Falar sobre Ayrton Senna (bem ou mal) não te torna especialista em automobilismo, diz estudo

Um estudo divulgado nesta manhã nos Estados Unidos analisou o comportamento de fãs de automobilismo no Brasil pelas redes sociais durante os últimos seis meses. A pesquisa descobriu que a atitude de 99% dos adeptos sofre uma drástica mudança com a simples menção ao nome do tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, tornando-os mais agressivos.

O levantamento realizado pelo Instituto Lake Speed, da Universidade de Ohio que o parta, sob encomenda de um blog brasileiro, chegou a conclusão que os fãs perdem totalmente a razão em discussões bestas sobre os momentos da carreira do ex-piloto, independente do lado que se defenda, conforme indicou o chefe da pesquisa, o Dr. Jack Miller.

O pesquisador foi enfático ao analisar os resultados: “Independente de qual seja a opinião sobre Ayrton Senna, o que se nota é que muitos ‘entendidos’ de automobilismo acreditam que é só exaltar a imagem do piloto falecido, ou então depreciá-lo, para tornar-se respeitado na web”. O especialista salienta que ter acesso a internet não garante ao internauta sabedoria suprema para avaliar uma corrida de velocípede, quanto mais sobre a história da Fórmula 1.

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P.S. Caso não tenham notado, este post foi apenas uma anedota, digna de sites como Sensacionalista e Olé do Brasil, apenas para avisar que não fiquem de picuinha neste primeiro de maio. Há coisas mais importantes para se discutir neste país. Um abraço e bom feriado a todos! ;)

Pintando o sete: Corridas legais que não são tão lembradas

Olá pessoal! Inicio hoje uma nova coluna aqui neste humilde blog. O nome, como puderam perceber, chama-se Pintando o sete. Nesta coluna irei relembrar sete situações que possuem efemérides semelhantes no mundo do automobilismo. Este era um velho projeto que tinha em mente. Quase adotei em outro espaço, mas vejo que é interessante coloca-lo por aqui.

O artigo de hoje tratará sobre corridas muito boas da história da F1, mas que acabaram bem esquecidas pelo tempo. Mesmo blogs e sites que tratam do lado mais “underground” da F1 pouco espaço deram para estas provas. A ordem das corridas está pelo ano e não pela minha classificação pessoal. Caso ache que haja mais alguma interessante que poderia ter sido mencionada, deixe nos comentários no final deste texto bíblico.

Portanto peguem carona no Delorean e relembrem essas etapas interessantes. Vamos lá!

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Há como salvar a Fórmula 1?

Bom dia, boa tarde ou boa noite, amigos. Uma coisa que venho pensando nestas primeiras semanas de Fórmula 1 em 2015 e que vem desde a pré-temporada: a Fórmula 1, da forma como está atualmente, está com sérios problemas. Ainda há coisas boas que podem ser potencializadas para garantir mais atrativos, no entanto, os erros e as polêmicas desnecessárias acabam mascarando os pontos positivos diante de tantos problemas.

Praticamente todos os carros do grid em Melbourne

Todos os carros do grid em Melbourne

Alguns pontos são bem notórios pelo que se nota nos noticiários: Custos extorsivos, tecnologias ainda difíceis de lidar, dificuldade para trazer novos fãs à categoria, assuntos extra-pista tomando mais espaço do que o que acontece dentro dela e outras coisas que a tornam mais questionada do que em períodos críticos no passado. Continuar lendo

Um tabu duro de se quebrar

Olá pessoal. O post de hoje será mais uma sessão retrô, contando a história do campeonato de 2000, mais especificamente de uma espécie de “maldição” vivida por Michael Schumacher naquele ano que quase arruinou seu campeonato, um tabu que tinha a relação com um certo brasileiro tricampeão mundial que era o segundo maior vencedor de Grandes Prêmios até então.

Este era o 21º ano da Ferrari sem um título de pilotos e a Estaberria de Maranello estava disposta a encerrar este jejum. Como na temporada anterior, teve que colocar os seus esforços no limitado Eddie Irvine para brigar pelo título, no fim, a equipe amargou outro revés, embora tenha levado o campeonato de construtores.

Para este ano, a escuderia teria Michael Schumacher 100% recuperado após a quebra da perna em Silverstone e a estreia de Rubens Barrichello, além do staff já entrosado com Jean Todt, Ross Brawn, Rory Byrne e companhia. Mas a parada era dura, pois a McLaren vinha muito forte com os projetos de Adrian Newey e a boa fase de Mika Hakkinen, então bicampeão da categoria.

O começo do ano mostrava que a Ferrari era a equipe a ser batida. Schumacher iniciou a temporada com três vitórias (Austrália, Brasil e San Marino), abrindo boa vantagem no campeonato, enquanto Hakkinen e David Coulthard tinham problemas mecânicos.

