Pilotos Célebres – Nelson Piquet


O genial Nelson Piquet

Fala put…quer dizer, fufada!

Hoje falaremos dele…o aniversariante do mês (fez 59 anos no dia 17 passado), o grande, o maluco, o azedo, o gente-fina…o fantástico Nelson Piquet.

Nelson Piquet Souto-Maior nasceu no Rio, mas se mudou pra Brasília ainda jovem, quando seu pai, Estácio Gonçalves Souto Maior, foi designado Minístro da Saúde no governo João Goulart. Seu Estácio (aliás um cara legal e honesto) queria que o filho fosse estudar nos EUA, e pra lá se foi o Nelsão. Entre o colégio e algumas partidas de tênis, Nelsão se interessou por um dos cursos da escola americana: mecânica. Nelsão estava hesitante sobre seu futuro quando ele era jovem. Pensou em tênis, engenharia e automobilismo. No entanto, a partir da idade de 14 ele estava participando de corridas de kart e desejava correr profissionalmente. Foi após uma vitória de tênis sobre o seu pai que ele decidiu competir no kart.

Moreno e Piquet

No início, Nelson trabalhou na Camber, uma empreitada do grande Alex Dias Ribeiro. Durante esse tempo Piquet reconstruiu um protótipo pro Alex competir na Divisão 3, Classe A. Este foi um Volkswagen em que Nelson venceu 7 dos 8 corridas no campeonato de protótipo brasileiro.

Na Camber, Nelsão comecou arrumando o almoxarifado, uma tarefa repetitiva mas que fazia ele conhecer tudo quanto é peça. O que ele ganhava gastava no kart e quando não ganhava dinheiro, pedia em peças. Em pouco tempo na Camber ninguém sabia melhor como funcionava a oficina, quanto faturava, o que precisava repor no estoque, como ele.

Piket (assim mesmo como vc leu) foi coroado campeão brasileiro de kart em 1971 e 1972. Sua primeira participação na competição foi mantida em segredo de sua família, apesar de eu achar que a mamãe (gente finassa) sabia de tudo. Por causa disso, ele usou o nome Piket em vez de Piquet em seu carro, para não ser reconhecido pela família, especialmente o pai.

Piquet na Super V

Do kart, Nelsão partiu para a Super Vê. Foi o começo do mito Piquet, explicado por ele mesmo:

Não tinha dinheiro mas sabia tudo do carro, afinal de contas eu mesmo que tinha montado o meu lá na fábrica da Polar no Rio de Janeiro. Só para vocês terem uma idéia, ia para o fim de semana com apenas um jogo de pneus slick. Aí treinava o tempo todo de pneu normal para acertar o carro. No final colocava os slick e fazia a classificação. No começo ninguém acreditava e dava risada, depois aprenderam rapidinho a  respeitar. A primeira vitória foi em Cascavel. A Super Vê era disputada em baterias e o resultado final era a soma dos tempos dessas baterias. O Júlio Caio de Azevedo Marques largou para a última bateria com 7 segundos de vantagem sobre mim. Para ele bastava me acompanhar de perto para vencer. Mas ele pulou na frente e eu fui atrás, ficamos assim até a última curva da última volta quando eu decidi tentar passar. Vinha mais rápido e a ultrapassagem era inevitável. Aí o Júlio Caio quis defender a posição, os carros acabaram se enroscando. O Julinho ficou lá mesmo parado e eu cruzei a linha de chegada de marcha a ré. Fiquei ali sentadinho no carro e contei até 7. Quando saí do carro já sabia que tinha vencido“. Piquet foi coroado Campeão Brasileiro de Fórmula Super Vê naquele ano.

Piquet na F3 inglesa

Isso foi 76. Em 77, Piquet foi tentar a sorte na Europa, o que lhe custou seu casamento com a Maria Clara, mãe do Geraldinho. Piquet correu o Europeu de F3, ganhou 3 corridas e ficou em 3ro lugar, nada mal. Em 1978, a galera começou a meter na cabeça do Nelsão que ele teria que ir para a F2, celeiro de pilotos da F1, mas Piquet resolveu ficar mais um ano na F3 Inglesa pra lutar contra o Chico Serra. Ele mesmo explica:

