WWF1


Pneus Pirelli.

A Fórmula 1 vive uma nova era: a era das asas móveis, dos pneus de geleinha e do kers.

Parece que a receita deu certo.

Mesmo recheada de artificialismos, bastou duas corridas para que o público, a crítica e as próprias equipes passassem a elogiar as alterações técnicas propostas para essa temporada.

Até poucos dias atrás eu era um ferrenho crítico das parafernálias criadas na busca de melhorar o espetáculo. Creio que muitos de vocês também!

Entre tapas e beijos.

Comecei, então, um exercício mental para listar esportes que encontraram na artificialidade o caminho para o sucesso. O primeiro que me veio à cabeça foi a WWF – a popular Luta Livre.

O esporte, extremamente popular nos Estados Unidos e em quase toda América hispânica, reúne, a cada evento, uma legião de fanáticos que torcem, berram, se descabelam, choram e brigam por seus ídolos. O mais interessante é: todo mundo sabe que tudo não passa de uma encenação.

Aquele ali no meio é o Hamilton?

Lembrei também do basquete, com os Harlem Globetrotters. Um espetáculo divertidíssimo! Os caras, atletas e malabaristas, fazem do esporte uma comédia, não respeitando nenhuma das regras do basquete tradicional, levando legiões de fãs pelo mundo à loucura.

Mas por quê as pessoas se emocionam mesmo sabendo que nada daquilo é real? Simples. As pessoas vão em busca da fantasia. Os espectadores buscam no esporte, no espetáculo, na encenação, uma válvula de escape. É se desligar do mundo e se divertir.

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Sigam-me os bons!

Parafraseando Chapolin Colorado, palma, palma… não estou dizendo que a F1 é encenação (apesar de que em alguns momentos tenha sido). No entanto, nosso querido esporte buscou na artificialidade a solução para um problema que há anos vinha afetando um dos seus principais fundamentos: as ultrapassagens.

Alguns (como eu mesmo um dia pensei) podem dizer que dessa forma ela perderá a sua essência. Mas aí deixo a pergunta: é melhor uma artificialidade explícita e que traga mais ação e emoção ao espetáculo ou aquele artificialismo barato de bastidores, onde A e B são penalizados ao bel prazer dos comissários para que se tenha algum equilíbrio na disputa?

Eu odeio asa móvel!

Não! Não estou me conformando com uma solução banal. Apenas mudei minha visão sobre espetáculo. F1, como qualquer esporte, é diversão. Por que continuar com uma atitude ranzinza e não aproveitar as coisas boas que as alterações trouxeram?

Brindemos, portanto, ao artificialismo. De preferência com um belo copo de TANG sabor laranja. Nada mais natural!😀

James, traga o TANG do garoto!

Publicado em abril 13, 2011, em F1. Adicione o link aos favoritos. 50 Comentários.

  1. DISCORDO! Assim com maiúsculas mesmo.

    Em 1990 ninguém precisava de artificialismo. Estamos em 2011, como podemos estar em uma situação PIOR?

    Sabemos o que fazer para as coisas funcionarem, a categoria máxima do automobilismo não pode ser artificial. Deixem isso para a Nascar ou a Indy. Aliás, nenhuma das duas citadas usam “push-to-pass” e fazem o maior sucesso.

    Que tirem os macacos velhos e coloquem alguém com o mínimo de inteligência e amor ao esporte pra comandar essa bagaça.

    • Não houve artificialismo em 1990? Tem certeza? E o sistema de descartes na pontuação? De 16 provas, só os melhores 11 resultados eram computados.
      Quer mais artificialismo que isso?

    • Não acho que isso seja artificialismo, já que o piloto que vinha atrás não tinha uma vantagem injusta em relação ao que está defendendo sua posição.

      Era só uma regra pra forçar os pilotos a brigarem por vitórias. Era igual pra todos, sem essa do que está atrás ser beneficiado.

      Quem já correu de Kart sabe que defender sua posição é tão difícil quanto ultrapassar.

      • E a asa móvel não é igual para todos? O piloto que foi ultrapassado não pode usar o mesmo artifício para recuperar a posição?

        Sobre o descarte de pontos, em 1988 Senna ganhou o campeonato com 11 pontos A MENOS que Prost. Não foi um campeonato artificial?

