Sobre moratórias e pole positions


por Leonardo

Para nós, que vivemos na república das bananas, praticar o automobilismo é uma oportunidade para poucos. Uma temporada na formula 3 inglesa, por exemplo, exige o desembolso de cifra próxima a um milhão de reais. Para se ter o privilégio de disputar uma categoria do porte da GP2, são necessários sacar algo em torno de dois milhões de reais. Talvez os meus dados estejam um pouco equivocados, talvez seja um pouco mais, talvez seja um pouco menos, mas, enfim, é muito, muitodinheiro.
Sim, muito dinheiro… para nossos padrões.
“Nós, que vivemos na república das bananas” (thanx, primeiro parágrafo), de forma geral, não temos um “milhãozinho” para investir no luxo de nos entregarmos ou entregar nossos filhos uma carreira automobilística. Ser piloto profissional é algo que não está no cardápio dos brasileiros.

Com EUA e UE sem grana, talvez os próximos candidatos brazucas à F1 tenham chance de evitar de sentar nas 'Andrea Moda' da vida...

E por que isso? Porque vivemos em um país de poucas oportunidades. Nenhum empregado da iniciativa privada conquista uma remuneração capaz de bancar esse sonho. Abrir o próprio negócio, muitas vezes, é o primeiro passo de um pesadelo. Quando a empresa resiste à turbulência inicial, fica-se feliz por ter conquistado alguma estabilidade.
Eu tinha um amigo, cujo pai era dono de uma empresa de porte, digamos, “bacana”. Foi-me confidenciado, por esse amigo, que “sonegar impostos é questão de sobrevivência”. Segundo ele, o que a se gasta para se manter uma empresa é mais do que você fatura, por conta, em especial, da imensa carga tributária do país e do poder “mediano” de compra do brasileiro.
Mas, e no caso dos ianques? E no caso dos habitantes do velho mundo? Praticar automobilismo é um luxo?
Bom, até os dias de hoje, não. Tanto na terra do Tio Sam, como na dos nossos colonizadores, a oportunidade sempre foi abundante. Não é necessário muito esforço para se ter acesso às chances que são sonegadas à milhares de brasileiros e outros habitantes espalhados pelo globo.
Não por acaso o grid sempre foi dominado por pilotos de “sangue azul”. Fitipaldi, Piquet e Senna foram grandes exceções – tanto que, depois do falecimento deste último, o eventualíssimo domínio tupiniquim no esporte das elites, fruto de uma sorte e não de uma estrutura social bem feita, foi-se embora de uma vez por todas – mesmo porque, a sorte é fugaz, em pouco tempo, ela acaba.
Então, cabe a pergunta: quem seria Raikkonen, Alonso ou Vettel se não estivessem tão próximo das oportunidades, se tivessem nascidos em países menos afortunados?

A Velha Europa e o Tio Sam andam depressivos...

Bom, eles dificilmente seriam pessoas notáveis. Não teriam oportunidade para desenvolverem seus talentos tão especiais. Seriam, nas palavras de Antoine de Saint-Exupéry, “Mozarts Assassinados”, conforme descrito no livro Terra dos Homens, cujo trecho eu colaciono a seguir:
Há alguns anos, durante uma longa viagem de estrada de ferro, resolvi visitar aquela pátria em marcha em que ficaria por três dias, prisioneiro, durante os três dias, daquele ruído de seixos rolados pelo mar. Levantei-me. Pela uma hora da madrugada corri os carros, de ponta a ponta. Os dormitórios estavam vazios. Os carros de primeira classe estavam vazios.
Mas os carros de terceira estavam cheios de centenas de operários poloneses despedidos na França, que voltavam para a sua Polônia. Caminhei pelo centro do carro levantando as pernas para não tocar nos corpos adormecidos. Parei para olhar. De pé, sob a lâmpada do carro, contemplei naquele vagão sem divisões que parecia um quarto, que cheirava a caserna e a delegacia, toda uma população confusa, sacudida pelos movimentos do trem. Toda uma população mergulhada em sonhos tristes, que regressava para a sua miséria. Grandes cabeças raspadas rolavam no encosto dos bancos. Homens, mulheres, crianças, todos se viravam da direita para a esquerda, como atacados por todos aqueles ruídos, por todas aquelas sacudidelas que ameaçavam seu sono, seu esquecimento. Não achavam ali a hospitalidade de um bom sono.
E assim eles me pareciam ter perdido um pouco a qualidade humana, sacudidos de um extremo a outro da Europa pelas necessidades econômicas, arrancados à casinha do Norte, ao minúsculo jardim, aos três vasos de gerânio que notei outrora nas janelas dos mineiros poloneses. Nos grandes fardos mal arrumados, mal amarrados, eles haviam juntado apenas seus utensílios de cozinha, suas roupas de cama e cortinas. Mas tudo o que haviam acariciado e amado, tudo a que se haviam afeiçoado em quatro ou cinco anos de vida na França, o gato, o cachorro, os gerânios, tudo tiveram de sacrificar, levando apenas aquelas baterias de cozinha.
Uma criança chupava o seio de sua mãe que de tão cansada parecia dormir. A vida transmitia-se assim no absurdo e na desordem daquela viagem. Olhei o pai. Um crânio pesado e nu como uma pedra. Um corpo dobrado no desconforto do sono, preso nas suas vestimentas de trabalho, um rosto escavado com buracos de sombra e saliências de ossos. Aquele homem parecia um monte de barro. Era como um desses embrulhos sem forma que se deixam ficar à noite nos buracos das feiras. E eu pensei: o problema não reside nessa miséria, nem nessa sujeira, nem nessa fealdade. Mas esse homem e essa mulher sem dúvida se conheceram um dia, e o homem sorriu para a mulher; levou-lhe, sem dúvida, algumas flores depois do trabalho. Tímido e sem jeito, ele temia ser desprezado. Mas a mulher, por fagueirice natural, a mulher, certa de sua graça, talvez se divertisse em inquietá-lo. E ela, que hoje é apenas uma máquina de cavar ou de martelar, sentia assim no coração uma deliciosa angústia. O mistério está nisso: eles se terem tornado esses montes de barro. Por que terrível molde terão passado, por que estranha máquina de entortar homens? Um animal ao envelhecer conserva a sua graça. Porque essa bela argila humana se estraga assim?
E continuo minha viagem entre uma população de sono turvo e inquieto. Flutua no ar um barulho vago feito de roncos roucos, de queixas obscuras, do raspar das botinas dos que se viram de um lado para outro. E sempre, em surdina, o infatigável acompanhamento dos seixos rolados pelo mar.
Sento-me diante de um casal. Entre o homem e a mulher a criança, bem ou mal, havia se alojado, e dormia. Volta-se, porém, no sono, e seu rosto me aparece sob a luz da lâmpada. Ah, que lindo rosto! Havia nascido daquele casal uma espécie de fruto dourado. Daqueles pesados animais havia nascido um prodígio de graça e encanto. Inclinei-me sobre a testa lisa, a pequena boca ingênua. E disse comigo mesmo: eis a face de um músico, eis Mozart criança, eis uma bela promessa de vida. Não são diferentes dele os belos príncipes das lendas. Protegido, educado, cultivado, que não seria ele? Quando, por mutação, nasce nos jardins uma rosa nova, os jardineiros se alvoroçam. A rosa é isolada, é cultivada, é favorecida. Mas não há jardineiros para os homens. Mozart criança irá para a estranha máquina de entortar homens. Mozart fará suas alegrias mais altas da música podre na sujeira dos cafés-concertos. Mozart está condenado.