O Chico tinha vencido um Campeonato Inglês de Formula Ford e desfilou até de carro de bombeiros quando voltou ao Brasil. Precisava fazer o mesmo campeonato que ele, porque de outro modo nunca teriamos comparação. Aí fui para a Inglaterra e montei eu mesmo a equipe. Daqui do Brasil levei o meu amigo Pedrão e um mecânico, o Adilson. Lá na Inglaterra fiquei conhecendo o australiano Peewee (Greg Siddle) que se tornou uma espécie de Chefe de Equipe já que era ele que falava bem inglês e fazia as compras da Equipe, via os mapas e fazia as inscrições. Durante uma época do ano o Eduzinho também andou por lá assim como o Lua e o Roberto Haberfeld (pai do Mário Haberfeld) que sempre ajudaram. Para ter uma oficina e sem dinheiro para pagar, o jeito foi fazer o velho escambo. Depois do expediente a gente limpava e arrumava a fábrica da Ralt. Durante o dia o Ron Tauranac (dono da Ralt) deixava a gente usar um galpão que ele tinha ao lado da fábrica. Não tínhamos caminhão, mas em troca de carregar, descarregar e colocar na pista o carro do Geoff Brabham (filho do Jack) que também corria de F3, ele deixava eu carregar o meu carro e ir dirigindo o caminhão. Trabalhamos duro o ano inteiro, testamos e desenvolvemos uma porção de coisa. Muitas vezes tinha que adiar algumas informações sobre novas peças que o Tauranac fazia, só para tê-las com exclusividade em uma prova. Os resultados não poderiam ser melhores. Fui Campeão com folga, ganhei 13 provas das quais 11 em sequência, que foi um recorde durante muito tempo. Mais do que isso consegui chamar a atenção do pessoal da F-1 e já no meio do ano tinha andado de F-1 (fez testes pra McLaren). Já em agosto fiz minha estréia no GP da Alemanha pela Ensign. Meus maiors adversários foram o Chico Serra que estava na Equipe do Ron Dennis (BS McLaren), que até hoje não me atura por isso e o Derek Warwick que tinha um esqueminha mais caseiro e que acabou sendo vice-campeão, para aumentar a raiva do Ron.”.

Piquet na Brabham vermelha

A Ensign era muito pequena para tanto talento. Naquele mesmo ano (e acreditem, isso era comum na época), Piquet correu 3 provas pela BS McLaren até ser definitivamente contratado pelo titio Bernie pro GP do Canadá. Sim…Bernie Ecclestone, que os mais novos conhecem por Titio Bernie, o dono da F1. Mas a primeira vez que este escriba ouviu tal nome, foi como dono da Brabham (uncle Bernie comprou o que restou da lendária equipe do Jack Brabham, lendário piloto australiano). Titio Bernie era chefe de equipe (ele, como todo mundo, sonhava um dia em ser que nem o Colin Chapman…) e, como de bobo não tinha nada, fisgou a jovem revelação. Titio Bernie é malandro, isso ninguem pode negar…mas tb teve sorte….a vida toda. A Brabham já tinha o Nikki Lauda como piloto e, com a entrada do Piquet, titio Bernie tinha um time de respeito em mãos. Piquet aprendeu muito com Lauda, um piloto célebre sem dúvida nenhuma, como ele mesmo explica: “Foi a melhor escola que eu poderia ter feito. Olhava pra tudo e prestava atenção em tudo o que o Lauda falava e fazia. Até como conversar com os engenheiros, já que para mim aquilo era novidade. Antes era eu mesmo que pensava, tomava as decisões a às vezes agia. Aprendi a trabalhar com toda a equipe, respeitando os espaços e exigindo nem mais, nem menos, apenas aquilo que exigia de mim mesmo: o máximo!”. No fim daquela temporada, Lauda resolveu se aposentar, e Piquet se tornou o piloto #1 da Brabham! Já tinha conquistado seus primeiros pontos na F1 (quarto lugar no falecido GP da Holanda em 1979) e feito a volta mais rápida na última corrida.

Piquet em Long Beach, 1980

Em 1980, Piquet conquistou sua primeira vitória na F1, no GP de Long Beach (aqui pertinho😀 ). No geral, Piquet travou uma batalha longa e difícil contra Alan Jones. O australiano levou a melhor no final da temporada e levou seu único título de F1, apenas 13 pontos a frente de Piquet. Mas uma parceria havia começado: Piquet e Gordon Murray.

Piquet, Reutemann e Prost

Em 1981…Bem…Largar em quarto, ver o rival sair na pole e precisar chegar na frente dele para ser campeão. A última corrida de 1981, em Las Vegas, resume bem como foi a temporada do primeiro título de Piquet na Fórmula 1. O brasileiro sempre esteve em desvantagem com relação a Reutemann e assumiu a liderança do Mundial apenas após a última corrida. E o roteiro para a corrida final não poderia ser melhor: Reutemann chegaria a Las Vegas, palco da última corrida do ano, com 49 pontos, contra 48 de Piquet. O “hermano” largou na pole e Piquet largou na quarta posição. Mas, Carlito pegou pesado nas marchas e arrebentou várias delas, deixando-o uma presa facil para os que estavam atrás. Acabou em oitavo. Com isso, Nelsão só precisaria de um sexto lugar. Estava em quarto. Viu o “leão” Nigel Mansell vindo feito louco, deixou ele passar e cruzou a linha de chegada em quinto. O Brasil tinha um novo campeão do mundo de F1! Piquet, que segundo reza a lenda, já tinha limpado o capacete do Reutemann em 1974 e ouviu dele: “Tu não sabe nem limpar um capacete”, desta vez retrucou: “Eu não era digno de limpar o seu capacete, mas talvez você possa limpar o meu, agora que eu sou campeão do mundo!”