        Argumentos estranhos…

    • Motta,

      A Indy tem “push to pass” sim. Se não me engano, os pilotos tem 7 ou 8 push to pass por corrida, podendo usar a hora que bem entenderem, limitado claro, à essa quantidade. Quer outro artificialismo? Carros iguais (chassi, motor e pneu), pra dar mais “equilíbrio” na disputa ( e salvar uma graninha com desenvolvimento e construção também).

  2. Cara, todas as coisas artificiais mencionadas são legais, eu adorava ver o Super Catch na extinta Manchete, lembro até dos caras, o Diesel, Razor Ramon, One two three Kid, Lex Luger, Tatanka… Os Harlem Globetrotters..sensacional, puro malabarismo, e até hoje eu tomo Tang, principalmente pra curar alguma ressaca!!!:mrgreen:
    Acho que esse artificialismo da F1 não tem data para acabar pois em 2013 teremos os novos motores, efeito solo (isso é incluso como artificial???) e o Kers que também é chamado de artificial!!!
    Eu mesmo sou um critico desses artificios para a F1, mas pensando bem (guardadas proporções) não é muito diferente da eletrônica introduzida nos Williams de 1992/93, pois o cara pisava fundo e acabou, isso também não era artificial???

    Falow!!!

    • O que eu considero como artificial não é aquilo que colocam no carro e sim o que fazem para um piloto ter mais vantagens que o outro. Todos tem que ter as mesmas chances, seja defendendo posição, seja atacando.

      Querem colocar asa móvel? Ok. Mas que todos possam usar quando quiserem.

      Só sou contra a asa móvel da forma como foi implementada, só.

    • Eu sou da época do tele-catch, mais velho ainda. Verdugo, Múmia e Ted Boy Marino HAHAHHAAHAHHAHAA

  3. Cavaleiro que diz NI!

    Belo texto, e divertido. As ilustrações e lembranças são ótimas. Mas “viagradependente” é os cambaus! Meu foguetinho ainda sobe sem os “artificialismos” do tio Bernie e Cia. Admito que só “uma” vez brochei por causa do excesso de vodka. Valeu, é sempre bom um aforismo “sem querer querendo”.

  4. Prefiro seios naturais…

  5. Pitaco: seria legal que todos os posts fossem assinados, pra gente saber a quem dar os parabéns. Curti muito o texto e compartilho com parte da opinião. Imagino que uma disputa sem os chamados artificialismos, poderia ser mais justa para o esporte, mas e o espetáculo? Há muitos não conseguimos diferenciar espetáculo de competição. O futebol, esporte mais popular do planeta (será?), é cheio de maracutaias, artificialismos, encenações etc, mas ninguém ousa a falar nada. A pergunta é: peferimos viver na matrix ou encarar morar na Nabucodonosor, com Morpheus e cia. e comendo aquela gororoba…???

  6. Luisinho apronta mais uma das suas

    http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/noticia/2011/04/antes-de-entrar-na-pista-lewis-hamilton-ataca-de-modelo-na-china.html

    Qto a ‘nova’ F1, eu acho mta parada pra trocar pneu, e essa asa eu acho que vai voar em poco tempo.

  7. Agora, falando sério, ficou genial o artigo. Parabéns, bode! Desse jeito vai virar buchada…

  8. Blog Artificial,Escriba Artificial,Fufeiros Artificiais só falta o mundo ser Artificial

  9. Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

    é “Jaaaaime, o menino está com sede, e não temos laranjas!”

    E artificial já seria mesmo sem a ‘zona de ultrapassagem’, com o Shucrute correndo na Mercedes sem o talento necessário; Hulk e Liuzzi de fora; Alonso ultrapassando Massa de sopetão, (mesmo que este seja mediano); pitstops diarréicos do Massa; punições mandrakes para o Lewis; Sutil favorecido na equipe sem merecer….

    Eu acho que o que tem de artificial na questão da asa móvel é a restrição ao seu uso. Se pudesse ser usada em qualquer lugar, poderiam manter apenas a proibição do uso para defender posição. Seria um artificialismo na medida do bom-senso, e não na medida do Vettel, que já está enchendo o saco com essa frescura no boguinha de fazer greve. Deviam era puní-lo: suspendam ele por um GP que ele para com essa bixice.

    • Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

      Quer mais artificial do que o sorriso do Mishurucher?

