Barman da Velocidade – Episódio 9 – GP da Bélgica

Vamos lá galera! Mais um episódio saindo do forno contando as desventuras de Spa-Francorchamps.

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A Nova Largada, o Novo Grosjean, o Velho Domínio, as Velhas Caduquices da FIA e Um Novo Patamar de Lambança com a Williams

Tópicos do vídeo

• Corrida emocionante? Só se a Mercedes deixar!

Casca de Banana:
• Quem largou mal (Rosberg, Massa, Nasr, Bottas)
• O arrisca-tudo de Vettel deu errado
• McLaren punida com 105 posições
• Williams e sua parada com pneus diferentes

Estrela da corrida
• Bons largadores (Hamilton, Perez, Grosjean, Ricciardo, Ericcson)
• Kvyat e Verstappen: garotos ousados
• Perez fazendo as honras da Force India
• Grosjean redentor

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Imagens: Globoesporte.com; Grande Prêmio; Motorsport.com

Músicas:

Music “DollHeads” by Ivan Chew
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/ramblinglibrarian/25202
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Drive” by Alex Berosa featuring cdk & Darryl J
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/AlexBeroza/43098
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Hidden Blues” by Pitx featuring rocavaco
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/Pitx/27007
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Kokokur” by Pitx
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/Pitx/15328
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Zest” by Basematic featuring Urmymuse
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/basematic/34457
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Music “Seeker” by Gurdonark
Available at ccMixter.org http://dig.ccmixter.org/files/gurdonark/27196
Under CC BY license http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

N’O Peraltado desta semana…

Em minha coluna para o Blog Curva a Curva, publico hoje a continuação da história da estreia de Michael Schumacher na Fórmula 1. O capítulo descreve não só a participação do piloto alemão, como também os eventos que marcaram aquela corrida.

[…]Naturalmente, o circo da Fórmula 1 já ficou agitado por conta da presença desse jovem germânico. E as expectativas para a corrida eram boas.

No entanto, a típica avareza de Eddie Jordan acabou com as esperanças de Schumacher. O alemão reclamou que a embreagem já estava falhando durante o warm-up e que precisava ser trocada. O irlandês acreditou que uma embreagem nova seria um luxo desnecessário para aquele pivete queixudo e recusou-se a abrir a carteira.

Resultado: após a largada, Schumacher segurou-se bem na subida da Eau Rouge, mas ao chegar à reta Kemmel, o Jordan 191 #32 acabou enguiçando e a estreia de Schumi foi mais curta que a luta da Ronda Rousey contra a Bethe Correia.[…]

Veja o artigo completo aqui!

Abraço!

Momentos Históricos: GP da Bélgica de 1998 – a corrida do caos

O GP da Bélgica de Fórmula 1 sempre é um dos mais esperados do ano pelos fãs da velocidade. Com a prova na mítica pista de Spa-Francorchamps, a expectativa é que a primeira corrida após a pausa do verão europeu seja sempre épica. A expectativa não foi só atingida, como foi obliterada no ano de 1998.

Imagem: Site Damon Hill (não-oficial)

Pelo pódio, já dá para ver que não foi um dia normal

A história mostrava um campeonato polarizado entre a engenharia de um super-carro e um talento acima da média. Mika Hakkinen tinha em mãos o MP4/13, carro da McLaren projetado por Adrian Newey e com o potente motor Mercedes V10 e dominou o campeonato desde o início, mas tinha a concorrência da Ferrari, que, apesar de um instável F300, tinha Michael Schumacher para carregar a equipe nas costas e disputar o certame ponto a ponto.

Em Spa, Hakkinen chegava com a vantagem de 7 pontos para o alemão e fez a pole, tendo o companheiro David Coulthard a completar a primeira fila. Schumacher largava em quarto, ao lado da Jordan de Damon Hill.

Mas as chances do ferrarista surgiam com a chuva que caía na região das Ardenas naquele 30 de agosto, já que em pista molhada, o talento que sobrava a Schumi, faltava ao finlandês.

Os carros alinharam para a largada em pista molhada. Após o apagar do sinal, Foi Hakkinen quem largou bem e fez a La Source na frente. O spray de água que saíam dos carros não permitiam que se visse muita coisa do pelotão, mesmo com as câmeras mais modernas de televisão. Com essa dificuldade, o mundo chocou-se mais ainda com a imagem que vem a seguir.

(a partir dos 4 minutos)

É chover no molhado falar que este é um dos acidentes mais impressionantes dos 65 anos da história do campeonato mundial de F1. Um acidente múltiplo como pouco se viu. Um big one para fã da Nascar nenhum botar defeito.