A temporada 1982 foi uma temporada de desenvolvimento para Brabham. No entanto, houve tempo para um momento pastelão quando, em Hockenheim Nelsão estava liderando o GP e prestes a meter uma volta no Salazar, quando de repente o chileno (que bateu em 7 das 24 corridas que disputou) fechou a porta e colocou o Nelsão fora da corrida. Todos se lembram do episódio..mas poucos sabem os motivos de tal revolta…

Nelson estava lembrando do acidente do Didier Pironi durante o qualify, na mesma curva. E também ele tinha visto seu camarada (pode crer, os caras eram chegados) Gilles Villeneuve, se espatifar em Zolder. Foi alí a famosa declaração de que a Ferrari era “um caixão sobre rodas”. E pra quem não sabe, depois do tele-catch, Piquet estava andando pros boxes quando de repente uma van chegou para buscá-lo. No entanto, quando ele descobriu que um dos passageiros da van era o Salazar, Nelson se recusou a compartilhar do passeio. Imediatamente, a discussão entre os dois irrompeu novamente. Para resolver suas diferenças o motorista da van saiu. Mas antes que ele fosse capaz de falar com os dois, Piquet pulou atrás do volante e deixou tanto Salazar e o motorista por trás …hehe. O engraçado é que dez anos depois, um engenheiro da BMW revelou ao Nelson que seu motor não teria durado nem 2 voltas depois do acontecido. Nelson, então, foi demais: ele disse que o acidente foi a melhor coisa que poderia ter acontecido à BMW, porque evitou a vergonha de um motor fundido em sua própria casa. Imediatamente Piquet ligou pro Salazar para lhe contar a história e alivia-lo de alguma culpa …Gente-fina.

Piquet, campeão de 1983

Em 1983 Nelsão foi o primeiro campeão a guiar um carro turbo. Como em 1981, Piquet só foi se sagrar campeão na última corrida, na África do Sul. Prost liderou grande parte do campeonato, mas na última corrida, o seu turbo falhou na volta 44, e tudo que o Nelsão precisava era de uma quarto lugar. Deixou o Lauda e o Patrese passarem e terminou em terceiro, para mais um título brasileiro, meu povo…Tchan, Tchan, Tchan… (tema da vitória…).

O que o Nelson e o Gordon Murray fizeram juntos foi muito legal. Nelsão tinha um carro bom (que era tudo que ele queria), e Murray tinha um piloto que “sentia” o carro como ninguem, e passava exatamente o que o projetista queria ouvir. Graças a Piquet, Murray foi capaz de testar maravilhas nunca antes testadas; e Piquet pode contar com um cara que falava a mesma linguagem que ele: a língua do óleo! Reza a lenda que, num qualify em Silverstone, nos tempos da Brabham com o Lauda, o carro não estava bom (praquela pista, claro) e a disputa interna valia mais do que qualquer coisa. Lauda (excelente como sempre) tinha feito uma volta boa. Piquet pediu aos mecânicos para tirarem a 1ra e a 2nda marchas, tornando o carro muito mais leve. Mas será que o carro consegue largar de 3ra marcha? “Claro! Foi o que eu testei a manhã toda”. Nelsão foi lá e, sem a 1ra e a 2nda, fez um tempo melhor que o do Lauda!

Que texto longo…UFA!…Vamos parar para dar uma respirada….aliás, voces sabem quem inventou o cobertor de pneus? Ufa, depois a gente fala sobre isso.

Bem, estamos em 1984…Já bi-campeão do mundo numa equipe que não era de ponta, provar o que? “Eu corro pela grana”, disse Nelsão ao Varella, repórter de SP. Mas Piquet sempre gostou de outras coisas além da grana: ganhar, correr, as gatas, o óleo… Mas a Brabham já não era a mesma. Piquet fez 9 poles, mas só ganhou 2 corridas. Problemas de confiabilidade atingiram a equipe…traduzindo, o carro quebrou/falhou demais. Em 1985, Piquet ganhou apenas uma prova, o GP da França. Foi tb a última vitória da Brabham.