      • Euclides Palhafato (Perro de Cofap)

        Pra mim essa restrição da asa-móvel a um pequeno trecho da pista é só pra poderem subir o preço do ingresso pra arquibancada daquele setor. Ou será que é pra atender a bixice do Vettel?

        • Tá aí, Teckel, em um post escrevi que deveriam liberar para a pista toda, mas hoje fiquei pensando: se liberam para a pista toda, tanto para quem defende quanto para quem ataca, uma coisa anularia a outra, portanto nem teria sentido a dita cuja.
          Não sei se a parada é boa ou se é ruim. Só sei que deu uma pitadinha de sazon na última corrida. Vamos ver o que acontece na China.

          • Não sei não, para mim esportes e artificialismos não combinam. WWF e s Globettroters não são representantes de esportes, mas sim artistas de um espetáculo que tem um esporte como pano de fundo. Não há competição de verdade. O problema não é a asa, ou o kers, qualquer outro dispositivo para facilitar as ultrapassagens. O x da questão é o regulamento favorecer um piloto e desfavorecer outro. Imagine que na temporada que vem a asa móvel não esteja mais “apimentando” as corridas e então resolve-se o seguinte: só pode usar o kers o piloto que estiver ultrapassando, o outro não. Aonde isso vai parar? No extremo, a FIA vai mandar o piloto da frente tirar o pé do acelerador.
            Ademais, tudo isto é para mascarar o verdadeiro problema, que são os autódromos lindos, modernos, caríssimos e uma bosta !!! Interlagos nunca precisou de asa móvel para ter emoção. E digo mais: assim como não resolveu na austrália, não vai resolver na china, no bahrein e mais num punhado de corridas chatas e cansativas.
            Abs

          • Rodrigo, por que a WWF e os Globetrotters não são esporte e a F1 é?

  10. Artificialismo pra mim não são os pneus que se esfarelam demais, e sim uma regra idiota que obriga os pilotos à usarem os dois tipos de pneus durante a prova. Cada um que tente cuidar da sua borracha ao mesmo tempo que tenta jantar o piloto da frente, sob pena de perder equilíbiro, andar mais lento com pneu desgastado, e ter que escolher perder um tempão parando e depois ter que tirar a diferença na pista ou, se segurar do jeito que der. Lembram-se da prova vencida pelo falecido na África do Sul em que Mansell parou, trocou e depois veio babando pra cima de todo mundo, e se tivesse mais uma única volta naquela corrida ele teria jantado o Silva também, que já estava quase na roda de tão desgastados que estavam seus pneus.

    Artificialismo pra mim não é uma asa móvel, e sim uma regra ainda mais idiota, que só permite ao piloto usá-lo em um único trecho da pista, desde que este, esteja à menos de 1 segundo do piloto da frente, proibindo quem está à frente de usar, o que é uma puta covardia…é a mesma coisa de um estuprador amarrar as mãos e os braços da mulher, não dando-lhe chance de dar uma bica no saco do estuprador pra se salvar. Não vejo emoção de ultrapassar sem disputa. Exemplo é o próprio GP da Malasia desse fim de semana, quando Fernandito, “O Rapidão”, lutou por uma volta e meia atrás de Luisinho, sem poder acionar a asa móvel. Disparada a melhor briga da corrida.

    O Kers não é um artificialismo, é mal usado, e deveria ser considerada uma forma mais barata de dispositivo que aumenta temporariamente a potência do motor, talvez um tipo de kers como o que a Williams desenvolveu por exemplo, sem necessidades de baterias caras, ou mesmo o push to pass da Indy, por exemplo. E assim como no push to pass, permitir uma quantidade limitada de uso durante a prova, porém deixando ao piloto à escolha de quando e onde usá-lo.

    Não se iludam com a corrida em Sepang, se não fossem os pneus que desgastam rapidamente e as enormes retas da pista, nada teria acontecido. Vide a Austrália, que sempre foi uma prova movimentada devido às suas características, e na qual a asa móvel (alô Button e Massa) e o kers (alo Red Bull) não fizeram diferença nenhuma . Quero ver essa asa funcionar na Hungria e Mônaco.

    É muito claro pra todo mundo que é aficionado, ou é um pouco mais entendido do esporte, que se os carros dependerem menos da aerodinâmica, e as pistas Tilkeanas forem limadas do calendário, (ou modificadas) as coisas podem acontecer de forma muito mais emocionante, sem necessidade de artificalismos ou idéias estapafurdias e cretinas como chuva artificial e atalhos, como as que o tio Bernie mencionou.