Barack viu o tamanho da conta...

Enfim, seriam pessoas como nós. Sim, como nós. Pessoas comuns e que perderam a oportunidade de desenvolver algum talento especial. Não tenham dúvida de que podem haver vários “mozarts assassinados” em nosso meio, pessoas que seriam capazes de desenvolver trabalhos conhecidos, seja no automobilismo, seja em qualquer outra área; isso, claro, se tivessem tido as oportunidades corretas.
E porque diabos eu estou falando sobre isso tudo? Porque podemos ser testemunhas de uma grande mudança no planeta. Desde 2009, os Estados Unidos e a Europa estão afundando em uma crise que parece não ter fim. Primeiro, a bolha inflacionária estourou o bolso do Tio Sam; rapidamente, todo o ocidente europeu passou a apresentar índices econômicos típicos de uma grande recessão. E isso foi só o início.
Primeiro, a Grécia declarou moratória. Depois, Portugal. Depois, a Itália passou a dar sinais que enveredaria pelo mesmo caminho. E agora Obama corre contra o tempo, para tentar costurar um difícil acordo político nos próximos quatro dias e evitar que os Estados Unidos entrem em débito com seus credores.
Pode ser que ele consiga fechar o acordo, pode ser que não, mas o fato é que a economia dos Estados Unidos está próxima do colapso. Vejam que o acordo não diz respeito a pagamento algum. O que se busca é, apenas, maximizar o teto de endividamento do país. Significa, na prática, pegar mais empréstimo para pagar dívidas antigas, alimentar a “bola de neve” em uma dimensão que, até pouco tempo atrás, era inaceitável, mas que, agora, revela-se como única saída plausível para evitar o calote.
Não tenham dúvida: essa é a maior crise da história, muito maior que aquela de 29. Na de 29, a economia tropeçou e quebrou o joelho. Fratura externa, foi necessário repouso e tempo para ela se recuperar. Agora não. A economia mundial está com um câncer. É um problema endêmico, estrutural. Será necessário um tratamento muito bem feito e muita luta para se ter alguma chance de cura.
Até lá, é provável que testemunhemos e emprobrecimento das nações ricas. A “brasilficação” da Europa. A “bananização” das Repúblicas das BMW´s. Grécia, Portugal e Itália. E depois? Talvez Espanha, talvez Inglaterra, talvez França. Talvez todo o resto.

A China vem chegando...

O fato é que o capital está evaporando. A especulação está deixando de se tornar fonte de riqueza e se tornando o ponto inicial de um problema econômico catastrófico. Se as coisas continuarem assim, as oportunidades, ainda abundantes, vão se tornar cada vez mais escassas, até atingirem um nível ainda desconhecido. As economias vão retrair e as sociedades retroagirão. E assim os próximos Raikkonen, os próximos Alonsos, os próximos Prosts podem se tornar Mozarts Assassinados, assim como nossos próximos Piquet e nossos próximos Senna o foram.

Publicado em agosto 2, 2011, em Atualidade, Automobilismo, F1, Reflexão e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 48 Comentários.