Schumacher começou dominador naquele ano

Ao chegar quase na metade do campeonato (oito de 17 corridas), o alemão tinha cinco vitórias na temporada (venceu também em Nurburgring e Montreal), abrindo 22 pontos para Coulthard, 24 para Hakkinen e 28 para Barrichello. Além disso, Schumacher atingia 40 vitórias na categoria, ficando a uma de Ayrton Senna, o segundo no ranking de vitórias até aquele momento.

Mas aí a porca começou a torcer o rabo para o alemão, no que talvez fosse obra de uma mandinga de um torcedor pacheco que não queria ver o sósia do Dick Vigarista igualar a marca do falecido piloto tupiniquim.

A urucubaca do alemão começou no GP da França, em Magny-Cours, quando o motor Ferrari 049 V10 abriu o bico e deixou o alemão a pé.

Na sequência, duas corridas que terminaram na primeira curva para a Ferrari F1 2000 número 3: Em Spielberg, na Áustria, o alemão foi obliterado pelo brasileiro Ricardo Zonta, da BAR.

Depois, correndo em casa, no GP da Alemanha, em Hockenheim, foi a vez de se enroscar com Giancarlo Fisichella, então na Benetton. A sorte dele foi que a histórica vitória de Rubens Barrichello permitiu a Schumacher manter a liderança do mundial de F1, com dois míseros pontos de vantagem para a dupla da McLaren.

Só que a liderança foi parar nas mãos de Hakkinen após a vitória do finlandês na Hungria. Schumacher quebrou a sequência de abandonos, chegando em segundo, mas pela primeira vez no ano, estava atrás de alguém no campeonato.

Em Spa-Francorchamps, veio uma nova oportunidade de igualar Senna. A corrida começou com chuva, mas o tempo melhorou e a pista foi secando. Schumacher tentou segurar-se na pista com pneus de chuva, mas não teve como segurar o ímpeto de Hakkinen, levando uma das mais belas ultrapassagens da história da F1, com Zonta no papel de coadjuvante no meio da batalha pela vitória.

Após cinco corridas seguidas vendo a vitória escapar, a chance viria na terra da Ferrari, no Grande Prêmio da Itália, em Monza. O alemão fez a pole e vinha confiante em fazer a festa dos tifosi no domingo.

A corrida começou com muita confusão na primeira volta. Na Variante Della Roggia, As Jordan de Jarno Trulli e Heinz-Harald Frentzen, mais a McLaren de Coulthard e a Ferrari de Barrichello se enroscaram e ficaram pelo caminho. Mais atrás, Pedro de la Rosa não conseguiu frear a tempo a sua Arrows e acertou a traseira da Jaguar de Irvine. O carro laranja e preto levantou voo e caiu em cima da Ferrari do Barrica. No meio da confusão a roda do carro de Trulli voou e atingiu o fiscal de pista Paolo Ghislimberti, que veio a falecer no hospital, devidos aos ferimentos.

O safety car entrou na corrida para arrumar a bagunça e depois o restante da prova foi monótono, com Hakkinen tentando um ataque no fim da prova, mas em vão. Schumacher finalmente chegava a sua vitória 41 e igualava a marca de Senna.

Para quem achava que isso não significava muito ao alemão, a surpresa veio na entrevista após a prova. Quando perguntado na coletiva sobre a sensação de ter igualado a marca do brasileiro, Schumacher se desmanchou em lágrimas e não teve mais condições de responder às perguntas dos jornalistas, mostrando o seu lado mais humano e emotivo.

Após o fim do tabu, o alemão simplesmente correu bem mais leve e não deu chances a ninguém na reta final do campeonato, vencendo as três provas seguintes, em Indianápolis, Suzuka e Sepang, garantindo o terceiro título mundial dele e o fim do jejum ferrarista.

Superado o período mais difícil da década na Ferrari, até então, Schumacher iniciou a sequência demolidora que o transformou no maior vencedor da história da F1, tanto em vitórias (91), quanto em títulos (sete).

Após o tabu, o início do domínio

Agora Lewis Hamilton e Sebastian Vettel estão próximos de chegar a marca de 41 vitórias também. Vettel tem 39, mas desde o ano passado, não se mostrou com condições de chegar a vitória. Hamilton está com 34 e com a máquina que possui, pode chegar nela ainda este ano, mas será que o poder místico pode desestabilizá-lo psicologicamente, uma vez que isso não é tão difícil de acontecer com ele? A conferir. Como disse Miguel de Cervantes: “Yo non creo en brujas, pero que las hay, las hay”

É isso. Algum pitaco sobre este texto pitoresco? Esteja aí. Abraço!