Piquet e Mansell

Em 1986, Piquet se mudou para a Williams, foi ser parceiro do leão Nigel Mansell. A rivalidade já tinha sido iniciada em algumas curvas na temporada passada. Mas estando na mesma equipe, a coisa foi pegando fogo aos poucos, para delírio da massa…Isso pq quando não tinham condições de brigar pela vitória (dependendo do traçado), eles brigavam entre si. Ordens dos boxes? Hehe, não houve e nem adiantaria…Nelson e Nigel se pegavam o tempo todo. Ainda mais pq eles tinham o (considerado) melhor carro do grid. Os pegas foram muitos e, eventualmente (mesmo sem se baterem muito), as disputas acabaram minando a equipe, sem contar o acidente trágico que paralizou o Frank Williams, e o “professor” Alain Prost acabou campeão, numa das temporadas mais disputadas da Formula 1. Mas a historia mais engraçada desse ano foi no GP do México. Mansell se deliciou com as iguarias locais e foi acometido de uma violenta crise de caganeira que o obrigava a ir diversas vezes ao banheiro entre uma e outra volta. Piquet, que só espiava as idas e vindas do inglês com o rabo do olho, foi sorrateiramente até o banheiro usado por Mansell e surrupiou o rolo de papel higiênico. Não convém dizer em que estado o inglês ficou quando percebeu o furto tarde demais…

Piquet campeão de 1987

Mas nada como um ano após o outro. Em 1987, Piquet disputou cabeça-com-cabeça contra o leão Nigel Mansell e mesmo estando em uma equipe inglesa, companheiro inglês, se sagrou tri-campeão de F1, 4 anos após seu segundo título. Foi tb quando Senna e Prost brigaram ferozmente pelo terceiro lugar; sendo Senna o ganhador da peleja…

Em 1988, Piquet foi para a Lotus: “Foi difícil, porque logo que cheguei em 1988, o projetista, Gerard Ducarouge, não entendia nada. Tinha ainda o problema que a Honda tinha ido para a McLaren e levou para lá tudo o que tinha aprendido com a gente nos dois anos de Williams. Os dois pilotos (Prost e Senna) receberam de mão beijada todas as informações dos motores. No ano seguinte (1989) perdemos o motor Honda e aí foi dureza. Mesmo assim fomos o melhor carro aspirado aquele ano, trabalhando duro e desenvolvendo o carro todo de novo. Mas deu para ganhar um belo dinheiro, mesmo com a falta de resultados mais expressivos.”

o tubarão

Em 1989, Benetton: “O Flávio Briatore estava chegando na equipe e contratou o John Barnard e a mim, com o objetivo de transformar a equipe em uma equipe grande. Afinal eles tinham ganho apenas uma corrida até então com o Nannini no Japão em 1989. Com a Benetton ganhava US$ 200,000 (duzentos mil dólares) por ponto e no final do ano com as duas vitórias e o terceiro lugar no Campeonato estava bonito. Meus mecânicos também sairam ganhando com a história, porque prometi e paguei do meu bolso um bônus se chegássemos em 3º no final do ano. Todo mundo ficou feliz“. Piquet ganhou algumas corridas, incluindo o célebre GP de Suzuka de 91, numa dobradinha com Roberto Pupo Moreno.

Após a F1, Piquet sempre quis correr em Indianápolis e a oportunidade surgiu, com a equipe do Gary Bettenhausen. Mas o destino quis que alí Piquet encerrase sua carreira, depois de uma batida enorme sua pernas tiveram que ser reconstruidas. Era o fim.

Entrevista ao Reginaldo Leme:

 

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Piquet, o gozador

Ah, Nelsão…A F1 parece que perdeu um pouco da espontaniedade que Piquet e outros da época davam ao circo. Me lembro do Hunt e do Lauda metendo o malho no asfalto, ou na organização…Jackie Stewart tb era outro que abria a boca quando precisava. O Lauda hoje em dia é motivo de chacota por conta de algumas declarações que ele faz…mas sinceramente, vamos ouvir o que esses caras tem a dizer. Existe um fundo de verdade nessas declarações…ou não?

As frases célebres

Na Ferrari, sempre prevalece a cultura da macarronada” Nikki Lauda, sobre como é trabalhar para a Ferrari.

Nunca sonhei em ser piloto profissional. As coisas foram acontecendo, acontecendo e uma hora eu estava lá. Fazendo aquilo que eu mais gostava e ainda recebendo para isso.” Piquet, sobre sua carreira.