  1. A China tb vai implodir financeiramente e tb em suas várias etnias. Vai virar uma colcha de retalhos. Escreve. Sou Profeta do óbvio.
    Só para incomofar, vai uma perguntinha: o mundo precisa de F1, GP2, mundial de rali, de endurance, Le Mans, Copa do mundo, NBA, boxe internacional, e outras invenções humanas para “roubar” de mts e concentrar o dinheiro nas mãos de poucos? Será que um mundo lúcido precisa de um Tuatara com seus absurdos 1383 HP’s???
    Amigo, somos uma vergonha global, mas enquanto não faltar água doce na minha torneira e alimento na minha mesa eu não aprendo. E eu sou fruto do meio, do egoísmo, da egolatria. É duro cair a ficha. A minha já desceu mas me sinto impotente…Haverá solução???

  2. Eduardo Casola Filho

    O mundo financeiro vive à beira de um colapso. O automobilismo vai padecer por conta da bolha que está se formando. Só uma saída zeitgeisteana para talvez a s coisas voltarem a ser equiparadas.

    Mas vai ser uma pena ver pilotos bons ficando longe do seu sonho, por causa do vil metal.

  3. Leonardo,

    Inicialmente gostaria de lhe parabenizar pela coragem de escrever um texto como esses. Não é todo mundo que tem coragem de “por a cara à tapa” como você fez.

    Sem querer ser dono da verdade, apenas expressando uma opinião que procurarei embasar da melhor forma possível, discordo de grande parte das coisas que você falou. Tentarei enumerá-las para não perder o foco:

    1 – Quantos brasileiros já passaram pela F1? Aliás, quantos alemães, espanhóis, ingleses? Dificilmente, por país, esses números sequer chegarão a uma cifra de 3 números em todos esses anos de campeonato mundial. Portanto, não é exclusividade nossa não termos bons pilotos. Se oportunidade, planejamento e riqueza fossem sinônimos de êxito na F1, o Japão deveria ser o maior produtor de pilotos talentosos do mundo. Talento não se compra com dinheiro. As pessoas nascem com talento e, quando descobertas, chegam longe. Posso citar uns 10 ou mais pilotos brasileiros que chegaram na F1 e não fizeram porra nenhuma. E não foi por falta de dinheiro ou patrocínio. E, para mim, não é nenhuma vergonha não termos um novo Ayrton Senna, Nelson Piquet ou Emerson Fittipaldi. Essas coisas são cíclicas. Pode ter certeza que o Brasil vivia um momento muito menos favorável quando esses pilotos foram campeões.

    2 – Usar a expressão “República das Bananas” para se referir ao Brasil é um tanto quanto deselegante, além de ser equivocado porque originalmente esse termo foi aplicado para países politicamente instáveis e submisso a um país rico, o que não é nosso caso. Muito pelo contrário. O Brasil hoje é uma liderança continental, estável política e economicamente. É certo que ainda tem muitos pontos a serem melhorados, mas hoje, somos referência em economia e nos programas de erradicação da pobreza, que alguns por aqui criticam veementemente, mas que em publicações científicas no exterior são exaltadas.

    3 – Felizmente não vivemos em um país de poucas oportunidades. Um bom exemplo disso é a escassez de empregadas domésticas, que estão deixando esse tipo de trabalho para serem pequenas empreendedoras. E, para não ser injusto, isso vem desde o Governo Itamar Franco, passando por FHC, Lula e Dilma. Temos deficiência de mão de obra nas áreas de tecnologia e isso, de fato, é reflexo do histórico baixo investimento em educação, que já foi muito pior. Sobre empresas, posso falar com alguma propriedade. Fui micro empresário. Pagávamos o simples, que equivalia a 6% da nossa receita. O negócio não prosperou por erro de avaliação meu e dos meus sócios. E um erro básico: abrimos uma empresa sem capital de giro. Muita gente abre um negócio sem sequer pesquisar se aquilo tem potencial ou não. Abrem assumindo o risco. Sequer buscam auxílio de organismos como o Sebrae, que oferecem diversos cursos aos micro e pequenos empresários. É certo que nossa carga tributária é um fator limitante, mas grande parte do fracasso de micro e pequenos empresários é a capacitação que eles mesmos não buscam na hora de abrir um negócio. A falta de planejamento leva ao fracasso.

    4 – EUA e Europa como lugares com oportunidades abundantes é um dos grandes engôdos do capitalismo. Assim como o liberalismo mostrou sua face em 1929, o Neo-Liberalismo segue mostrando. E não é desde 2009 como você citou. Vem de muito antes. Já no final da década de 1990 alguns economistas já previam o estouro da bolha especulativa, ou seja, há mais de 20 anos atrás. Viver de endividamento como vivem os Estados Unidos e boa parte da Europa tem vida curta, e o resultado está aí! Voltando a um ponto já discutido: quantos pilotos “Estadunidenses” tiveram êxito na F1 após Mario Andretti? Não é lá o país das oportunidades?

    5 – Vettel eu não sei, mas Alonso começou a correr com um Kart feito pelo pai e Raikkonen por pouco não deixou de correr por falta de grana. Esse lance de oportunidade é relativo. A Europa é berço do automobilismo. Existe muito interesse em agregar valor as marcas automotivas. O fato de o Brasil não investir em automobilismo nada tem que ver como situação econômica, mesmo porque, atualmente, o Brasil é a 7ª potência economica mundial. Porém, não temos uma marca de automóveis brasileira, e a Europa está cheia delas. Em todo caso, para não dizer que não citei ninguém, vai uma lista de pilotos cacarecos que tiveram oportunidade na F1 e, por pura falta de talento, foram ceifados ou estão na berlinda: Pizzonia, Burti, P.P Diniz, C. Fittipaldi (sangue azul, como você disse!); N. Piquet Jr. (outro blue blood), Tarso Marques, Senna II, Bernoldi, e isso só de uma geração recente. Que dizer: será mesmo que não há oportunidades para brasileiros nesse esporte?