    Respeito quem gosta, mas WWF é um porre, Harlem Globetrotters é divertido, e F1 é esporte e não fantasia, e como tal, não deve se espelhar nesses exemplos pra ter espetáculo, até porque essa não é a proposta deles. Ou então que a F1 vire uma categoria como a Nascar, em que ver os carros batendo, e se tocando é mais divertido do que as corridas em si.

    • mãos e os braços = mãos e pés.

      escrever rápido dá nisso….

      • Bruno, depois de ver Hamilton atrás da Renault de Heidfeld sem conseguir ultrapassar, mesmo com kers, asa móvel e motor mercedes, não sei se chamaria de covardia o aparato. Mas vamos ver no que dá.

        E quanto a cuidarem da borracha, concordo. Portanto, usem camisinha, cabras!😀

    • E para complementar, o fato de as disputas da WWF serem combinadas, não a dequalificam como esporte. Pode não existir competição, mas não deixa de ser esporte.
      E esporte pode não ser fantasia em sentido estrito, porém desperta fantasias. O próprio texto do post é uma fantasia.

      O PAI DOS BURROS DIZ:
      esporte
      s. m.
      1. Divertimento, recreio.
      2. Qualquer exercício corporal ao ar livre (para recreio, ou demonstrar agilidade, destreza ou força).
      3. Desenvolvimento físico.
      4. Prática metódica de execícios físicos, individual ou em equipe.

    • Concordo com TUDO que o Bruno CPS disse! É exatamente o que eu vinha tentando dizer! Já sabemos como arrumar essa joça e ficam inventando modinha.

      F1 é competição, e pra mim, só vale ultrapassagem disputada e não essa covardia estúpida de asa do caraio. Seria o mesmo que bater um pênalti sem goleiro, “pra dar mais emoção”.

      E pra quem gosta de artificialismo, que vá fazer sexo virtual.

  11. Eduardo Casola Filho

    Há uma linha tênue entre o artificialismo e a chatura que o esporte tem que seguir para ser interessante. A F1 por anos andou assim. Mas enfiaram os Tilketródromos e umas regras sem-noção, acabaram pendendo para a chatiçe, agora é virar para o outro lado para salvar um pouco.

    Ainda é cedo para dizermos se a regra funcionar, prefiro ver em pistas ruins para ver o que acontece. Mas eu prefiro o entretenimento, mesmo que maquiado, afinal o palhaço tem que fazer a criança rir!

    Sobre os Harlem Globbetrotters, lembrei de quando me contaram do jogo que fizeram aqui em Sorocaba nos anos 50, ondeiriam enfrentar um combinado da cidade e o esquema era bem claro: Tomar a primeira bola e fazer os primeiros pontos para ficar na frente, nem que fosse por poucos segundos. Na partida foi assim: No que a bola subiu o time sorocabano foi com tudo e fez 2 a 0. O ginásio municipal foi ao delírio, só pararam de comemorar quando tava 10 a 2 para os gringos…

  12. Eduardo Casola Filho

    Enquete: Se sua esposa grávida, prestes a dar a luz e com o carro quebrado, você tem a opção de pedir carona para o Queixudo ou para o Rosbife, quem preferiria? A Mercedes tentou esclarecer este caso, mas a única coisa que conseguiu foi o casal de padrinho e madrinha!😈

    Pergunta: Será que será assim no futuro familiar do nosso terráqueo Vlcek?😈

  13. QUE COISA LINDA!!!!!!!!

  14. SINAIS DO APOCALIPSE

    Lázaro Ramos… galã.
    Sandy… devassa.
    Faustão… magro.
    Silvio Santos… pobre.
    Dilma… fazendo omelete na Ana Maria Braga.
    Tiririca… na Comissão de Educação
    Maluf e Collor… na Comissão da Reforma Política
    Genoíno… na Assessoria de ética do Governo
    Lula… dando palestras em Universidades

    Pô… NÃO ERA PRA ACABAR SÓ EM 2012?

    • Ao que tudo indica macarrone pode sim troca de casa.

      Pelas entrevistas que a ferrari tem dado parece que Felipe esta sendo deixado de lado e Alonsito colocado em um pedestal.

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