Foi a melhor escola que eu poderia ter feito. Olhava pra tudo e prestava atenção em tudo o que o Lauda falava e fazia. Até como conversar com os engenheiros, já que para mim aquilo era novidade. Antes era eu mesmo que pensava, tomava as decisões a às vezes agia. Aprendi a trabalhar com toda a equipe, respeitando os espaços e exigindo nem mais, nem menos, apenas aquilo que exigia de mim mesmo: o máximo!”
Piquet, sobre ser o companheiro de equipe do Lauda.

Repórter: “Os pilotos fazem amizade?”
Piquet: “Sim”
Repórter: “Então porque você socou o Salazar?”
Piquet: “Pra ele aprender”
Repórter: “Porque não no Mansell?”
Piquet: “Porque esse não iria aprender nunca”  Piquet, durante uma entrevista.

Quanto aos pilotos sempre respeitei todos. Um dos problemas era que eu sempre fui o calo deles todos. Na F-1 receio só tinha mesmo do De Cesaris, nunca se sabia o que ia acontecer.” Piquet, sobre Andrea de Cesaris.

É o cara mais capaz que existe para arrumar bons contratos. Foi também meu maior adversário nas conquistas amorosas, não que disputássemos as mesmas, mas que competíamos, isso sim.” Piquet, sobre o Berger.

As 3 diferenças entre eu e o Mansell: Eu gosto de tênis, ele gosta de golf. Eu gosto de mulher bonita, ele gosta de mulher feia. E eu ganhei 3 títulos mundias e ele perdeu 3…” Piquet, sobre Mansell.

Não entendo porque apelidaram o Prost de Professor, se ele foi o cara que mais fez cagada na F-1“. Piquet, sobre Prost.

E pra finalizar, uma entrevista histórica com o Nelsão (em 5 partes):

Abs

por Trapizomba, o piquetista.

Publicado em agosto 20, 2011, em Automobilismo, F1, Pilotos Celebres, Tunel do Tempo e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 83 Comentários.

  1. Eduardo Casola Filho

    Só uma palavra: Gênio!

  2. Gênio ao volante e boca porca na hora de falar. Merece os títulos e a admiração de todos nós brasileiros. Sacaneou mt gente mas foi duramente sacaneado pelo filho. Aqui se faz, aqui se paga.

  3. Povo gosta do Senna porque é o que eles gostariam de ser. Povo não gosta do Piquet porque é o que o povo é.

    • Eduardo Casola Filho

      Aforismo!

    • Belas palavras….e até concordo. Aforismo com certeza.

      Mas o Senna foi o “Senna” por causa da Globo. O cara era demais, guiava a pampa…mas a Globo tratou de endeusar o cara.

      • O boca porca não foi endeusado pela RGT pq era sem educação, grosso com os repórteres e etc…Merece pelo que fez, mas paga pelo que plantou. Admiro e detesto esse cara. Até nisso ele é diferente, pq a outros consigo admirar ou detestar, mas o Piquet conseguiu separar minhas opiniões sobre ele como pessoa e como desportista. Certamente eu iria a um autódromo ver o Nelsão dar umas voltinhas em qq bagaça mas não iria num churrasco para comemorar seu niver. E juntando as farinhas no mesmo saco: O Nelsinho esteve em BH e não fui vê-lo no kartódromo. Pronto falei (thanks Zé Bedeu).

        • sydney, O boca porca não foi endeusado pela RGT pq se recusou a assinar um certo contrato com a RGT, que obrigaria ele a se comportar como um padre, em troca a RGT babaria o ovo dele como se fosse um Deus.

          informação de fonte fidedigna

      • Eduardo Casola Filho

        A diferença entre os dois é que o Senna era muito melhor em relações públicas, aliás, foi um dos primeiros pilotos a trabalhar com o marketing de maneira mais intensa internacionalmente

  4. o poder da midia e’ sem duvida muito forte

    • A mídia não ganhou nenhum campeonato pro Senna e nem pro Piquet. Um era reservado e cordial; o outro sem educação e pornográfico (e trapaceiro tb – ganhava fácil do Malonso e do Chucrute neste quesito).
      Ele me fez de bobo na primeira corrida de F1 dele em Interlagos. Eu estava lá e fiquei pasmo com sua performace até que ele estacionou a bagaça com pane seca. Tinha largado com 40 litros enquanto todos os outros saíram com +- 220 litros. É que ele tinha machucado o pé na corrida anterior, na Argentina e sabia que não aguentaria a parada toda. Pode isso Arnaldo?