    6 – Se a Europa estivesse hoje “brasilficando”, pode ter certeza que estariam todos felizes.

    Esse seria uma longa, científica e filosofal discussão. Infelizmente o ambiente virtual não é o mais propício para isso. Poderiamos alongar o papo, mas daí ficaria chato!🙂

    Seguramente virão outras opiniões bacanas e que enriquecerão o debate.

    Só para finalizar: F1 não é essencial a nenhum país; Potencial econômico não é sinônimo de talento, em se tratando de F1 (Japão, EUA, Suiça, Suécia, Koréia do Sul, Canadá, entre outros, estão aí para comprovar isso!); A taxa de desemprego no Brasil foi igual a da Alemanha em 2010, isso é sinônimo de oportunidades.

    Um abraço.

    • 1) Certamente o mundo capitalista precisa do colapso, para se por os pés no chão e entender a fome e a pobreza dos nossos irmão famélicos.
      2) Certamente o mundo “humano” não precisa de NENHUM esporte profissional, com sua cifras astronômicas.
      Lazer sim, mas aí um par de tênis resolve e vamo que vamo na São Silvestre (sem os cachês das estrelas), ou um caniço, por que não?
      É o que penso, smj.

  4. Torcedor, primeiramente, parabéns pela forma como vc divergiu do meu ponto de vista de forma “elegante” e trouxe pontos interessantes sobre o tema.
    Concordo com boa parte do que vc falou e acredito, inclusive, que, apesar de haver uma aparente divergência entre os nossos pontos de vista, concordamos em vários aspectos.
    Como vc mesmo falou, “esse seria uma longa, científica e filosofal discussão. Infelizmente o ambiente virtual não é o mais propício para isso”, por isso, não vou me aprofundar muito. Quero apenas fazer alguns registros para melhor esclarecer as minhas idéias:
    1- Apesar da questão interessante que vc falou inicialmente, ainda acredito que o quantitativo exagerado de pilotos brasileiros que chegaram à F1 nos anos anteriores se deu, em parte, ao acaso e à boa performace dos brazucas que estiveram na categoria (que empolgou a garotada de sangue azul a partir para o automobilismo). Note que, enquanto a alemanha tem “fabricado” bons pilotos desde o início da decada de 80 e a inglaterra, desde o início da f1, o Brasil parece ter vivido um “boom-do-acaso” que chegou ao fim, tanto que não temos expectativa de novos pilotos de ponta na categoria, assim como outros países latino americanos (argentina, venezuela, colombia) não o tem (sem querer comparar o Brasil com nossos vizinhos!). Por outro lado, determinados países, como Italia e Japão, curiosamente parecem não ter capacidade para fazer um piloto de f1 campeão, apesar de toda a estrutura que têm – coisa que eu realmente não entendo. Já os Estados Unidos, culturalmente, fabricam pilotos para a Indy e a Nascar.
    2- Na minha cabeça, eu utilizei como “ponto de partida” a situação mundial de quinze, dez anos atrás, antes dos níveis de desemprego e índices econômicos das principais economias mundiais piorarem considravelmente, tentando fazer uma leitura dos acontecimentos até os dias atuais. A expressão “República das bananas” (para o Brasil), assim como “República das BMW´s” (Para a Alemanha) foi apenas para dar um tom irônico ao texto. Salvo engano, o Brasil foi o país que apresentou o terceiro maior crescimento economico do mundo em 2010 e isso é um fato relevante, tenho ciência disso.Registro que nunca fui à Europa ou aos Estados Unidos, mas todas as pessoas que por lá estiveram na década retrasada e com quem pude conversar após a experiência em questão me narraram um lugar mais tranquilo para se viver e, sobretudo, mais fácil de se ganhar dinheiro (abro parenteses para registrar que conheço uma pesosa que voltou de Portugal para trabalhar no Brasil como garçonete e está bem melhor aqui, o que demonstra, de forma bem clara, que as coisas já mudaram bastante).
    3- No Brasil, a classe média, até pouco tempo atrás, era uma exceção bem pequena (sabemos que, hj, ela está dilatando). Imagine, pois, na década de 90, um trabalhador médio, com salário equivalente a atuais 8 mil reais, montando um kart para o filho correr. Eu realmente não acredito que o garoto fosse capaz de ter um futuro no automobilismo, pois dificilmente teria patrocinio e PAItrocinio para seguir na empreitada. Por outro lado, acredito que um trabalhador “médio” europeu tenha tido, ao menos, alguma chance de dar ao filho uma oportunidade no automobilismo até o final da década passada.Veja o caso do Alonso , que começou a correr com um kart que o próprio pai montou, na década de 90. Eu não consigo vislumbrar a hipotese de um pai sem grana, montando um kart para um filho correr aqui no Brasil na década passada, e, em seguida, ver o garoto chegar à F1. Daí porque eu mencionei que os países ricos (ou que eram ricos) apresentavam muito mais oportunidades para as pessoas até certo tempo atrás (utilizando, claro, o automobilismo como exemplo).
    4- Os índices europeus acusam recessão economica, ao passo que os índices brasileiros indicam crescimento da economia. Querendo ou não, há uma “rota de encontro” entre o Brasil e as nações classicamente ricas, que não sabemos onde vai acabar – não sabemos até onde um vai crescer e o outro vai retroceder.
    Bom, eu disse que não ia me aprofundar demais e acabei escrevendo muito. Não é facil falar sobre esse assunto, ele é denso e comporta uma série de variantes pelas quais o debate pode enveredar. Fiquei feliz com o seu texto, pela proposta que ele trouxe, e acho que, no final das contas, nossos pontos de vista não são totalmente antagonicos.
    A única dúvida que me vem à cabeça é: cadê o Bidart? Esse post “bidartiano” é quase uma homenagem à ele, pensei que o sulista ia deitar e rolar com esse texto aqui.