Ao todo, os envolvidos foram David Coulthard (McLaren), Eddie Irvine (Ferrari), Alexander Wurz (Benetton), Rubens Barrichello (Stewart), Jos Verstappen (Stewart), Johnny Herbert (Sauber), Olivier Panis (Prost), Jarno Trulli (Prost), Mika Salo (Arrows), Pedro Paulo Diniz (Arrows), Toranosuke Takagi (Tyrrell), Ricardo Rosset (Tyrrell) e Shinji Nakano (Minardi).

Apesar da cena plástica, todos os pilotos envolvidos saíram ilesos. O único que reclamou de um hematoma na mão foi Rubens Barrichello, mas nada que preocupasse para uma nova largada, já que com a bandeira vermelha, a prova reiniciava do zero.

Imagem: Velocidad Pura

Prejuízo grande, mas só material

E, sim, naquele tempo, mesmo as equipes pobres de marré dispunham de um carro reserva para uma eventualidade deste tipo. O problema é que algumas escuderias tiveram danos demais com os dois carros e precisavam escolher um dos seus dois empregados para disputar a corrida.

As equipes que tiveram apenas um piloto envolvido não tiveram problemas com a reposição, já com Stewart, Prost, Arrows e Tyrrell, o negócio era limar um dos dois da disputa naquele momento.

Na equipe de Sir Jackie, Barrichello podia ser considerado o primeiro piloto, mas devido ao machucado e ao fato do carro reserva estar preparado ao holandês, o bólido substituto ficou para o pai do Max (que naquela época tinha exatos 11 meses de vida)

No time do francês tetracampeão mundial de F1, a preferência foi para o errático Trulli em detrimento de Panis. Na Arrows, o falastrão Salo teve que ver o herdeiro do grupo Pão de Açúcar e hoje pacato fazendeiro Pedro Paulo Diniz pilotar o belo bólido preto.

Por fim, a já moribunda Tyrrell escolheu obviamente o japonês favorito da equipe, Tora Takagi ao invés do patinho feio da equipe, o brasileiro Ricardo Rosset, que era tratado na escuderia como a mosca do cocô do cavalo do bandido. Pobre Rosset…

Enfim, após uma hora de espera,  corrida começava para valer. E o rumo dela mudara totalmente.

O segundo início foi bem diferente do primeiro. Hakkinen patinou mal e viu Damon Hill mergulhar na frente. O finlandês dividiu a curva com Schumacher e levou a pior. Para piorar, Johnny Herbert não conseguiu evitar o choque com a McLaren eliminando os dois pilotos.

Para aumentar a desgraça da turma de Woking, Coulthard envolveu-se em outro entrevero, batendo com a Benetton de Wurz. O escocês conseguiu voltar, ainda que uma semana depois do resto do pelotão.

Após a intervenção do Safety-Car, a prova recomeçou com Hill pressionado por Schumacher. O alemão não demorou muito e disparou na frente. Irvine tentou fazer a mesma coisa e danificou o bico, perdendo muito tempo.

Schumi abriu boa frente e partia tranquilo para uma vitória importante, que o colocaria na liderança do campeonato.

Enquanto isso, a chuva apertava e os pilotos tinham dificuldade em ficar na pista. Para piorar, o motor Ford do carro de Verstappen explodiu lançando óleo sobre a pista, já encharcada. Takagi e Jacques Villeneuve, o então atual campeão mundial, foram vítimas do estado traiçoeiro da pista.

Enquanto segurar o carro no asfalto parecia uma missão impossível, Schumacher passeava sobre às águas que caíam na região das Ardenas e nada parecia detê-lo.

Então, apareceu a McLaren de David Coulthard. O escocês estava a ponto de levar uma volta da Ferrari e havia uma preocupação enorme com a atitude do escocês.

Coulthard tirou o pé para deixar Schumacher passar, mas com a condição crítica de chuva e de visão da pista, o alemão não pôde perceber e abalroou a McLaren. Schumi seguiu para os boxes sem uma roda e Coulthard sem a asa dianteira.

Nos pits, outra cena digna de Nascar: Schumacher encosta o carro destruído na garagem, deixa o bólido e caminha furiosamente em direção da garagem da McLaren, tira o capacete e, com  uma expressão furiosa, tenta cobrir de porrada aquele bastardo escocês. A sorte de Coulthard foi que a turma do “deixa disto” estava dos dois lados.

Nota da redação: Coulthard admitiu anos depois que teve a intenção de ferrar aquele queixudo em prol da sua equipe, mas, depois do incidente, os dois tiveram uma longa conversa ficou tudo na paz ao longo dos anos.

Assim, a liderança novamente caía no colo de Hill. Enquanto isso, o caos continuava. Irvine rodava e acabava com as chances da Ferrari, logo depois, Giancarlo Fisichella acertou em cheio a Minardi de Shinji Nakano e causou o último Safety-Car da prova.