      • Senna cordial??? Estás a falar de Bruno Senna?🙂

        • Comparado com o Piquet, fique claro. Eu sei que o Senna se isolava, não dava espaço para entrar na vida particular dele etc e tal…Seguramente ele não era estilo James Hunt mas não dava patada pra todo lado igual o Nelsão e nem soltava palavrões a torto e a direito como se todos fossem simpáticos àquela verborragia impudica. Piquet mudo seria eudeusado no mundo todo. Cagou pra tudo qto é lado então agora que cheire a merda que ele espalhou sem necessidade. Estilão Paulo César Caju que ninguém sabe mais se está vivo. Neste mundo amigo, plantou, colheu.

  5. Mas que venham outros Piquet’s, ganhando tudo, virando a mesa sobre favoritos e etc e tal…Se for boca porca mas trouxer os canecos será “suportado”.

  6. Repórter — Você conquistou o mesmo números de títulos do Senna na Fórmula 1, no entanto fala-se muito no mito Senna e deixam de citar o Piquet, ainda vivo. O que você acha disso?
    Piquet — Eu vejo isso como ótimo. É bom que eu dou menos entrevista, e o pessoal enche menos o meu saco.

    Repórter: “Piquet, como é que você fez aquela curva?” Piquet: “Ah, eu reduzi antes de entrar na curva e quando estava no meio, acelerei. Que nem toda curva”.

    Repórter – Piquet, acho que você não esperava por esta vitória certo?
    Piquet – Realmente não, eu esperava que todos batessem na primeira curva.

    “Ele era um bom piloto… Mas parece que depois que ele deu aquela porrada em San Marino em 94, colocaram pontes de safena na cabeça dele, e nunca mais essa mula correu direito!” Nelson Piquet sobre Rubens Barrichello

    “Sabe porque o Senna corre com o numero 12? porque ele é só meio viado.”

  7. A legenda da primeira foto do post já diz tudo: O genial Nelson Piquet!

  8. Para os admiradores do Senna, ele obviamente tb tera’ o seu post pilotos celebres….E’ que foi aniversario do Piquet no dia 17 passado, por isso o post.

  9. E para aqueles que acham que o Piquet foi vigarista…e’ assim mesmo na F1. Senna tb fez, todos fizeram. Apenas nos nao ficamos sabendo.

  10. eu perdi algo ou trapizomba e o bidart tao em guerra?
    tenho até medo do tamnhao do texto do bidart.

  11. o post foi nota 9.99,pois faltou esse vídeo

    A Vida não é só feita de Glorias e Fracassos e sim de Sustos e Momentos

  12. Salve!!!

    O Nelsão foi sem duvida um gênio das pistas, um piloto muito a frente do seu tempo, malandro, sacaneava todos por diversão e também para ganhar campeonatos como o de 1987, tem meu sincero respeito, mas eu ainda prefiro o De Cesaris… :mrgreen:

  13. Senna Simply The Best

    Ele foi um bom piloto, mas é um péssimo motorista!!!
    http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL80298-5598,00.html

    E que não sirva de exemplo pra ninguém!!!!

  14. Posso estar errado, mas tinha escutado essa história de tirar as primeiras marchas em Zeltweg na Austria. Confere?

  15. Cristiano Estolano

    Parabéns, Dr. “Trapizomba” Hollywood!🙂

    Eu baixei um livro da internet (pelo 4shared) que conta toda a história do Piquet desde o começo até o terceiro título. Depois quem quiser me manda um e-mail que eu passo para vocês (não tenho mais o link direto do 4shared, sorry).

  16. Cristiano Estolano

    Como ninguém postou aqui, segue o momento título de 1983 do Nelsão (momento do abandono do Prost na última corrida, em Kyalami) narrado por um “atento” Galvão Bueno…

  17. Quero ver quem vai ter coragem de fazer um post de piloto celebre pro Queixudo… Esse vai ser xingado!!! :mrgreen:

  18. Cristiano Estolano

    Sugestões:
    Cride fazendo o post do “Schucrute”…
    Mike fazendo o do “Silva”…
    Trapizomba fazendo o do “Barri-quebra”…
    Bidart fazendo o do “Malonso”…
    O “saudoso” Vodka fazendo o do “Maffa”…
    Antônio Pizzônia fazendo o do “Uêbá”…
    :mrgreen:

  19. Está lançada a pedra fundamental para a guerra dos posts de celebridades formulaunianas…

  20. Saudoso Nelsão, uma lenda sem dúvida!!!!

    Belo post trapi!!!

  21. Bom, esse post tem o mesmo tamanho ou um pouco menor do que eu escreveria para o Senna, mas fã é fã hehhe!!!

    Brincadeiras a parte o Piquet foi sensacional!!!