  5. Acho que depois de nossas respostas, as postagens pararam por aqui! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

  6. Eduardo Casola Filho

    Só falta agora um diálogo do Caetano com o Gil!:mrgreen:

  7. Ok… E mesmo com esse monte de dificuldade, quem quer ser piloto faz o quê? Senta e chora? Aposta na Mega-Sena? Puts… desanimo só de pensar.

    O Brasil cresce tanto às NOSSAS custas. Nenhum cidadão paga mais impostos que nós, é só olhar o impostômetro. E enquanto isso, o investimento na educação só diminui. Enquanto a economia cresce, a população fica mais burra e mais incapacitada para o trabalho. Hoje faltam funcionários de tecnologia, mas é óbvio! Não temos professores suficientes, não temos salas de aula suficientes, não temos faculdades (de verdade) suficientes. As notas de corte das faculdades estão caindo ao mesmo tempo que a relação de candidatos/vaga aumenta. Conheço muita gente formada que ganha menos que 1500 reais por mês, mesmo que morem na cidade com o maior custo de vida do país. Mesmo as faculdades não estão sendo capazes de preparar os alunos pro mercado de trabalho, e quase todos chegam nas empresas sem saberem o essencial.

    E essa situação está piorando… Imaginem que os formandos despreparados de hoje podem ser os nossos médicos, engenheiros, arquitetos, professores (e etc.) do futuro.

    Sorry about the big text.

  8. Putz !!!!
    Post interessante… Hoje estou cansadaço até para pensar, mas nem podia deixar de dar meu pitáco !!!
    Concordo em muitas coisas que o Leonardo escreveu e discordo de quase tudo na resposta do Torcedor, consequentemente !!! (tks Bighouse)

    1. O automobilismo de base no Brasil e caro, não da retorno a patrocinadores e é mau planejado pela péssima CBA…
    Sou da opinião que da quantidade se tira qualidade… Como os EUA fazem com todos os esportes, que são praticados em massa em escolas e universidades !!!

    2. O Brasil é referência em política economica… Referência para quem ???
    Politica de juros exorbitantes que só serve para sufocar a industria, nacional, população , aumentar a dívida pública e atrair capital expeculativo…
    Esse papo que as politicas socias são exaltadas é papo furado de jornalista chapa branca… Tenho vários amigos que moram fora e isso nem é falado na gringolândia…

    3. Histórico ???? O nível da educação vem caindo nos últimos 30 anos… Culpa de governos militares que decidiram formar exercitos de ignorantes manipuláveis… Que foi seguido por politicos de direito, esquerda e centro que os seguiram…

    4. Os EUA é um país de oportunidades… A maioria da população tem chance de atingir um padrão classe media, na Europa a maioria dos paises cobram altos impostos mas dão retorno ap população, como educação, saúde, transporte….
    E aqui o que ganhamos ???? Bem… Deixa pra lá !!!!
    Atualmente o Brasil é o segundo pais que mais gasta com juros da dívida, ficando só atras da Grécia… Isso porque o Molusquento disse que já não tinhamos mais dívida externa… Isso sim foi im engôdo eleitoreiro !!!!
    http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/06/17/brasil-e-o-segundo-pais-do-mundo-que-mais-gasta-com-juros/

    5. As ultimas montadoras nacionais acabaram na decada de 50 e o automobilismo nacional continuou forte nas decadas de 60, 70 e 80… Com divisões de bases, varias categorias de formula, turismo, protótipos e carreteiras e com, detalhe, autodromos lotados… O problema é de gestão !!!!
    O Volei brasileiro é um exemplo, talvez o único, de gestão esporiva com sucesso… Os demais esportes vivem do aparecimento de ídolos esporádicos…
    Isso só mudará com a massificação do esporte em escolas… Da quantidade se tira qualidade… Pura estatística !!!!

    6. Amigo, você já esteve na Europa ????
    Penso que só chegaremos naquele nível de civilidade daqui uns 100 anos…
    Num texto do Bidart eu já disse isso… Penso que, o mundo só tem a perder em trocar a liderença mundial dos EUA, Alemanha, Inglaterra e Japão pelos países dos Bric… Brasil e Rússia são berços da corrupção e crime organizado… China é o paraiso do dumping e da pirataria, com conivência do governo… E a India vive em pleno seculo XXI num sistemas odioso de castas…

    Abraços,

  9. Telo,

    1 – Concordo plenamente!

