depois. Se fosse pensar muito, ia virar o Emerson (Fittipaldi), que só fala bem de todo mundo”.

  16. gente so continuando sobre esse acidente a comparação entre a seguraça de f1 e da indy,recomendo a leitura:
    http://ultrapassagem.org/2011/10/17/o-que-aconteceu-na-f1-pos-senna-e-a-falta-de-seguranca-na-indy/

  17. Acidente bizarro…demasiado fogo…foda. R.I.P. Wheldon.

  18. Honestamente é muita dor e muito pesar exagerados.
    O cara morreu fazendo o que amava, portanto, morreu feliz.
    É uma lástima ver alguém morrer, mas todo dia tem gente que morre de forma muito pior e ninguém se lamenta.
    Não me leva a mal, Casola, mas é o tipo de notícia que não gosto de ver nem no blog e nem em canto nenhum.
    Muito mais importante seria um post, como você mesmo mencionou, sobre os 30 anos do título de Piquet, ou dos 700 GPs da Mclaren, uma das últimas equipes com sobrenome de família ou outra coisa mais construtiva.
    Como muito bem dito por Lethal, os caras sabem do risco que correm e esse risco não é pequeno. Fazem porque amam e recebem muito bem para isso.

    • Eeeeexato.

      Quem é piloto sabe que pode acontecer e tá lá mesmo assim.
      Morre um cara que estava disputando 2 milhões e todo mundo fica triste. Mas morrem milhões de fome todos os dias e ninguém fica triste.

      Ok, assustou todos, foi um acidente enorme. Mas daí vir falar que os carros são inseguros e que está todo mundo de luto por isso é demais.

      A segurança deve melhorar sim e esta corrida era a última desses carros. O Próprio Dan testou os carros novos, que foram pensados justamente para tentar evitar esse tipo de acidente.

      Faz parte do automobilismo.

    • Qualquer morte e’ muito triste…

  19. Eduardo Casola Filho

    Para concluir o assunto, lembro de uma declaração do Jacques que quase correu em Las Vegas, onde até ele previu o que poderia se suceder.

    O que Villeneuve havia falado em agosto (extraído do site Tazio e depois do Facebook):

    “Eles têm alguns pilotos incríveis lá, mas metade dos pilotos não deveria nem estar em um carro de corrida. Não quero correr em uma situação com esta. Em algumas pistas, como Las Vegas, isso fica estupidamente perigoso, pois os pilotos vão muito rápido, mas não sabem pilotar. Quando você pilota a dez centímetros deles, a 350 km/h, isso fica muito perigoso, e disso eu não gosto.”

    “Eu não gostaria de pilotar um carro destes por uma ou duas corridas. Eu voltaria em um dos melhores carros, muito bem preparado, para conseguir ficar longe de problemas. Correr em Vegas somente por uma grande premiação em dinheiro, não é essa a razão para eu correr.”

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