  22. Video longo,porém épico sobre as duas vitórias do Piquet em 1990.
    Muito legal a dobradinha com o Moreno no Japão…Quase fui às
    lágrimas também! :mrgreen:

  23. Prévia do post sobre Schumacher:

    Pagaram pra que corresse. O campeão morreu e ele escorregou no trilho. Bernie e a FIA lhe encomendaram 5 títulos. Apareceu um piloto de verdade e acabou com a farra. Se aposentou e continua aposentado até hoje.
    Fim.

  24. Eduardo Casola Filho

    O post que estou guardando para esta semana to achando que dará pano pra manga…:mrgreen:

    E saindo com uma novidade. Bruno Lalli no lugar do Ruimdfeld!

    http://www1.folha.uol.com.br/esporte/963580-bruno-senna-vai-substituir-heidfeld-na-renault-ate-final-da-temporada.shtml

    • SENNA DE VOLTA A FORMULA 1!!!!! EXTRA EXTRA

      Notícia maravilhosa para o torcedor brasileiro. O problema é que….

      …Spa é um circuito pra cabra macho…Não que o Lali não seja, mas eu não sei se ele é…

      Uma oportunidade dessa, voltar a F1 e em Spa, seria devidamente aproveitada (como foi) por caras como Senna, Villeneuve, Piquet, Lauda, Emerson, Montoya, Queixudo, Jochen Rindt, Tazio Nuvolari, Fangio…Todos eles tiveram sua “primeira-grande-corrida” ainda no começo de suas carrrrrreiras….Os caras já começaram arrebentando.

      Resta saber de o Lali vai pisar fundo naquela porra e segurar no braço…Como o Koba as vezes faz…

    • Tomara que ele mande bem, mto bem assim como o tio, que eh otra lenda. Claro q nao igual o Nelsão né, mas era muito bom tb!!!

  25. Salve, salve galera,

    Olhá só um post sobre o melhor de todos…:mrgreen:
    Piquet foi gênio… Andava muito, sabia de mecânica como ninguem, era malandro e nunca deixou de falar o que pensava… E essa F1 pasteurizada, cheia de mauricinhos, malas, acessores, politicamente corretos.. Dificilmente terá outro piloto igual !!!!

    Abraços,

  26. E hoje a efeméride musical é para outro que acabou com a brincadeira cedo demais !!!!
    Afinal seria aniversário de Layne Staley, ex-vocalista do Alice in Chains, banda mitólogica do movimento Grunge… Mas Layne deixou-se seduzir pelos encantos da “Ina”…

  27. Eduardo Casola Filho

    Melhores momentos de 2011 by Codemasters!

    • pqp, q graficos.

      Eu ja’ achei o F1 2010 muito bom no quesito graficos…o problema sao as pistas. Essas pistas de hoje em dia sao horrorosas, tirando Monza e Spa.

      • Acrescente ai,Interlagos e Suzuka,que junto com esses 2 outro circuitos,formam o Hall dos Últimos dos Moicanos.Saudades de Hockenheim,Paul Ricard,Imola,Monte Fuji e seu traçado dos anos 70,Red Bull Ring em seus tempos de Österreichring,entre outros.
        Imola graças as viúvas virou curral.
        Hockenheim e Monte Fuji graças ao viado do Hermann Tilke virou kartodromo.
        Paul Ricard virou “mansão de verão” do Tio Bernie.
        Será que a Red Bull,não vai fazer cagada com Österreichring,e seu traçado mais moderno.

  28. Hoje é um dia cheio nas efeméries musicais… Então vamos a trabalho…

    Hoje seria aniversário the Keith Moon, the Loon (o lunático)…. Se fosse brasileiro seria o “Tonho da Lua”…
    Apesar disso foi um baterista de grande técnica, que começou a carreira em bandas de surf music e R&B, mas fez história no mítico The Who…
    Parabéns Tonho !!!!!:mrgreen:

    Hoje tem balada forte na casa dos Shiflett… Afinal é aniversário do irmão mais velho Scott Shiflett… Baixista do Face to Face banda de Punk Rock Californiano da melhor qualidade…
    Ps: Scott é irmão de Chris Shiflett, guitarrista do Foo Fighters…

    Hoje também é aniversário de Julian Casablanca, vocalista do The Strokes…. Talvez a última banda de qualidade, antes dessas enumeras bandinhas comerciais chamadas de emo rock (?), happy rock (?) e afins…

    • E não podia deixar de homenagear mais uma vez (aaahhh !!!! Porque foram muitas “homenagens” na adolescencias… :mrgreen:) a musa de 9 entre 10 adolecentes que viveram o fim dos aos 80 e começo dos anos 90…
      Parabéns Paulinha !!!!