    2 – http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/25/el-pais-clarin-the-new-york-times-destacam-continuidade-da-equipe-economica-de-lula-no-governo-dilma-923104885.asp – Notícia do Jornal O Globo, ferrenho crítico do PT. Se isso não é repercussão internacional positiva, não sei o que é!

    Sobre a repercussão das políticas sociais, a falta de conhecimento por seus amigos provavelmente se deve ao total desinteresse deles pelo tema. Basta uma rápida pesquisa no google, em inglês ou espanhol, como preferir, para você ter acesso a um sem número de notícias e artigos científicos sobre o tema.

    3 – Sobre o crescimento de índices de educação no Brasil.
    http://www.ifpa.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1044%3Aeducacao-no-brasil-tem-indices-de-aumento&catid=89%3Anoticias&Itemid=164&lang=pt

    http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/escola/dados.html

    Como disse em minha resposta, já foi pior!

    4 – Classe média fake. Viver endividado com cartão de crédito não é ter oportunidade.

    http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/divida-com-cartao-de-credito-nos-eua-e-a-maior-desde-2008

    5 – Nem concordo, nem discordo!

    6 – Companheiro, respondendo a sua pergunta, morei 3 anos na Europa. A civilidade que você tanto prega naquele continente contrasta com o tratamento xenofóbico dado aos estrangeiros, principalmente os não cristãos. A corrupção, que você afirma ser o Brasil o berço, contrasta com governos como o de Bush (nos EUA) e José María Aznar, Tony Blair e Silvio Berlusconi (na Europa), por exemplo.

    Vou deixar o link de um filminho interessante, que relata mais ou menos o que está acontecendo na “civilizada e avançada” Europa. Espero que o amigo entenda espanhol.

    http://colunistas.yahoo.net/posts/12608.html

    Infelizmente me falta tempo para dar o devido embasamento aos meus argumentos, mas creio que o que colacionei já ajuda a fortalecer o que eu disse.🙂

  10. 1. Ok !!!

    2. Foi o que eu disse !!!
    As agências internacionais so repercutem as notícias do jornalistas chapa branca daqui… Todos nos sabemos bem como e o que são essas políticas sociais do PT…
    As organizações Globo deixaram de criticar o PT depois que o BNDES deu um aporte de quase 0,51 bi na Globo Cabo lá em 2004…

    3. Não consigo ver melhora nenhuma no ensino brasileiro, muito pelo contrário…
    Alunos do ensino básico são considerados alfabetizados… Mas na verdade são analfabeos funcionais, pois nem conseguem compreender um texto… Esses enen´s, provões, etc são falácias…
    Assim como bolsa família e SUS são puro marketing eleitoral… A realidade é muito pior… A verdade esta lá fora… (tks X files)

    4. A classe média americana é fake ????
    E aqui no Brasil é temos o que ??? As classes B, C, D e E fake ???
    http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/07/107121-mais+brasileiros+se+endividam+com+valores+menores.html

    5.

    6. Estive na Europa algumas vezes, mas nunca morei lá… Então nem posso falr de xenofobia de forma particular, pois todas as vezes fui muito bem tratado e vi coisas que dúvido que aconteçam por aqui…
    Pessoas respeitando filas em Londres… Estações de trem sem catraca e sem fiscalização em Paris, vagões do silêncio no metro de Copenhagem, motoristas respeitando faixas e semafaros em Roma… É dessa civilidade que duvido que atingirimos um dia…
    A corrupção existe em qualquer lugar em que existam dinheiro, políticos, etc… Mas a diferença é que lá ricos e políticos são presos e julgados… Aqui nada acontece !!!
    A Olimpiada de Londres é ano que vem… E ja esta tudo pronto e com superavit… Tanto que a Autoridade Olipica vai devolver o dinheiro que sobrou… Aqui nem preciso dizer o que vai acontecer com Olimpiada e Copa !!!
    Preconceito por preconceito vivemos situações desse tipo todos os dias aqui no Brasil… E penso que é bem pior porque é um preconceito hipócrita… Todos fingem que ele não existe !!!

    • Senna Simply The Best

      Grande Telo,

      Concordo com tudo que você falou,estamos vivendo em uma propaganda enganosa! Acho que este nosso crescimento é em função de nossos recursos naturais que atraem investimentos estrangeiros e não por méritos da nação.Agora falando em desenvolvimento humano, aqui está um lixo, um trânsito assassino, a maioria dos motoristas não respeitam nada e nem a própria vida. Por exemplo, moro em uma cidade de Minas com uma população de 130 mil habs.e só neste ano foram mortas 20 pessoas no trânsito urbano. E sem falar na violência e roubos!E com relação ao ensino,piorou muito. Estes dias perguntei a um recém formado em engenharia mecânica de uma faculdade particular, sobre a dilatação anômola da água e nunca ouviu falar disto, coisa que agente aprendia na 8º séria antigamente!!!!