Naquele momento do campeonato, apenas seis carros estavam na pista: as Jordan de Hill e Ralf Schumacher, a Sauber de Jean Alesi, a Williams de Heinz-Harald Frentzen, a Arrows de Diniz e a Prost de Trulli (que estava duas voltas atrasado). Coulthard e Nakano, incrivelmente, voltaram depois, cinco voltas atrás dos ponteiros.

Galeria: Gran Premio de Belgica en Imagenes (Taringa.net)

Quase todos os carros que concluiíam a prova em uma imagem

Tudo tranquilo a partir de agora, certo? Não exatamente. O Schumacher mais novo veio com volúpia para buscar a vitória. Coube a Eddie Jordan botar a ordem na casa e mandar via rádio o novato a manter as posições para não colocar em risco a histórica vitória.

Mesmo assim, nada estragou a alegria amarela em Spa. Damon Hill fazia às pazes com a vitória após o título mundial de 1996 e dava para a simpática equipe Jordan a sua primeira vitória na categoria.

Lembrando que a Jordan tem muita história na pista belga. Foi lá em que a equipe permitiu a estreia de Michael Schumacher, em 1991, foi lá que Rubens Barrichello obteve a primeira pole dele e da escuderia. Foi lá que Tiago Vagaroso Monteiro somou o último ponto do time irlandês em 2005.

Imagem: Total Race

Festeja, Hill

A primeira vitória da Jordan Grand Prix só poderia ser lá mesmo. Em meio ao caos, um momento histórico!

N’O Peraltado desta semana…

Salve galera! Estou aqui para falar de uma novidade: escrevo também para o blog Curva a Curva, com a coluna O Peraltado.

Na coluna de hoje, destaco os detalhes envolvidos com a estreia de Michael Schumacher na Fórmula 1, com destaque para a prisão de Bertrand Gachot.

Com o belo Jordan 191 motor Ford HB4 V8, o piloto nascido em Luxemburgo, mas com a nacionalidade belga fazia um trabalho bom em uma equipe novata, ao somar quatro pontos e fazer a volta mais rápida do GP da Hungria de 1991.

Mas a sorte de Gachot começou  mudar em agosto de 1991. Em processo movido pelo taxista inglês, o piloto acabou condenado a um ano e meio de prisão pela justiça britânica e foi levado à prisão de segurança máxima de Brixton, onde teve que dividir a cela com os piores criminosos da terra da rainha.

Mais sobre esta história, acompanhe AQUI!

Abraço!

A insuportável guerra

O dia 31 de julho de 2015 começou polêmica com uma declaração de Nelson Piquet, que afirmou que seu compatriota Ayrton Senna era um piloto que jogava sujo nas pistas.

Imagem: GP Total

Imagem: GP Total

Bom, vamos aos fatos: Senna jogou sujo em várias ocasiões sim. O brasileiro não tolerava ficar atrás de ninguém e queria vencer a qualquer custo. No entanto, foi assim que ele tornou-se um showman da Fórmula 1 e foi alçado a condição de gênio.

Piquet tem a capacidade ímpar de provocar todos a sua volta, perde a compostura e não foram poucas as vezes que falou demais e passa pelo papel de antipático. No entanto, era astuto dentro e fora das pistas e conseguia soluções incríveis para vencer o campeonato, assim, também foi alçado a posição de gênio.

Eu poderia me estender mais sobre o perfil de Senna e Piquet. mas isso já é algo que virou domínio público. Recomendo dois textos: um clássico do Bandeira Verde, e outro do GP Total nesta semana. As definições são mais simples.

Ayrton Senna e Nélson Piquet no Autódromo de Jacarepaguá.

O que venho escrever por aqui é que esse incessante assunto tornou-se um pé no saco. Sennistas de um lado, Piquetistas de outro. Qualquer nota ou imagem sobre um dos dois já é o suficiente para causar uma flame war, seja em papos de bar, seja na rede mundial de computadores ou em qualquer outro lugar.

Qualquer conhecedor de automobilismo tem que reconhecer que tanto Senna quanto Piquet são nomes importantíssimos para o automobilismo brasileiro. O país teve muita sorte de ter dois grandes mestres da velocidade  e que merecem todas as reverências pelas suas conquistas. (claro que outros tantos por aqui e que merecem ser igualmente reverenciados)

Mas acontece que muitas pessoas têm a mente fechada e não quer admitir o óbvio por pura birra. E não é questão de falta de informação, pois são muitos “catedráticos” que se comportam feito crianças ao discorrer sobre um ou outro. Inclusive coleguinhas do jornalismo esportivo.

Imagem: Site da Abril

Palmas para ambos, vaias para os haters (de um ou de outro)

Portanto, digo que respeite a opinião alheia. Prefira Piquet ou prefira Senna, saiba reconhecer os méritos de ambos ao invés de discutir o sexo dos anjos. Abraço!

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