Poder de vidência – resultados

Salve galera! Aqui vamos com os resultados dos palpites dados por vocês nesta semana. Aí vai!

bc

 

Qual piloto será o campeão de 2015?

Lewis Hamilton 68%  
Nico Rosberg 28%  
Sebastian Vettel 5%  
Daniel Ricciardo 0%

Por enquanto, toda a confiança em cima de Lewis Hamilton para conquistar o tricampeonato. Bom, se não for ele, será Nico Rosberg. Isso é o que aparenta ser.

Qual equipe será a campeã em 2015?

Mercedes 95%  
Williams 3%  
Outros* 3%  
Red Bull 0%

Outros – Ferrari

Também outra barbada. Sem muita chance de zebra.

Qual será o desempenho de Felipe Massa?

Pode vencer uma ou outra corrida, mas não brigará por título 54%  
Pode chegar ao pódio de vez em quando e terminará na frente do Bottas 26%  
Vai acabar andando atrás do Bottas o ano inteiro 13%  
Vencerá corridas e brigará pelo título 8%

Há um otimismo na medida do possível, mas é sempre bom manter a expectativa lá embaixo, para não se decepcionar.

Felipe Nasr chegará aos pontos?

Sim 89%  
Não 11%

Até dava para ser otimista com o Senna ao contrário (thanx Fernanda Gentil), mas todo o problema do caso Van der Garde pode jogar por terra essa esperança.

Qual será o desempenho da McLaren com motores Honda?

A McLaren vai penar no começo, mas vai terminar forte 62%  
A McLaren vai andar o tempo todo do meio pro fim do pelotão 38%  
A McLaren vai reagir bem e brigar lá em cima daqui a poucas corridas 0%

Será um caminho árduo para a turma de Woking, sem contar essa situação estranha com Fernando Alonso. Mas há uma esperança em seus torcedores ao longo dos anos.

Quem será o novato do ano?

Max Verstappen 50%  
Felipe Nasr 45%  
Carlos Sainz Jr. 5%

O filho de Jos chama muito a atenção pela precocidade e parece que tem bala na agulha. Será que a Red Bull acertou em achar um novo Vettel? O tempo dirá, mas é bom não se afobar quanto a isso.

P.S. Também tem o espanhol Roberto Mehri que debutará no grid pela Manor, mas acho que ninguém iria votar nele mesmo…

O que será da Manor (ex-Marussia)?

Vai conseguir largar sempre, mas sempre andará em último 42%  
Vai largar algumas vezes mas andará sempre em último 31%  
Não chega até o fim do ano 19%  
Vai conseguir outro milagre e pontuar! 8%  
Vai ficar acima do limite de 107% todas as vezes 0%

Não há muito de se esperar de uma equipe que entrou na bacia das almas. O bom é ver uma equipe de menor expressão no grid.

Bom, é isso. Daqui a pouco os motores voltam a roncar (?!) e voltamos a ativa. Até mais!

Poder de vidência

Olá gente! Com a volta deste blog, recoloco um quadro até tradicional desde os tempos de Fórmula UK. Vamos fazer as previsões para 2015 imaginando o que dá para acontecer nesta temporada. Encerrarei as votações antes do primeiro treino em Melbourne, nesta quinta-feira.

bc

Bom, mãos a obra!

P.S. Se tiverem alguma dúvida sobre isso, ouçam esses palpites furados dos meus colegas do Podcast F1 Brasil.

Abraço!

A homenagem de Milionário e José Rico a Ayrton Senna

Fala galera! Tudo em ordem com vocês? Bom, estava com uma ideia de alguns posts, mas ainda não consegui botar em prática. Por enquanto, lembro de uma coisa, diante de uma triste notícia de ontem.

Faleceu na manhã de ontem o cantor José Rico, que fazia dupla com Milionário. Embora não seja a minha praia, eles são um nome essencial da música sertaneja brasileira, já que ainda guardam resquícios da velha guarda do ritmo e não tinham essas coisas das canções de gosto duvidoso de hoje em dia.

Como sou do interior de São Paulo, conheço muitos que gostam demais do som deles e, de fato, eles têm a sua importância na história da música no país. Mas como esse é um blog que basicamente fala mais de automobilismo, lembro uma curiosidade que une os dois temas.

José Rico compôs uma música em homenagem a Ayrton Senna pouco depois do trágico fim de semana do Grande Prêmio de San Marino de 1994. Intitulada como O Herói da Velocidade canção em si pode soar com um certo tom exacerbado de pachequismo, mas era um reflexo do momento do país após a perda do piloto tricampeão mundial.

Quem quiser, dê o play e curta esta homenagem do F1 Social Club, que volta a percorrer esta longa estrada da vida. Abraço!

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