  11. Salve Galera!!!

    Olhando o texto do Leonardo e os comentarios, vejo que as coisas vão ser sempre assim, quando era o Comunismo que brigava com o Capitalismo, existiam as pessoas que preferiam o primeiro e outras o segundo, hoje acontece a mesma coisa, uns ainda gostam como as coisas estão, e outros estão sofrendo com o colapso do Capitalismo, mas acho que nunca vai existir o sistema perfeito pois isso não é o sistema e sim as pessoas… Enquanto as pessoas não mudarem seus comportamentos, nada vai mudar!!!
    Morei no Japão e trabalhei que nem um louco pra ver se ficava rico ou pelo menos conseguia melhorar de vida, no fim hoje aqui no Brasil eu trabalho menos, consigo me divertir, vivo com minha familia e claro ganho bem menos do que ganhava lá, mas mesmo juntando o dinheiro que juntei continuo pobre, lá no Japão eu viva bem, mas aqui no Brasil também vivo bem, logico que existem os aspectos da violência, da educação e outras coisas, mas será que o resto do mundo vai continuar assim??? Com pessoas bem educadas e coisa e tal, sem violência quando começar a faltar comida, faltar dinheiro para o “ter” ou faltar emprego??? Será que não haverão assassinatos por comida, não haverão arrastões aos bancos, supermercados, lojas??? Isso tudo pode acontecer em qualquer lugar, no Brasil acontece por muitos motivos, mas nos outros paises isso tambem pode acontecer por nossos motivos ou ate outros… E do jeito que andam as coisas nos EUA e na Europa, a violencia pode se tornar algo comum por aquelas bandas… Afinal eles tambem sao pessoas como nos!!!

  12. Pensei em apresentar uma pesquisa sobre como a China está engolindo mais da metade do planeta de forma estratégica e focando no calcanhar de Aquiles das grandes potências (descobri que esse Aquiles do calcanhar é tataravô do ponta esquerda do Bangu de 76): energia. Porém, essa seria uma dissertação complexa demais para misturar com a excelente proposta de debate do autor do post. Quem sabe num outro artigo.
    Também não vou entrar no mérito das qualidades do Brasil atual pois minha opinião sobre esta nação complexa – sempre crua sob o olhar primeiro-mundista, sobretudo pelas ‘cataratas’ desses olhos e olhares antigos – se forma a cada dia, bem mais pelo acúmulo de pontos favoráveis que pelos problemas históricos, entre eles a corrupção que, hoje, é responsável pela evasão de grande parte dos recursos arrecadados com os impostos pagos pelos cidadãos (ver o ‘setor’ do blog que ficou às moscas, o fracassado ‘Papo-cabeça’:mrgreen: )
    Especificamente sobre o acesso de pilotos brasileiros à F1 com alguma possibilidade de sucesso, concordo que dinheiro não compra talento, embora ache que a Fórmula Ecclestone é uma excessão dentro do mundo dos esportes e mais especificamente do esporte à motor. Contudo, a questão não é bem essa. Aliás, há muitas pontas soltas no roteiro desse filme que com o passar das décadas se transformou em novela, porém, em resumo, a verdade é que a evolução tecnológica mudou a cara dessa antiga brincadeira de garagem transformando um hobby num negócio bilionário. O futebol também se transformou em negócio de bilhões, mas para praticá-lo se necessita apenas de um uniforme e uma bola, que custam alguns reais, e não de toda uma estrutura envolvendo profissionais de alta formação e máquinas de grande performance. Se o atleta furar a bola pode consertá-la com centavos. Se um piloto novato bate um fórmula durante um teste lá se vão milhares de euros. Claro, nesse rol há patrocínos envolvidos e é aí que a coisa vai complicando ainda mais.
    Um pequeno clube de futebol pode tirar o pé da lama se tiver estrutura mínima para trabalhar categorias de base e conseguir revelar um bom jogador por ano. Existem empresários que se dedicam exclusivamente a trabalhar em parceria com pequenos clubes, arranjando patrocínio para formar craques do futuro. Essa máquina funciona quase que perfeitamente no Uruguai, que consegue garimpar o máximo de talentos possíveis num país com apenas três milhões de habitantes. O desenvolvimento dessa rede de estruturas ‘caça-talentos’ teve um preço altíssimo e quase lhes custou a morte definitiva do seu futebol, apenas rendendo frutos no últimos cinco anos. Pode-se dizer que não existe talento futebolístico desperdiçado no Uruguai.
    Não se pode dizer o mesmo do Brasil e de um sem-fim de nações com vocação para esse esporte, como Rússia e México.
    Não obstante, o futebol é um esporte que se vale do talento humano. Mesmo que o papel dos clubes seja fundamental, sem bons jogadores e técnicos – por mais grana que se tenha a disposição – não há como se obter sucesso. Já o automobilismo moderno não funciona sem alta – e cara – tecnologia. Digo tecnologia me referindo principalmente a logística que demanda o desenvolvimento da mesma. Um craque pode se tornar o melhor jogador de uma Copa do Mundo e levar sua seleção ao título apenas tendo como base o talento puro. Onze jogadores medianos do país mais rico do planeta não podem fazer sua seleção campeã – em teoria – , no entanto, um piloto meia-boca pode se tornar campeão na F1 se tiver um carro de outro planeta, embora eu acredite que existam outras variáveis nessa equação e o que se discute aqui é o acesso e, se pensarmos profundamente, chegaremos a conclusão de que o sucesso mundial em qualquer esporte, seja à motor ou movido à sangue, é difícil, raro e dependente de fatores que muitas vezes nada tem a ver com estrutura, dinheiro ou talento.

  13. Para Leonardo,

    Bixo, obrigado por ter escrito esse post! Fazia tempo que eu não comentava com tanto gosto!

    Obrigado também a todos os que participaram da conversa, principalmente Telo.

    • Amigo,

      Não precisa agradecer… Nós todos estamos aqui pra isso !!!
      Das idéias antagônicas, das discussões e dos debates que saem as soluções…

      No final… O que sobra é a amizade de todod aqui !!!!