  29. E o senninha, entra ou não????

  30. Houve 3 grandes pilotos na F1, o Schumacher que é rápido com inteligência, os números são favoráveis a ele, o Prost por ser muito estrategista e o Senna pela velocidade, este piloto mesmo usando um Toleman com motor artesanal Hart com 200 cavalos a menos chegou a liderar GP da Inglaterra 1984 levando 20 Kms/h nas retas e quase ganhou o GP de Mônaco de 84, já em 85/86/87 na Lotus foi competitivo mesmo com um carro inferior (o Piquet que pegou a Lotus com a mesma equipe técnica que o diga em 88/89) na Mclaren foi bem aquela corrida de 1989 em Adelaide na chuva ele era 5 segundos mais rápido que todo mundo, mas bateu o carro, o carro era superior em 88/89 mas tinha que enfrentar o Prost um piloto que tinha massacrado Rosberg, Mansell, etc… o Prost e o Senna eram de 0,5 a 1,0 segundo mais rápido que Rosberg/Mansell/Berger/Piquet quem duvidar faça os confrontos, comparem na mesma equipe Ferrari Berger/Mansell na Lotus Mansell/DeAngelis ou na Lotus Nakajima/Piquet e depois comparem com o Senna. Mas o Senna tinha um defeito errava muito, perdeu umas 15 corridas ganhas, por falta de inteligência, pena que ele correu só 162 GPs, senão ele ultrapassaria fácil o Prost e só perderia pro Schumy nos números.

    • Acho o Piquet inteligente sempre teve bons projetistas da F1 como o Gordon Muray, eles na Brabham escolhiam a dedo os segundo pitotos como Hector Rabaque, Teo Fabi, Conrado Fabi, Manfred, Zunini e único mais ou menos é o Ricardo Patrese, com isto ele conseguiu ter um piloto que não tirasse pontos dele, coisa que os Renault e Ferrari se auto-destruiam, na Beneton ele fez a mesma coisa um bom projetista o Barnard, outro projetista bom era o da Williams o Patrick Head ele copiava dos outros mas era bom, bastou pegar projetistas ruins como os da Lotus Ducarouge e Frank Dernie aí foi fiasco, o Schumacher também fez isto quando viu que o Rory Byrne formando uma dupla imbatível, quando o Rory saiu da Ferrari em 2006 começou a decadência da Ferrari, existe um outro gênio chamado Andrian Newey, hoje na F1, já o Senna errou nos projetistas tudo fraquinho, excessão 1984 Toleman era o Byrne, mas era a primeira temporada do Byrne na F1 e a equipe só tinha 30 pessoas, motor de fundo de quintal, mas lá já se via que a aerodinâmica dos Toleman era superior, em 94 Senna pegou o Adrian Newey na Williams só por 3 corridas quando morreu, a Mclaren tinha o Neil Oatley, é verdade que os Mclaren de 88 e 89 eram bons, mas porque o motor Honda era melhor era um motor feito exclusivo pro regulamento de 88 com 2,5 bar de pressão, a Ferrari quis economizar e adaptou o antigo motor e tinha 30 cvs a menos que o Honda e 89 o aspirado da Honda começou melhor, além de Senna e Prost eram bem superiores aos outros pilotos, quando a Ferrari e a Renault encostaram em potência nos Honda, a Mclaren começou a ter dificuldades, a Mclaren teve que contratar o Adrian reagindo e depois foi pra Red Bull e por isto que a Ferrari tá trazendo de volta o Rory em 2012, os resultados só começaram em 2013 porque é único capaz de enfrentar o Adrian. Resumo quem ganha na F1 são as estruturas da equipe e os projetistas, Motores e pilotos não são tão fundamentais, excessão pistas molhadas ou muito travadas onde alguns pilotos crescem.

      • Santana, se vc esta’ sugerindo que esses pilotos de sucesso sempre “escolheram” seus parceiros, nao e’ bem assim. Se um genio da velocidade estivesse disponivel na epoca do Piquet, por exemplo, a Williams o teria pego rapidin…

        O que acontece e’ que, se o cara e’ um excelente piloto (comprovadamente, pq a F1 nao tem paciencia para desenvolver ninguem sem grana) as equipes o pegam. Fica dificil para uma equipe que ja’ tem um grande piloto pegar um outro muito bom pq o orcamento e’ limitado (se o cara e’ bom, vai querer ganhar bem) dai’ vemos equipes com 1 bom piloto e o outro mais ou menos.

        Abs

        • O Piquet é muito contestado como piloto no exterior, ele nunca fica entre os 10 melhores pilotos de todos os tempo. Pode pegar enquetes, feitas por especialistas italianos, ingleses, japoneses, alemães etc…mas no Brasil isto não acontece, o Piquet é muito respeitado, tá no nível do Senna. Acho que os dois foram ótimos pilotos.

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