      Ps: Faltou o comentário do GD… :devil:

  14. Num é que me honraram com um aforismo? Chic demais, é que o meu querido Trapi ne lembrou de uma piada que se conta lá na terrinha:
    “O garoto meio abestalhado e todo “bocó” adorava doce, ficava doido com doce, de qualquer tipo, até de girimum. O pai fazendeirão muito severo, moda antiga, daqueles que mastigam bala, engolem a polvora e cospem o caroço, vira pra esposa e fala: “Vou na casa do cumpadi Zé mas não vou levar o Manezinho não, por causa de doce vai me passar vergonha e é uma reunião importante com muitos vizinhos”. A veia: “Golpe seu, se não levar o garoto não vai TÁ LEGAL??!” Dona da pensão falou agua parou! Mas o velho disse: “Tá bom, mas enche ai uma mesa de doce para ele se entupir antes de ir, quero passar vergonha não, eu mato esse guri!” Guri de barriga cheia lá vai o veio para a reunião junto com ele. Na casa do cumpadi, depois dos cumprimentos, vem a mulher do Zé de lá e serve uma mesa cheinha de quitutes e doces. O garoto ficou estasiado, olhando para os doces que fazia dó, com os olhos arregalados e lambendo os “beiços”. A veia: “Pega um docinho ai meu fio, come a vontade”! O Pai do moleque: “Precisa não ele não gosta de doce” AI O MANEZINHO: HUM….! NUM GOSTA….! ATÉ JÁ DI O C.. PURCAUSA DE DOCE…!!!” 😈

  15. Fora as preocupações económicas,temos também as preocupações ambientais.Pois hoje é muito comum falar de desenvolvimento sustentável,aproveitamento de fontes renováveis de energia em todos os setores da sociedade.O Telo abordou um assunto que eu já conheço á muito tempo que é a falta de qualidade da educação nesse país.Eu estou terminando o ensino médio e tentando uma vaga no curso superior,e para a surpresa de muitos sou estudante de escola pública no estado de Minas Gerais.A mais de 2 meses estou sofrendo com a greve dos servidores estaduais da educação.Os professores alegam que o governo estadual paga o piso nacional da educação através de subsídios,pois como todos tem conhecimento,os professores públicos tem vantagens inseridas no seu salário através do tempo de serviço.O governo ao invés de pagar essas vantagens gradativamente,tira elas e insere no salário dos professores dizendo que é o piso.Nos últimos dias,governo e sindicato dos servidores vem trocando acusações através de comunicados na TV.Essa reivindicação vem desde de maio do ano passado e teve nesse período além dessa paralisação atual,uma que foi de maio á Julho de 2010 pelo mesmo motivo.Lhes passo o link do site do sindicato,explicando como que o governo não cumpre a Lei Federal 11.738/08:
    http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=2107

    Aqui vai também uma nota da filial de Governador Valadares(Eu moro na capital Belo Horizonte):
    http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?
    MENU=40&LISTA=detalhe&ID=2073

    Também eu passo um comunicado oficial de esclarecimento do sindicato nesse link:
    http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=2090
    A Secretária Estadual da Educação fez ontem uma reunião com diretores de mais de 550 escolas estaduais da Região Metroplotana de BH sobre o calendário letivo e resolução de dúvidas e sugestões dos professores:
    https://www.educacao.mg.gov.br/imprensa/noticias/2211-encontro-reune-diretores-de-550-escolas-estaduais-da-regiao-metropolitana-de-belo-horizonte
    No site da Secretaria só tem essa nota sobre a greve.

  16. Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

    E a Sandy, que tá até liberando o loló?

    • Tadinho do Xororó, néam? Ninguém merece saber detalhes sobre o “Rancho Fundo” da filha, então deixem o tiozão continuar “negando as aparências, disfarçando as evidências…” 😈 :mrgreen:

    • Bem,agora sabemos de verdade o que a Maria Chiquinha foi fazer
      no mato… 😀

  17. Você gosta de banana, Catito?

  18. Só no sandy…com bastante calda marrom…

  19. É sundae, Catito, sundae…

  20. Ops…fiquei sugestionado pelo papo acima…

  21. E sundae não leva banana…

  22. E o Xororó como é que fica?

  23. Cantando com o Chitãozinho…

  24. Esse nunca me enganou…é chegado…e não na prata, mas na caturra big…

  25. Companheiros (tks molusquento),

    Achei A solução para os problemas citados por todos acima !!!
    Vamos importar essas manifestantes da Ucrânia para fazer passeatas conosco pelo Brasil… Pelo bem da nação, eu faço o sacrifício de largar tudo e viajar em caravana com o grupo pelo país…:mrgreen:

    http://economia.uol.com.br/album/110705_protesto_ucrania_album.jhtm#fotoNav=26

    http://economia.uol.com.br/album/110705_protesto_ucrania_album.jhtm#fotoNav=32

  26. E hoje é dia de efeméride musical “mega special plus”… Afinal é aniversário de James Hetfield… Guitarrista, vocal, letrista e front man de uma das bandas mais fodásticas de todos os tempos… Vamos a 3 clássicos:

  27. Eduardo Casola Filho

    O que o pessoal falou, acho que não tenho muito a acrescentar. E algumas opiniões, com a do Telo, mataram a pau!

    Mas o diálogo aqui foi muito interessante. Parabéns à todos!

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